Notas iniciais
Olha quem voltou meu povo lindooooooooo... Boa leitura, espero que gostem do cap, nos vemos nas notas finais!!!!!

THOMAS MERLYN ERA UMA TREMENDA DOR NA BUNDA!

—Por que nós vamos fazer isso mesmo? Quer dizer, como diabos deixei você me arrastar pra mais essa ideia estúpida?

Meu amigo (?) deu risada pelo que parecia ser a milésima vez e então John o seguiu também. Era impressão minha ou eu estava cercado de traidores?

—Até você, John? Eu pensei que ao menos você estava do meu lado! –Meu amigo riu baixinho novamente e deu de ombros como se estivesse falando “problema é seu” e continuou dirigindo calmamente.

A verdade era que nada conseguia abalar John Diggle, o cara parecia um armário, mas era totalmente gentil e amável com todo mundo.

—Eu ainda não acredito que finalmente vamos ter uma noite só dos caras, não vejo a hora da Thea começar a namorar pra podermos chamar o namorado dela pra fazer parte das nossas festinhas também.

Bufei alto e dei um soco no ombro dele.

—Em primeiro lugar, não fale como se fizéssemos “festinhas” recorrentes, porque essa é a primeira vez que fazemos isso e ainda não sei de onde você tirou essa ideia de noite dos caras e em segundo, eu vou te matar porque agora estou imaginando minha irmãzinha transando com um idiota qualquer e eu não queria ter essa cena na minha cabeça.

Eu não tinha a inocência de imaginar que a minha irmã ainda era pura, mas preferia simplesmente não pensar no assunto pra não ter que sair por aí tentando matar alguém, porque a verdade era que nenhum homem era bom o suficiente pra ela.

—Chegamos!!! –Saí dos meus devaneios assim que John abriu a boca e dei graças a Deus por isso, porque aquelas cenas nojentas estavam querendo retornar pra minha mente e eu já estava ficando com vontade de vomitar.

—Espera, você quer passar uma noite dos caras na boate da minha irmã? Sério, gênio? –Eu sabia que deveria ter recusado assim que ele havia aparecido juntamente com John na porta da minha casa.

Agora eu poderia estar na sala de cinema de casa vendo um bom filme, mas não, eu estava aqui ganhando alguns fios de cabelo branco por causa da criança ao meu lado.

Eu iria mata-lo!

—Qual é o problema, aqui podemos beber de graça! –Ele deu de ombros, John foi logo atrás e eu não tive escolha a não ser segui-los, mas eu sabia que Tommy teria uma surpresinha assim que entrasse na boate.

Ele só poderia ser totalmente desmemoriado ou burro mesmo, mas John parecia saber do que eu sabia e estava se segurando pra não dar risada, o que significava que ele só havia aceitado participar daquilo pra poder ver o circo pegar fogo.

Entramos na boate barulhenta, após passarmos pelo segurança que nos deu passe VIP e seguimos até uma área mais isolada que ficava no segundo andar da boate.

—Viu só Ollie, por que aqui não seria um bom lugar pra comemorar a noite dos caras? –Tommy parecia feliz e eu revirei os olhos antes de vira-lo e apontar pro outro lado da boate.

—Talvez por aquilo ali! –Ele seguiu a minha mão e então logo se viu olhando pra Laurel.

—Puta merda, eu tinha me esquecido totalmente que vinha comemorar aqui! –Ele murchou completamente depois disso e qualquer um pensaria que essa desanimação dele se devia ao fato de ele estar pretendendo trair a noiva ou algo assim, mas não era nada disso.

A verdade é que um respeitava o espaço do outro, mas Tommy parecia uma cadela no cio atrás da Laurel, o que não deixava dúvidas de que ele só tinha olhos pra ela.

—Olha só, ela está com umas companhias interessantes, não está? –Repentinamente ele havia começado a sorrir e foi a minha vez de seguir o seu olhar e me surpreender ao ver que Laurel estava acompanhada de Kara, Curtis e...aquela era a Felicity?

Ai que merda!

—Tudo bem, nós precisamos ir embora! –Comecei a caminhar e percebi que os dois idiotas não haviam dado um passo sequer. –EU DISSE QUE NÓS PRECISAMOS IR EMBORA, AGORA!

—Por que precisamos ir embora? A Laurel disse que tá tudo bem! –Arqueei a sobrancelha pra ele e vi a mensagem que a sua noiva que havia acabado de chegar.

“Eu não acredito que você veio pro mesmo lugar que eu, EU DEVERIA TE MATAR THOMAS MERLYN....Mas vamos fazer assim, vocês ficam aí desse lado e nós ficamos desse aqui, vamos fingir que não nos conhecemos e ninguém atrapalha a noite de ninguém, combinado?”

—Nós não vamos fazer isso, vamos? Quer dizer, é ridículo! Existem muitas boates na cidade e se o problema é pagar pelas bebidas, podem deixar por minha conta! –Eu estava realmente desesperado e não sabia o porquê.

Na verdade eu sabia sim, mas simplesmente não conseguia entender o motivo!

Por que vê-la aqui havia me deixado nesse estado? Eu é que havia ido na casa dela mais cedo e implorado pra ela continuar na empresa e agora simplesmente estava com medo de ficar no mesmo lugar que ela?

—Por que precisamos ir embora? A Laurel disse que se ficarmos desse lado da boate não tem nenhum problema! –Tommy parecia alheio a tudo o que estava acontecendo e eu estava mais do que agradecido por isso.

—É Oliver, podemos ficar, a não ser, é claro, que você tenha algum problema em ficar aqui agora, você tem? –Já o meu outro amigo não parecia nem um pouco alheio a situação. John já havia visto Felicity e como o bastardo que era, estava me colocando contra a parede pra me fazer revelar os meus sentimentos confusos por ela, afinal, eu havia cometido o erro de contar pra ele sobre os últimos acontecimentos entre mim e a loira e agora ele havia decidido não me deixar em paz.

Graças a Deus que eu não havia contado nada ao Tommy, porque aí sim eu estaria em sérios problemas.

—Não, nenhum problema! –Abri um sorriso e me sentei em um dos sofás, eu sabia o quanto estava tenso e sabia também que qualquer pessoa que me conhecesse ao menos um pouco perceberia isso, mas era o melhor que eu podia fazer no momento, então...

—Isso é ótimo, eu vou atrás da Thea pra pedir as bebidas, o que vocês vão querer? –Eu simplesmente não conseguia entender o por que de Tommy estar tão animado, mas decidi apenas revirar os olhos e me manter firme.

—Whisky, puro! –O moreno arqueou a sobrancelha na minha direção e então deu de ombros, se virando pra John logo em seguida.

—Um Martini! –Estranhei aquele pedido do John, afinal pensei que ele não iria beber por estar dirigindo, mas ele deveria ter outros planos. Tommy assentiu e começou a andar pra fora da área VIP, mas eu logo me atentei pra uma coisa.

—Estamos na área VIP, por que você simplesmente não pede as bebidas pra algum garçom? –Meu amigo deu de ombros e então abriu um sorriso.

—Porque eu quero ver a Thea!

Depois disso, ele saiu, abrindo caminho em meio as pessoas bebendo e dançando e logo se misturando em meio à multidão. Tommy era assim, ele se adaptava a qualquer lugar de maneira natural.

O que não era o meu caso!

—Por que você está tão nervoso? –Me virei na direção do John e se ele não fosse tão grande, eu com certeza teria dado um soco nele.

—Não se faça de idiota, você sabe muito bem porquê! –Ele franziu o cenho e se sentou ao meu lado.

—Na verdade, não! Quer dizer, você falou com a Felicity hoje, estava tão ansioso pra chegar na casa dela que até me fez ultrapassar um sinal vermelho, então eu não entendo o porquê de agora a presença dela aqui estar incomodando você!

É claro que ele não entendia, porque ele não sabia das coisas que haviam acontecido. Como eu poderia explicar pra ele que Felicity e eu só havíamos nos encontrado fora do trabalho três vezes e que nessas três vezes algo havia acontecido?

Primeiro foi no avião e aquele falatório desastroso aconteceu, depois foi na festa do Tommy e eu quase a beijei ali mesmo e hoje no apartamento dela eu simplesmente a havia abraçado, o ato havia sido automático e eu simplesmente não havia parado pra pensar no que estava fazendo.

—Oliver, o que pode acontecer de tão ruim aqui? –Dei de ombros e fingi concordar com o que ele havia dito, mas a verdade era que a minha mente estava rodando essa pergunta sem parar.

O que poderia acontecer de tão ruim estando numa boate com a mulher que despertava sentimentos totalmente contraditórios em mim?

Eu estava com medo de descobrir!

...

—Você não acha que bebeu um pouquinho demais não? –Tommy estava parecendo um idiota saltitante e dava gargalhadas tão altas que eu acho que dava pra ouvir do outro lado da boate mesmo com a música alta.

Eu sabia que isso aconteceria, o idiota não sabia beber quando ficava empolgado e era sempre eu que precisava aguentar o tranco quando ele começava a querer vomitar pelos lugares.

—Eu não bebi demais, eu totalmente conheço os meus limites, Queen! –Ele já estava com a voz arrastada e agora eu sabia que faltava pouco pra que ele começasse a me dar trabalho.

John também já estava um pouco alegrinho demais e agora eu queria matar alguém, pois eu sabia que estava totalmente sozinho nessa.

Ou talvez não...

Respirei fundo e olhei na direção que eu estava evitando (sem muito sucesso) durante toda a noite, eu sabia que precisaria de ajuda agora e não havia jeito.

Laurel iria me matar!

Depois de me certificar de que Tommy e Diggle continuariam ali, caminhei até o outro lado e dei de cara com uma cena um tanto quanto peculiar.

Laurel ria alto, mas parecia estar totalmente sóbria, enquanto Curtis parecia levemente alegra. A loucura de verdade estavam nas duas loiras sentadas lado a lado rindo e se inclinando como se o mundo fosse acabar.

Felicity e Kara estavam muito bêbadas e eu precisei respirar fundo, pois não tinha ideia de que a versão bêbada da Felicity me deixaria excitado também, quer dizer, o que eu poderia fazer? Assim que eu havia aparecido, ela simplesmente havia passado a me olhar como se eu fosse um pedaço de carne suculento no qual ela estava muito interessada.

Controle-se, homem!

—Ah, não! Não mesmo Ollie, ele é responsabilidade sua hoje! –Laurel já estava sacudindo a cabeça e eu revirei os olhos.

—Ele é seu noivo e daqui a pouco vai começar a querer vomitar e eu vou ter que mata-lo!

—Pessoal, não briguem por mim, tem Tommy pra todo mundo! –Após dizer isso, o bastardo puxou a mim e a Laurel pra um abraço totalmente desajeitado e eu respirei fundo várias vezes.

—Abraço? Eu também quero! –Felicity se levantou desajeitadamente e se juntou a nós naquele abraço.

Tudo bem, agora as coisas estavam um pouco melhores!

Apreciei por alguns segundos os braços dela ao meu redor, mas logo me desvencilhei porque eu sabia que ficar mais tempo seria me aproveitar da sua embriaguez e isso era algo que eu me recusava a fazer.

Sacudi a cabeça para espantar aqueles pensamentos e voltei a olhar pra Laurel com a minha melhor cara de cachorrinho que havia caído da mudança.

—Ai tá bom, que saco! Odeio quando você me olha com essa cara! –Abri um sorriso na direção dela e beijei seu rosto rapidamente para agradecer.

Tommy era um inferno quando ficava bêbado e eu estava mais do que satisfeito por me livrar disso hoje.

—Vocês são tão fofos juntos! Oliver, você também fazia essa carinha fofa pra irmã da Laurel? –Senti o sangue se esvaindo do meu rosto rapidamente e percebi pelo canto do olho que todos franziram a testa.

Se a versão normal da Felicity não tinha filtro, a versão bêbada tinha um megafone no lugar da boca.

—Eu levo a Felicity pra casa, você pode levar o resto do pessoal, já que até onde eu sei todos moram relativamente perto!

Eu disse aquilo porque precisava manter ela longe dos outros, não podia me arriscar a ver Felicity contando o meu segredo em um momento de embriaguez, mas percebi o meu erro no momento em que eu abri a boca.

—Você quer levar a Felicity? Tudo bem, agora eu compreendo! –Laurel ostentava um sorriso gigantesco no rosto e eu sabia exatamente o que ela estava pensando.

Em uma situação normal isso até poderia ser verdade, eu querendo passar um tempo com Felicity não era algo que ficava longe da minha mente, mas nesse momento as minhas razões eram totalmente diferentes.

—Não é isso que você tá pensando! –Eu tentei, mesmo sabendo que não adiantaria de nada. Laurel riu baixinho e deu de ombros.

—É claro que não! –Revirei os olhos e ela riu baixinho. –Bom pessoal, vamos! O Ollie aqui vai levar a Felicity pra casa e eu levo vocês! –Todos concordaram na mesma hora, menos Kara, que rapidamente se prostrou ao lado da Smoak.

—Perai, você foi mal com ela e agora quer levar ela pra casa? Como eu vou saber que você não vai ser mal com ela de novo? –Kara era realmente fofa e parecia não se lembrar que eu era seu chefe, mas eu não me importava com isso porque ficava feliz em saber que Felicity tinha amigos que estavam dispostos a defende-la em qualquer situação.

—Eu prometo que não vou ser mal com ela, vou ser um verdadeiro cavalheiro, tudo bem? –Ela pareceu pensar por uns momentos e então jogou Felicity pra cima de mim.

Ela tropeçou e eu a segurei momentos antes que ela se estatelasse no chão.

—Obrigada! –Os olhos dela estavam brilhantes e eu precisei me esforçar muito pra lembrar que ela estava bêbada e tinha gente nos olhando nesse exato momento. Respirei fundo e tudo o que fiz foi sorrir na direção dela e ajudá-la a se erguer novamente.

—Acho melhor irmos, obrigada pessoal! –Não dei tempo de ninguém me responder, simplesmente comecei a arrastar Felicity pra longe dali e no momento em que estava quase saindo da boate, vi a minha irmã me olhando.

Ela estava com um sorriso enorme e fez um sinal de joinha na minha direção, como se estivesse feliz com o que eu estava fazendo.

Deus do céu, eu não iria ter paz amanhã!

—Você é bem forte, sabia? Todo cheio de músculos! –Ela cutucava o meu braço sem parar e eu estava me segurando pra não rir, porque essa versão da Felicity conseguia ser ainda mais fofa do que a versão normal.

—Vamos pro carro, tudo bem? Prometo que logo você vai estar em casa e vai poder dormir, embora eu precise dizer que você vai acordar péssima amanhã. –Ela arregalou os olhos na minha direção e eu percebi que talvez fosse a coisa errada a se dizer. –Mas, a tarde você já vai estar bem melhor, quase ótima! –Ela pareceu aceitar isso e voltou a sorrir.

Caminhamos mais alguns passos e então eu destravei o meu carro antes de colocá-la dentro dele. Ajudei Felicity a se sentar e como vi que ela não parecia ter equilíbrio nenhum, decidi colocar o cinto nela.

No momento em que comecei a fazer isso, minha mão resvalou na parte inferior de um dos seios dela e minha respiração ficou presa na garganta no mesmo momento.

Felicity parecia estar ficando sem fôlego também e assim que nossos olhos se encontraram, eu precisei de todo o meu auto controle pra simplesmente fechar o cinto dela e sair dali.

Dei a volta no carro enquanto respirava fundo e repetia o mesmo mantra na minha cabeça: “Ela está bêbada, Oliver! Se contenha, não seja um idiota.”

Fiquei alguns segundos parado ao lado do veículo e rezei pra todos os deuses pra que esse percurso fosse rápido porque eu sabia que meu autocontrole não era lá muito grande e eu não queria nem podia fazer algo que a magoasse.

Eu era melhor que isso!

Assim que consegui me acalmar, entrei dentro do carro e percebi pelo canto do olho que Felicity estava me olhando de maneira confusa, mas permaneceu em silêncio.

Eu achei que seguiríamos o caminho todo assim, mas depois de certo tempo o silêncio deve ter começado a entedia-la.

—Eu quero que você consiga! –Franzi o cenho e olhei na direção dela, Felicity tinha um leve sorriso no rosto e parecia lutar consigo mesma, como se soubesse que não deveria dizer aquelas palavras, mas ao mesmo tempo precisava dizer.

—O que você quer que eu consiga? –Ela deu de ombros e então olhou pela janela.

—O meu perdão!

Foram apenas três palavras, mas foram as três palavras que tiveram o poder de me desestabilizar. Se ela queria que eu conseguisse o seu perdão, isso só poderia significar que ela queria continuar ao meu lado, ou seja, talvez ela gostasse de mim.

—Eu não quero você, Oliver! –Aquilo me pegou desprevenido e eu aproveitei o sinal vermelho para poder me virar e olhar diretamente pra ela. Estava prestes a perguntar o que aquilo significava quando ela suspirou e olhou na direção das mãos. –Só que a verdade é que eu quero sim!

Tudo bem, agora eu simplesmente havia travado!

Eu sabia que a Felicity deveria sentir algo por mim, mas depois de tudo o que eu havia feito...bem, passei a achar que ela me odiava e ouvi-la dizer que ainda me queria foi como um golpe certeiro no meu peito que simplesmente tomou todo o meu ar.

—Que tal termos essa conversa quando você não estiver bêbada? –Eu voltei a andar com o carro assim que o sinal ficou verde e pelo canto do olho percebi que Felicity estava pronta pra me contestar. –Eu sinto que estou quebrando as regras por obter informações de você nesse estado!

—Eu não estou bêbada, Oliver Jonas Queen! –Ela cruzou os braços de uma maneira fofa e eu percebi que ela simplesmente era assim.

Uma força da natureza!

Felicity não havia nascido pra ser subalterna de ninguém, ela não abaixava a cabeça, não aceita ofensas que não merecia ouvir e nunca tinha medo de falar o que pensava, era isso que havia me atraído nela, em primeiro lugar.

Depois disso, eu descobri coisas como a sua língua sem filtro, a sua inteligência sem fim e o seu coração gigantesco, fora o fato de que ela me fazia rir, coisa que quase ninguém conseguia fazer.

E o corpo dela...Ele parecia se encaixar perfeitamente com o meu!

Me lembrei do dia em que nos beijamos e percebi que eu ainda não sabia o que eu havia sentido naquele momento, tudo o que eu sabia era que beija-la me parecia...certo!

Decidi me manter em silêncio durante o resto da viagem, porque eu sabia que nada de bom viria se eu a confrontasse e ela pareceu aceitar isso, pois continuou em silêncio também.

Assim que cheguei na frente do seu prédio, me preparei para deixa-la lá porque ficar no mesmo ambiente que ela estava se tornando uma tremenda tortura, mas é claro que ela não facilitaria as coisas pra mim.

Ela nunca facilitava...

—Você não vai me ajudar a chegar em casa? Você disse que eu estou bêbada, então o mínimo que você pode fazer é me colocar na cama e deixar um copo de água e aspirinas na mesinha de cabeceira pra eu usar quando acordar amanhã.

Ela havia me pego de jeito e pelo sorriso que ela ostentava, eu tinha certeza de que ela sabia disso. Eu havia sido criado como um cavalheiro, apesar de tudo e jamais poderia deixar de atender um pedido assim.

—Mulher impossível!

Com um suspiro irritado, saí do carro e a ajudei a fazer o mesmo, em seguida caminhamos lentamente para dentro do prédio dela e com um aceno para o porteiro, eu segui em direção ao elevador.

No momento em que entramos na caixa de metal, Felicity passou um braço pela minha cintura e encostou a cabeça no meu peito.

Eu simplesmente não conseguia me mover!

Mas que diabos...

Eu não entendia o que estava acontecendo comigo, quer dizer, eu já havia dormido com várias mulheres, isso eu precisava admitir e eu sempre, repito, SEMPRE sabia o que fazer, mas agora...um simples toque dessa mulher fazia eu me transformar em um ser feito de gelatina.

—Vamos, você precisa dormir!

Ela assentiu, ainda grudada no meu corpo e eu não vi escolha senão, carrega-la. Rezando aos céus para que me desse todo o autocontrole do mundo, eu passei o braço por detrás das pernas dela e a apoiei em meus ombros, em seguida, a ergui com facilidade e precisei respirar fundo ao ver que o corpo dela, mais uma vez, se encaixava perfeitamente no meu.

Caminhei na direção do apartamento dela e me desesperei ao perceber que ela não carregava bolsa nenhuma, então onde diabos estavam as chaves?

Em uma tentativa burra, tentei abrir a porta e grunhi ao perceber que estava fechada.

—No meu sutiã! –Abaixei a cabeça na direção dela, certo de que eu não havia escutado direito.

—Desculpe, como? –Ela colocou a mão frouxamente em torno do meu pescoço e se encostou ainda mais em mim.

—A chave está dentro do meu sutiã!

PUTA MERDA!

—Você...ahn...você poderia pegar, por favor? –Ela riu baixinho e negou rapidamente com a cabeça.

—Eu não consigo, acho que você vai ter que pegar, senhor Queen! –Minha vontade era de simplesmente deixa-la lá, largada no chão e ir embora, porque eu sabia que ela estava se divertindo com isso.

Inferno, minha vontade era de realmente enfiar a mão dentro do sutiã dela e era isso que estava me assustando.

—Tudo bem!

Busquei todo o controle que havia em mim e fechei os olhos, amaldiçoando o destino por fazer isso comigo, em seguida, enfiei apenas dois dedos dentro do vestido dela e me obriguei a não toca-la a não ser que fosse extremamente necessário.

Infelizmente o meu amiguinho não entendia isso e já estava começando a querer dar sinais de vida, quando eu finalmente rocei em algo metálico e respirei aliviado.

Tirei as chaves rapidamente de lá e em seguida abri a porta.

O apartamento dela continuava como hoje de manhã e sem mais delongas eu segui em direção ao corredor. Só haviam duas portas lá e uma eu descobri ser o banheiro, portanto a outra só podia ser o quarto dela.

O quarto dela gritava “Felicity” pra todos os lados, ele tinha uma tonalidade clara e os móveis seguiam essa cor também, mas era cheio de pôsteres e quadros falando sobre séries, filmes e ficção cientifica, fora todos os livros de programação em cima da mesinha de cabeceira.

—Eu vou deixar você aqui e vou buscar as aspirinas, tudo bem? –Ela assentiu e eu a coloquei na cama, mas no momento em que estava me erguendo pra sair, ela me puxou com força e eu acabei de desequilibrando, caindo em cima dela logo em seguida.

Por um momento o mundo parou, por um momento tudo o que eu pude ouvir era o som da sua respiração contra mim.

Eu sabia que deveria me levantar, sabia que o certo era fazer isso, mas simplesmente não estava encontrando em mim forças para fazer isso.

—Eu sei que você acha que eu estou muito bêbada pra pensar, mas eu não estou, talvez só um pouco mais corajosa! –Ela olhava nos meus olhos de maneira tão séria, que era quase impossível não acreditar. –Eu quero você e estou cansada de fingir que não quero.

—Você tem alguma ideia do que anda fazendo com a minha cabeça desde que nos conhecemos naquele avião? –Ela abriu um sorriso e em seguida tudo estava acabado.

A boca de Felicity estava se movendo contra a minha com ferocidade e eu sabia que aquilo era o paraíso, pois a memória dos seus lábios ainda estava em minha mente.

Eu retribuí o contato rapidamente e aprofundei ainda mais o beijo assim que ela começou a gemer baixinho, senti aquele som indo diretamente para o meu pênis e a apertei com ainda mais força.

Meus quadris estavam entre as suas pernas, nossos peitos estavam colados e enquanto nos beijámos loucamente, as pernas de Felicity se fecharam ao meu redor e ela me puxou ainda mais pra perto.

Corri as mãos pela lateral dos seus seios e então pelo seu quadril farto, deixei um aperto ali e ela ofegou alto.

—Sabe, acho que se alguém pode acabar com a minha falta de orgasmos, esse alguém é você! –Depois disso ela voltou a colar a boca na minha, mas agora eu estava rapidamente voltando a mim.

O que eu estava fazendo? Ela estava bêbada, pelo amor de Deus!

Aos poucos, fui diminuindo a intensidade dos beijos e então me afastei dela calidamente e levei a minha boca até a sua orelha direita.

—Eu adoraria resolver o seu problema com orgasmos, Felicity! Mas só quando você estiver sóbria, tudo bem? Agora eu vou pegar as aspirinas!

Levou tudo de mim para conseguir sair de cima dela, mas eu consegui e tive certeza de que merecia uma medalha por isso.

Caminhei rapidamente para fora do quarto, arrumando a calça para tentar conter o meu membro que latejava.

Deus, eu precisava sair desse apartamento o mais rápido possível!

Fui até a cozinha e peguei a cartela de aspirinas que estava em cima da bancada e um copo cheio com água, rezei internamente antes de entrar no quarto de Felicity novamente, mas assim que respirei fundo e abri a porta, a cena à minha frente me fez parar completamente.

Felicity estava dormindo toda encolhida, como se fosse uma criança, ela tinha um sorriso no rosto e parte do seu cabelo estava cobrindo sua testa.

Aquilo me fez sorrir, então, caminhei até a mesa de cabeceira e depositei os comprimidos e a água, arrumei o cabelo dela e a cobri com o edredom.

—Eu vou conquistar o seu perdão, eu prometo! –Depositei um beijo na testa dela e com um último olhar, saí do seu quarto e em seguida do seu apartamento.

...

Você sabe que precisa me contar de uma vez por todas o que aconteceu né? Qual é, eu sou a sua irmã!

Grunhi alto e me segurei para não jogar alguma coisa na parede...

Thea Queen conseguia ser a pessoa mais insuportável do mundo quando queria.

—Jura? Você sabe que eu preciso trabalhar, não sabe? Já não basta ter passado o domingo inteiro me infernizando, agora você me liga no trabalho também? –Escutei uma risada do outro lado da linha e aquilo só me fez ter ainda mais vontade de mata-la.

Se você tivesse me contado o que eu queria saber ontem, eu não precisaria estar te ligando as nove da manhã de uma segunda feira.

—Mas que inferno, eu já disse que não aconteceu nada caramba! Ela estava bêbada Thea, pelo amor de Deus! –Minha irmã ainda teve a capacidade de bufar, como se EU a estivesse irritando.

Jura? Então você quer dizer pra mim que não rolou nada entre vocês dois? Nadinha de nada?—Me lembrei dos beijos que Felicity e eu havíamos trocado e sabia que aquilo não poderia ser considerado nada. Cometi o erro de ficar em silêncio por apenas alguns segundos e isso me entregou. –EU SABIA, VOCÊ NÃO SABE MENTIR PRA MIM!

Ah, se ela soubesse sobre o que eu escondia dela!

Me preparei para responde-la, mas nesse segundo as portas do elevador se abriram e Felicity saiu de lá, ela estava linda com uma saia vermelha colada ao corpo e eu precisei me controlar profundamente.

—Thea, preciso desligar!

O que? Você não pode me deixar falando sozinha depois disso, voc...—Desliguei o telefone e sabia que ouviria um inferno por isso mais tarde, mas agora eu tinha coisas mais importantes pra resolver.

Felicity olhava diretamente pra mim e Kara também, então acenei pra que ela entrasse e minha secretária voltou ao trabalho, embora eu pudesse perceber que ela estava discretamente olhando na nossa direção.

—Felicity, eu...

—Foi você quem me levou em casa no sábado a noite, não foi? –Ela me interrompeu e as palavras dela roubaram totalmente a minha linha de raciocínio.

Espera...

—Sim, fui eu, mas...

—Obrigada por isso, o René me disse que naquele dia eu passei pela recepção sendo acompanhada por um homem, eu só queria confirmar que era você mesmo. –Ela abriu um leve sorriso e eu simplesmente não entendi nada do que estava acontecendo.

Mas que porra?

—É só isso que você tem a dizer? –Ela me encarou, parecendo totalmente confusa e então deu de ombros.

—Bom, sim é! Se você está querendo saber se eu voltei atrás sobre a sua proposta, eu não voltei! Vou ficar aqui na QC por mais um mês como o combinado, tudo depende de você agora, então com licença!

Ela me lançou um último sorriso e então saiu da minha sala caminhando tranquilamente.

Felicity realmente não se lembrava do que havia acontecido naquela noite?

O que?

Notas finais
E agora meu povo? Quero opiniões, falem comigo!!!! O próximo cap já está prontíssimo, então se esse cap aqui tiver um bom número de comentários, eu vou postar o próximo na sexta feira que vem.... AGORA É COM VOCÊS MEUS AMORES, COMENTEM, RECOMENDEM, FAVORITEM, FAÇAM ESSA AUTORA FELIZ... Nos vemos semana que vem (Se vocês quiserem, é claro kkkkkkk)... Beijooos!!!!!