Caminhos Tortos

20 Capítulo 20 - Segredos


Notas iniciais
Oii gurias e guris do meu Brasil!! Então amores, eu vi um comentário hoje que me deixou muiito feliz e motivada a postar mais capítulos, acreditem :) E como me pediram, a foto das pessoas que eu acho parecidas com os personagens estão aqui, no fim do capítulo. Espero que gostem fofos e fofas

No dia seguinte, eu acordei mais feliz do que nunca, achando que tudo não tinha passado de um sonho, mas quando abri os meus olhos, vi que não, não era um sonho. Eu estava deitada sozinha na cama do Leo, quando olhei por baixo do cobertor, vi que só estava de sutiã e calcinha e fiquei super constrangida.

— Oh meu Deus! Aconteceu mesmo. Sussurrei.

Eu me sentei na cama e procurei por cima onde poderia estar o meu vestido, quando o achei, eu me enrolei toda no cobertor e fui buscar, nisso o Leo abriu a porta do quarto me dando um susto e tanto.

— Ai caramba! Exclamei não querendo nem olhar.

Ele ficou rindo de mim, entrou e fechou a porta, dizendo:

— Ei, relaxa aí, sou eu.

— Da próxima vez avisa, tá? Pedi com a mão no coração.

— Isso tudo é medo da minha mãe? Disse ele colocando uma bandeja na cama.

— Não... O que é isso aí? Perguntei.

Ele ficou coçando a nuca e disse:

— Ah... É só um simples café da manhã que eu preparei para você.

Eu fiquei rindo e falei:

— É sério isso?

— É... Por que não seria? Perguntou ele vindo até mim.

— Sei lá. Ei! Vai para lá, eu vou vestir o meu vestido aqui, olhe para a parede, por favor. Pedi ficando de costas para ele.

— Ah, qual é Nina, para de bobeira, ontem mesmo eu te vi. Disse ele protestando.

— Ontem é passado, hoje é um novo dia e eu não quero que você me veja. Falei me cobrindo e me vestindo.

Ele ficou rindo de mim e disse:

— Não sei para quê isso...

Eu o ignorei, tirei o cobertor de cima de mim, até porque eu já estava vestida e não tinha do que me preocupar mesmo. Eu dobrei o cobertor e o Leo veio até mim, dizendo:

— Ei, me dê isso aqui e vai comer, até porque eu não vou aceitar desfeita.

— Eu não sei não. Falei forçando uma cara de nojo, até porque eu não tinha reparado como a bandeja estava.

— Não sabe o quê? Perguntou ele terminando de dobrar o cobertor.

— Se isso aí está bom... Foi você quem fez mesmo? Perguntei.

— Mais ou menos. Eu só fui lá à cozinha e peguei o que a minha mãe estava preparando, uns biscoitos e uma maçã. Disse ele meio sem graça.

— Hum... Vamos ver então. Falei me aproximando da bandeja.

Quando vi, fiquei maravilhada, até porque estava linda e com direito a um arranjo de tulipas vermelhas. Eu sorri e fiz:

— Huuuuuum... Tudo parece tão delicioso. Eu não acredito que você fez isso para mim, amor.

— Eu fiz... Come aí, ver se está tudo bom mesmo. Disse ele.

— Tá. Respondi me sentando na cama e pegando o suco e um pedaço de bolo de banana, que eu tanto amo.

Eu comi com muita vontade, até porque estava morrendo de fome e não me arrependi porque estava tudo uma delícia.

— Huuuuuum... A sua mãe arrebenta na cozinha! Está tudo tão gostoso... Espera aí! A sua mãe está em casa?! Sussurrei parando de comer.

— Está, mas relaxa. Ela sabe que você dormiu comigo. Disse ele piscando para mim.

— Mas e meus pais?!... Eles vão me matar! Falei super assustada dando um pulo da cama.

— Ei! Espera aí. Qualquer coisa a gente fala que você caiu no sono aqui e tal, eles vão entender. Disse ele tentando me passar segurança.

— Tem certeza disso? Perguntei.

— Absoluta — Disse ele sentando ao meu lado — Agora me passa um pedaço desse bolo e o leite.

E eu peguei e dei para ele. Ele comeu e eu terminei o meu café.

— Nina, eu tenho que te contar uma coisa... Disse ele fazendo mistério.

— O quê? Perguntei pegando o iogurte e abrindo para toma-lo.

— Sabe quando nós tínhamos doze anos que eu tinha falado que...

— Ah amor, esquece isso. É passado. Falei o cortando.

— Espere aí. O que eu estou tentando contar para você é que antes daquele beijo que eu te dei naquele dia, eu realmente era B.V como você. Disse ele me olhando.

— Então você mentiu para mim... Eu sabia! Exclamei fazendo cara de quem não estava nem ligando para isso.

— O quê?! Como é que você sabia então? Perguntou ele.

— Simples! Você beijava mal. Respondi olhando para a cara dele com cara de deboche.

— O quê?! Bradou ele se levantando.

— É isso aí. Respondi mentindo.

Ele me puxou fazendo-me ficar corpo a corpo com ele e disse:

— E agora, o que você acha?

E me deu o maior beijão. Eu parei o beijo me segurando para não rir e falei:

— É... Até que deu uma melhoradinha sabe...

— O quê?! Você só pode estar me zoando. Disse ele indignado.

Eu tive uma crise de risos, encostei a minha cabeça no ombro dele e respondi:

— Seu bobo! Por que você acredita em tudo o que digo? Eu só estou brincando com você.

Ele riu um pouco e começou a fazer as tortuosas cócegas em mim. Eu fiquei rindo de nervoso e ele parou e ficou rindo de mim.

— Isso dói tá?!

— Dói nada, você só diz isso para eu ficar com pena de você e não fazer mais. Disse ele.

— Então me deixe fazer em você. Falei ficando séria.

— Eu não! Disse ele.

— Por que não? Você mesmo acabou de dizer que não dói. Falei.

— Porque você vai fazer questão de me machucar. Disse ele.

— Nada a ver, só vou fazer o que você faz comigo. Respondi pegando na cintura dele.

— Não Nina, não faça isso, por favor! Pediu ele rindo de nervoso.

— Relaxa, eu não vou fazer. Respondi rindo dele e brincando com seus lábios.

— Hum. Disse ele sorrindo e mordendo de leve os meus lábios.

Ficamos assim até que começamos a nos beijar para valer. Eu parei o beijo e falei:

— Leo, eu tenho que ir. Eu não sei nem que horas são e se os meus pais já foram no meu quarto e tal — Dei um beijo nele e falei — Depois a gente se vê.

— Está bem... Vai pela árvore, é mais certo de eles não te verem chegando. Disse ele.

— Tá. Ajude-me a subir lá então. Pedi indo até a janela do quarto dele.

Ele me ajudou a pular, foi comigo até o beiral da casa e me segurou para que eu subisse no galho mais firme da árvore. Eu engatinhei até a sacada do meu quarto, olhei para trás e mandei um beijo para ele. Ele sorriu para mim e mandou outro. Eu sorri para ele e entrei no meu quarto. Fui até a porta só para conferir e ela estava trancada. Senti-me aliviada e me joguei de costas na cama sorrindo. O meu celular estava vibrando cheio de mensagens novas e eu me levantei rapidamente para ler. Quando vi eram das minhas amigas que queriam saber por que eu não liguei para estudarmos juntas e tal. Eu respondi a elas e contei mais ou menos o que aconteceu, sem muitos detalhes e sem falar sobre aquilo. Por mais que elas sejam as minhas amigas, isso é um assunto muito íntimo e eu não me senti a vontade para falar com elas sobre isso, não por mensagem. Depois de um tempo eu me liguei que hoje era a prova de matemática e por sorte, a hora de entrar na escola era um pouco mais tarde, até porque já era 8 horas e eu entrava nove horas e meia. Eu mandei mensagem para o Leo, só para avisá-lo e fui me arrumar. Assim que entrei no banheiro, me olhei o espelho e vi que o meu cabelo estava todo bagunçado, ao invés de ficar revoltada como de costume, eu fiquei rindo, até porque foi por um bom motivo. Tirei a minha roupa e tomei o meu banho. Depois me enrolei na toalha e fiquei escolhendo uma roupa para ir para a escola. Peguei calça jeans escura e uma blusa listrada, deixei o meu cabelo meio preso só para mudar um pouco o penteado e desci para esperar o Leo. Assim que cheguei à sala, meus pais disseram:

— Bom dia mocinha.

— Bom dia mãe e pai. Respondi sorrindo.

— Vejo que dormiu bem. Disse o meu pai.

— Eu que o diga, na hora em que chegamos do trabalho você já estava dormindo e nem levantou para jantar. Disse a minha mãe.

— É eu estava estudando e acabei caindo no sono. Menti.

— Hum, vai tomar café? Perguntou a minha mãe.

— Não... Eu estou sem fome, vou indo. Falei indo até eles e dando um beijo na bochecha de cada um, inclusive da Amanda.

Em seguida, peguei a minha bolsa e fui embora.

— Boa sorte com a prova! Disse o meu pai.

— Obrigada pai. Respondi abrindo o portão.

Assim que cheguei o Leo já estava saindo do carro para apertar a campainha e eu dei um beijo nele e falei:

— Não precisa mais.

— Percebi. Respondeu ele rindo.

Ele abriu a porta do carro para mim e eu entrei. Ele entrou no lado dele e fomos para a escola. Assim que pus os meus pés no corredor, minhas amigas me puxaram e eu me senti como se estivesse sendo abduzida por elas.

— Ei! Onde estava e o que fazia ontem à noite? Perguntou a Bianca.

— Nossa, nem os meus pais me fizeram essa pergunta. Falei rindo.

— É sério Nina. Você nem nos respondeu ontem. Disse a Luana me olhando como se estivesse preocupada comigo.

— Calma gente, eu estava bem. Estava na casa do Leo e já falei isso a vocês pela mensagem que mandei mais cedo. Respondi.

— Hum... Disseram as três me zoando.

— O quê? É proibido dormir na casa do meu namorado agora? Qual é o problema? Perguntei olhando para elas.

— Nenhum, desde que vocês não tenham feito nada de mais. Disse a Thayane rindo.

Eu fiquei calada e elas pararam de rir e ficaram sérias.

— Não vai me dizer que... Disse a Bianca.

— Conversamos depois, tá?! Falei indo para a sala.

Será que estava tão na cara assim o que rolou entre a gente na noite passada?

Eu entrei na sala e sentei na fileira ao lado de onde ele estava, porque o professor organizou a turma toda em ordem de chamada e nos separou. Mas isso não nos impediu de trocarmos olhares e sorrisos um para o outro. O professor entregou a prova e disse:

— Tente controlar seus hormônios e concentre-se na prova.

Eu assenti com a cabeça e comecei a fazer a prova. Ela não estava muito difícil, mas por mais que eu quisesse, eu não conseguia me controlar e acabava olhando para o Leo que me mandava beijos. Eu ri baixinho, abaixei a cabeça e mordi os lábios me lembrando de ontem. Eu fechei os meus olhos tentando focar na prova, até que consegui e terminei. Assim que a entreguei ao professor, sai da sala e fiquei esperando no corredor as minhas amigas para almoçarmos juntas. Depois de um tempo a Thay saiu da sala, pegou em meu braço e disse:

— Vem comigo, porque precisamos conversar.

— Tá bom. Respondi indo com ela até as arquibancadas da quadra da escola.

— E então, me diz o que foi que rolou ontem? Perguntou ela me olhando seriamente.

— Ah... É... — Eu tentei falar, não saia nada.

— Nina, não precisa ficar com vergonha, eu sou a sua amiga, pode me contar. Até porque desde ontem eu já desconfiava, mas na sala eu acabei tendo a certeza. Disse ela.

— Está tão na cara assim? Perguntei constrangida.

— Você não faz ideia. Disse ela rindo.

— Ai meu Deus! Sussurrei rindo de vergonha.

— Mas me conte como foi? Perguntou ela segurando em minha mão.

Eu respirei fundo e contei tudo, tudo! Nos mínimos detalhes. Ela ficou surpresa, riu muito quando falei da hora em que a mãe dele quase nos pegou e tal, mas me deu vários conselhos, como sempre e perguntou:

— Mas vocês usaram preservativo?

— Ah... Sim, usamos. Você acha que eu ia dar um mole desses. Respondi rindo.

— Que bom, eu estou muito feliz por vocês amiga. Disse ela me dando um abraço.

— Obrigada, eu também estou muito feliz. Respondi sorrindo.

— Imagino. Eu não sei se você sabe, mas eu e o Thiago também já... Disse ela meio tímida.

— Sério?! Você não me contou. Quando? Perguntei.

— Naquele dia em que a gente foi à praia, que eu me afoguei... Disse ela.

— Sei vocês tinham ido cedo para casa. Falei.

— É, mas a gente não foi com intensão, pelo menos eu não. E rolou. Foi muito bom, é claro que não foi perfeito porque primeira vez nunca é, mas a gente está aperfeiçoando aos poucos. Disse ela rindo.

Eu fiquei rindo e perguntei:

— Sei... Mas vocês ficaram viciados em...

— Mais ou menos. Mas foi no começo, agora a gente está se controlando mais. Disse ela.

— Será que eu e ele vamos ficar assim? Perguntei.

— Não sei... Cada caso é um caso, mas pelo jeito que vocês estavam lá na sala, é bem provável de ficarem. Disse ela rindo.

Eu fiquei rindo e a Luana e a Bianca chegaram dizendo:

— Poxa, procuramos vocês duas pela escola toda! A fila está enorme.

— Tá bom... Já vamos. Falamos descendo da arquibancada.

Fomos ao refeitório e almoçamos todos juntos como sempre, os meninos como sempre agitados e brincalhões uns com os outros e com a gente também. Tudo ia bem, muito bem até que o Bruno que estava abraçado com a Luana disse:

— E aí Leo, já confirmou?

O Leo que estava todo risonho e brincalhão mudou logo o seu semblante e jeito, parecendo ter ficado constrangido com a pergunta e respondeu:

— É... Ainda não.

— Confirmou o que Leo? Perguntei morrendo de curiosidade, porque não era justo o meu namorado me esconder algo.

— Ah... Não é nada... Você não vai querer essas batatas fritas? Elas estão muito massa. Disse ele querendo mudar de assunto.

— Eu vou comer, mas depois que você me falar sobre isso. Respondi olhando seriamente para ele e decepcionada por ele está cheio de “segredinhos”.

— Depois eu falo com você sobre isso. Disse ele.

— Mas eu quero saber agora! Falei.

Ele encheu a boca de comida, como quem se recusa a dizer uma palavra e eu me levantei dizendo:

— Acho que eu perdi o apetite — E fui embora.

— Ei! Nina! Espera! Disse ele se levantando e vindo atrás de mim.

Eu não olhei nem para trás até porque eu estava revoltada por ele estar escondendo algo de mim. Eu apertei o passo e fui à direção da porta de saída do refeitório. Ele correu até mim, pegou no meu braço e disse:

— Me escute!

— Vai falar sobre o seu “segredinho”? Perguntei fazendo gestos.

— Não... Disse ele parecendo estar com medo de me dizer.

— Então tchau Leo! Exclamei soltando o meu braço da mão dele e correndo para o mais longe dele possível.

Assim que cheguei ao pátio, sentei em um dos bancos e fiquei lá por um tempo, bufando de raiva. Até que ele chegou sentando-se ao meu lado. Eu me virei contra ele e ele disse:

— Nina, não seja infantil, me escute.

— Eu até escutaria se você me disse por que está escondendo algo de mim. Respondi ainda de costas para ele.

— Porque eu não sei se eu vou querer realmente aquilo e... Eu não posso dizer isso para você, é coisa minha e você tem que ficar fora disso, pelo menos agora. Disse ele tentando me explicar, algo que parecia ser inexplicável.

— Para mim você não pode, mas para o Bruno sim, é isso? Sabe, vai lá, namore a ele. Falei me levantando do banco e indo para dentro da escola.

— Porra... Você é impossível, sabia? Exclamou ele ficando nervoso comigo.

— Igualmente querido. Exclamei passando pelas portas que davam para os corredores.

Depois daquela nossa discursão, tudo o que eram rosas, transformaram-se em espinhos. Eu não sei por que ele não queria me contar o que estava acontecendo, parecia ser algo muito ruim, mas o que seria? Por que ele tem que esconder de mim? Justamente de mim? Que merda!

Notas finais
E aí, o que acharam? Comentários são sempre bem-vindos! Amores, também amo quando vocês favoritam, acompanham e adoraria recomendações ;) Beijos e até o próximo capítulo, vidas! :*