Caminhos Tortos
19 Capítulo 19 - A primeira vez.
Notas iniciais
No dia seguinte, acordei ao som do meu celular tocando. Levantei-me mega sonolenta e fiquei procurando o celular de olhos fechados tentando apalpá-lo com as mãos. Assim que o achei, atendi dizendo:
— Alô.
— Oi Nina, escuta, eu e as meninas estamos indo para a sua casa para nós irmos para a praia juntas, está bem? Disse a Thayane.
— Hã? Eu não sei se quero ir não. Respondi ainda triste pelo o que aconteceu na noite anterior.
— Quando chegarmos aí, nós conversamos, tchau. Disse ela desligando.
Eu fui até o banheiro, tomei um banho, escovei os dentes, prendi o cabelo e desci para tomar café. Peguei uma caixa de cereais no armário, uma tigela e leite na geladeira e tomei o meu café. Alguns segundos depois de eu ter terminado o meu café, minhas amigas chegaram tocando a campainha. Eu fui até o portão e o abri para que elas entrassem. Fomos até a minha casa e a Luana disse:
— Amiga você ainda não se arrumou? O meu pai está nos esperando no carro.
— Mas eu disse que não sabia se eu iria. Respondi.
— Ah, qual é Nina, você já teve tempo demais para pensar e a resposta é sim — Disse a Bianca sorrindo para mim e dizendo, em seguida — Eu sei que é meio complicando isso para você, mas tente ver por um lado bom assim você vai se distrair um pouco... Com as suas melhores amigas.
Eu olhei para elas e falei:
— Tá... Eu vou lá me arrumar.
— Wohoo! Disseram as três juntas.
— Até que enfim. Disse a Thayane.
— Mas não demore em. Disse a Luana.
— Tá. Respondi subindo correndo as escadas.
Cheguei ao meu quarto, peguei meu vestido de entrada de praia, meu biquíni roxo, um short e uma bolsa com um kit de praia com protetor, bronzeador e tudo mais. Fui até o banheiro me vesti e desci para ir com elas.
— Vamos logo que a praia deve está bombando. Disse a Luana me pegando pelo braço e me conduzindo até a porta.
Fomos até o carro do pai da Lu colocamos minhas coisas na mala, entramos e seguimos até a praia. No caminho ficamos falando sem parar e todas juntas, o pai da Lu parecia estar entediado com a nossa falação, pois só falávamos coisas nossas. A mais escandalosa sempre era a Bianca que fazia questão de falar alto e dar as gargalhadas dela. Eu tentei me controlar ao máximo, sendo que com aquelas loucas era meio difícil fazer isso. Assim que chegamos à praia, o pai dela pareceu dar graças a Deus por se livrar da gente, nós descemos do carro, pegamos nossas coisas e escolhemos o melhor canto da praia para pegarmos um solzinho, até porque eu não gostava nem um pouco da água da praia. Alugamos dois guarda-sóis e arrumamos nossas coisas. Assim que me sentei de frente para o mar, na cadeira que tínhamos levado, pude ver que estava rolando uma competição, ou torneio de surf, sei lá. Eu não curtia praia, porém era super fã de surf, sempre quis aprender, mas nunca tive quem me ensinasse.
— Eu não acredito! Disse a Bianca com cara de quem viu assombração olhando para o mar.
— O que foi Bibi? Perguntei tentando olhar para onde ela olhava.
— O Luan está bem ali. Disse ela apontando para um dos surfistas que estavam em alto mar.
— Droga! Eu sabia que não era para eu vir hoje. Falei cruzando os braços.
— Relaxa amiga, talvez ele nem te veja aqui. Ele está concentrado no surf dele, com certeza ele nem vai te notar aqui. Disse a Luana.
— Você acha? Perguntei.
— Eu tenho certeza. Respondeu ela tentando me fazer sentir-me melhor.
Eu me ajeitei, tirei a entrada de praia, peguei o protetor solar e comecei a passar. Depois que terminei a Thay disse:
— Amiga, vamos comprar uma água de coco?
— Tá, vamos sim. Respondi me levantando.
Fomos até um quiosque e compramos nossas águas de coco. Assim que voltamos, eu notei que o Luan tinha deixado sua prancha do lado de onde a Luana estava sentada e chegando um pouco mais perto, pude ver que eles dois estavam conversando, ele estava sentado no chão e ela meio deitada na cadeira.
— Eu não vou voltar agora. Falei parando de andar.
— Ah, qual é Nina?! Você não deve nada a ninguém, inclusive a ele. Disse a Thay.
— Devo sim a ele... Devo explicações, mas esse não é o melhor momento para isso, por isso eu não posso voltar lá agora. Falei.
— Tá bom, você é quem sabe... Vamos dar um mergulho então. Disse ela terminando de beber a água de coco e colocando-o no chão.
— Tá. Respondi bebendo o último gole e deixando a coco no chão.
Fomos até a beira do mar e a água não estava nem quente, nem fria, estava ótima para dar um mergulho. Fomos andando até o meio, onde era melhor para mergulhar e nadamos para o fundo e contra a correnteza. Foi uma sensação muito boa e assustadora, pois parecia que a onda ia me levar para a beira do mar, mas eu tive que fazer uma força para nadar contra ela. Nós nadamos bastante até onde não conseguíamos colocar os pés no chão.
— Nossa! Estamos muito longe da praia. Disse a Thay.
— É mesmo. Será que ele já foi embora? Perguntei.
Na hora em que a Thay ia me responder, levamos um caixote muito forte e fomos arrastadas pela a água. Eu não conseguia subir, porque estava meio tonta e engolindo muita água. Assim que a onda passou, eu consegui subir e tossi muito, cuspindo muita água.
— Você está bem? Ouvi uma voz masculina, nada estranha.
Quando olhei para trás, vi que era o Leo e falei:
— O que você está fazendo aqui?
— Eu é que deveria estar te perguntando isso. Disse ele me olhando seriamente.
— Eu vim com as minhas amigas e você? Perguntei olhando seriamente para ele.
— Eu vim dar um mergulho — Respondeu ele me segurando e dizendo — Vem que eu te levo até a borda.
— Não precisa que eu sei nadar. Falei me soltando das mãos dele.
— Pare de graça Nina, antes que leve outro caixote. Disse ele se segurando para não rir de mim.
— Tá... Onde está a Thay? Perguntei.
— Com o Thiago. Ele a pegou. Respondeu ele me olhando.
Eu me segurei nas costas dele e ele mergulhou indo até a borda comigo. Assim que chegamos à praia, eu me soltei de ele e o agradeci, dizendo:
— Obrigada por me ajudar.
— Não fiz mais que a minha obrigação. Disse ele me olhando ainda sério.
Eu fiquei sem jeito e sem saber o que dizer e falei:
— Então...
— Então... Disse ele olhando nos meus olhos.
Eu abaixei a minha cabeça e falei:
— A gente se ver por aí.
E tentei sair o mais rápido o possível de perto dele. Ele pegou no meu braço e disse:
— Espere.
— O que foi Leo? Falei ainda chateada com ele por ontem.
— Eu só quero... Desculpar-me com você por ontem... Eu sei que fui muito rude com você pelo o que fez, mas me desculpe... Por favor. Disse ele parecendo estar realmente arrependido.
— Tá... Desculpo sim. Respondi olhando ainda séria para ele.
Ele puxou-me e abraçou-me eu não tive nem como sair de seus braços e nem queria também, porque por mais que eu estivesse chateada com ele, eu sempre me sentia bem em seus braços, eu parecia ser única, me sentia protegida, ele era o meu porto seguro. Eu não sei até hoje o que ele tem que me faz ficar tão frágil... Tão vulnerável e sensível aos toques dele. Ele me soltou olhando para mim, eu olhei nos olhos dele totalmente perdida naqueles olhos tão azuis e apaixonantes. Ele foi se aproximando de mim e me beijou ali, naquele cenário tão lindo e natural, com as águas das ondas cobrindo nossos pés. Mesmo com a praia cheia, eu sentia como se nós dois fossemos os únicos ali. Paramos de nos beijar e ele disse:
— Você já conversou com ele?
— Ah, esquece isso, eu não quero brigar de novo... Deixe que depois eu resolva isso, está bem?! Falei não querendo estragar aquele momento tão maravilhoso.
— Tá bom — Disse ele me abraçando — Onde você estava com suas amigas?
— Bem ali. Respondi apontando para onde Bianca e Luana estava.
E fomos abraçados até lá. Depois disso não aconteceu mais nada de tão assim, a não ser a Thayane que tinha realmente se afogado, mas o Thiago a salvou antes que eu chegasse lá onde eles estavam por isso eles haviam ido embora antes, mas ela já estava bem.
No dia seguinte, eu me arrumei, tomei o meu café, escovei os dentes e fui até o portão esperar a van. Mas antes que ela chegasse, o Leo tirou o carro da garagem e disse:
— Hoje você vai comigo, bem aqui — E apontou para o banco carona.
Eu fiquei sorrindo para ele e fui até o carro. Abri a porta e entrei dando um beijo nele.
— Bom dia amor. Falei pegando o cinto de segurança e colocando.
— Bom dia meu anjo. Disse ele sorrindo para mim.
Ele soltou o freio de mão e fomos para a escola. Assim que chegamos lá, muita gente ficou olhando para o carro, porque o Leo deixou no estacionamento, onde só os professores deixavam, até porque nenhum aluno ia de carro para a escola. Nós saímos do carro, eu peguei a minha bolsa e fechei a porta. Ele pegou a mochila dele que estava no banco de trás, fechou a porta e ativou o alarme. Ele me abraçou e assim entramos na escola, pela primeira vez juntos, como namorados. Os fofoqueiros da escola ficaram nos olhando e sussurrando sobre nós e eu fingi nem ligar para eles.
— Estão todos olhando para nós. Sussurrou ele ao pé do meu ouvido.
— Quem liga para eles. Respondi rindo e dei um beijo em seu rosto só para provocar ainda mais o povo.
Assim que chegamos à sala, lá estava a Natasha e a sua turma. Nós entramos e nos sentamos juntos no fundo da sala. Ela nós seguiu com os olhos me fuzilando constantemente de tanto ódio que não conseguia esconder daquilo. O Leo sentou atrás de mim, então eu me virei para ele rindo e o enchi de beijos só para provoca-la, até porque estava sendo divertido vê-la daquele jeito.
— Ei! Aqui não né, quer ir para a direção? Disse ele parando de me beijar rindo.
— Ah é... Eu me esqueci. Falei rindo.
— Ela está furiosa. Disse ele se referindo à Natasha.
— Que fique. Falei olhando para os lábios dele, o desejando.
O professor chegou e a aula rolou normalmente, depois veio o intervalo, eu e o Leo fomos até o refeitório, pegamos o nosso almoço e sentamos com as minhas amigas e os namorados delas. Até que foi divertido, porque garotos quando estão juntos só fazem palhaçadas e falam coisas idiotas, ainda mais quando são amigos. E esse momento se repetiu várias e várias vezes. Os dias foram se passando, eu e o Leo conversamos sobre a festa na casa do Bruno e ele concordou comigo de não ir, respeitando a minha opinião, até porque eu sentia que não ia ser bom se nós fossemos e não iria mesmo, até porque a minha irmã realmente estava lá e as meninas me contaram que ela bebeu todas e ficou agindo como louca com um dos garotos de nossa sala. Eu tenho certeza de que se o Leo fosse ela ia fazer questão de se esfregar no meu namorado e eu não iria me segurar.
Três meses se passaram e o nós dois estávamos mais próximos que nunca. Tipo que nunca na minha vida eu havia me imaginado tão assim com ele, justamente com ele, que eu achava tão desprezível. Ele me faz tão bem que eu me sinto até meio dependente dele, não sei, é uma coisa meio louca. Nós sempre, todos os fins de semana nós dois saíamos juntos, até em Minas ele já foi comigo para conhecer os meus avós. Mesmo estando tão próximos, nós nos respeitávamos, o que era muito bom, ele ia para os jogos e peladas com os amigos e eu passeava com as minhas amigas. Acho que isso era uma das coisas fizeram nós dois nos dar tão bem.
A semana de prova do primeiro bimestre estava chegando e eu estava em meu quarto estudando e morrendo de tédio, até porque estudar sozinha é muito chato, ainda mais quando a gente estiver acostumada a estudar com as amigas, assim como eu estava. Eu não aguentava mais ver tantos números e letras junto, apesar de ser ótima em matemática, eu já estava cansada daquilo e louca para ir ver o meu amor. Então aproveitei que os meus pais estavam trabalhando, por isso não iriam me impedir de ir vê-lo por causa das provas e fui até a casa dele. Apertei a campainha e fiquei esperando no portão. A mãe dele abriu o portão e disse:
— Oi Nina. Você já é de casa, por que não abre o portão com sua chave, ao invés de sempre tocar a campainha como uma estranha?
— Ah... É que eu me sinto meio cara de pau em sair abrindo o portão da sua casa assim. Respondi meio sem jeito.
— Que nada, você já é da família. Entre, o Leo está lá em cima. Disse ela abrindo caminho.
Eu sorri para ela e disse:
— Obrigada e com licença.
— Bobinha essa menina. Murmurou ela rindo de mim.
Eu entrei na casa dela rapidamente e subi correndo as escadas, assim que cheguei à porta do quarto dele que estava encostada, me segurei sobre ela, vi que ele estava jogando vídeo game e falei:
— Não vai estudar amor?
Ele levou um susto, pôs o jogo na pausa e fez:
— Shiiiu!
— O quê? A sua mãe não sabe que você tem prova amanhã é? Perguntei baixinho entrando e encostando a porta.
— Não... Mas eu sou craque em matemática, vou me dar bem nessa prova. Disse ele tirando o jogo da pausa e voltando a jogar.
Eu fui até ele, sentei ao lado dele e fiquei o enchendo de beijos na bochecha. Ele sorria para mim e dizia:
— Espera aí amor, que essa é a última partida para eu zerar esse jogo.
— Hum... Futebol como sempre. Murmurei ainda dando beijos nele.
— O futebol é a minha paixão... Gol! Disse ele jogando.
— Quanto a mim, o que sou? Perguntei.
Ele colocou o jogo na pausa, olhou em meus olhos e disse:
— Você é o amor da minha vida.
Eu sorri e o beijei com tudo. Ele pegou em minha nuca, ficou acariciando um tempo e depois parou o beijo focando novamente no jogo. Eu não fiquei chateada nem nada, só me levantei e falei:
— Depois dessa eu quero jogar uma partida contra você.
Ele riu e disse:
— O quê?!
— É isso aí. Respondi cheia de si.
— Amor, eu vou tentar ser bonzinho com você, tá? Disse ele se segurando para não rir.
— Não preciso, eu vou te massacrar. Respondi com um sorrisinho travesso só esperando ele terminar aquela rodada.
— Tá bom. Disse ele ainda jogando.
Ele estava tão concentrado naquilo que parecia que era um jogo de verdade que valia dinheiro. O jogo acabou e ele ficou comemorando como louco:
— É campeão! É campeão!
Eu fiquei rindo dele, até porque estava parecendo um idiota. Ao ver-me assim, ele me olhou com um olhar travesso e correu até mim me pegando no colo, eu fiquei dizendo:
— Não! Não! Põe-me no chão... Leo! Ah!
E ficamos rindo bastante. Ele ficou girando comigo em seus braços e eu o enchi de tapas até cairmos no chão de tão tontos. Ficamos rindo bastante um do lado do outro.
— Idiota! Sussurrei parando de rir.
— Boba! Sussurrou ele ainda rindo.
— Bobo! Falei girando e ficando de bruços ainda olhando para ele.
— Linda! Disse ele fazendo o mesmo, ficando cara a cara comigo e me dando um selinho.
Eu o enchi de selinhos e ele disse:
— Hum... Vamos jogar aquela partida que você disse? Ou amarelou?
— O quê?! É claro que não amarelei — Falei me levantando cruzando os braços com um pouco de marra e fazendo palhaçada — Pode mandar ver e mostrar o que sabe mano.
Ele riu de mim e disse fazendo gestos:
— Chega mais mana!
Eu ri bastante e fui até a beira da cama e peguei um dos controles do videogame. Ele reiniciou o jogo e disse:
— Sabe, você está marrentinha demais, não vou pegar leve com você não, até porque você está se achando demais.
— Que seja! Eu te ganho de qualquer jeito, querido. Falei com cara de deboche.
— Vamos ver. Disse ele.
E assim começou o jogo. O único problema foi para escolher os times, até porque nós dois torcíamos pelo Flamengo e ficamos brigando para ver quem desistia do time, até que tive uma ideia de jogarmos a Liga dos Campeões, que pelo menos assim nós nos acertamos, eu fiquei com o Real Madrid e ele com o Barcelona. Nos primeiros 5 minutos do primeiro tempo ele fez questão de abrir o placar com o gol do Messi e ficou me zoando:
— Messi é melhor que o Cristiano Ronaldo.
Eu fiquei irritada e falei:
— Vai se catar vai! O jogo nem começou direito, você está roubando, isso não vale.
— Tadinha, ela não sabe perder. Disse ele fazendo biquinho para mim ainda me caçoando.
— Você vai ver quem vai perder. Respondi fazendo um golaço com o James.
Eu comemorei como louca e falei:
— Ha! Ha! Toma um golzinho bem na sua cara!
— Não cante vitória antes da hora amor. Disse ele fazendo um gol sem que eu visse.
— O quê?! Isso não vale Leo! Você está me roubando. Bradei ficando revoltada.
— Nada a ver, você que não presta atenção no jogo. Disse ele comemorando.
— Vai à merda Leo! Falei com a cara feia.
— Olha o insulto! Disse ele.
— Olha o gol! — Falei fazendo um gol com o Cristiano Ronaldo e dizendo com a mão no ouvido — Quem é melhor que quem mesmo? Hã? Eu não ouvi direito, amor.
— Ih! Tá se achando. Disse ele rindo de mim, pois o jogo ainda estava empatado.
Nisso ficou um tirando a bola do outro até acabar o primeiro tempo, assim que acabou eu falei:
— Pausa para beber água.
— Tá cansada é? Que eu saiba os bonecos que ficaram correndo atrás da bola, não você. Disse ele me provocando.
— Vai se catar! Falei me levantando e saindo do quarto para ir a cozinha beber água.
— Estressadinha. Exclamou ele ainda dentro do quarto.
Assim que passei pela sala, a mãe dele que estava vendo TV disse:
— O que está havendo lá em cima? Vocês dois estão demais hoje.
— Ah... Não é nada, é só o seu filho que é um idiota sabe, sem ofensas. Respondi super sem graça.
— Ah, disso eu sei. Disse ela rindo.
Eu também ri e fui até a geladeira pegando uma garrafa de água e um copo para bebê-la. Assim que terminei de beber, subi e fui terminar o jogo. Na hora em que cheguei à porta do quarto, o Leo me puxou pelo braço e bateu a porta. Quando eu ia gritar de susto, ele colocou a mão nos meus lábios e fez:
— Shiiiu!
Eu tirei a mão dele da minha boca e falei:
— Por que você fez isso, seu maluco?
— Porque eu queria fazer isso. Disse ele me beijando com tudo e me fazendo andar para trás e ficar contra a porta.
Ele pegou na minha cintura e ficou a acariciando, fazendo o meu vestido subir, eu o puxava para baixo, mas ele sempre subia um pouco. Ele parou de me beijar na boca e foi beijando o meu rosto, o pescoço e foi descendo mais e mais. Eu fui ficando cada vez mais arrepiada e sussurrando:
— Leo... Para, a sua mãe está ali em baixo e pode nos pegar assim. Você está muito atrevido garoto!
— Não dá você me faz ficar assim. Agora você é minha. Disse ele ainda me enchendo de beijos.
Eu tentei empurrá-lo, mas não tinha forças, até porque eu não sei como, mas ele pareceu estar bem mais forte e então, eu tentei o fazer parar dizendo:
— Leo e o segundo tempo? A gente tem que desempatar.
— A gente pode fazer isso, de outro jeito. Disse ele voltando a me beijar nos lábios.
Eu estava literalmente entregue a ele, com um pouco de medo, até porque nunca tinha o visto daquele jeito tão assim, ousado demais. Ele pegou firme em minha coxa e eu em sua nuca, puxando seus cabelos e o beijando loucamente. Nós realmente estávamos perdendo o controle, ou melhor, sem controle nenhum. Eu não sei como, mas ele conseguia quebrar todas as minhas barreiras. Ele parou de me beijar e ficou respirando super ofegante com sua testa encostada na minha e os olhos fechados e sussurrando:
— Você confia em mim?
— Mais do que deveria. Respondi suspirando.
Ele sorriu para mim ainda com os olhos fechados, aquele foi o sorriso mais lindo que já vi na minha vida inteira. Ele foi andando para trás e me levando com ele até chegarmos até a cama, onde ele me virou e me deitou levemente. Ele foi para cima de mim e foi me beijando de um jeito tão delicioso, que quando mais nos beijávamos, mas queríamos nos beijar, foi maravilhoso. Nós fomos nos arrastando na cama até cairmos. Ele pegou na alça do meu vestido e o abaixou beijando o meu ombro, e eu fechei os olhos sentindo o meu coração bater cada vez mais forte. Depois ele me beijou novamente nos lábios, mas dessa vez de língua. Então eu tirei a camisa dele e nós continuamos a nos beijarmos, até que ouvimos alguém bater na porta.
— Droga! É a minha mãe. Murmurou ele entre suspiros.
Eu fiquei atônita olhando para a porta e tentei me ajeitar. Ele saiu de cima de mim e foi até a porta dizendo:
— Senta aí.
Eu me arrastei até um lado da cama, peguei um porta-retratos e fiquei olhando para ele só para disfarçar enquanto ele abria a porta.
— Filho, o que vocês estão fazendo aí? Do nada ficou um silêncio tão repentino, estou até estranhando. Disse a mãe dele muito desconfiada.
— Nada, eu... Estava mostrando as fotos para ela. Disse ele apontando para mim.
Eu abri um sorriso amarelo, mostrando a foto para ela e ela disse:
— Hum, achei que vocês tivessem se matado, mas escute, eu vou sair com o Renato, nós marcamos de jantarmos juntos e eu vou dormir no apartamento dele. Mas olha daqui a pouco leve a Nina para a casa dela, porque eu não quero nem pensar que vocês dois possam fazer uma loucura e... Vocês entenderam.
— Aham mãe perfeitamente. Disse o Leo desejando que ela fosse logo.
— Está bem, juízo em crianças. Disse ela saindo dando um beijo na testa do Leo e acenando para mim.
Eu acenei para ela e ela foi embora. O Leo esperou ela descer as escadas e então, trancou a porta do quarto, soltando um suspiro de alívio.
— Seu louco! Já pensou se ela nos pega daquele jeito?! Sussurrei ainda espantada.
— Mas ela não vai mais nos pegar, ela já saiu e só volta amanhã. Disse ele fazendo um sorriso travesso para mim.
— Eu acho que já vou indo, se lembra do que a sua mãe falou não é para fazer nenhuma loucura. Falei me levantando da cama e indo até a porta.
— Larga de ser medrosa Nina. Vem cá. Disse ele me puxando para si.
— Medrosa nada, eu não quero que ninguém nos pegue assim, poxa. Respondi muito sem graça.
— Mas ninguém vai nos pegar. Disse ele me enchendo de beijos.
— Hum... Respondi meio desconfiada e morrendo de medo da mãe dele voltar.
— Relaxa que a minha mãe só volta amanhã. Disse ele me abraçando, colocando os meus cabelos para o lado e dando beijos na minha nuca.
Eu me derreti toda e ele me levou de volta para a cama. Nós nos deitamos novamente na cama e ele abriu o zíper do meu vestido, ele já estava sem camisa, então eu abri o zíper de sua calça e o puxei mais para mim o enchendo de beijos na nuca. Daquela vez eu estava sem medos e receios, totalmente pronta para ser definitivamente dele e tê-lo só para mim. Nós estávamos um pouco nervosos, pois nunca tínhamos feito aquilo, mas de qualquer forma foi uma das sensações mais loucas e maravilhosas de toda a minha vida, um dia definitivamente inesquecível. Nós encaixamos nossas mãos uma na outra para passarmos confiança e segurança um para o outro, ele olhava em meus olhos e eu nos dele, o desejando mais e mais. Aquela noite é a que vou guardar para o resto da minha vida.
— Eu te amo... Dizia ele entre suspiros.
— Eu te amo mais. Sussurrei o enchendo de beijos.
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