Notas iniciais
Yo baby's como vão? Queria dar as boas vindas aos leitores novos e de agradecer a chokomela por favoritar a fic ♥ Boa leitura ;)

Após a “conversa” que tive com Inu-yasha, eu segui para onde Sango e Miroku estavam, como sempre mais afastado de Kikyou e Inu-yasha. Ambos estavam apoiados na mesma árvore e Sango estava apoiada no ombro de Miroku, eu me sentei na frente deles. Peguei Shippou que dormia no colo de Sango, ele parecia mais cansado que de costume.

— Kagome, você estragou mais um kimono? — Sango perguntou, olhando para as minhas pernas desnudas — Desse jeito você ficará sem roupas!

— Não se preocupe, eu tenho muitos kimonos — eu disse dando de ombros — Mas, enfim... Eu não tinha escolha, não daria tempo de eu arrumar meu kimono, o mais fácil era cortá-lo — eu olhei para ambos, e dei um sorriso os tranquilizando — Não se preocupem!

Eles deram de ombros e passamos a conversar sobre assuntos banais ou não tão banais assim. Eles me fizeram algumas perguntas sobre Kurama, que eu respondi, afinal o que eu teria a esconder? Shippou logo acordou de seu pequeno cochilo, dizendo que não estava se sentindo muito bem. Eu tinha alguns remédios em minha mochila e dei para ele, sinceramente espero que tenha o mesmo efeito que tem em humanos. O Sol já estava no meio do céu, indicando que já era por volta do meio dia, tirei algumas coisas de minha mochila e passamos a comer, Inu-yasha e Kikyou também comeram algumas coisas, mas de tempos em tempos ela reclamava sobre a comida não ter gosto ou ser estranha. Claro que eu ignorei todo e qualquer tipo de comentário vindo dela.

— Sango, eu queria saber se você quer ir comigo em um lugar — ela me olhou curiosa, como se me perguntasse a que assunto eu me referia — Acho que o bebê já deve ter nascido e eu prometi que voltaria para vê-lo.

— Verdade Kagome! — ela exclamou após compreender sobre o que eu me referia, dando um sorriso — Será que já nasceu mesmo?! Eu espero que sim — ela deu um sorriso enorme — Eu nunca peguei num bebê e sempre tive vontade de fazer isso...

— Sério?! — Miroku perguntou um pouco surpreso. Ele a olhava até um pouco incrédulo e eu queria rir disso — Nunca pensei que você quisesse ser mãe Sango...

— Ora monge, toda mulher... — ela pareceu pensar um pouco no que iria dizer — Aliás, a grade maioria das mulheres, quer ser mãe... — ela o olhou um pouco irritada, acho que ela ficou sentida com a insinuação dele — Porque eu não iria o querer?

— Me desculpe, foi só uma pergunta inocente — ele disse levantando as mãos como se dissesse eu me rendo, mas depois pareceu pensar em algo, franzindo a testa em desagrado — Somente espero que seja eu o pai dos seus filhos — ele disse contrariado.

Sango corou no mesmo instante e eu dei um mínimo sorriso, é melhor eu intervir antes que ela desmaie — Ciumento em! — Miroku olhou para mim e pareceu se dar conta do que disse corando também, talvez fosse somente um pensamento? — Shippou, você está se sentindo melhor? — eu perguntei para mudar de assunto, quando ambos ficaram desconfortáveis.

— Estou me sentindo um pouco melhor sim — ele disse se sentando em meu colo — Nós vamos ainda hoje visitá-lo?

— Visitar quem? — Inu-yasha perguntou se aproximando do nada — Está pensando em sair Kagome? E o inimigo? — ele me olhou sério, como se aquele olhar fosse me repreender, ou até me reduzir como sempre fora, mas dessa vez não — Temos que procurá-lo!

— Um dia não fará diferença em nossa busca — eu disse acariciando a cabeça do Shippou, que olhava para Inu-yasha irritado — Ainda mais que não temos um possível rastro de onde ele possa estar, iremos sair em busca as cegas — eu o olhei indiferente e ele me olhava contrariado — Pode ir andando se o problema é esse, eu te encontrarei depois.

— Mas para onde você vai? — ele perguntou curioso, apesar de continuar extremamente contrariado, ele caminhou para se sentar ao meu lado, mas Kikyou se aproximou dele, o puxando pelo braço — O que foi?

— Para que você quer saber para onde ela vai? — ela perguntou um pouco irritada. Ela me lançou um olhar muito irritado, não sei como era a expressão de Inu-yasha, afinal ele estava de costas para mim. Inu-yasha se pronunciou indiferente.

— Eu sempre quero saber para onde Kagome vai — ele disse a olhando nos olhos, e ela arregalou os olhos, depois me lançando um olhar raivoso — Sempre foi assim, e isso não vai mudar — ele se virou olhando para mim, ainda sério — Mesmo com nosso namoro... — Kikyou o olhou muito magoada, mas ainda assim não saiu dali. Por um momento eu senti pena dela, afinal a dor que ela deveria estar sentindo agora, eu já a senti muitas vezes.

— Mas agora eu não preciso mais lhe responder, afinal o motivo para você me “manter” — eu disse fazendo aspas com os dedos — por perto era a Joia de quatro almas, agora ela já não existe sendo assim eu estou livre para ir e vir quando quiser, para onde eu quiser e você não pode dizer nada. — eu disse dando de ombros — E a propósito, Kikyou é sua companheira agora, como você mesmo disse e não pega bem querer saber de outras garotas, ainda mais na cara dela.

— Você não vai Kagome! — ele disse me olhando irritado, e parecendo ignorar tudo o que eu disse, isso me deixou irritada, mas eu não daria esse gostinho a ele — Aposto que você quer ir se encontrar com aquele youkai de mais cedo! E como eu fico? — mas joguei tudo para o alto após ele dizer essas palavras, que se foda!

— Senta — eu disse muito brava e ele foi de cara ao chão — Você não tem direito nenhum de falar algo, eu não sou você que vivia fugindo para se encontrar com Kikyou — eu o olhei muito friamente — E outra, se eu fosse ou não me encontrar com Kurama, é problema meu. Se eu quiser ter algum relacionamento com ele, isso não lhe diz respeito! Aliás, nada sobre mim deveria lhe dizer a respeito... — eu me levantei com Shippou em meus braços — Nunca lhe disse na verdade. E você, como fica? Eu não sei, você não é nada mais que um amigo Inu-yasha. Seu pensamento sobre amizade deve estar destorcido. Vamos Sango...

Ela assentiu, deu um leve selinho em Miroku e se levantou chamando Kirara em seguida. Miroku continuou da forma como estava, ele olhava Sango subir em Kirara — Você vai deixar Sango sair assim Miroku?

— Eu confio em minha mulher, e em Kagome também... Aliás, ela já está bem grandinha para decidir aonde vai ou deixa de ir... Também, a vida é dela, as escolhas são dela e se ela errar, o erro será dela — ele disse dando de ombros — E para onde elas vão ninguém irá feri-las, afinal Kagome ainda é “idolatrada” naquele lugar.

— Não diga isso — eu disse depois de já estarmos todos em Kirara, Shippou sentado em cima da cabeça de Kirara novamente e eu somente levava Joyeuse. Havia entregado minha mochila e o arco com as flechas para Miroku — Se Ayame te escuta falar assim, ela nunca mais me deixa chegar perto de seu marido e nem do bebê — eu dei uma piscada de olho para ele que sorriu.

— Você está indo até o lobo fedido? — Inu-yasha perguntou incomodado, Kikyou estava agarrada ao braço dele, como se quisesse impedi-lo de ir a qualquer lugar — Por quê?

— Porque eu prometi a ele que iria vê-lo quando o filho dele nascesse — eu disse sem olhar para ele, Inu-yasha ainda tentou argumentar, mas Kikyou se irritou de vez e saiu de perto dele, antes que eles brigassem Kirara saiu de lá em direção ao vilarejo dos lobos ao Leste.

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Já estávamos quase chegando à tribo e a ansiedade tomava conta do meu ser! Eu queria muito ver o bebê deles, e também estava ansiosa para saber sobre o relacionamento deles, em vista que na última visita não me senti a vontade para perguntar. Eu queria muito saber como e quando Kouga passou a retribuir os sentimentos de Ayame! Isso estava quase como uma meta de vida!

A entrada da tribo já era visível e alguns lobos já estavam começando a se dirigir a entrada da tribo — É Kagome, parece que eles gostam mesmo de você — Sango disse me dirigindo um sorriso por cima do ombro.

— Não é nada disso, eles somente não recebem visitas de estranhos — eu disse a explicando — Kouga me disse isso há muito tempo, humanos são proibidos no território dos lobos... — ela me olhou um pouco surpresa e quando foi argumentar eu continuei — Exceto aqueles que o príncipe autoriza... Neste caso, nós.

Logo Kirara já baixava e os youkais lobos me cumprimentavam, como dá outra vez pude escutar passos rápidos e sabia que Kouga se aproximava. Não demorou muito para o Youkai moreno, trajando suas costumeiras vestes de lobo entrasse em meu campo de visão. Seus cabelos presos no costumeiro rabo-de-cavalo, e no seu rosto um lindo sorriso. O mesmo sorriso de sempre...

— Kagome! — ele disse assim que me viu, sem desfazer o sorriso e se aproximando rapidamente — Você realmente voltou! — ele me deu um leve abraço, que me deixou sem graça, me afastei rapidamente, poderia pegar mal outra mulher abraçando um youkai casado!

— Eu disse que retornaria para ver seu bebê — eu dei um sorriso para ele — Já nasceu, não é?

— Sim, meu filhote já nasceu — ele disse abrindo ainda mais o sorriso e todo orgulhoso, eu somente conseguia retribuí-lo — Olá Sango, Shippou — ambos murmuraram um “olá” — Venham, vamos entrar. Ayame já sabe que vocês estão aqui...

— Bom, isso me lembra de que depois eu quero te fazer uma pergunta... — ele me olhou como se me perguntasse sobre o que, mas ainda assim assentiu positivamente. Eu somente passei a seguir do lado dele.

Seguimos Kouga por entre os outros youkais lobos, Kirara ficou pequena novamente e estava no colo de Sango, quando estava desse tamanho ela tinha medo dos muitos lobos que havia espalhados pelo lugar. Shippou também estava em meu colo e parecia ansioso por ver o bebê, afinal quantas vezes ele já viu um? Logo chegamos à caverna do príncipe dos lobos, e lá estava Ayame com um bebê nos braços.

Ela sorria para nós de forma radiante, o sorriso de uma mãe e mulher feliz, realizada. Nós aproximamos devagar para não assustar o bebê que estava sendo amamentado. Os cabelos castanhos e cheios estavam em nosso campo de visão, acho que percebendo pessoas novas ele se afastou do seio de sua mãe. Ela o virou para nós e eu sorri, o bebê era muito fofo! Seu tom de pele é mais escuro que o de Ayame, mas também é mais claro que o de Kouga, ele é mais rosado. Mas o que chamava a atenção eram os olhos, um de cada cor.

— Ele tem heterocromia? — eu perguntei enquanto analisava os olhos, um era azul e o outro verde — Acho muito lindo quem tem heterocromia!

— Você diz sobre a cor dos olhos? — Ayame perguntou e eu assenti — ele nasceu assim, então acho que é normal não é? Ou isso fará mal a ele? — ela perguntou um pouco aflita.

— Não, ele será normal, só os olhos serão de cores diferentes... Só isso — eu disse a tranquilizando — Como é o nome do nosso mais novo príncipe?

Ayame sorriu antes de me responder — Takehiko (Soldado Príncipe).

Após isso ficamos conversando sobre várias coisas, contamos a Kouga e a Ayame sobre o novo perigo que estava rondando e ele ficou bem preocupado. Já estava no fim da tarde quando decidimos ir embora.

— Sango, pode ir indo na frente com Shippou — ela me olhou confusa — Eu vou conversar com o Kouga e sigo logo atrás.

— Tudo bem, mas não demore — ela disse montando em Kirara e levando Shippou com ela. Eu fui com Kouga para a entrada da tribo, eu me sentei no chão e ele se sentou ao meu lado.

— Kouga, quando você passou a ficar com a Ayame? — eu perguntei logo, sem enrolações.

— Quando você me trouxe de volta e Naraku tinha sido enfim derrotado, eu pensei que você iria ficar com o cara de cachorro e seguir com a sua vida, então eu decidi naquele momento dar uma chance a Ayame que sempre deixou claro me amar — ele me olhou dando um sorriso, um pouco ressentido — Se eu soubesse da história que ele havia revivido Kikyou, eu teria ficado com você Kagome.

— Mas naquela época eu não poderia te retribuir, ainda hoje não posso... — eu disse o olhando séria — Eu decidi não mais amar, eu sofri muito e não desejo mais isso... — eu olhei para frente — Mas não quer dizer que um dia eu não possa me apaixonar...

— Eu entendo, eu hoje em dia também não posso mais te retribuir — ele me olhou dando um sorriso — Eu amo a Ayame agora, tanto que a marquei... — ele ficou sério — Nós youkais sempre marcamos a fêmea que queremos para a nossa vida, podemos ter muitas fêmeas, mas só uma se torna a única fêmea — ele apontou para o pescoço dele, onde havia uma marca de uns três centímetros, como se fosse um arranhão — e nós só deixamos essa fêmea nos marcar, quando isso ocorre, não podemos ter mais nenhuma fêmea ou no caso dela, outro macho...

— Isso ocorre com todos os youkais? — eu perguntei um pouco curiosa.

— Não, só os que têm origem animal — ele disse dando de ombros — O cara de cachorro pode fazer isso, afinal ele é de uma tribo de cachorros... — depois sorriu — Eu ia gostar de ver a cara dele ao ver você marcada por algum youkai...

— Não sei se ficarei com alguém daqui, talvez eu volte para a minha Era e forme uma família por lá — eu dei de ombros — Enfim, já está tarde e eu preciso ir agora — eu me levantei e ele me imitou — Foi bom te ver, prometo aparecer antes de ir embora para sempre...

— Eu sei que você não vai embora Kagome, seu amor está aqui e não lá — ele disse dando um sorriso enquanto me olhava — E sei que você será feliz, eu sinto isso! Afinal você é a minha primeira amiga Kagome — ele me deu um abraço — Quando esse novo inimigo for derrotado venha me ver — ele fez uma expressão triste — Só não te ajudo... — eu o interrompi.

— Eu entendo, você tem uma família agora e muito o que perder — eu disse o abraçando — Mas pode apostar que eu me empenharei para não deixar que nada de mal aconteça ao pequeno Takehiko.

— Obrigado — ele disse se afastando. Eu murmurei um “até logo” e passei a andar na direção do vilarejo da vovó Kaede. Já estava começando a escurecer, mas aquilo não me incomodava, pelo menos não mais. Eu andava tranquilamente no meio da floresta quando senti alguém me observando.

Não estava tão longe assim, somente a cinco árvores de distância. Eu também não sentia perigo vindo dessa pessoa, então porque me observava? Saquei Joyeuse discretamente e mirei no local onde a pessoa estava, atacando em seguida. A pessoa pulou de lá e veio por cima das copas das árvores em minha direção, muito rápido. Quando eu fui empunhar Joyeuse para me defender a pessoa pulou em cima de mim, me derrubando. O homem ficou por cima de mim, me prendendo ao chão.

— Calma, sou eu — a pessoa disse se afastando um pouco para me olhar nos olhos, aqueles negros me encaravam divertidos — Sou somente eu Kagome — Kurama disse saindo de cima de mim e se sentando ao chão ao meu lado. Eu me sentei – ficando ao lado dele -, o olhando desacreditada.

— Quer me matar do coração? — eu perguntei dando um suspiro, ele somente sorriu — Aliás, o que faz aqui? Você não seguiu na direção contrária?

— Eu ainda tinha que conversar com você mais a vontade — ele me olhou sério — Enquanto estivesse com aquele Hanyou isso não seria possível.

— E sobre o que você queria falar que não poderia ser na frente do Inu-yasha? — eu perguntei curiosa.

— Não é isso — ele disse dando um sorriso de canto — É que ele não nos dá privacidade para tal — eu assenti levemente dando um sorriso em seguida — Mas eu quero que você me diga uma coisa... Porque você está atrás do tal Yokoyama?

— Eu não posso deixar que pessoas, ou youkais, mal intencionados dominem o mundo — eu disse o olhando — ele quer eliminar aqueles que não os segue e quer dominar todos os humanos — eu olhei para frente — Já pensou ele dominando todos da minha raça? — ele negou com a cabeça — Eu não posso deixar isso acontecer, então lutarei, e se for preciso morrerei lutando.

Assustei-me quando Kurama me forçou por meus ombros contra o chão, ficando por cima de mim novamente — Você não pode ficar dizendo essas coisas Kagome — ele me olhava sério demais — Você não pensa no poder que suas palavras podem ter sobre as outras pessoas? — eu tentei me levantar, mas ele me prendeu mais — Só vou te soltar se você me prometer, que se algo acontecer, você fugirá!

— Kurama, eu não estou brincando, me solte! — eu disse me irritando e tentando me soltar — Eu não quero te machucar!

— Somente me prometa — ele disse me olhando de forma intensa — Eu não vou sair até você me prometer que não deixará nada te acontecer! — eu não sabia o que dizer, porque dessa insistência em minha segurança? — Kagome, somente me deixe tranquilo, não quero você se ferindo por causa de um youkai idiota... — seus olhos negros pareciam brilhar — Eu não me perdoaria se algo acontecesse a você.

— Tudo bem, eu te prometo — eu disse o olhando nos olhos e lhe dirigindo um sorriso — Agora você pode, por favor, sair de cima de mim? — ele me olhava de forma intensa e começou a se aproximar levemente, seu olhar parecia me prender ainda mais ao chão. Eu me sentia presa ao olhar dele, mas também não fazia nada para me afastar... Por algum motivo, eu não queria me afastar. Ele me deu um leve roçar de lábios, ainda estávamos naquela troca de olhares quando ele pareceu se dar conta do que ocorria, se afastando rapidamente e muito envergonhado.

— Me desculpe, apenas me deixei levar pelo momento e pelo seu lindo olhar... — ele disse olhando para o outro lado e eu corei levemente — Só não posso deixar nada de mal te acontecer — ele olhou para mim — porque não deixa que eu o vença?

— Porque não — eu disse o olhando um pouco irritada — Ritsu não nos deixará em paz, ele declarou guerra aquele dia, então estaremos preparados para ele — eu disse e suavizei o olhar — Não precisa ter toda essa preocupação.

— Um dia você me entenderá — ele me olhou dando um sorriso de canto — Eu já vou, está ficando tarde pra você andar por aí sozinha — eu revirei os olhos enquanto Kurama se levantava, fiz o mesmo e parei em sua frente — Espero te encontrar novamente, e que não seja em um campo de batalha...

— Bom eu te aconselho a não pensar assim — eu dei um leve sorriso — Será lá que nos encontraremos novamente. Afinal onde Yokoyama estiver dominando eu estarei lá para impedi-lo — eu dei de ombros.

— Tudo bem sua teimosa — ele me deu um beijo na testa e se afastou — Até mais.

Ele foi embora e eu voltei a correr em direção ao vilarejo. Já estava escuro, e esse horário costuma ter muitos youkais no meio da floresta. Não se passou muito tempo eu me encontrava na entrada da vila, eu estava com um mau pressentimento. “Kagome...” eu escutei a voz de minha mãe como num sussurro, e agora eu já sabia de onde vinha minha agonia... Aconteceu alguma coisa em minha casa, preciso ir pra lá urgentemente! Sou retirada de meus devaneios quando Inu-yasha me barra na entrada do vilarejo.

Ele me olhava de forma acusadora e eu estava me irritando já — O que é? — eu perguntei quando ele não disse nada.

— Muito bonito pra você — ele disse depois de um tempo em silêncio — Você me disse Kagome que não iria se encontrar com aquele youkai e foi isso o que você fez — ele me olhava de forma magoada, até um pouco traída.

— Antes de mais nada Inu-yasha, meu encontro com Kurama se deu ao total acaso — eu o olhava de forma irritada, como ele ousa tentar me controlar? — Outra, eu não lhe devo satisfações, torno a repetir, eu posso me encontrar com quem eu quiser, e você não tem o direito de intervir — ele me olhou confuso — Eu não me meti na sua escolha com Kikyou, porque fica me controlando?

— Kagome, eu também quero ficar com você... — eu o interrompi antes que eu me irritasse.

— Você não tem esse direito — eu disse indiferente — Sua escolha é a Kikyou, eu não posso ficar com você, você estando com ela — eu dei um sorriso de canto — não nasci para me tornar a outra, e eu nunca me prestaria a esse posto. Torno a repetir, pare de se meter na minha vida, siga com a sua assim como eu segui com a minha!

— Kagome, você não pode falar assim comigo — ele me olhou irritado — Onde está todo aquele amor que você dizia sentir por mim?

— Morreu há muito tempo Inu-yasha — eu disse começando a andar em direção à casa da vovó, quando ele passou a andar ao meu lado — porque você sempre complica tudo? Desse jeito, nem sua amiga poderei ser mais.

Você quem complicou tudo entre nós Kagome — ele disse emburrado ao meu lado.

Resolvi deixar pra lá essa discussão inútil, Inu-yasha nunca me entenderia no final das contas. Entramos na casa da vovó, ele seguiu para onde Kikyou estava e eu me sentei com Sango e Miroku. Shippou já estava dormindo. O aperto em meu coração somente piorava, eu precisava averiguar.

— Gente, eu estou indo para minha casa, sinto que aconteceu algo.

— Você não vai Kagome — Inu-yasha disse se levantando.

— Pode ir Kagome, nós continuaremos as buscas — Miroku disse ignorando Inu-yasha — Sei que você nos encontrará.

Eu assenti e peguei minhas coisas seguindo para o poço. Sango me seguiu. — Eu sinto que aconteceu alguma coisa em minha casa — eu disse sem olhar para ela.

— Alguma coisa ruim? — ela perguntou me olhando, eu somente assenti.

Logo já estávamos na frente do poço. Sango me deu um abraço apertado.

— Se eu não voltar dentro de dois dias, é porque aconteceu algo muito grave e eu precisei ficar — ela assentiu enquanto se afastava — Podem seguir, assim que voltar os encontrarei — ela assentiu. Eu me virei e pulei no poço.

Saí do mesmo e minha agitação somente piorou. Segui até minha casa e a mesma estava escura. Entrei na mesma com uma chave que eu tinha guardada na mochila. O tempo em minha Era também não era dos melhores, o céu cheio de nuvens carregadas de água, parece que logo começará a chover. Fui em direção ao quarto de minha mãe para vê-la mesmo que dormindo, mas conforme me aproximava, eu podia escutar soluços abafados. Abri a porta devagar e a cena de minha mãe chorando sentada no chão ao lado da cama com o travesseiro no rosto me assustou, soltei tudo no chão e corri em sua direção.

Ela se assustou com o barulho e quando levantou a cabeça eu já a envolvia em meus braços — Mamãe, o que aconteceu?

Ela somente me apertou mais em seus braços, e continuou chorando. Eu já estava ficando preocupada, mas iria esperar ela falar. Seu pijama estava levemente enrugado e seus cabelos bagunçados, expressão abatidas e eu estava mais inquieta ainda. Eu deixei que ela se acalmasse até que os soluços diminuíram e ela pôde falar, mas quando ela falou, meu mundo parou.

— Seu avô faleceu há três dias Kagome.

Notas finais
O que acharam? Espero que tenha ficado do agrado ♥ Sobre Inu-yasha, não se preocupem, ele logo terá uma conversa com Kagome e eles irão se resolver, Kikyou também ficará menos possessiva e mais amigável, nada muito forçado, não se preocupem. Só que algumas coisas devem acontecer, para eu resolver a "questão" Inu-yasha. Logo todos serão como sempre ♥ Eu tenho uma pergunta a fazer a vocês, não sei se eu já a fiz... Assim há alguns dias eu recebi um comentário - não foi em Caminhos Entrelaçados e sim em Sentimentos que Renascem - de uma garota que disse que eu detalhava demais, e que não séria necessário colocar até quando a garota está menstruada... Tipo, eu nunca tive a intenção de ser "chata" e colocar coisas desnecessárias... Por isso, se estiver se repetindo ou estiver ficando chato, me avisem sim? Eu tive alguns problemas com essa menina em questão, afinal ela publicou uma ofensa direta a minha história no face em um grupo... Mas já foi. Obrigada por lerem o que eu escrevi aí em cima ♥ O próximo capítulo saí dia 14/02 (sábado). Bjos baby *m*