Notas iniciais
Olá meus amores, como vão vocês? Ainda se lembram de mim? Bom, hoje não é aviso, nem uma miragem, sim meus queridos finalmente o capítulo 30 chegou e eu escrevi bastante para vocês como forma de me redimir, agora ele veio completo e cheio de reviravoltas. O Epilogo já está pronto também, mas vou dar um tempinho para postá-lo, de uma a duas semanas talvez ♥ Eu sei que estou em divida com muitos de vocês, me sinto péssima por ter sumido por mais de um ano, mas a vida as vezes se mostra mais dura do que parece, passei por sérios problemas de desanimo, não tinha animo para fazer mais nada do que eu amava, parei de colecionar meus mangás, parei de ler livros, escrever, assistir filmes, eu ficava apenas existindo. Foi complicado, mas creio que já estou melhor. Queria especificar cada favorito que recebi nesse um ano, mas é muita gente e eu me perdi nos nicks, por isso agradeço quem favoritou da ~EngelBlack até ~DekahTaisho. Agradeço por não terem me abandonado e por ainda gostarem dessa história que é uma de minhas xodós ♥ Bom, acho que já me estendi demais, por isso desejo a cada um de vocês boas leitura e nos vemos nas notas finais e nos comentários. Bjos baby's *m*

Pov’s Autora.

Satori estava verdadeiramente encantada com tudo o que via, uma viagem mágica de se encantar os olhos, ainda mais experientes e que já haviam visto de tudo, como os dela. Totalmente diferente do que ela ousou imaginar e até mesmo ousou visualizar em sua mente, era como observar o céu durante a noite, estrelas lindas e brilhantes de todos os tamanhos, porém diferente de como as via a noite, essas pareciam abraçá-la e dançar ao seu redor, rodeando-a com todo aquele brilho e graça. Demorou apenas alguns segundos para perceber que já estava pousada no chão – do outro lado – e que a paisagem já era outra. Queria continuar lá, naquela graciosa imagem, mas não fora como ela queria, sabia que teria mais quando voltasse.

— Vamos, Satori! — Kagome disse se dirigindo para a escada do poço, subindo-a com um pouco de dificuldade, a grande barriga há atrapalhava um pouco, mas nada que tornasse as coisas impossíveis. Satori não entendeu o porquê da youkai mais nova estar fazendo aquilo, afinal ela poderia simplesmente pular e sair daquele cubículo de madeira, mas por fim resolveu imitá-la, subindo por onde Kagome seguiu — Aqui, eu evito ser youkai, por isso faço coisas simples, como fazia quando era humana — Kagome saiu do poço e logo Satori também estava ao seu lado.

Kagome se dirigiu para a saída do mausoléu do poço em passos lentos, enquanto Satori observava o local pequeno e sem graça, que se assemelhava a casa de um camponês qualquer, talvez tivesse criado expectativas demais para algo que não parecia com nada com o que Kagome descrevera, talvez tudo não passasse de um fruto de sua imaginação, uma mentira, o tempo todo. Ela olhava a sua nora subindo os pequenos degraus sem pressa, e ela cogitou pedir para voltarem, mas a mesma já alcançava a porta daquele local, Kagome abriu a porta e a forte claridade invadiu-o, a luz da manhã clareou até onde podia, poderia ser por volta das dez da manhã, ou um pouco mais, um pouco menos.

A moça fitou a mulher com curiosidade, os âmbares azulados demonstravam expectativa a mais velha, curiosa sobre o que se passava em sua mente, sabia que ela sentia os cheiros e ouvia os sons incomuns com mais facilidade agora que a porta estava aberta e permitia o som chegar com mais facilidade a elas, os olhos âmbares azulados a convidando a se aproximar gentilmente e assim ela o fez. A primeira coisa que Satori viu, foi à árvore de Inu-yasha. A mesma de seu tempo, ela tinha certeza, algumas outras árvores a cercavam, coisas que ela nunca havia visto estavam por aqui e por ali, no céu algo barulhento voava e não era pássaro ou youkai, logo todo o fascínio que sentia ao ouvir as palavras de Kagome retornava e a empolgação a dominava lentamente e discretamente. Satori ainda era uma Daí-youkai orgulhosa demais para demonstrar alegria assim, mas talvez uma exceção não fizesse mal algum.

— Este é o templo Higurashi — Kagome disse à sogra que observava ao local, e demonstrava o encanto de tudo em seu olhar. Ambas seguiram na direção da casa, que Kagome havia lhe contado ser de sua família, Satori observava como a casa era tão colorida e diferente das de sua era, pequenas coisas esquisitas estavam aqui e ali, tão diferente de tudo o que ela já vira... Queria explorar, mas sabia que teria tempo para isso. — Mãe! — A mais nova gritou assim que abriu a porta. Logo uma mulher aparecia de dentro do local, dando um leve sorriso, Satori a fitou curiosa, como poderia sorrir assim, sem mais nem menos? E ela entendeu, ela estava sorrindo para Kagome como se ela fosse uma joia preciosa, a mais preciosa de todas. — Olá mamãe, que saudades de você! — ela disse abraçando-a, forte. A barriga as atrapalhava um pouco — Essa é Satori-Hime, mãe de Sesshoumaru — a moça apresentou as duas.

— Seja bem vinda a nossa casa, o templo Higurashi sempre tem lugar para mais um — A senhora Higurashi disse lhe sorrindo gentilmente.

— Obrigada — Satori se reservou a apenas essas palavras, ela não conseguia entender o porquê de tanta necessidade em sorrir e ser gentil, como Kagome e a mãe mostravam a todo instante, isso era totalmente novo a ela, totalmente incomum...

— Bem, eu vou à consulta e depois vou levar a Satori para conhecer nossa Era — Kagome disse à mãe que estava na sala novamente, voltando a ler um livro qualquer que Kagome não teve interesse, muito menos Satori — Volto para o jantar.

A senhora Higurashi apenas sorriu assentindo, voltando aos seus afazeres, a ler no caso, mas logo atraindo a atenção de ambas novamente — Kagome, acho bom ela se trocar, as pessoas acharão estranho ela vestida assim, sempre olham pra Inu-yasha, a menos que ela não se importe de atrair olhares.

— Verdade, vem comigo Satori, acho que minhas roupas lhe servem — as duas seguiram na direção do quarto de Kagome, Satori observou a tudo, olhando cada móvel e cada coisa por ali, assim como Sesshoumaru havia feito. Quando se deu conta estava sentada na cama olhando Kagome procurar algo numa coisa estranha, cheias de roupas. Kagome se voltou para a sogra com algumas peças em mãos, escolheu um vestido preto de tecido leve e uma sapatilha vermelha, usou seu poder para ocultar as marcas de Satori e por fim, voltou a ser humana — Estamos indo — Kagome disse quando passou pela porta, fechando-a.

— Porque mudou? — Satori perguntou enquanto desciam as escadas do templo. Ela estava se sentindo estranha, estando exposta daquele jeito, tanto em relação às roupas quanto ao ambiente, olhava para tudo atentamente, como se um piscar de olhos a fizesse perder algo importante, algo único que para ela era novo.

— Aqui, eu ando assim — ela apontou para o rosto e mostrou o corpo com a outra mão, estava usando seu habitual vestidos de grávida num tom verde água com uma sapatilha preta, Kagome tinha uma coleção de vestidos e amava exibir sua grande barriga por ai — E eu sinto as crianças, acho que elas podem mudar também... — Kagome acariciou a enorme barriga — Seria muito estranho eles nascerem com garras e marcas no rosto. Não quero nem pensar no auê que isso causaria!

Satori apenas meneou a cabeça, acenando um sim apesar de não saber o que significava auê, voltando à atenção para os humanos que caminhavam tranquilamente uns mais rápidos, outros conversando, outros apenas andando – muito diferentes do que estava acostumada – as grandes coisas que andavam nas ruas e nada era comparado ao que imaginou, aquilo era muito melhor! Aquela visão não era nem um terço do que havia imaginado e agradecia imensamente de ter podido ver aquilo por si só, algo novo e totalmente diferente de seu tempo. Ambas foram à consulta, os bebês estavam bem e logo nasceriam, Kagome ficava radiante a cada consulta. Em uma delas Sesshoumaru a acompanhou e ele achou interessante a forma que os humanos do tempo de Kagome viam suas crias.

Da consulta Kagome levou Satori para andar de trem, em vista que ela se recordava como Sesshoumaru se portara ao andar nesse meio de locomoção, foram a um dos parques públicos preferidos de Kagome, ele era bem movimento e repleto de pessoas diferentes, além de ter muitas cerejeiras espalhadas pela extensão dele dando uma vista linda aos olhos de qualquer um. Mostrou-lhe os brinquedos que contara a ela, as roupas, os livros, a comida, a levou ao cinema para assistirem um filme qualquer, apenas para Satori ter a sensação de como era ir a um cinema. Satori ficara com o olhar vidrado na tela, em nenhum momento desviando a atenção dela e isso divertia Kagome. Satori amou conhecer todas aquelas coisas, amou mais ainda poder ver tudo pessoalmente, aquilo não se comparava a nada. Sua imaginação era fraca, era obsoleta, nada daquilo se comparava com o que imaginara. Ver o futuro com seus próprios olhos, era algo único e especial. Fantástico!

— Espero que tenha gostado de conhecer minha Era, meu mundo, e ver como tudo isso é, por si só... Sem imaginação, suposições ou incertezas, apenas como elas são. — Kagome disse, enquanto saiam do cinema, caminhando tranquilamente, alisando a barriga levemente. As pessoas caminhavam para fora daquele local também, outras estavam chegando, cinemas sempre eram lotados... Independente da época, era um ótimo passatempo ninguém poderia negar isso. O cheiro da manteiga de pipoca infestava o local, dando um ar de conforto a Kagome, como ela sentia falta dessas simples coisas na Era feudal.

— Ver tudo isso, por mim mesma, não se compara ao imaginar, é totalmente diferente, é único! Percebo o quanto minha mente pode ser limitada, isso daqui — ela mostrou ao redor com o dedo erguido — não se comparada a nada do que eu pensei. — Satori estava realmente fascinada pelo tempo de Kagome, e realmente grata por descobrir algo assim, justo ela, a guardiã de historias de seu clã — Mas e os youkais?

— Bem, antes eu acreditava que eles não existiam nesse tempo, que não teria sido capaz sobreviverem por 500 anos... — Kagome disse enquanto caminhava pela rua agora iluminada artificialmente, luzes e mais luzes iluminavam a tudo não deixando nenhum canto no escuro e Satori estranhara toda aquela claridade, seus passos eram lentos e Satori a acompanhava no mesmo ritmo, sem nem perceber. Afinal que pressa tinha mesmo? — Mas agora eu acho que eles aprenderam a conviver em segredo entre os humanos, se adaptando e seguindo com eles. Mudando, sobrevivendo... — Kagome suspirou acariciando a barriga e dirigiu um sorriso a mais velha — Claro, é só uma suposição...

— Entendo, criança. — Satori disse observando ao redor, perdida na imensidão de cores, luzes e formas. Durante sua analise viu muitas pessoas diferentes, porém algo atraiu sua atenção, focando os olhos num casal, que andavam bem mais a frente abraçados, a moça mais baixa que o rapaz batendo na altura de seu ombro, ele passava o braço por seus ombros e ela envolvia sua cintura de forma terna, até mesmo cumplice. Daquela distancia Satori podia perceber o amor e ternura que os envolvia, algo que era impossível de se desviar os olhos.

Satori não sabia bem o que ou o porquê de continuar observá-los, era como se algo a chamasse, a atraia para eles. Eles eram um casal conhecido para ela, Satori tinha certeza de que já vira aquele tipo de aproximação, quase natural. Era muito fraco, quase inexistente, mas ela sabia, tinha certeza de que aquele homem era Sesshoumaru, ela tinha sentido o cheiro quase inexistente afinal estava bem mais fraco e misturado no meio daquele ambiente aberto, contudo inconfundível, uma mãe conhece sua cria. O rapaz olhou para trás, por cima da cabeça de sua parceira lhe dirigindo um leve sorriso, enquanto Satori se aproximava surpresa sem demonstrar a Kagome aquela sua descoberta, contudo ele sumiu na multidão antes dela se quer pensar em aumentar o passo.

Quando ele a olhou, daquela forma tão insolente, Satori teve sua confirmação, ainda mais pelo sorriso de lado que ele lhe mandou, presunçoso.

— Vamos comer um lanche — Kagome disse atraindo a atenção de Satori, que ainda olhava fixamente para o local onde o casal estivera, fazendo com que Kagome olhasse também mas sem nada encontrar — Estou com fome e esses dois também, ficar grávida de youkais não é nada fácil... — Kagome comentou emburrada, todavia deu um sorriso no final.

Foram para uma lanchonete próxima dali, a favorita de Kagome.

A morena comprou dois lanches para ela e um para Satori, ela estava com muita fome e temeu que sua sogra não se agradasse com aquela comida. Comeu como se não houvesse amanhã, Satori achava engraçado esse jeito de Kagome, espontânea e divertida, muitas vezes sem filtro, dizendo a primeira coisa que lhe vinha na cabeça, principalmente quando emburrada. Kagome estava toda feliz, dali alguns dias suas crianças nasceriam, e mais ainda, ela finalmente conseguiu mostrar a Satori tudo o que ela queria conhecer.

Ambas voltaram para o templo por volta das nove da noite, porém Satori tinha que retornar para o castelo no mesmo dia, o que Kagome não gostou muito, queria passar aquela noite ali, contudo ela tinha a solução, Kagome a deixou na era feudal retornando para a casa da mãe em seguida, havia prometido jantar com ela todas as vezes que viesse visitá-la, o que incluía dormir lá também.

— Olá Kah, — Souta disse quando Kagome se jogou no sofá exausta, ele estava deitado no outro sofá mexendo no celular, Kagome estranhou isso, afinal ela não tinha mais eletrônicos na era em que estava, e confessava sentir falta deles, mas ela escolheu uma vida, e isso ela teria que honrar. — Mamãe está fazendo o jantar — ele desviou os olhos do aparelho quando parou de digitar e olhou para a irmã, lhe dirigindo um olhar avaliativo — Quando vai conhecer Maya? — ele perguntou do nada, a cobrando.

Kagome ainda não conhecia a namorada do irmão por nunca estar nos dias que ela vem, e quando ela chega Maya tinha acabado de sair e vice-versa, nunca se encontrando. O irmão também não tinha como prever quando Kagome sairia do poço, e ele apostava que se um dia Maya presenciasse teria muita coisa a explicar — Quando as crianças nascerem — ela disse dando de ombros e acariciando a barriga, estava se sentindo exausta, queria logo sua cama — Aposto que ela vai querer conhecê-los e será um ótimo momento — e sorriu para o irmão. Kagome devia isso a Souta, já tinha um ano que ele namorava Maya e ela não a conhece. Sabia da vontade da “cunhada” em conhecê-la e ela compartilhava do mesmo, afinal Souta ainda era seu irmão menor.

— Crianças... Crianças... — Souta se sentou no sofá largando o celular ao lado, atraindo a atenção de Kagome, ele estava com 17 anos, um rapaz muito bonito, ela tinha que admitir — Porque não os chama pelo nome? Eles têm nomes, não tem?

— Ainda não escolhemos os nomes Souta — Kagome disse ainda deitada, olhando o irmão que a encarava curioso — Youkais tem um jeito diferente de fazer as coisas, e agora como uma eu preciso seguir isso, respeitar, sabe? Não posso sair impondo muitas coisas a Sesshoumaru... — Kagome acariciou a barriga e as crianças mexeram, ela sorriu — Eu já fiz Sesshoumaru usar uma aliança mesmo ele não sabendo muito bem para que serve então, posso ceder isso a ele.

— Hm, então eles só escolhem quando olham pro rosto da criança, como os antigos? — Souta perguntou curioso, nem o toque do celular o fez desviar os olhos da irmã.

— Isso mesmo.

— Venham comer — A senhora Higurashi chamou da cozinha cortando o assunto dos dois. Kagome e Souta foram comer, e eles entraram num assunto familiar e agradável, a chegada das crianças era o assunto mais tocado, todos estavam ansiosos por esse momento, Kagome assumia que ela também estava, não aguentava de ansiedade pra ver o rosto de seus pequenos. Enquanto jantavam a porta da frente foi aberta e por ela passou um rapaz, Kagome não conseguia vê-lo afinal ele estava de costas para ela, tudo o que via era seu cabelo azul... Estranhamente familiar. — Oh, venha Takao, o jantar já está servido.

Quando Kagome se ajeitou melhor para conhecê-lo, o rapaz não estava mais lá, se fora tão rápido quanto viera e ela tinha certeza de que tinha algo haver com ela, porque ele sempre fugia da presença dela e isso a irritava, pois em todos esses anos ela nunca o vira, somente de costas. Mas um dia ela o encontraria, disso ela tinha certeza, o famoso Takao não poderia fugir dela para sempre. Kagome tirou seu prato da mesa e lavou a louça, quando terminou se virou para a mãe — Estou cansada, vou tomar banho e dormir, porque amanhã eu volto cedo pra casa.

— Ok meu amor, apenas descanse — sua mãe disse se aproximando e acariciando a barriga de Kagome, dando um leve sorriso — logo meus pequenos estarão correndo por esse lugar, não vejo à hora disso acontecer — a senhora Higurashi disse beijando a barriga da filha — Está tarde, já passa das onze, vá tomar seu banho e descansar.

Kagome seguiu para o banheiro e foi tomar seu banho, não aguentava mais andar, e estava com os pés doendo e levemente inchados, estar grávida era tudo de bom mas o cansaço que isso trazia não estava escrito, vestiu uma roupa confortável, nada que lhe apertasse a barriga. Entrou em seu antigo quarto, ele continuava da mesma forma, a única diferença era a cama, que havia sido substituída por uma de casal. Por estar uma noite agradável, Kagome deixou a janela entreaberta para que a brisa da noite refrescasse o quarto. Deitou na melhor posição que encontrou, essa era com certeza a coisa mais difícil de fazer.

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Já estava mais do que preocupado com Kagome e suas crias, como pai e macho alfa tinha que ter o controle de toda situação e Kagome não ter voltado para casa como dissera que faria o deixava ainda mais preocupado, pois veja bem... Kagome estava grávida e se ela fosse atacada? Como lutaria? Conseguiria se defender? Questões e mais questões cada vez mais presentes em seus pensamentos e todas elas com respostas incertas.

Rin e Shippou estavam em segurança no Castelo, pelo menos uma coisa a menos com o que se preocupar, contudo, o assunto Kagome tomava conta de sua mente sobrepondo qualquer outro assunto de merda que ele deveria estar dando a atenção agora. Nenhum deles era mais importante do que sua esposa.

Sesshoumaru tinha certeza de que Kagome retornaria ao anoitecer e simplesmente por isso não tinha se dado conta de que estava tão tarde, e quando percebeu que Kagome ainda não havia retornado sua preocupação chegou a níveis alarmantes em segundos. Passou a mão pela franja em forma de frustração, estava sozinho em seu escritório com papeis importantes para todos os lados, mas sem conseguir se focar em nenhum, como aquela situação era incomoda! Nunca tinha passado por aquilo e já desejava nunca mais passar novamente, iria atrás dela, estava mais do que certo. Mas para onde?

Levantou-se de sua mesa, seguindo para fora do castelo. A lua cheia estava linda no céu, cheia, mostrando toda aquela imponência sobre as estrelas que apenas ela sabia demonstrar... Ofuscando a beleza natural de um céu estrelado, clareando tudo o que podia e duvidava até o que não podia. Sesshoumaru tinha pressa, sua esposa poderia estar no vilarejo humano, como poderia estar em perigo, contudo a ligação deles deixava-o tranquilo, ele sabia que Kagome estava bem. Não sabia onde estava, mas sabia que estava bem e isso o deixava um pouco mais tranquilo.

Quando se aproximava do vilarejo sentiu o cheiro familiar de Kagome, era fraco quase inexistente, porém aquele aroma era inconfundível para seu olfato, ele o reconheceria em quilômetros de distancia. Ele o seguiu, sabendo que Kagome não estava no vilarejo, o cheiro dela não estava ali. Ele seguiu até o poço come ossos, ali sentia o cheiro de sua mãe e de sua fêmea, como se ele estivesse impregnado em seu nariz e em suas vestes. Olhou ao redor, mas sabia que Kagome não havia passado dali, sentia o cheiro de Satori seguindo para o sul, indo para casa, mas o de Kagome apenas estava ali, o que deixava claro para ele que sua fêmea apenas tinha trazido Satori e retornado para casa dela...

Casa...

“Sua casa agora é aqui Kagome” ele pensou frustrado, olhando para o fundo do poço, olhando aquele monte de terra e ossos que havia no fundo. Kagome o tinha como o que? Um tolo? Como ela ousou lhe infligir tamanha preocupação sem nem ao menos se preocupar em lhe avisar que ficaria na casa da mãe, na Era estranha ao qual pertencia, como sempre fizera... Olhou novamente ao redor, levemente frustrado por aquela simples limitação, um poço.

Sua vontade era a de ir lá e se certificar de que sua fêmea e crias estavam bem, mas como? Sem Kagome ele não conseguira passar, contudo sua vontade de vê-la e saber que estava bem era maior do qualquer outra coisa, talvez fosse seu lado paterno falando mais alto. Aquele que o faz ficar horas observando Kagome enquanto dorme, velando por sua segurança como um animal seduz sua presa, sempre atento a qualquer som possível, mesmo sabendo que ele nunca chegaria.

Foi quando ele sentiu aquela sensação estranha, leve como uma suave brisa, uma energia quente lhe circundando, envolvendo levemente seu corpo. Uma energia que ele sabia pertencer a Kagome, pois era quente como seus abraços e acolhedora como seu sorriso. O que aquilo queria dizer, ele não sabia, contudo ele sabia que aquilo estava lhe chamando a tentar a atravessar o poço, contudo como o faria? Seria um tolo se falhasse, mas ele sentia em seu coração que não falharia. Era como se Kagome o chamasse, mesmo com aquela distancia entre as eras. Mais precisamente 500 anos de diferença...

Sesshoumaru não poderia se dar ao luxo de falhar, e com esse pensamento seguiu o que sentia, era seu dever se assegurar da segurança de Kagome e seus filhos. Pulou no poço, constatando um pouco surpreso que conseguira passar sozinho, contudo desconfiava que a culpada fosse aquela energia que o envolvia, sabia pertencer a Kagome, e sabia que a marcação tinha sua participação naquilo. Afinal quando se marca alguém é como se deixassem de serem duas pessoas para se tornarem uma. Uma só alma, um só coração.

Quando deu por si estava do outro lado do poço, dentro daquele lugar que Kagome chamara de mausoléu da outra vez, sem dificuldade nenhuma ele saiu do poço e seguiu para a saída daquele local. Estava escuro ali dentro, mas ele não se importava com isso.

Já fora ali tantas vezes que já conhecia aquele local. Saiu do mausoléu dando de cara com a lua do lado de cá, ele era ofuscada pelas luzes dali e seu brilho não era nem de perto grandioso como ele estava acostumado a observar, ali ela era simplesmente mais um ponto luminoso no céu noturno e ele não gostou de constatar aquilo, a lua era quase um ser divino para Sesshoumaru. O cheiro de Kagome lhe atingiu, doce e floral, como ele sempre apreciou sentir, ali o cheiro se espalhava por todos os lados como se Kagome estivesse em toda parte, porém ele sabia onde ela estava.

Caminhou tranquilamente até onde ficava a janela do quarto dela, subiu sem dificuldade alguma ainda mais que ela havia a deixado entreaberta, abriu a janela sem fazer barulho algum, observando o quarto escuro iluminado apenas pela luz da lua. O quarto estava arrumado, exceto pela cama, Kagome estava deitada de lado no meio dela, as roupas bagunçadas, a barriga de fora e os fios negros espalhados pelo travesseiro, dormindo desleixada como sempre. Ela dormia tranquilamente, a mão sobre a barriga, de forma terna. Quando a viu, suas preocupações foram para o espaço, como se ela nunca houvesse existido.

Como se nunca houvesse existido tamanha preocupação.

Adentrou o cômodo sem fazer ruído nenhum, se aproximou da cama dela se sentando ao chão, próximo de sua cabeça. Ouvia Kagome respirando tranquilamente, serena até. Fez uma leve caricia no rosto de sua esposa, agora totalmente tranquilo ao constatar que ela estava sim, bem e segura. Ficou ali apenas a observando, dormindo serena, como se nada pudesse atingi-la, se sentou melhor no chão, apoiando as costas na cama e fechou os olhos relaxado, sentindo o cheiro dela, ouvindo a respiração dela, como se fosse seu calmante natural para tudo, afinal Kagome era sua por direito e ele a amava como tal, pertencendo apenas a ela.

Era engraçado quando parava para pensar em tudo o que ocorrera entre eles, a forma como tudo se desenvolvera, desde seu primeiro encontro no tumulo de seu pai a aquele quando ele a viu depois de terem derrotado Naraku anos mais tarde trazendo Rin em segurança, estava diferente, decidida. Sesshoumaru ainda não sabia bem dizer quando começou a se importar, reparar, desejar... Contudo ele tinha certeza de que tudo começou naquela cabana, isso era inegável, ou apenas se fortificou ali ainda não sabia dizer e sinceramente isso importava?

O que importava era que eles estavam ali agora, pertencendo um ao outro, de uma forma que nunca imaginaria na vida. Se alguém lhe dissesse que ele ficaria com uma humana mataria o ser por tamanha ousadia. Todavia naqueles dias em que a atenção de Kagome fora apenas sua, cuidando, velando e aos poucos tomando seu espaço como uma aranha que tece sua teia, preenchendo todas as pontas, e tecendo tão firme que nem o mais forte vendo a quebra, ele se sentiu tão atraído por ela que chegava a ser inconcebível; incoerente. Kagome havia deixado sua vida mais doce do que cítrica como era acostumado.

Ele sabia que precisava ter se afastado, sabia que precisava deixar tudo para lá e seguir com sua vida, contudo, algo naqueles olhos azuis o atraia para ela, buscando... Agora o que, nem mesmo ele sabe. Alegria, amor, satisfação? Nunca havia parado para pensar muito em quando deixou aquele sentimento falar mais alto, isso nunca importou na verdade, mas no fundo ele era grato. A sua maneira seu sentimento para com Kagome passou a tomar conta dele, e era da mesma forma com ela. Sesshoumaru não precisava de palavras com ela, no final ela sempre entendia, sempre. Era como se depois de muitas voltas, seus caminhos finalmente se entrelaçavam, como um novelo.

— Querido?

Abriu os olhos dando de cara com aqueles azuis que gostava de observar. Ele continuava sentado ao lado da cama, contudo já estava claro lá fora, deixando claro para ele que havia adormecido ali, ao som da respiração suave de Kagome. A mulher estava na beirada da cama ainda deitada, sua cabeça ao lado da dele e uma das mãos estava com uma mecha do cabelo dele, mania que ela parecia ter adquirido desde que começaram a se envolver. Ela o olhava curiosa e levemente confusa, afinal como ele havia chegado ali? Os ambares continuavam fitando os azuis, apenas observando a confusão dela.

— Como você chegou aqui? — ela perguntou enquanto se sentava na cama com um pouco de dificuldade, a roupa toda fora de lugar. Sesshoumaru se sentou na cama, ao lado dela, ela lhe envolveu num meio abraço; ela havia sentido o cheiro dele próximo, contudo achava que era um sonho, um delicioso sonho por sinal. Imagina sua surpresa quando abriu os olhos e o viu ali, sentado no chão de seu quarto, dormindo tranquilamente.

— Não sei — ele disse, dando um leve afago em suas costas. Kagome se levantou o olhando séria, ele sabia que ela queria uma explicação, mas ele nunca assumiria que quase surtou de preocupação, já bastava assumir para ele mesmo — Apenas passei.

Ela arqueou uma das sobrancelhas, percebendo que ele havia dado o assunto como encerrado — Apenas passou... Hm, mas porque você tentou por sinal? — ela queria saber por que ele estava ali, simplesmente quando havia lhe dito que voltaria no dia seguinte... Ou será que se esquecera? Não sem lembrava daquele simples fato... Ele ficou preocupado, ela sabia e sabia também que ele nunca assumiria em palavras. Agora tudo fazia sentido para ela, desde que ele descobrira sobre a gravidez havia ficado super protetor para com ela e ela nunca havia pensado no quão ruim isso era para ele. Ela se aproximou sentando no colo de Sesshoumaru que prontamente a envolveu — Desculpe se te preocupei — ela disse olhando em seus olhos e dando uma leve caricia no rosto dele, apoiando a cabeça na curva do pescoço dele em seguida.

Sesshoumaru nada disse, apenas observou enquanto ela levantava de seu colo e saia do quarto, ele sabia o que ela ia fazer, afinal ela ia muitas vezes ao banheiro desde que engravidara. Continuou no quarto sentado da mesma forma, de olhos fechados, sabia que ela entrava e saia do quarto várias vezes, porém o deixava em paz. — Vamos para casa, querido? — ela perguntou pegando em sua mão, o que fez com que ele abrisse os olhos, lhe dirigindo um sorriso. Ambos seguiram na direção do poço, fazendo a viagem entre as eras como uma família, afinal eles dali alguns dias teriam mais filhos e a ansiedade os cercava como uma cobra a sua presa.

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5 anos depois.

O objetivo se encontrava no final do corredor, ele sabia disso. Nada ali iria impedir de se aproximar daquele local, mesmo que já tenha sido avisado para não entrar sem ser anunciado tantas vezes, mas desde quando se importava mesmo? Ao seu lado estava ela, não se importava tanto quanto ele com o que iam fazer, os passos eram tão sorrateiros quanto os dele, ambos se entendiam tão bem e nem precisavam de palavras, apenas olhares. A porta diante deles estava fechada, contudo pouco importava, num rompante ela fora aberta e eles atacavam. Os alvos ainda estavam na cama, nem esperavam um ataque, contudo quando ele pulou para dar o golpe final fora pego no ar.

— Peguei você Kenichi! — a voz de sua mãe preencheu seus ouvidos lhe arrancando um suspiro de frustração, sempre era assim, quando não era sua mãe frustrando seus planos era seu pai. Os olhos ambares com azul se voltaram para a mãe com leve irritação, seu plano havia sido desmascarado tão facilmente que ele se sentia um bobo, um ser previsível, e no final será que não era mesmo? — Quantas vezes já lhe disse para não entrar sem ser anunciado? — ela o olhou de forma séria. Já havia perdido as contas de quantas vezes aquilo acontecia, mas no fundo achava engraçadinho os esforços deles.

— Mas mãe, eu queria pegar o papai de surpresa! — ele disse cruzando os braços, enquanto a mãe o colocava na cama, ao lado de seu alvo que continuava deitado sem se importar com sua presença, dormindo ou apenas fingindo dormir, ele não sabia determinar — Além do mais Yuri tem tanta culpa quanto eu! — ele disse apontando para a garotinha de cinco anos que estava parada na soleira da porta, rindo da cara do irmão sem se importar em ser discreta.

— Não tenho não! — ela protestou apenas nesse momento entrando no quarto, e deixando de lado os risos — Arata me disse que você sabia que viriamos tentar acordar o papai. — ela se aproximou da cama subindo também. Kagome apenas suspirou, como eles eram danados! Yuri se sentou de frente a Kenichi e lhe dirigiu um sorriso de desculpas. Kagome apenas revirou os olhos.

Há poucos dias os gêmeos haviam completado cinco anos. Kenichi Arata e Yuri Ryota. Eles haviam nascido youkais, a diferença foram às marcas de nascença que demorou um pouco para aparecer o que Kagome achou ótimo, afinal, imagina o aue que isso causaria. Kenichi era mais parecido com ela, até mesmo os olhos, sua pele era um pouco mais rosada e seu rosto mais expressivo como o dela, seus cabelos eram tão liso quanto o dela e ele tinha personalidade forte.

Já Yuri era mais parecida com o pai, sua personalidade era bem mais tranquila comparada a de Kenichi, contudo as vezes ela estourava, sua pele era mais pálida e os olhos eram iguais a de Sesshoumaru, os cabelos estavam na metade das costas e era mais parecido com o de Sesshoumaru, um pouco desarrumado... Eram gêmeos, mas não se pareciam muito entre si, contudo a beleza dos dois era comentada por onde passavam, seja na Era feudal quanto no mundo humano de Kagome.

— Vocês dois estão aprontando logo cedo — Kagome continuou repreendendo os filhos de forma séria, enquanto Sesshoumaru continuava dormindo tranquilamente, esses dias estavam sendo muito complicados para eles, mas nada que não pudessem resolver. Ela esperava ao menos — Eu sei que gostam de nos surpreender, mas às vezes vocês podem acabar se metendo em encrenca!

Kenichi e Yuri se encolheram um pouco, não gostavam da forma como a mãe lhes dava bronca, era sempre assim, severa todavia ao mesmo tempo doce, como ela conseguia? Ela os olhava irritada, mas eles podiam perceber o carinho em suas palavras, será que era assim com seus irmãos também? Nunca viram Shippou e Rin levarem bronca e no fundo sempre desejaram ver como a mãe era brava com outras pessoas que não fossem eles.

— Desculpe mamãe — disse Yuri a olhando arrependida — Eu só queria brincar um pouco com vocês — ela olhou para as pequenas mãos e depois para o irmão que assentia — Você e papai andam tão atarefados ultimamente que quase não brincam mais conosco.

— Verdade! — disse Kenichi um pouco alto dando um leve susto em Kagome — Sempre as mesmas desculpas, e nunca vão depois como dizem! — ele a olhava chateado e Kagome sabia que os filhos sentiam falta deles, mas como eles poderiam dar atenção aos pequenos com aquela merda toda lhes cercando? Ela olhou para o filho emburrado e lhe acariciou levemente a cabeça — Já ate consigo imaginar o que vai dizer mamãe.

— Kenichi, sabe que a mamãe ama vocês dois mais do que qualquer outra coisa no mundo — Kagome puxou Yuri para seu colo e aconchegou Kenichi mais próximo o envolvendo com o outro braço — Vocês, seus irmãos e seu pai são meus bens mais preciosos, nunca me perdoaria se algo acontecesse a vocês — ela deu um leve sorriso, confortando-os — Hoje vocês não entendem, mas lá na frente entenderão tudo.

— De novo esse papo de que quando formos adultos vamos enxergar o mundo diferente — Kenichi disse de uma vez sem respirar, fazendo com que a irmã desse um sorriso — eu só queria ficar um pouquinho com você e com o papai. Parece que não liga pra nós...

Kagome olhou para os filhos com um pesar enorme no coração, ela nunca desejou que seus filhos fossem infelizes, contudo de uns quatro meses para cá as coisas estavam fugindo um pouco do controle dela e de Sesshoumaru e eles tinham que agir, tudo o que faziam era pensando neles, na segurança deles e no futuro deles. Estava se desdobrando um bocado para ser mãe e Lady das terras, mas percebia que todo o seu esforço não valiam de nada, afinal aqueles que ela mais queria proteger estavam agora em seus braços e frustrados.

Kagome soltou um suspiro chateada, mal havia acordado e já tinha mais um problema para resolver. Será que nunca conseguiria resolver os problemas? A última coisa que queria era ser uma péssima mãe, e constatar que era aquela visão que seus filhos estavam tendo a fez ficar deprimida, nunca quis passar a imagem de péssimos pais. — Mamãe?

Kagome despertou de seus pensamentos com o chamado de Yuri, ela olhava para a mãe preocupada, sabia que Kenichi estava pegando pesado com ela, afinal ela sempre fazia o possível para estar com eles, e ela apreciava o esforço da mãe, sabia que tinha algo acontecendo e que ela se desdobrava para mantê-los bem e longe de qualquer coisa. Ela olhou para a filha e lhe dirigiu um sorriso chateado, a menina percebeu que a mãe estava chateada, mas não sabia como confortá-la apenas lhe dirigiu o melhor sorriso que podia.

— Lady Kagome? — batidas foram ouvidas e logo a porta abria minimamente, colocando apenas parte do corpo pela fresta e a cabeça se encontrava Toriya, cuidador pessoal das crianças — Mil perdões minha senhora, quando dei por mim eles já haviam sumido.

O youkai não era Daí-youkai, ele havia sido mandado por um conhecido de Sesshoumaru, ele era um youkai raposa, como Shippou, aparentava ter 28 anos e era muito bonito, seus olhos vermelhos contrastavam com a pele corada, os fios negros iam até a altura dos ombros de forma desleixada, e ele sempre sorria para Kagome. Ela gostava muito dele, ele havia conquistado sua total confiança, a de Sesshoumaru ainda não, mas ele sabia que estava no caminho certo.

— Tudo bem Toriya, pode leva-los para tomar café — Kagome disse a ele sem muita emoção — Irei logo em seguida. — Os gêmeos se levantaram contra a vontade, mas obedeceram a mãe, Kenichi havia percebido que ela tinha ficado estranha e desconfiava que havia sido algo que ele disse, e no fundo ele ficou triste. Não queria chateá-la.

Kagome observou os dois saírem do quarto e deu outro suspiro. Encolheu as pernas e apoiou os cotovelos no joelho, olhou para Sesshoumaru que ainda dormia, o deixaria em paz, ele já tinha problemas demais. Fazia dias que ele não dormia, e ela preferiu deixa-lo sossegado. Puxou sua longa trança para frente do corpo, começando a desfazê-la. Deixou seus pensamentos divagarem, enquanto desfazia a trança mecanicamente, lembrou-se da alegria que sentiu quando pegou seus pequenos pela primeira vez nos braços. Eram tão lindos, tão puros, inocentes. Lembrava-se como se fosse ontem a alegria de seus filhos pelos irmãos recém-chegados, e como eles eram protetores.

Lembrava-se da promessa que fizera a si mesma de fazer aquelas crianças felizes, e as mais amadas. Sentiu-se incomodada em perceber que falhara numa simples tarefa, a que deveria ser a mais simples para si, ser mãe. Kagome adorava aquelas crianças mais do que ela mesma, ela se sentia frustrada em perceber que talvez estivesse errando com Rin e Shippou também, contudo eles sabiam de tudo o que estava acontecendo e entendiam. Soltou outro suspiro e apoiou a testa nos braços.

Aquela merda toda poderia ser resolvida se aquela simples rebelião se extinguisse. Se todo aquele problema fosse cortado pela a raiz, e ela poderia em fim ser apenas mãe, sem preocupações complementares. Sentiu um leve afago na perna nua, usava uma simples yukata de dormir, levantou a cabeça um pouco atordoada, ambares a fitavam ainda sonolentos. Sesshoumaru há olhava um pouco preocupado, estava sentindo uma angustia que não lhe pertencia e isso acabou lhe despertando.

— Aconteceu algo?

Kagome apenas lhe dirigiu um sorriso triste negando com a cabeça, ela tentava lhe dizer que não era nada com o que ele precisasse se preocupar, mas não conseguia falar, sabia que se falasse, falharia miseravelmente. Estava destruída naquele momento. Sesshoumaru se aproximou mais dela, ainda deitado e apoiou a cabeça no colo da mulher. Ela fora obrigada a abaixar as pernas e afagava levemente os fios prateados dele. Sesshoumaru continuava afagando a perna de Kagome, desde o calcanhar até subir de volta para a coxa, depois refazendo o caminho. Ficaram um pouco em silêncio, Kagome sabia que não poderia fugir dele, ou esconder algo. Ela tinha certeza de que ele a convenceria a falar, mais cedo ou mais tarde... Optou por mais cedo.

Suspirando frustrada novamente ela se dirigiu a ele — Acha que somos bons pais?

Sesshoumaru fez menção de olhá-la, mas ela o prendia de uma maneira que não conseguia mexer a cabeça, pelo menos, não para olhá-la. Ele acariciou novamente a perna da mulher, pensando na pergunta e no que ela significava. Ele não se considerava o melhor dos pais, mas se esforçava para ser o melhor aos filhos, ou o mais próximo disso, mas nunca questionou se Kagome seria uma boa mãe, ela era uma ótima mãe. Dedicada, intensa e sublime. Dedicava-se aos filhos como se fosse algo simples, apenas como respirar.

Então porque ela perguntava aquilo? Ela nunca deveria questionar sua capacidade. Nunca deveria pensar aquilo. Queria olhar para ela, e ver nos olhos dela tudo o que sentia. Mas ele não precisava olhar para sentir a tristeza, a angustia e a raiva. Ele as sentia dentro de si, misturados aos seus sentimentos, se embaralhando aos poucos. Sentia os afagos dela em seu cabelo de forma distraída, sentia a outra mão pousada suavemente em sua testa, descansando-a ali.

— Somos — Sesshoumaru disse depois de um tempo. Kagome continuava mexendo em seu cabelo, numa leve caricia, mas ele sabia que algo estava errado, e ele queria saber o que era — Por quê?

Os olhos da mulher se voltaram para as portas da varanda que dava para o jardim particular deles, daria tudo para elas estarem abertas para observar a paisagem. Ainda afagando os cabelos dele, sem mudar o olhar de direção segredou a ele o que estava sentindo, num sussurro baixo — Kenichi está infeliz... — ela sorriu triste para as portas fechadas — Disse que não nos importamos com eles. — ela suspirou — Se ele soubesse como eu me preocupo com eles, nunca ele me diria isso...

Kagome deixou a frase morrer, conforme seu sussurro ia ficando cada vez mais baixo, mas ela sabia que Sesshoumaru havia a escutado. Ela sabia que estava sendo infantil em agir daquela forma, mas as palavras de Kenichi a machucaram de verdade, ela se esforçava tanto para fazer a vida deles feliz, sempre repleta de alegria e amor, sem nenhum problema difícil demais que eles não soubessem resolver, mas parece que não era o suficiente, e perceber isso a fez ficar arrasada, porque era o contrario do que tentava demonstrar. Estava apenas tentando fazer um mundo melhor para eles, literalmente.

Sentiu sua mão ser retirada da testa dele e não tentou impedi-lo dessa vez, contudo não desviou o olhar das portas fechadas da varanda. Sesshoumaru se sentou ao lado dela, a olhando. Ela sentiu a leve caricia em sua coxa, ele descansou a mão ali, a puxando para ele.

— Eu sei que é bobagem agir assim, acredite em mim quando digo que estou realmente frustrada e me sentindo infantil, mas é que... — ela segurou com ambas as mãos o braço que a envolvia, afundando o rosto ali, Sesshoumaru apoiou as costas de Kagome no peito dele quando a ajeitou melhor sobre a cama, sabia muito bem como ela pensava, chegava a ser clara como água para ele — eu achava que estava tudo ótimo para eles sabe?

— Kenichi não entende ainda Kagome — ele disse afagando o braço da mulher — Apenas deixe isso para lá, a rebelião está quase controlada e Kenichi verá a vida dele voltar à normalidade.

Kagome apenas suspirou, apoiando a cabeça no ombro de Sesshoumaru, aceitaria o carinho dele por hora, e ele tinha razão, outras coisas requeriam a atenção dela agora. Ficou assim um tempo com ele, antes de se afastar, se virando de frente para ele. Sesshoumaru estava usando apenas a calça para dormir, e ela gostava mais quando ele ficava sem ela. — Você conseguiu descansar querido? Acho que te acordei sem querer, me desculpe — e dirigiu um sorriso um pouco arrependido a ele.

— Consegui — Sesshoumaru há observou um pouco melhor, o semblante de Kagome parecia cansado, ela estava desgastada com toda essa situação e ele entendia completamente, ela tentava passar que estava tudo bem, mas ele sabia que não estava. O olhar de Kagome para ele continuava como anos atrás, como quando começaram a se amar, e no fundo ele apreciava isso — Você está cansada Kagome, deveria descansar um pouco também.

— Eu dormi bastante Sesshoumaru — ela disse lhe dirigindo um sorriso, mas ele sabia que era mentira — Você que dormiu pouco, e eu ainda atrapalhei, eu devia ter levantado quando as crianças invadiram — Sesshoumaru segurou a mão que Kagome balançava insistentemente em frente ao corpo, e ela o olhou — Desculpe...

Kagome se levantou e deixou Sesshoumaru ainda sentado na cama, ela retirou a yukata que usava seguindo para onde estavam suas roupas, Sesshoumaru observava a esposa se trocando, se afastando dele como sempre tentava fazer quando queria levar um fardo só para si. — Não deveria fazer isso, você sabe.

— Eu sei, estou deixando isso para lá.

Kagome terminou de se trocar, trançou os cabelos os deixando por cima do ombro direito e saiu do quarto seguindo para a cozinha, Sesshoumaru ainda ficou um pouco ali sentado antes de se trocar também, depois teria uma conversa franca com os filhos, era inadmissível que eles fizessem a mãe se sentir daquela forma. Justo ela que sempre dedicava a maior parte de tempo a eles. Seguiu para a cozinha e chegando lá encontrou a Kagome que estava habituado, a Kagome feliz, cheia de olhares alegres e sorrisos. Os filhos estavam ali, como se nada tivesse acontecido e ele sabia que no momento seria um assunto deliciado a se tratar, por isso resolveu deixar para depois.

— Venha querido, se sirva — Kagome disse lhe dirigindo um sorriso, e mostrando o lugar ao seu lado, ele seguiu para a ponta da mesa e se sentou — Kenichi, já lhe disse para não brincar enquanto come.

— Desculpe mamãe — ele disse um pouco emburrado, e Yuri ao seu lado apenas sorria. Rin e Shippou apenas comiam em silencio — Podemos sair para caminhar com Toriya quando terminarmos?

— Eu os levo sem problemas lady Kagome — Toriya disse lhe dirigindo um sorriso, o que fez Sesshoumaru lhe lançar um olhar de advertência, ele odiava essa mania dele de sorrir para Kagome — Eles andam precisando caminhar mesmo.

— Rin e Shippou irão conosco mamãe? — Yuri perguntou observando os irmãos trocarem olhares com os pais, ambos estavam num momento difícil dentro do castelo, deveres sendo cumpridos por ambos. Estavam todo o momento ajudando Sesshoumaru e Kagome a conseguir informações, principalmente Rin que é humana e conseguia se infiltrar mais fácil nas aldeias.

— Dessa vez não querida — Kagome disse lhe dirigindo um sorriso, ela tentava passar confiança aos filhos — Irão apenas você, Kenichi e Toriya — Toriya a olhou surpreso por essa informação, mas nada disse, nem deixou transparecer, eram raros os momentos em que saia apenas com os gêmeos — Rin e Shippou irão ajudar a mim e ao papai.

— De novo estamos de fora! — Kenichi disse irritado, mas se encolheu em seguida ao receber um olhar de advertência do pai e um olhar amargurado da mãe — Deixa pra lá, vamos Toriya e Yuri. — Kenichi se levantou dando o assunto como encerrado, deixando o recinto em seguida.

Kagome olhou para o filho enquanto saia com o cuidador e com a irmã e deu um suspiro triste. Ninguém disse mais nada, sabiam que estava um clima estranho, por isso assim que puderam Rin e Shippou deixaram a cozinha e seguiram para seus afazeres. Sesshoumaru continuou ali, em silencio, assim como Kagome.

Eles escutaram passos se aproximando, não era nada de mais, sabiam, contudo ainda assim se levantaram. Um dos generais se aproximava com certa cautela, não gostava de incomodar seus senhores logo cedo. O inu-youkai entrou no campo de visão deles, visivelmente cansado.

— Não trago boas notícias — ele se apoiou ao batente da cozinha, os olhando sério. Os olhos dourados estavam avaliativos, mas sabia que não tinha nada que pudesse fazer para amenizar a situação. — Os outros senhores estão se unindo contra o senhor Sesshoumaru e querem o controle do Oeste, estão dizendo que essa revolta é plano dele, para derrubá-los...

— Isso é inadmissível! — Kagome esbravejou batendo na madeira da mesa fazendo um som alto — O que eles acham que somos?! Como se eu fosse colocar minha família em perigo por algo tão banal quanto poder — ela estava irada.

— Vamos para o escritório — Sesshoumaru disse se aproximando e colocando a mão nas costas da esposa a guiando — Olhos e ouvidos demais por perto — e seguiram para o outro cômodo.

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— Vamos logo Toriya! — Kenichi gritou enquanto corria mais a frente, Toriya vinha caminhando mais atrás junto de Yuri, que não gostava de desobedecer a regras — Quero chegar logo ao rio.

— Acho que não deveríamos nos afastar tanto Kenichi — Yuri disse ao irmão, ela estava preocupada, afinal nunca haviam ido para aqueles lados, e ela confessava que lhe dava medo. A floresta era muito fechada e ela sabia que tinha algo a espreita por ali — Talvez devêssemos voltar...

— Não se preocupe senhorita Yuri — Toriya disse lhe dando um sorriso encorajador, mas de tempos em tempos ele olhava ao redor, para ter certeza de que estavam sozinhos ou como se buscasse algo — Logo você não precisará se preocupar, o rio é logo à frente.

— É Yuri, deixa de ser chata! — Kenichi disse indo um pouco mais a frente, atento a qualquer som, a procura do tal rio que Toriya disse que ia leva-los. Eles entravam cada vez mais dentro da floresta, mas talvez eles estivessem na direção errada. Ele começa a sentir medo, uma sensação estranha — Tem certeza de que é por aqui?

— Ah sim senhor Kenichi — Toriya disse lhe dirigindo um sorriso afetado, seu olhar era raivoso, Kenichi nunca havia o visto daquela forma — É exatamente aqui que eu queria que estivéssemos, só nós três — ele olhou ao redor novamente e simplesmente desferiu um soco contra Yuri que estava ao seu lado desatenta, a jogando em uma arvore próxima, fazendo com que batesse a cabeça — Sabe, vocês são tão insuportáveis que eu não sei como aguentei esses três anos... Vocês mereciam uma morte lenta e dolorosa, mas precisam de vocês vivos.

— YURI! — Kenichi gritou correndo na direção da irmã desacordada, mas fora impedido por Toriya que o agarrou pelo pescoço o jogando no chão — O que deu em você Toriya, me larga, Yuri... — ele olhou para Toriya raivoso, estava frustrado porque não podia proteger a irmã — Você machucou minha irmã! — Kenichi tentou acertá-lo, mas ainda era novo demais para lutar como seus pais sempre lhes disseram, e tudo o que ele queria era retalhar a cara daquele youkai — Eu vou te matar!

— Ora, que valentão — Toriya disse desferindo um soco na cara de Kenichi, ferindo o lábio e deixando um roxo na bochecha — Vamos ver quanto tempo aguenta, uma pena ter que bater em crianças, mas eu não ligo para isso mesmo — e deu outro, Kenichi ficou um pouco mole no chão — Bom, só levarei você, deixarei sua irmã pra ser devorada por algum youkai, o que acha?! Um ótimo plano! — e sorriu malvado.

Toriya era membro da revolta contra os senhores que comandavam os reinos, e quando eles descobriram que o senhor mais forte e influente dentre eles seria pai, era o plano perfeito. Se infiltrar dentro do reino e ganhar a confiança deles, ele aguentou o tempo todo, as crianças insuportáveis como ele mesmo dizia quando se reportava ao grupo, estava na hora de colocar tudo em pratica, ele sabia. Tinha que levar os gêmeos, mas sabia que tão fundo na floresta algum youkai encontraria Yuri e daria fim nela, e eles levariam Kenichi, depois mandando de presente aos pais sua cabeça.

— Você vai pagar por isso — Kenichi disse num fio de voz, beirando a inconsciência. Ele sabia o que tinha que fazer, mas será que daria tempo? Ele tentaria, mas sabia que assim que desmaiasse o aviso iria se perder. Com um aceno mais lento do que de costume fez a pulseira aparecer em seu pulso, mas logo sentiu seu rosto ser acertado novamente e a inconsciência traga-lo como uma velha amiga.

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Eles estavam no escritório, Kagome estava mais nervosa do que antes e Sesshoumaru sabia que era melhor não se meter, afinal antes a raiva dela canalizada para outra pessoa que não fosse ele. Kagome andava muito estressada e frustrada ultimamente, e ele estava da mesma forma, só não na mesma intensidade. Ela andava de um lado para o outro na sala, distribuindo blasfêmias, muitas delas desconhecidas pelos outros dois, entrementes estancou no meio do cômodo como se tivesse levado um esbarrão.

— Mas o que? — ela disse do nada, fazendo com que Sesshoumaru e o outro youkai a olhasse. Ela estava olhando para o pulso com o cenho franzido, onde uma pequena pulseira vermelha havia aparecido logo se tornando azul um pouco maior que a anterior, muito rápido. Os olhos âmbar azulados se arregalaram em choque e logo batidas na porta eram ouvidas, se escancarando em seguida, não dando nem tempo de respostas permitindo abri-la. Takeo entrava no cômodo tão nervoso, assustado e ofegante que Sesshoumaru não entendeu nada, Takeo parecia perdido — Me diz que isso daqui é uma brincadeira de mau gosto Takeo! — Kagome gritou tão desesperada que assustou os homens, ela sabia o que significava, sabia, por isso tinha os feito familiares deles. Eles estavam ligados num só.

— Infelizmente não, queria muito que fosse, mas você sabe o que significa, sabe que não brincaria com algo assim, nem eles — Takeo disse exasperado, passando as mãos nos cabelos azuis os bagunçando mais, evitava olhar para Kagome — eu recebi um aviso, mas foi tão rápido que não pude rastrear tanto, apenas consegui chegar onde fui chamado... — Takeo olhou para Kagome destroçado e choroso, Kagome ainda estava chocada, ela sabia, apenas esperava as palavras — Encontrei Yuri desacordada e nada de Kenichi.

Kagome despencou no chão de joelhos sendo amparada por Takeo que foi mais rápido do que qualquer outra pessoa se ajoelhando em frente a ela, todos estavam em choque. A mulher a frente dele estava tão transtornada, nervosa, o grito que dera era tão desesperador que afetaria até o ser mais frio que existisse naquele lugar, que com certeza sentiria pena dela. Kagome se levantou num pulo, derrubando Takeo no processo, e correndo do escritório tão rápido, que apenas Takeo a seguiu quando se levantou, sabia para onde ela estava indo, afinal ele mesmo havia a deixado lá.

Kagome entrou no quarto de Yuri, a menina estava deitada desacordada, os cabelos brancos com gravetos e folhas espalhados por sua extensão. A mulher se ajoelhou ao lado da cama, analisando a filha, procurando qualquer imperfeição no rosto sereno de Yuri, a luz rosa já envolvia o corpo de Yuri, Takeo estava parado atrás de Kagome a analisando, ele mesmo já havia feito aquilo. Kagome chorava copiosamente, era claro para Takeo que ela estava pensando no pior, afinal ele mesmo tinha esses pensamentos.

— Onde estava Toriya?! — ela exclamou de repente, quando parou de procurar algum ferimento inexistente na filha. Sesshoumaru entrou no quarto naquele instante, recuperando os sentidos e se aproximando da cama tão nervoso quanto Kagome — Como ele pôde deixar algo assim acontecer?! — ela se levantou olhando para Sesshoumaru, ela sentia a dor dele, o desespero misturado ao seu e acima de tudo o ódio, ela deu espaço a ele, afinal ele estava tão preocupado quanto ela — Me diz que você achou o corpo dele Takeo, se não eu mesma o mato!

— Não encontrei mais ninguém além de Yuri — Takeo disse irritado, se ele fosse mais rápido, se Kenichi tivesse o avisado um minuto antes — e não havia sinais de luta... — ele desviou os olhos dos âmbares azulados — Precisamos encontra-lo Kagome, e temos que ser rápidos, se foi o pessoal da revolta que o pegou — Takeo estremeceu — eu não quero nem pensar no que pode acontecer a ele.

A explosão de energia espiritual foi tão forte que jogou algumas coisas pelo cômodo, Takeo rapidamente a envolveu numa barreira para não ferir os youkais próximos — Não diga isso em hipótese alguma! — ela gritou raivosa, descontrolada. Os olhos assassinos — Eles que não ousem encostar num fio de cabelo daquela criança!

— Mamãe?

Kagome se virou no mesmo instante, Sesshoumaru tinha Yuri nos braços e ela olhava preocupada para a mãe, nunca tinha a visto daquela forma, irada. Kagome se aproximou, a envolvendo num abraço aliviado, o poder já contido novamente, ela não queria ferir a filha e o marido. — Minha vida! — ela disse quando lhe beijou a face — Minha razão. — ela abraçou a filha bem apertado — Você está bem?

Quando ela olhou para Yuri a mesma chorava copiosamente — Eu tive medo mamãe, eu achei que fosse morrer — ela olhou para o pai que lhe acariciou a cabeça — Onde está Kenichi? — ela perguntou olhando ao redor e percebendo então a tensão que emanava dos pais — Papai, onde está o príncipe? — ela chorou mais.

— Não sabemos querida — Sesshoumaru disse olhando para Kagome que recomeçava a chorar também — Mas vamos encontra-lo, só precisamos saber o que aconteceu...

— Foi o Toriya... — Sesshoumaru pegou Yuri dos braços de Kagome no mesmo instante em que Takeo a segurava a envolvendo numa barreira.

— Aquele desgraçado! — Kagome gritou raivosa, está tão fora de si que não conseguia se conter, lutando contra Takeo para se soltar. A vontade dela era destruir tudo até achar o filho, sem nenhum arranhão. — Me solte Takeo, eu te ordeno que me solte! — Kagome gritava raivosa, não percebendo que a ordem dela ia contra a vontade de Takeo, fazendo com que ele sentisse dor, muita dor... — Takeo!

— Se acalme... — ele disse ofegante, lutando contra a ordem direta dela, não podia soltá-la, não queria! Sua forma mudando aos poucos, conter Kagome estava sendo mais difícil do que ele pensava, e com ela dando ordens diretas daquela forma, deixava tudo mais difícil, doloroso — Você está assustando Yuri! — pequenas palavras, mas que surtiram efeito.

— Me desculpe querida, mamãe não queria te assustar — Kagome disse quando Takeo a soltou, fazendo com que a dor cessasse. Ela tentava se acalmar, pela filha, ele sabia. — Sabe para onde Toriya o levou? — ela negou com a cabeça voltando a chorar abraçada ao pai.

— O que aconteceu aqui? — Shippou entrou no quarto acompanhado de Rin.

— Que bom que vocês vieram — Sesshoumaru disse os olhando, muito sério. A raiva dele não era tão demonstrada quanto à de Kagome, mas ele estava da mesma forma, com vontade de sair retalhando tudo que encontrasse pela frente — Quero que vocês fiquem com Yuri, não a deixem sozinha nem por um momento e nem com ninguém além de Jaken — Sesshoumaru passou a pequena para o colo de Shippou, e logo Yuri se aninhava ao irmão mais velho — Estamos saindo, e logo voltaremos — Sesshoumaru saiu do quarto, indo em direção ao escritório.

— Onde está Kenichi, mamãe? — Rin perguntou para Kagome que já ia saindo com Takeo. Ela olhou para a filha desolada, ela sabia que precisaria deixar aqueles sentimentos de lado, mas era tão difícil quando se tratava de seu próprio filho.

— Foi sequestrado — Kagome viu o espanto passar na face de seus filhos mais velhos, e logo depois as lágrimas — Sei que vocês querem ir, mas vocês me deixariam mais tranquila se ficassem com Yuri, porque ai eu teria preocupações a menos — Kagome se aproximou dos filhos e beijou cada um deles — lembrem-se mamãe ama vocês mais do que o universo.

Kagome saiu do quarto deixando os filhos lá, com a certeza de que estariam seguros, seguiu para o quarto dela e de Sesshoumaru com Takeo em seu encalço. Ela foi direto numa caixa no chão, onde deixava pendurados seus kimonos, de lá retirou Joyeuse tão reluzente como se tivesse acabado de ser forjada, a colocou na bainha e prendeu na cintura, pegando o arco do monte Azusa e a aljava em seguida.

— Antes de qualquer coisa, desculpe ter te ferido, eu estou muito preocupada com Kenichi, não quero nada de mal aconteça ao meu filho — Takeo apenas assentiu, afinal ele mesmo estava irritado com toda aquela história — Vamos Takeo, eu já estou pronta — ela disse abrindo a porta da varanda, dando de cara com Sesshoumaru apoiado em uma árvore.

— Não pensou em sair sem mim, não é mesmo? — ele perguntou olhando para a mulher, que se mostrava impassível. Sesshoumaru se aproximou de Kagome a olhando nos olhos — Quando vai aprender que és um livro aberto para esse Sesshoumaru? — ele deu um beijo na testa dela, em cima da meia lua.

— Eu estou com medo — Kagome segredou a ele num sussurro — Medo de ser tarde demais... — ela se calou, sentia os sentimentos dela, de Sesshoumaru e de Takeo entrando em turbilhão.

— Não vai acontecer nada a Kenichi — Takeo disse se aproximando dos dois, olhou para Sesshoumaru e depois para Kagome — Sei que o filho é de vocês, mas eles são quase meus também... Eu amo essas crianças e não me perdoaria se algo acontecesse a elas durante minha proteção — ele deu um suspiro triste. Foi surpreendido quando Kagome o abraçou.

— Obrigada.

Quando se afastaram Takeo olhou para seu pulso, assim como Kagome. A pulseira vermelha estava ali, lhes indicando que Kenichi aonde quer que estivesse estava vivo e bem na medida do possível. Eles se entreolharam e assentiram, seguindo na direção que sentiam que Kenichi estava.

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Quando abriu os olhos estava deitado no chão e preso numa espécie de gaiola de bambu. Ao redor dele muitos youkais o olhava, como se estivessem observando o premio mais bonito e valioso de todos. Kenichi olhou ao redor e avistou o traidor, apoiado a parede, próximo dele, mas não olhava para ele, estava junto de uma youkai e conversavam.

Aproveitando o momento de distração deles, Kenichi conjurou a pulseira que Takeo havia lhe ensinado. Uma pulseira rastreadora. Kenichi se sentou, atraindo a atenção dos youkais para ele. — Olhem só, o pequeno valente acordou — Toriya disse se aproximando de onde ele estava, se agachando em seguida. Kenichi o olhava em desafio, os âmbares azulados mostravam todo o ódio que sentia naquele momento. — O que vamos fazer com você?

— Nada — Kenichi disse dando de ombros, ele sabia do poder dos pais, e confiava neles, sabia que eles nunca deixariam que nada acontecesse a ele. — Meus pais vão acabar com vocês! — ele gritou alto, fazendo com que o local se enchesse de gargalhadas.

— Como se eles soubessem onde nos encontrar moleque — um dos youkais se dirigiu a ele — Estamos aqui há meses, e nenhum desses senhores de merda nos achou, acha que nos encontrarão agora? — ele olhou bem no fundo dos olhos de Kenichi que deu uma leve estremecida — Seus pais nem devem saber o que aconteceu com você, nem devem ter dado falta ainda...

— Isso não é verdade! — Kenichi gritou, sentindo vontade de chorar, afinal era apenas uma criança — meus pais me amam muito e eles devem estar atrás de mim agora.

— Não diga bobagens garoto — Toriya disse se abaixando na frente da “gaiola” de Kenichi novamente — Sua mãe é uma puta que vive as custas de seu pai, ela só deve ter ficado com ele porque abriu as pernas, e deve fazer bem gostoso e seu pai é um grande bosta que não liga pra nada mais do que o rabo dele — Toriya sorriu maldoso para Kenichi — Acredite, quando te matarmos, estaremos fazendo um favor a você.

Kenichi não disse mais nada, apenas se sentou, abraçando os joelhos, ele queria chorar, mas não era fraco, ele tinha que ser forte. Foi quando escutou um estrondo alto, que fez tremer onde ele estava. — Mas o que?! — alguém exclamou próximo dele.

O som de coisas sendo destruídas era perceptível em algum lugar próximo dali. Kenichi desconfiava estar numa caverna no meio da floresta, mas não tinha certeza. Ele só sabia que precisava sair dali, com as garras começou a cortar a corda que prendia o bambu, mas não estava tendo tanto sucesso assim, mas ele sabia ser persistente e por isso continuou até que conseguiu romper uma das cordas que o prendia. Começou o mesmo processo na outra, pelo menos o espaço dele conseguir passar, já daria para sair dali.

Ao redor os youkais pegavam as armas deles e corriam para fora, indo enfrentar seja lá o que fosse que estivesse os atacando, quando saíram da caverna viram que toda a área ao redor havia sido destruída, deixando um espaço grande e aberto. Toriya ia à frente junto com mais dois youkais lideres da resistência. Seus olhos se arregalaram quando ele viu que estavam apenas Sesshoumaru, Kagome e Takeo ali. Ele estava chocado pela forma como eles estavam, Sesshoumaru estava da mesma forma de sempre exceto pela aura assassina que o cercava.

Contudo, o que mais surpreendia ali era a forma como Kagome estava, ela estava com os olhos vermelhos, a mancha do rosto dela dividido em duas manchas finas e os caninos saltados sobre os lábios, as garras mortais para qualquer um que as tocasse, banhadas em veneno. Takeo também estava com os olhos vermelhos e os cabelos azuis estavam em pé, o rosto felino, os dentes agressivos, ele parecia estar prestes a matar qualquer um que respirasse perto dele. Ele e Kagome estavam com as mãos dadas, uma pulseira em cada pulso, ambos segurando as espadas ao lado do corpo.

— Vejam, os ratinhos saíram de dentro da toca — Kagome disse olhando para cada um e fixando os olhos em Toriya, sua voz era fria, sádica. — Ora, o que temos aqui, um filho da puta.

— Ora Kagome, fale com palavras que ele entenda — Takeo disse olhando para Toriya também, ele estava quase o matando com um único olhar — a morte será algo doce perto do que vamos fazer com ele.

— Fala sério, vocês três contra todos nós?! — um dos youkais perguntou debochado, olhando para os lados, eles estavam em maior numero, poderiam facilmente vencer três youkais.

— Onde está meu filho? — Sesshoumaru perguntou muito frio, ele estava analisando a área, com toda a certeza Kenichi estava dentro da caverna que eles haviam acabado de sair. — Só preciso dele para destruir vocês.

— Não diga bobagens, como se fossemos devolvê-lo. Isso só acontecerá quando o matarmos. — um outro youkai respondeu, sacando a espada e avançando contra Kagome, que ele julgou ser a mais fraca dali. Kagome se afastou de Takeo dando cinco passos à frente, encurtando a distancia entre ela e o atacante. Contudo quando ele se aproximou dela, sentiu uma ardência muito forte em seu braço e perna esquerdo, eles começavam a queimar. Kagome sorriu sádica e mostrou a flecha no chão — Mas o que?

— Sabe, pelo visto vocês não sabem quem eu sou — Kagome deu um sorriso e balançou a cabeça em negativa enquanto aumentava a intensidade da flecha, sem tocá-la — Eu sou uma sacerdotisa apesar de tudo, aquela que matou Naraku e depois Yokoyama, mas para que saberem sobre a Senhora do Oeste, com certeza ela deve ser uma puta interesseira, não é mesmo? — Kagome sorriu vendo o homem a frente dela agonizando, ela se aproximou mais dele, a flecha não a afetando — E é claro que eu ainda posso usar isso contra vocês... — ela parou na frente do youkai que estava ajoelhado no chão, sentindo o corpo todo queimar, Kagome colocou a mão na testa dele purificando o youkai a frente dela.

— Derrubem a mulher! — Toriya gritou para os youkais próximos dele que avançaram contra os três. Kagome sorriu, estava mesmo querendo se divertir, e agora que poderia colocar fim naquela merda, daria tudo de si. Takeo estava da mesma forma, ele estava querendo arrancar umas cabeças e se eles estavam facilitando as coisas, quem seria ele para negar?! Entretanto; eles ainda não estavam dando tudo de si, porque não sabiam onde estava Kenichi e não queriam machuca-lo.

Kagome defendeu o ataque de uma espada, mas levou uma flecha na coxa, ela arrancou a flecha e a energizou com sua energia espiritual a jogando num youkai próximo, que avançava contra Sesshoumaru, o purificando rapidamente. Takeo atacava todos os youkais para matar, não estava ligando para nada, assim como Sesshoumaru, mas tomava cuidado para não mirar em nada além do inimigo, afinal ainda não sabia onde estava o filho.

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Os youkais da resistência estavam começando a ficarem preocupados, afinal aqueles três youkais não estavam para brincadeira, maldita hora que decidiram focar em apenas um deles, e justamente o de maior poder. Naquele momento eles perceberam o erro de mexer com a família do Lorde do Oeste, um jorro de lâminas envenenadas correu o campo de batalha queimando muitos deles, seguidos por lâminas azuladas purificadoras. Eles não eram tantos assim, haviam apenas uns 85 deles. Kagome queria se aproximar da entrada da caverna, mas sempre era impedida.

— Não vai fazer o que você quer — um dos youkais disse a ela, enquanto atacava com a espada.

— Vai se surpreender em como eu posso ser insolente quando eu quero — Kagome disse dirigindo um sorriso afetado para o youkai quando o decepou — Bem se vê que não me conhece — ela chutou a cabeça dele, a rolando pelo chão manchado de sangue.

Takeo estava se divertindo, não pensava em nada, apenas no seu proposito, matar aqueles que ousaram atormentar sua mestra, e mais ainda, que ousaram tentar ferir Kenichi sem se importar que ele é apenas uma criança. Sesshoumaru estava puto da vida, tudo o que ele mais queria era usar Bakusaiga e destruir tudo, mas enquanto não encontrasse Kenichi aquilo estava fora de cogitação, assim como o Dragão Real de Kagome.

Conseguiu se soltar dos bambus quando foi deixado sozinho na caverna sem proteção nenhuma, as mãos sangrando pelo o esforço em usar as garras, ele sabia que não tinha tempo a perder, alguém poderia aproveitar a confusão e voltar ali para mata-lo. Correndo as cegas por não conhecer o local, ele tentou seguir em direção à saída; deu em caminhos errados algumas vezes, mas depois de alguns erros e com muito esforço conseguiu sair.

O local estava uma confusão total, Kenichi se sentia desesperado. Correu os olhos pelo local avistando seus pais e Takeo, sua mãe era a mais próxima dele e ele tentaria chegar até ela; contudo seus planos foram por agua abaixo quando sentiu alguém se aproximando — O que temos aqui! — Toriya disse fazendo menção de pegar Kenichi pelos cabelos, quando ele começou a correr gritando desesperado pela mãe — A vadia não vai te salvar moleque.

Kagome escutou Kenichi a chamando, sabia agora onde o filho estava, não precisava mais ter cuidado ou até mesmo se preocupar em acertar seu pequeno, por isso fez o dragão dela atacar o campo, levando muitos youkais desavisados pelo caminho, os purificando, ela apenas alertou a Takeo pela ligação para sair do caminho e correu na direção de Kenichi quando percebeu que era Toriya que tentava acertá-lo. A espada dele era levantada para seu filho, com a intenção de parti-lo ao meio, uma raiva a dominou e ela conseguiu chegar a tempo bloqueando a espada de Toriya com Joyeuse. Ela estava meio que ajoelhada, protegendo Kenichi com as costas.

— Não ouse! — Kagome disse o olhando de forma assassina, a lâmina de Joyeuse ficando levemente rosada, quando ela atacou com o Lâmina Estelar Purificadora fazendo com que Toriya se afastasse deles. Ela olhou por cima do ombro, Kenichi estava abraçado a ela, agarrado em suas costas. Kagome sentia o coração dele batendo forte e podia sentir o cheiro de lágrimas, ele estava assustado — Kenichi, suba nas costas da mamãe — Kagome disse dando acesso a ele, Kenichi se agarrou a ela quando Kagome se levantou — Se segure, sim?

— Claro que a vadia iria aparecer — Toriya disse olhando para Kagome com nojo — Você é humana, uma mestiça imunda que não merece ser youkai — Toriya sorriu desdenhoso, ele odiava Kagome — Sempre me perguntei o porquê de você estar com ele, mas acho que você deve apenas deixar com que ele te coma do jeito que ele gosta.

Kagome o olhou tão irada, que Toriya desfez o sorriso, do outro lado do campo Takeo explodia de raiva da mesma forma que Kagome, fazendo um enorme dragão azul aparecer ao redor dele, Kito estava tão irada quanto o próprio dono. Kenichi se apertou mais a mãe, ele estava com pressa para ir embora, queria ver Yuri.

— Suas palavras não me afetam Toriya — Kagome disse segurando forte o punho da espada, ela apenas queria tirar o filho dali — Você pode falar o que quiser de mim, não me importo — os olhos dela pareciam mata-lo lentamente, ele sabia que era essa a vontade dela — Mas não aceito que fale de minha vida com meu marido, eu te dei muitas oportunidades que hoje se mostram um grande erro.

— Não preciso de seu reconhecimento — Toriya disse debochado, olhando para Kenichi nas costas da mãe — eu só preciso de uma oportunidade para pegar a criança.

— Ah, você pode tentar, — Kagome disse séria, suas palavras deixando claro a raiva que sentia. — Pode tentar pegar Kenichi, mas saiba que será um homem morto.

— E quem vai me matar? Você? — ele deu uma gargalhada, Kagome apenas o olhava impassível — O dia que uma mestiça como você matar, eu seria uma piada — Toriya sorriu para Kagome — isso não vai acontecer.

Kagome segurou Joyeuse e usou o Lâminas Venenosas, Toriya se defendeu, mas não sem antes tentar acertar Kagome. A mesma segurou a lâmina da espada dele com a mão, a quebrando, não sem antes ferir a mão. Um estrondo fora ouvido, o som característico de Bakusaiga, retalhando o que sobrava dos youkais. Toriya olhou ao redor, percebendo apenas naquele momento que apenas ele estava vivo, os outros dois youkai ainda de pé eram o que eles julgaram poder vencer por estarem em menor numero.

— Acho que é melhor você se afastar com Kenichi Ka — Takeo disse se aproximando todo manchado de sangue assim como Kito em sua mão — Não será uma cena agradável para uma criança, e Kenichi precisa de cuidados.

Apenas assentindo comum sim Kagome se retirou com o filho, correu muito rápido até onde achou ser seguro parar, sem que os gritos de Toriya assustasse Kenichi ainda mais. — Venha querido, pode se soltar agora — Kagome disse se sentando e puxando Kenichi para o colo dela, a pequena criança chorava assustado. As mãozinhas dele feridas e ainda sangrando, o rosto inchado e roxo e o lábio com um corte. Kagome deixou a luz rosa o envolver, fazendo com que as feridas se fechassem.

— Eu tive medo mamãe — Kenichi disse olhando para as mãos dele, que estavam quase curadas — Yuri está bem?

— Sim querido, está com Rin e Shippou — Kagome sorriu aliviada para Kenichi, ela agora estava tranquila, sabendo que o filho estava seguro em seus braços. Kenichi sorriu para a mãe, feliz por saber que a irmã não fora devorada por um youkai — Vamos para casa, meu amor? — o pequeno apenas assentiu, feliz por ainda estar vivo e fazer parte de uma família que o amava.

Notas finais
Oi de novo, ainda estão por aqui? Bom eu espero que tenham gostado desse capítulo, ele ficou grandão, como uma forma de me redimir, o epilogo já está pronto e como já tinha dado um termino em caminho tô pensando em começar uma nova Sesshoumaru e Kagome, mas não vou cometer o mesmo erro que cometi com Caminhos. Espero ver alguém por aqui ainda, obrigada por ter lido esse capítulo e até o comentário se quiser ♥ Até daqui alguns dias com o Epilogo. Bjos baby *m*