Notas iniciais
Yo baby's como vão? Espero que todos bem *-* Gostaria de agradecer a Akemi, Sasu Trancy e a Aria por favoritarem a fic ♥ Boa Leitura.

Pov’s Sesshoumaru.

Acordei com um movimento ao meu lado.

Abri os olhos lentamente e me deparei com o rosto sereno de Kagome, ela ainda dormia. O quarto estava escuro, mesmo eu já sabendo que era de manhã; Acontece que a luz não consegue passar direito das copas das árvores e por isso o quarto ficava minimamente mais claro. Olhei para Kagome novamente, seu corpo ainda estava próximo do meu e seu cheiro era muito agradável ao meu olfato, este Sesshoumaru nunca havia reparado, mas Kagome era realmente bela. Me pergunto como o idiota do Inu-yasha não aceitou o amor dela. Ela se mexeu e parou a mão em meu peito, e naquele momento eu percebi que ela havia acordado, só não havia aberto os olhos ainda. Eu continuei a olhando, não iria fingir estar dormindo só porque ela acordou... Afinal eu não estava fazendo nada demais.

Kagome passou a mão pelo meu peito novamente e moveu sua cabeça em direção ao meu pescoço, dando um cheiro ali. Kagome continuava de olhos fechados e eu não me movi, esperando o que ela ia fazer, afinal a mesma estava com um mínimo sorriso nos lábios, e eu somente queria saber o que ela estava pensando. Ela continuou a passar a mão pelo meu peito e moveu a perna que estava entre as minhas, a subindo um pouco mais. — Sesshoumaru... — ela sussurrou baixinho meu nome em meu ouvido e me balançou levemente. Para ela ainda eu ainda estava dormindo, em vista que ela não abriu os olhos um minuto se quer.

Eu movi meu braço esquerdo e passei por suas costas. Ela abriu os olhos e me olhava um pouco envergonhada, mas não comentou nada sobre nossa posição – que era no mínimo constrangedora. Eu desviei o olhar do dela e fiquei olhando para o teto, de forma desinteressada. Ela não se afastou e continuou da mesma forma, e eu também não me movi, Kagome fez uma leve caricia em meu peito de novo, o que me fez olhá-la de forma curiosa — Obrigada por me aquecer...

Simples palavras, mas que com certeza me pegaram desprevenido. Eu pensei que ela iria reclamar, me xingar e dizer que me aproveitei dela, mas ela me agradece por aquecê-la? Foi totalmente inesperado. Na verdade, tê-la aquecido foi inesperado até mesmo para mim! — Você estava tremendo de frio... — eu disse indiferente, olhando para o teto, entretanto eu sentia o olhar dela sobre mim, a olhei pelo canto do olho. Ela me dirigiu um sorriso e apoiou novamente a cabeça em meu ombro. Devo admitir que a forma como estávamos estava muito agradável, e o corpo dela próximo ao meu causava uma sensação gostosa.

Entretanto em algum momento, Kagome se afastou e se levantou, eu fiquei olhando sua silhueta de costas para mim. Seus cabelos levemente bagunçados e as roupas levemente desalinhadas, ela seguiu para a cozinha. Eu me sentei na cama e espreguicei-me. Meu corpo reclamou um pouco, mas eu já estava quase curado, sinal de que logo eu já poderia voltar a minha jornada. Kagome retornou para o quarto com algumas frutas cortadas e se sentou ao meu lado novamente. Ela estava agindo como se nada tivesse acontecido, e realmente não aconteceu nada, acho que eu estava esperando que ela agisse diferente. Afinal, em que mundo uma humana dorme tranquilamente com um youkai sem eles terem algum tipo de relação e ela não achar ruim? Ou o youkai – no caso eu – não matá-la? Isso era um tanto estranho para mim. Devo admitir que ela me surpreendeu, e eu me surpreendi comigo mesmo.

Passamos a comer em silêncio, apesar de eu não estar com muita fome, porém preferi comer para não ficar com fome depois. Eu não olhava para ela, somente olhava para o prato e para a janela fechada.

— Eu vou tirar as suas bandagens — ela disse quando terminou de comer, chamando minha atenção enquanto se levantava — Acho que eu vou poder ir embora entre hoje e amanhã, a ferida já está cicatrizada, não será mais preciso os meus cuidados — ela disse da cozinha. A menção dela ir embora me incomodou e só naquele momento eu entendi o porque do desconforto.

Quando eu estou com Kagome – não importando a situação — eu não me sinto solitário, mesmo ela não estando o tempo todo comigo, ou exatamente comigo. Seja brincando com Rin ou estando ali sentada em silêncio, só de saber que ela vai voltar e que vai estar ali, só isso já me basta. Eu aprecio a vontade dela em querer se aproximar de mim, coisa que ninguém fez. Afinal, mesmo ela tendo medo de mim, ela me enfrenta... Não abaixa a cabeça.

Será possível que esse Sesshoumaru está começando a se interessar pela humana? Não pode ser! Eu não posso me envolver com um humano, isso será uma desonra ao nome do meu pai... Desonra... Ele mesmo se envolveu com uma humana. O que será que elas tem de tão especial?! Kagome é dedicada, esforçada e cuida muito bem de Rin, mas isso seria motivo suficiente para eu me interessar por ela? Todavia, da mesma forma será desonra ao nome dos Daí-youkai... Mas me pergunto, será que eu tenho mesmo que me importar com isso?

— Sesshoumaru? — Kagome estava em pé na minha frente me olhando com uma sobrancelha arqueada, ela colocou a mão em minha testa como se medisse a temperatura de meu corpo — Você escutou o que eu falei? — Eu a olhei indiferente e não respondi. Então ela continuou a falar, ou tornou a repetir — Eu posso tirar suas bandagens? — eu assenti e comecei a retirar a yukata de meu corpo — Se suas feridas já estiverem todas fechadas eu irei embora hoje mesmo.

Eu acabei franzindo a testa em desagrado. Porque todas as vezes em que ela diz que vai embora algo se inquieta dentro de mim? Eu terminei de retirar a peça e a coloquei ao meu lado, Kagome se ajoelhou entre as minhas pernas – eu estava com elas flexionada e com o cotovelo apoiado no joelho — e começou a retirar as bandagens. No processo ela acabou sorrindo — O que foi? — eu perguntei, curioso, porém sem demonstrar.

— Nada, é só que está ficando comum eu cuidar de Youkais — ela disse terminando de desenrolar a bandagem — Claro, que você foi algo incomum, mas Kurama já era a terceira vez...

Esse tal de Kurama, ele parece ser bem próximo dela. Confesso que desde quando eu o vi pela primeira vez, eu não gostei dele... Nem um pouco. — Vocês parecem muito íntimos... — eu disse sem olhá-la, mas percebi o desconforto de Kagome a minha frente, eu a olhei com as sobrancelhas arqueadas como se perguntasse “o que?”. Ela me olhou, mas não sustentou o olhar, desviando para meu peito em seguida.

— Nada... — ela disse sem me olhar, e eu levantei o rosto dela a obrigando olhar para mim, odeio quando os outros falam comigo e não me olham, só eu posso fazer isso! — Bem, acho que isso não diz respeito a você... É algo meu...

E aí eu entendi tudo. — Ele tocou em você... — eu disse incomodado. Como assim outros youkais a tocando?! Eu só a toquei algumas poucas vezes, menos vezes do que fui tocado por ela! Kagome ficou muito envergonhada e desviou o olhar, ela molhou o pano na bacia e passou a tirar a pasta do meu tronco.

— Não foi isso — ela disse em determinado momento quebrando o silêncio que havia se estendido entre nós, ele já estava muito incômodo, quase insuportável — Ele se declarou para mim... — ela me olhou nos olhos e eu estava muito irritado, mas não entendia o porque de estar assim — Entretanto, eu não gosto dele... Não da mesma forma que ele gosta de mim... — ela deu de ombros, e depois suspirou cansada — Mas eu não sei como dizer isso a ele, mesmo depois de ele ter me beijado...

Kagome molhou o pano novamente e veio terminar de retirar a pasta de meu abdômen, eu olhava pela janela, que ela havia aberto para ventilar. Esse tal de Kurama a beijou? Eu até entendo, mas o que está me incomodando no momento é esse meu incômodo, afinal o que eu tenho a ver com quem Kagome beija, ou deixa de beijar?

Ela parou de repente o que fazia, chamando assim a minha atenção. Eu olhei para meu peito e ela já havia terminado de limpar tudo, então porque ela continuava com o pano em meu abdômen? Levantei o olhar para Kagome e ela estava olhando para mim, seu olhar era intenso e ela estava focada em um único lugar do meu rosto, não entendi muito bem o que aconteceu, só que quando dei por mim Kagome havia se aproximado de mim e me dava um leve selinho.

Ela estava de olhos fechados, e eu surpreso demais para fechar os meus. Eu nunca na minha vida havia pensado em beijar uma humana! Eu coloquei as minhas duas mãos em seu rosto e a trouxe mais para mim, fechando meus olhos também. Kagome colocou as duas mãos em meu peito e assim aprofundamos o beijo. Não foi um beijo longo, logo ela se afastava de mim um tanto corada.

— Me perdoe! — ela disse quando abriu os olhos, levemente irritada e corada. Levantou-se rapidamente e pegou as coisas que havia acabado de usar em mim, levou inclusive minha yukata — Eu me deixei levar... — e saiu em direção a cozinha, escutei ela colocando as coisas lá de qualquer jeito e depois seguiu para fora da cabana.

E eu fiquei ali sentado na cama olhando na direção da porta sem entender o que havia acabado de acontecer. Eu havia correspondido ao beijo de Kagome, e eu gostei da sensação de beijá-la... Mas porque ela fugiu? Somos ambos independentes e sabemos o que fazemos... Então porque ela saiu daquela forma? Eu não estou me sentindo nem um pouco preocupado, o que eu faço e deixo de fazer sou eu quem decido. E não há quem possa se meter.

Eu sabia que ela estava somente do lado de fora da cabana, eu podia sentir seu cheiro. Nele eu podia perceber o quão envergonhada e irritada ela estava. Por isso me levantei e segui até a porta, e ela estava ali sentada, apoiada a árvore com as mãos cobrindo o rosto. Eu achei a cena extremamente fofa, mas não iria comentar nada sobre isso. Imagina eu dizendo a ela, que é fofa... Somente em meus pensamentos eu me expresso livremente. Em minha mente eu posso admitir que aprecio a presença de Kagome e que eu não me importaria de beijá-la novamente, agora dizer essas palavras, é outra história. Meu orgulho Daí-youkai não permitiria.

Kagome fez menção de tirar as mãos da frente do rosto quando eu saí da porta, me escorando na parede ao lado da mesa aonde havia uma coisa estranha com água. Escutei seus passos se afastando, indo em direção ao rio, eu fiquei somente ali parado agradecendo por não ter sido pego.Comecei a trançar meu cabelo, e não muito tempo depois Kagome retornava de lá, eu peguei aquela coisa com água, afinal quanto tempo havia que eu não tomava água? Eu escutei o barulho de passos quando eu me desencostei da parede e logo ela se aproximou da porta novamente, e eu continuei bebendo água para não levantar suspeitas. Seria muito vergonhoso admitir que eu a estava observando — Novamente eu peço desculpas, — ela disse atrás de mim, eu a olhei por cima do ombro e arqueei a sobrancelha — eu me deixei levar e isso não era para ter acontecido... Não sei o que passou pela minha cabeça!

Eu fiquei um pouco incomodado, afinal eu não a agrado? Outra coisa, foi ela quem me beijou do nada e eu que fico incomodado? Eu coloquei a coisa com água de volta em cima da pia velha e me aproximei de Kagome a passos lentos. Ela havia entrado na cabana e fechado a porta novamente. A coisa que eu podia escutar – além da respiração da Kagome – eram os pássaros cantando ao longe. Eu parei a sua frente e ela pareceu insegura, mas não se deixou abalar — Porque pede desculpas? — eu perguntei a olhando nos olhos e ela dessa vez o sustentou. No fundo de seus olhos eu podia perceber sua curiosidade — Esse Sesshoumaru não lhe agrada?

Não sei porque eu fiz essa pergunta, não consegui conter a pergunta para mim mesmo, entretanto era uma coisa que eu queria muito saber. Kagome olhou em meus olhos parecia me avaliar ou procurar algo em meu rosto, porém acabou corando muito, e depois desviou o olhar antes de responder — Agrada até demais... — ela disse baixinho, mas eu fui capaz de escutar. Na verdade eu pensei que ela fosse me ignorar... Sua resposta me pegou de surpresa, mas no fundo eu me senti feliz... O que anda acontecendo com este Sesshoumaru?!

Dessa vez quem tomou a iniciativa fui eu, não vou me importar com nada agora, só vou me preocupar com o quanto eu quero Kagome nesse momento e espero que ela me queira também. Eu selei nossos lábios levemente, antes de aprofundar o beijo. Kagome em nenhum momento pareceu se opor, na verdade eu podia sentir o cheiro do desejo dela, o que me dava mais vontade de seguir adiante nisso. Ela passou a mão por meu rosto e seguiu em direção ao meu cabelo, passando seus braços por meus ombros e mexendo levemente em meu cabelo, e eu a segurei firmemente pela cintura com as duas mãos a trazendo mais para mim.

Kagome desceu suas mãos de meus cabelos e me acariciou pelo peito e foi em direção as minhas costas, a acariciando levemente. Eu sentia seus dedos trilhando um caminho sem rumo por ela, causando um leve arrepio. Sem interromper o beijo eu subi a minha mão esquerda por suas costas até chegar a sua nuca, enlaçando seus cabelos entre meus dedos. Eu comecei a diminuir o ritmo do beijo e o encerrei com um leve raspar de lábios. Abri meus olhos e Kagome continuava de olhos fechados, seu rosto estava levemente avermelhado e sua respiração um pouco descompassada.

Eu a olhava de cima – porque Kagome se encaixava perfeitamente abaixo de meu queixo – o que me fazia olhá-la com os olhos semi cerrados. Ela abriu os olhos, e deu um leve sorriso. Eu soltei seu rosto e me afastei dela. Ela me soltou e se virou em direção ao quarto e eu a segui, me sentando na cama improvisada. Ela fechou a janela e se sentou ao meu lado.

— Acho que não vou conseguir ir embora hoje — ela disse chamando minha atenção. Eu a olhei e arqueei uma sobrancelha, ela entendeu que eu queria que ela explicasse — Está ameaçando chover novamente... — e deu de ombros. Ela olhou para o lampião e o deixou ao lado dela — Se não chover, eu irei no final da tarde...

— Hm — foi tudo o que eu disse. Na verdade eu não queria que ela fosse, porque quando ela passasse por aquela porta, tudo voltaria a ser como antes e sinceramente eu não sei se vou querer continuar a ignorando. Em muitos anos, eu nunca me interessei minimamente por ninguém, todas me pareciam exatamente iguais. Interesseiras, somente queriam se envolver comigo por eu ser um lorde e um Daí-youkai, mas Kagome é diferente. Ela me esnoba, me enfrenta e mais ainda, não se importa com meu “status” e sim comigo, como pessoa.

— Sessho... — ela deu um suspiro, parando de falar subitamente, chamando assim minha atenção — Esquece. — ela disse se levantando e seguindo para a mochila dela, ela se ajoelhou e pareceu procurar algo. Será que ela já vai embora? Kagome tirou uma pequena caixa de dentro dela, e pegou sua espada. Ela se sentou no chão e colocou a espada sobre suas coxas.

— Diga humana — eu disse me irritando. Como ela ousa atiçar minha curiosidade e não dizer nada?! Ela levantou o olhar para mim e negou com a cabeça voltando a mexer na caixa a abrindo. De lá tirou uma tira de afiar espada e uma espécie de líquido cinza. Ela iria afiar a espada? Eu nunca havia visto uma mulher fazer isso!

E assim ela o fez, passou a afiar a espada dela, se atentando a cada detalhe da lâmina. Eu fiquei a observando, até sentir um youkai se aproximar. Por reflexo me levantei entrando em alerta, chamando assim a atenção de Kagome para mim. — Não precisa se preocupar — ela disse deixando a espada de lado e se levantando em direção a janela — Ele não vai nos ver, mesmo que quisesse — ela abriu a mesma e se apoiou no batente. Curioso eu me aproximei dela e vi o youkai passando próximo a cabana, mas não veio em nossa direção — A cabana está com uma barreira a envolvendo, somente eu e você podemos passá-la, e só nós dois conseguimos enxergar através dela — ela deu de ombros voltando a sua função anterior.

Por isso desde quando eu fiquei aqui não se aproximaram youkais... Eu fiquei observando o youkai andando por ali, esse foi o primeiro a aparecer por esses dias, mas como eu pude senti-lo? Eu não sei o que fazer, por isso fui em direção a saída da cabana, já estava ficando cansado de ficar “preso” lá dentro. Eu subi na árvore mais alta que havia por aqui e fiquei sentado entre as folhas para me proteger do sol, não me preocupei em colocar a yukata de banho que Kagome me deu, eu me sentia a vontade assim. E eu também não sei onde ela largou a mesma.

Eu não sei quanto tempo eu fiquei aqui sentado observando o horizonte, só percebi que havia passado muito tempo quando as primeiras gotas de chuva passaram a cair. Eu desci da árvore rapidamente e voltei para a cabana, Kagome estava na porta com uma cara emburrada e eu não entendi muito bem. Eu passei por ela, e percebi – quando entrei – que ela estava com as coisas dela arrumada, jogadas ao lado da porta de saída — Por sua culpa, eu não consegui ir embora! — ela disse bem irritada. E somente a olhei e não disse nada.

Kagome suspirou ainda irritada e se aproximou de mim, eu não entendi muito bem, até ela estender a yukata de banho para mim — Eu a lavei — ela disse quando eu peguei — Percebi que você estava incomodado — e deu de ombros. Eu a peguei e cheirava a morango. Kagome a lavou com aquela gosma cheirosa? A chuva começou a cair de forma mais intensa lá fora. E Kagome praguejou de forma audível — Ah, que ódio! — ela me olhou muito brava — Você tinha que sair do nada?! Agora não poderei ir embora novamente!

Eu somente dei de ombros, se ela queria ir tanto embora, era somente ter ido. — Era só ter saído — eu disse começando a ficar irritado com essas palavras dela. Eu não fiz nada demais, somente fui tomar uma brisa. Ela me olhou de soslaio e suspirou novamente, pegando as coisas dela e levando para o quarto novamente. E eu fiquei ali apoiado na parede da cozinha, fechei os olhos e deixei minha mente divagar. Não sei por que ela está tão irritada, se ela queria ter ido embora, era somente ter ido, quando eu voltasse e não visse as coisas dela, saberia que ela havia partido. Senti alguém se aproximando e abri os olhos novamente, avistando os olhos azuis ainda irritados.

— Tente não me repelir — ela disse deixando as mão dela ficar levemente rosada, com tons de lilás. Kagome apoiou as mãos em meu peito e no mesmo instante senti um leve incomodo, meu veneno queria repeli-la, mas se isso acontecesse, ela iria me purificar sem querer. Eu tentei me acalmar, afinal eu confio em Kagome, não? Ela estava terminando de fechar os meus ferimentos, ela ainda estava nos ferimentos do meu peito, conforme ela tirava a mão eu percebia que a marca de cicatriz havia desaparecido. Ela olhava muito concentrada para cada ferida, e dava atenção a cada uma.

Não demorou muito tempo, logo ela já estava terminando de fechar a última ferida. Todas sumiram, exceto a da espada, ficou com a cicatriz. — Desculpe, essa não vai sumir como as outras — ela disse quando se afastou, olhando para meu torso como se procurasse alguma imperfeição e se envolveu com os braços logo após, ela parecia ter frio — Vai ficar somente uma cicatriz...

— Hm — eu disse olhando para meu corpo e depois olhando para ela. A chuva estava como ontem, uma tempestade de verão, com muito vento e relâmpagos, o que fazia o tempo ficar levemente gelado para mim, porém para Kagome parecia estar muito frio. Já estava começando a anoitecer também, o que facilitava o tempo esfriar. Eu peguei Kagome pelo pulso e a levei para o quarto, ela se sentou na cama e eu coloquei a yukata somente sobre meus ombros, me sentando ao lado dela em seguida. Ela parecia afrouxar um pouco o kimono dela para poder se mover melhor. O vento batia primeiro em mim, e acredito que nem tocava Kagome, será que foi por isso que os donos dessa cabana partiram? Ela não protegia durante o frio... Eu trancei o cabelo rapidamente, eu achava mais confortável dormir assim.

— Não precisa me aquecer novamente Sesshoumaru — Kagome disse levemente envergonhada, ela puxava uma espécie de coberta para ela, me pergunto quando ela a pegou. Eu a olhei arqueando uma sobrancelha e ela deu um sorriso sem graça. — Mas eu agradeço mesmo assim, sei que pra você essas coisas são inúteis e desnecessárias... — ela disse olhando para a parede, não quis me olhar.

— Hm — foi tudo o que eu disse porque realmente, ela tinha razão. Eu não me importo com os outros, então porque me preocupo tanto com ela? Kagome parecia incomodada com alguma coisa, que eu não identificava o que era. — O que te preocupas humana? — eu perguntei um pouco curioso. Kagome prendeu os cabelos em um coque antes de me responder.

— Nada — ela disse se levantando e indo até a cozinha, eu fiquei ali tentando pensar o que se passava pela cabeça dela. Não demorou muito por lá, logo ela retornava com um prato, com o que havia sobrado das frutas, se sentando novamente na cama. Ela me ofereceu, peguei somente uma para não fazer desfeita, depois me apoiei na parede e fechei os olhos. Kagome ao meu lado se moveu, quando ela o fez, eu senti um cheiro que mexeu comigo de uma maneira intensa.

Eu abri os olhos e olhei para Kagome, ela estava de olhos fechados e parecia pensar em algo, não sei o que, mas o cheiro dela estava mexendo comigo. Um sentimento estranho se apossou de mim e eu acabei me movendo por impulso, Kagome abriu os olhos e me olhou surpresa, entretanto acabou corando, eu segurei seu rosto com as duas mãos e me perdi em seus olhos azuis. Ela também me olhava de forma intensa e desejosa, com o polegar direito acariciei os lábios de Kagome e ela fechou os olhos dando um leve sorriso.

Eu me aproximei dela, e selei nossos lábios. Kagome me correspondeu no mesmo instante. O beijo começou de forma lenta e desajeitada, porém em algum momento passamos a nos beijar com mais vontade, mais desejo, com mais intensidade. Eu sentia um desejo louco de ter Kagome para mim, e ela parecia compartilhar desse mesmo pensamento. Eu puxei Kagome para meu colo e ela veio sem resistência, ela se sentou de frente para mim, me abraçando pelo pescoço e me puxando mais para si. Eu enfiei minha mão entre seus cabelos, desfazendo aquele coque. Ela fica mais bonita com eles soltos.

Eu sabia para o que estávamos nos encaminhando e certamente ela também, somos ambos adultos e sabemos o que é certo ou errado... Ou será que não? Sei que isso pode parecer impulso, mas eu só sei que eu não sinto a mínima vontade de parar, e pelo visto Kagome também não. E se ela permitir eu irei até o fim, porque essa mulher que me beija delicadamente, foi a primeira e a única que conseguiu despertar meu interesse e esse desejo quase impossível de controlar.

Notas finais
Espero que tenham gostado ;) O próximo saí dia 10/05 (domingo). Bjos baby *m*