Ritsu parou no mesmo instante, ele me analisava profundamente e eu não sabia o que fazer, eu sabia que esse local provavelmente estava sendo controlado por Yokoyama, só não sabia que eu teria a confirmação logo assim de cara.

— Esse é o meu comandante — o Senhor Feudal disse apontando para ele, ele não poderia ser o Yokoyama, poderia? — seu nome é Raiton. A propósito, meu nome é Daisuke o Senhor Feudal.

— Entendo Senhor Daisuke — eu disse de forma polida — O Senhor poderia pedir para algum de seus soldados me mostrar o banheiro? — eu perguntei um pouco envergonhada; Ritsu não tirava os olhos de mim e ele segurava Kurama fortemente, mesmo ele estando desmaiado.

— Claro — ele disse dando um sorriso, estalou o dedo e um soldado apareceu — A leve até o banheiro — eu me levantei e o segui. Deixei minhas coisas com Daisuke como forma de mostrar que confiava nele, mesmo não querendo deixar... Se eu levasse minha arma, eu levantaria suspeitas. Ritsu sabia quem eu era, mas fingia não saber e por mim continuaria assim. Eu fingiria que não o conhecia e iria embora depois de fazer meu trabalho... Ou não.

Quando passamos por outro corredor eu desacordei o cara que estava me levando, e escondi o corpo desacordado em um dos cômodos, não quero chamar atenção desnecessária. Eu rapidamente comecei a andar pelo lugar olhando tudo ao redor de onde eu me encontrava, o local parecia estranhamente vazio, mas eu sentia que havia alguém por perto, dei alguns passos e outro corredor entrou em meu campo de visão e um cômodo chamou minha atenção, segui até ele e olhei pela fresta da porta.

Um estranho homem estava lá, ele estava de costas para a porta e eu só podia enxergar seus cabelos que iam até a metade das costas, o estranho parecia estar envolto em uma barreira. Ela era negra e parecia ter muita energia maligna mal contida. Então era aqui que Yokoyama estava, mas eu não conseguiria sozinha, eu tinha que tentar rastreá-lo para voltar com ajuda, por isso voltei logo para a sala em que me encontrava anteriormente para não levantar suspeitas. Como sentia falta dos meus amigos nesse momento, poderíamos acabar com isso logo!

Eu adentrei o cômodo onde estava o Senhor Feudal, o ambiente estava um pouco pesado e Ritsu estava com Kurama na varanda, o mesmo parecia ter acordado e começado a vomitar. Ritsu estava com um olhar indecifrável para Daisuke e eu não entendi mais nada — Já voltou — Daisuke disse me dirigindo um sorriso — Então aquele é o youkai que vem me dando problemas, mas já já falamos dele — ele olhou para Ritsu e o mesmo fechou a porta da varanda contrariado, eu não entendi muita coisa.

Ritsu estava sendo controlado por aquele cara, mas o mestre dele estava a alguns cômodos dali, será que ele sempre se fingia ser algo dos que estavam aliados a Yokoyama? Será que eles pelo menos sabiam que serviam a alguém? Daisuke parecia saber da existência de Yokoyama, mas parecia não ligar. Daisuke se levantou chamando minha atenção, ele caminhou em minha direção e estava perigosamente perto, eu ainda estava em pé o observando atentamente.

— Você é muito bonita sacerdotisa — Daisuke disse passando a mão em meu rosto, sua proximidade permitia ele me tocar, e eu só queria recuar — Sabe, tudo aquilo ali é uma encenação para te manter aqui. — ele deu um sorriso em deboche, enquanto apontava para a porta fechada — Você não sairá daqui, e será minha nova concubina... Não será como foi com as outras... — ele fez menção de passar a mão em meu rosto novamente, quando eu dei um passo para trás, recuando levemente — Você é a mais bonita das sacerdotisas que apareceram por aqui, não vou te devorar como a elas, te farei a minha senhora.

— Até parece que eu ficarei aqui e farei isso que você disse — eu disse revirando os olhos, e abanando a mão para ele — Outra coisa, você está me subestimando, sabes quem eu sou?

— Não me interessa quem você é querida — ele disse passando a mão em meu rosto novamente e dando um sorriso nojento — Somente o que você fará por mim... — ele se aproximou mais, fazendo menção de me beijar, mas a porta do cômodo foi aberta num rompante e um Ritsu muito sério adentrava o cômodo novamente, ele encarava Daisuke friamente e eu tive a impressão de que por um instante seus olhos ficaram amarelos.

— Ela não — ele disse sério, muito sério — Kagome não pode ficar aqui, nem era para ela ter aparecido por aqui... Temos outros planos para ela Daisuke — Ritsu disse se aproximando dele e o retirando de perto de mim, ficando de costas para mim e Daisuke de frente pra ele — Senhor Yokoyama a quer e você não poderá tê-la.

— Qual é Ritsu, só uma casquinha... Ele nem vai notar! — ele disse dando um sorriso sacana e o que recebeu em troca foi um soco. Kurama estava encostado na pilastra da varanda e me olhava com ressentimento, eu sabia que ele não me queria aqui e tinha também a minha promessa para com ele — Você não sabe brincar — Daisuke disse se levantando, levemente irritado.

— Bom, eu sei que o papo está bom, mas eu não tenho o dia todo — eu disse apoiada no meu arco – eu havia pego as minhas coisas enquanto eles conversavam -, ele era grande agora, afinal era o arco do monte Azusa — Eu tenho que ir embora, sabe?

— Pelo jeito parece que nossa encenação acabou. Certo? — Daisuke disse me olhando sério, irritado — Você já sabe que eu estou recebendo ordens e quem estão as dando, por isso você deverá morrer — ele deu um sorriso sádico e estalou os dedos. Os homens do castelo apareceram do nada, todos pareciam em um tipo de transe, mas eles passaram direto por mim e foram na direção a uma porta atrás de mim, quando abriram foram devorados por muitos youkais que estavam ali. Como eu não os percebi? — Meus queridos, ela também é a refeição!

— Já disse que ela não! — escutei Ritsu gritar para Daisuke que nem se importou. Ele parecia não dar a mínima para o que Ritsu falava e esse estava irritadiço por estar sendo ignorado.

— Sacerdotisas têm aos montes por aí, Senhor Yokoyama encontrará outra, aposto... — ele disse olhando friamente para Ritsu. Um dos youkais ia me atacar, quando eu atirei uma flecha nele, o acertando e purificando mais três que estavam perto dele. Corri na direção de Kurama, ele estava muito irritado, porém percebi que ele estava amarrado, talvez seja por isso. Eu o soltei, atirando novamente outra flecha nos youkais que estavam vindo me atacar.

— Kurama, fuja! — eu disse ficando em pé de costas para ele, para defendê-lo — Você não está em condições de lutar — eu atirei novamente, mas os youkais não paravam de surgir.

— Não saio daqui sem você — ele disse firme, ou o mais próximo que conseguiu.

— Você vai sim, porque se não eu nunca mais olho na sua cara — eu disse prendendo o arco em minhas costas e sacando Joyeuse. Sei que foi infantil o que eu disse, mas não tinha outro jeito. Escutei Kurama andando meio cambaleante dali, eu sei que depois ele viria atrás de mim. Eu desci da pequena varanda e estava agora numa área aberta, o que facilitava para mim, e também para os que me atacavam. Ainda bem que eu estava usando minha roupa de sacerdotisa, caso eu estivesse de Kimono, estaria encrencada!

Ritsu estava ao lado de Daisuke e parecia muito contrariado. Daisuke por outro lado estava com um sorriso debochado me observando, ele parecia gostar do que estava acontecendo e eu não estava gostando nada. Alguns youkais vieram me atacar e eu usei o Lâmina Estelar Purificadora os purificando, quando as lâminas entravam em contanto com eles. Um dos youkais atirou espinhos em minha direção e um pegou de raspão no meu braço esquerdo.

— Vamos Kagome, se defenda — Daisuke dizia alegre — Eu desejo ver um bom espetáculo antes de sua morte... — ele deu um sorriso psicótico — Quantas sacerdotisas já não passaram por isso? — ele colocou a mão no queixo pensativo — Nenhuma...

Eu estava muito irritada agora, ele acha que nós somos para sua diversão, fazer as pessoas lutarem até a morte para diverti-lo?! Eu sentia minha energia correndo pelo meu corpo como pequenas ondas elétricas e senti Joyeuse pulsar em minha mão, o pequeno dragão entalhado parecia se mexer e eu estava tão brava que ataquei com Joyeuse sem pensar em nenhum ataque.

Mas algo aconteceu, um enorme dragão de energia cor de rosa saiu da lâmina e foi destruindo tudo o que tinha pela frente, no processo destruiu também o cômodo onde estavam Ritsu e Daisuke e o que tinha para trás daquele cômodo. Eu nunca havia usado aquele golpe, mas gostei do seu poder destrutivo, seu nome será “Dragão Real”.

— Esse golpe é novo — Ritsu disse saindo do meio dos escombros — Gostei dele, mas não sendo usado contra mim, claro — ele disse fazendo piada.

— Deixa de graça Ritsu, ela acabou de destruir meu castelo! — Daisuke gritou possesso ao lado dele — Quero essa garota morta e eu quem quero comer a carne dela, estão me entendendo?!

Ritsu ao lado dele ficou com os olhos amarelos e eu não vi mais nada por que um ogro enorme veio para cima de mim, eu consegui desviar do ataque do tacape dele, mas não consegui desviar da espada do outro youkai e ela foi acertada em meu ombro esquerdo. O que me acertou caiu morto no chão e eu não entendi nada, Ritsu não foi porque ele estava discutindo/brigando com Daisuke, será que Yokoyama saiu do cômodo? Não consegui olhar na direção dele porque o ogro me atacou novamente, ele ia me acertar em cheio no abdômen se eu não tivesse pulado pra frente, me jogando no chão.

É, parece que eu teria um pouquinho de trabalho aqui.

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Pov’s Autora.

O grupo estava andando a pouco mais de uma semana naquela direção, mas ainda assim se mantendo não tão distante do vilarejo, afinal Kagome poderia voltar a qualquer momento. Inu-yasha estava incomodado pela demora da garota, mas não podia ir atrás dela, porque toda vez que ele – somente ele – citava o nome Kagome, Kikyou só faltava desmaiar para ele não sair de lá.

Isso já estava o deixando muito irritado, afinal como pode ter tanto ciúmes dela? Ela já deixou claro com todas as letras não o amá-lo mais, então porque ela se preocupava tanto? Porque para Kikyou tudo não passava de um jogo de Kagome. Que a qualquer momento ela poderia tirá-lo dela e isso, ela nunca iria deixar! E para Inu-yasha, Kagome só estava magoada com ele, por ele ter escolhido um relacionamento com Kikyou do que com ela, mas ele não se importa, porque não importa o que aconteça, Kagome sempre será dele! Era só ele fazer um charme que ela enfim cederia, como sempre fora.

Sango e o pequeno youkai raposa estavam muito preocupados com a amiga, porque eles sabiam que se ela demorou tanto para voltar, algo muito, mas muito sério aconteceu. Miroku estava preocupado com Kagome também, a morena era como uma irmã para ele e graças a ela, ele conseguiu se resolver com Sango. Eles estavam seguindo na direção de um conjunto de vilarejos, eles não eram tão distantes uns dos outros, mas eles não tinham a necessidade de passar por todos. Eles já haviam passado por um e iam somente para mais um, ver se conseguiam pistas de Yokoyama e de lá seguiriam para outro lugar.

— Inu-yasha — Miroku chamou a atenção do hanyou para ele, eles já enxergavam a entrada do vilarejo — Você sabe que vamos precisar arranjar um local seguro, não é?

— Lugar seguro? — Kikyou perguntou debochada, ela estava andando ao lado de Inu-yasha — Para que? Está insinuando que Inu-yasha é fraco?

— Não — disse Sango se metendo, ela estava andando com Kirara em seu ombro direito e com Shippou em seu colo — Mas não é problema nosso se algo acontecer...

Inu-yasha não entendia nada do que eles estavam falando, ao que se referiam? Ele na verdade nem prestava atenção nas coisas ao seu redor, ele somente queria correr de lá e ficar acampado na frente do poço – já que ele não pode mais passar – esperando Kagome retornar — Do que estão falando?

Sango e Miroku olharam para Inu-yasha surpresos, ele não se lembrava de que dia era hoje? De que há três dias ele viraria humano? Ele estava tão empenhado assim na busca por Yokoyama que não se ligava no tempo ao seu redor?

— Lua Nova Inu-yasha — murmurou Shippou desacreditado também — Daqui a três dias.

Inu-yasha estancou no lugar, seus olhos levemente arregalados — Daqui a três dias? — ele perguntou preocupado.

— O que tem a Lua Nova? — perguntou Kikyou sem entender. Acontece que Inu-yasha escondia isso dela, ele não queria que ela o visse em sua forma humana, mas parece que isso vai mudar agora. Afinal não tem como ele fugir durante a noite depois que ela dormir, desde que saíram em viagem Kikyou dorme agarrada a ele, como se temesse que ele saísse atrás da Kagome.

— Nada — Inu-yasha disse voltando a caminhar. Eles seguiram pelo vilarejo, parecia que não havia ninguém ali naquele local, mas descartaram essa ideia ao repararem nas casas arrumadas.

— Isso está estranho, não acham? — perguntou Sango segurando o osso voador em sinal de alerta. Eles andavam alertas, mas não sentiam perigo, pelo menos não ali.

— Está sentindo essa massa de energia maligna Inu-yasha? — perguntou Miroku olhando em uma direção especifica.

— Sim — ele disse passando a andar naquela direção.

— Não precisamos ir lá Inu-yasha — disse Kikyou já cansada de toda aquela jornada.

— Precisa... — Inu-yasha se interrompeu ao cheirar o ar novamente, ele conhecia aquele cheiro, aquele sangue! — Kagome! — ele murmurou espantado, os amigos os acompanharam no espanto.

— Como assim Kagome? — Sango perguntou assustada, Kirara já pulando de seu ombro ficando grande.

— Ela está lá, onde está essa massa de energia! — ele disse se abaixando para Kikyou subir em suas costas, Sango e Miroku já estavam montados em Kirara juntamente com Shippou, mas Kikyou não queria subir — Vamos Kikyou.

— Inu-yasha, vamos indo na frente — disse Sango subindo com Kirara.

Inu-yasha estava irritado por Kikyou não cooperar. Kagome poderia estar em perigo e ela está fazendo graça! — Vamos Kikyou, ou irei deixá-la aí.

— Por quê? — ela disse com desdém — Para me trocar pela cópia? Para se contentar com a falsificação? — ela deu um sorriso que Inu-yasha observava por cima do ombro — Eu nunca deixarei isso acontecer meu amor — ela subiu nas costas dele e sussurrou em seu ouvido — Você é só meu!

Inu-yasha a ignorou e logo alcançou Sango, ela estava mais acima e conseguia enxergar de onde vinham as nuvens negras. Mas não estava a fim de falar a Inu-yasha, afinal ela ainda estava um pouco ressentida com ele por Kagome. Eles estavam se aproximando quando Inu-yasha sentiu o cheiro do sangue de Kagome de forma mais intensa.

— Kagome foi ferida! — ele gritou para Sango.

Ela nada disse, somente olhava para frente, onde já começava a ver o castelo, dentro dele havia muitos youkais lutando contra alguém que ela logo identificou ser Kagome. Inu-yasha começou a escalar o muro do castelo e eles pararam todos na cobertura, olhando ao redor. Kagome estava toda suja de sangue – o dela e dos youkais –, com leves arranhões pelo corpo e um ou outro ferimento mais grave, sua roupas levemente rasgadas e ao redor dela muitos youkais caídos.

— Ora, parece que seus amigos chegaram — murmurou Ritsu dando um sorriso.

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Pov’s Kagome.

Eu já estava ficando cansada daquela situação. Toda vez que eu derrubava todos os youkais, mais surgiam. Durante o tempo de uma “leva” e outra eu consegui acertar Daisuke e ele ficou furioso comigo. Mais do que antes. Eu senti Inu-yasha se aproximar e eu estava um pouco mais aliviada, pelo menos eu teria alguma ajuda agora. Mais um youkai veio me atacar e consegui derrubá-lo, quando eles chegaram.

— Ora, parece que seus amigos chegaram — murmurou Ritsu dando um sorriso.

— Eu sou muito querida — eu disse dando uma piscada de olho. Peguei o arco e flecha e atirei em um youkai que ia atacar Sango por trás — Inu-yasha, use a Onda Explosiva naquela direção — Ritsu arregalou os olhos e começou a correr — Yokoyama está lá!

E assim ele fez, sacou a Tessaiga e usou a Onda Explosiva destruindo tudo pela frente. Vi Kurama se aproximando, provavelmente sentiu o cheiro ou a presença de Inu-yasha. Uma carruagem enfeitiçada começou a subir e como ainda estava com a porta aberta, eu pude ver o mesmo corpo de antes e Ritsu estava na porta, me olhando muito sério.

— Isso ainda não acabou Kagome — ele olhou para Daisuke — Acabe com todos, menos ela! — e fechou a porta da carruagem. Sango e Miroku subiram em Kirara indo atrás deles, espero que eles os alcancem!

— Ora, ficamos só nós novamente — Daisuke disse se aproximando, mas Inu-yasha pulou em minha frente.

— Quem disse? — ele o olhou em desafio. Daisuke estalou os dedos e Inu-yasha foi atacado, sendo lançado longe. Uma flecha passou por nós, Kikyou havia errado seu alvo, Daisuke a lançou um sorriso e mandou dois youkai pra cima dela.

— Onde eu estava? — ele me olhou — Ah, sim. Nós dois — eu esperei ele se aproximar e tocar em mim, quando ele o fez eu soltei minha energia espiritual purificando seu braço — Sua vadia!

— Ora, que tipo de palavreado é esse? — eu perguntei dando um sorriso, e segurando Joyeuse, ele foi estalar os dedos, mas não conseguiu — Ora, não os controla mais? — eu olhei em volta e vi os youkais recobrando o controle de seus corpos e todos se aproximaram de Daisuke muito irritados — É, acho que agora o seu assunto é com eles.

Dei as costas, andando na direção de Kurama, sem olhar para trás. Os gritos de Daisuke me davam arrepios, mas eu não queria olhar. Inu-yasha apareceu na minha frente um pouco preocupado — Seus ferimentos... — ele disse somente.

— Não se preocupe — eu disse dando um sorriso. Escutei Kikyou o chamando — Sua namorada está te chamando, mas depois eu quero conversar com você — eu disse desviando dele e seguindo na direção de Kurama.

Ele estava sentado apoiado em uma árvore – não havia muitas pelo local – de olhos fechados, os ferimentos dele estavam muito feios, e pareciam bem recentes. Eu me agachei na frente dele e comecei a curá-lo com minha energia, bem fraca, para não purificar a energia maligna dele.

— Você precisa mais do que eu — Kurama murmurou dando um sorriso de canto — Está ferida também.

— Não se preocupe — eu disse olhando para ele, que agora me observava — Mas como você foi capturado? — ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha antes de falar.

— Eu estava observando o lugar há alguns dias, eu percebia que algo estava errado — ele deu um suspiro — eu consegui entrar, e até cheguei perto dos aposentos de Yokoyama, mas Ritsu me pegou e me prendeu — ele desviou o olhar — Ai ele começou a me torturar todos os dias, impedindo que meus ferimentos se curassem.

— Entendo, mas agora está tudo bem, certo? — eu disse lhe dirigindo um sorriso e constatando que os ferimentos já estavam começando a fechar — Kurama, terei que parar aqui, se não poderei te machucar, ao invés de curar.

— Tudo bem — ele pegou minha mão e colocou em meu ombro — Agora é a sua vez — e eu continuei me curando — Mas o que você fazia aqui? E a sua promessa? — ele me olhou um pouco magoado.

— Eu não sabia de nada sobre esse vilarejo — eu disse me sentando ao lado dele, Inu-yasha nos observava de longe, com Kikyou agarrada a ele — Eu estava procurando meus amigos, quando parei aqui. Ai os guardas vieram me buscar porque segundo eles o Senhor Feudal precisava dos meus serviços de sacerdotisa. — eu dei um suspiro — Porém ele só queria me usar — eu acabei corando — bem de outra forma.

Kurama ao meu lado pareceu entender ao que me referia e eu senti seu Youki mudar, ele estava furioso — Se ele já não estivesse morto, eu o mataria agora! — ele murmurou zangado ao meu lado. Meu ombro já estava quase curado, por isso parei de curá-lo. — Mas, agora você já está bem, certo?

— Sim, obrigada por perguntar — eu disse dando um sorriso a ele. Escutei Inu-yasha se aproximar de nós juntamente com Kikyou e se sentando ao meu lado, com ela continuando em pé — Você está bem Inu-yasha?

Ele me olhou um pouco surpreso, mas assentiu — Porque você estava aqui? — ele perguntou quando pareceu se recuperar.

— Eu estava procurando vocês, quando eles me acharam primeiro — eu disse dando um sorriso singelo — Mas depois eu te conto direitinho, Sango está se aproximando — e apontei para onde eu já avistava a youkai gata que se aproximava com meus amigos.

Sango e Miroku desceram de Kirara, suas expressões eram sérias e eu sabia que eles não obtiveram êxito em sua perseguição. Só naquele momento, percebi que Shippou também havia ido com eles... Meu menino já estava crescendo e eu estava começando a ficar assustada com isso.

— Eles conseguiram fugir — Miroku murmurou um pouco irritado — Estávamos nos aproximando, não havia chance deles fugirem... — ele deu um suspiro — Mas youkais apareceram e uma energia maligna muito forte nos atingiu...

— E foi assim que eles conseguiram fugir — Sango disse cansada — Vamos voltar pro vilarejo agora?

— Eu não sei — Inu-yasha murmurou um pouco pensativo — Pela proximidade do dia, é melhor voltarmos — ele se levantou e me olhou — Vamos Kagome?

— Podem me dar um momento a sós com Kurama? — eu perguntei o olhando como se implorasse — Eu não vou demorar...

Inu-yasha me olhou sério, mas por fim assentiu — Estaremos te esperando mais a frente, por isso não demore muito — eu assenti e todos seguiram Inu-yasha, Sango me lançou me olhar sério e eu sabia que tinha que me explicar para ela, para eles... Mas no momento eu quero saber o que Kurama sabe.

Notas finais
Inu-yasha ainda acha que Kagome está mentindo, mas como eu disse em breve eles deixarão isso bem claro entre si. Próximo capítulo saí dia 30/03 (segunda) Bjos baby *m*