Notas iniciais
Yo baby's *-* Resolvi matar a curiosidade de vocês e adiantei o capítulo ♥ Obrigada a Sra N Taisho e a Dynn Smurféty por favoritarem a fic *-* Espero que o capítulo agrade u-u Boa leitura ;)

Pov’s Autora.

Um homem caminha no meio da floresta. Ele estava tranquilo em seu caminhar, andava de forma lenta e até um pouco preguiçosa, nem se importa se pode ser atacado, sabia que ninguém seria tolo o suficiente para isso. A floresta era iluminada parcialmente pelos raios de Sol que conseguiam adentrar as frondosas copas das grandes árvores do local e ela se encontrava estranhamente silenciosa, sendo audíveis somente os passos do youkai que seguia em seu caminho, mas nada ao redor chamava a atenção dele. Na verdade ele acha tudo isso uma perda de tempo, analisar as coisas a sua volta tentando encontrar beleza nelas. Coisas são feitas para serem destruídas e conquistadas!

Suas vestes recém trocadas e limpas eram de um tom chamativo de vermelho, o que quebrava um pouco a cor, era sua armadura preta que cobria todo seu peito e suas costas. A pele num tom rosado atraia a atenção por onde passava, seus cabelos curtos e pretos estavam levemente desalinhados pelo banho recém tomado e na verdade ele gostava deles dessa forma, raramente os penteava. Porém o que mais chamava atenção para o youkai eram seus olhos... Azuis como a água mais limpa e cristalina, e seu olhar era muito frio. Entretanto nada daquilo interessava para ele, ser bonito era só mais uma das armas que ele utilizava para conseguir aquilo o que queria. Não importando o método!

Ritsu é muito convencido... Ele já podia avistar o teto da cabana no meio da floresta, era para lá que ele seguia calmamente. Seu braço não havia se recuperado totalmente do ataque de Sesshoumaru ficando com duas cicatrizes por sua extensão. Tudo o que Ritsu queria neste momento era poder arrancar a cabeça de Sesshoumaru por tê-lo humilhado na frente de seu mestre! Seus olhos brilharam em amarelo e a árvore próxima se partiu caindo para o lado. Ele se concentrou novamente e seus olhos voltaram a ser azuis, e voltou a seguir para a cabana.

Quando Ritsu saiu do meio das árvores ele pode avistar a cabana. Ela estava em perfeito estado, afinal a cabana havia sido desocupada por Ritsu. Seu mestre estava sentado na varanda, observando as coisas ao seu redor. Ele parecia estar pensando em algo muito agradável, em vista que dava um leve sorriso. Um passarinho pousou em seu ombro, atraindo sua atenção para ele e Yokoyama o pegou na mão — Essas coisas são tão frágeis, não é mesmo? — e esmagou o passarinho com sua mão. Diferente da vez em que Kagome o viu, ele estava muito bem, já havia se recuperado da fuga de energia negativa que tinha o ferido. Ritsu somente assentiu para o seu mestre, a única pessoa que ele tinha medo. Muito medo.

— São frágeis assim como a escoria dos humanos — ele disse atraindo a atenção dos olhos negros para si. Ele jogou o cadáver do pássaro no chão e colocou uma das pernas apoiada no chão e apoiou a mão esquerda na coxa — Tenho notícias de que mais um vilarejo foi retirado de seus domínios...

— Como? — Yokoyama perguntou impaciente olhando para o chão, sua perna começou a balançar levemente — Foi o grupo de Kagome? — ele olhou novamente para Ritsu, seu olhar mais frio do que antes. Ritsu se sentiu intimidado, sabia que seu mestre andava irritado por estar perdendo o controle em ambos os sentidos, mas mesmo assim respondeu.

— Não Senhor... — ele disse fazendo com que Yokoyama franzisse o cenho e o instigasse a continuar com o olhar, Ritsu estava se sentindo cada vez mais intimidado — Foi Mizuki com aquela espada Worochi, parece que havia uma sacerdotisa neste vilarejo e Worochi a rastreou por ser o vilarejo mais próximo de onde estávamos antes, o youkai em comando tentou impedi-lo — Ritsu deu um leve suspiro antes de falar — Porém Mizuki o matou, fazendo com que os youkais voltassem ao normal e ele atacou o santuário que havia por lá...

— O pior erro que eu cometi foi ter mandado roubar aquela espada — Yokoyama disse pensativo, batendo o dedo indicador no queixo — Já o encontraram? — ele perguntou por fim, quando saiu de seus devaneios.

— O grupo de Kagome o matou — Ritsu disse atraindo a atenção de Yokoyama, ele pareceu levemente surpreso e ansioso — A espada foi atrás dela... — porém foi interrompido.

— Mizuki a feriu?! — ele perguntou rapidamente, fazendo Ritsu acenar negativamente no mesmo instante — Ufa, que bom... Aquela espada mata sacerdotisas Ritsu e Kagome é a minha sacerdotisa — ele passou a mão na testa retirando os fios de sua franja da frente em claro sinal de alivio — Mas me diga como ela está? Tens notícias?

— Kagome está bem senhor, só sei disso — Ritsu disse somente. Afinal ele não andava sondando Kagome como deveria, desde sua luta com Sesshoumaru ele tem buscado meios de se vingar.

— Ela não veio até mim novamente, como da vez no castelo de Daisuke — Yokoyama disse se levantando e caminhando na extensão da pequena varanda, de um lado para o outro — E eu a quero Ritsu, o mais rápido possível! — ele parou de andar e o olhou friamente, dando a ameaça em forma de olhar — Eu a quero para ontem! Ela tem que pertencer somente a mim e a mais nenhum outro! — Yokoyama desceu da varanda e se aproximou de Ritsu, o segurando pelos ombros e sacudindo levemente — Eu sinto que estou a perdendo, ela está se apaixonando Ritsu e não é por mim!

— Mas Senhor, ela nem o conhece de verdade — ele disse um pouco confuso — Como vai se apaixonar por Yokoyama? — O olhar que ele lançou a Ritsu o fez temer e se arrepender de ter dito tais palavras, porém Yokoyama lhe sorriu levemente e passou a garra por sua bochecha, lhe arrancando sangue.

— Por isso você vai trazê-la para mim Ritsu — ele disse sério e muito frio, fazendo com que Ritsu sentisse mais medo — Eu te dei poder para isso, você treinou durante dois anos para quando ela aparecesse novamente você conseguiria capturá-la sem feri-la — ele soltou Ritsu e deu dois passos para trás, dando um sorriso em seguida — Por isso trate uma nova maneira de trazê-la para cá e use isso — ele estendeu um fio de cabelo negro pertencente à Kagome — Faça uma barreira que somente ela conseguirá passar, os amigos dela não conseguirão passar dessa vez, a menos que eles tenham um fio do cabelo dela nas vestes... — e sorriu, como se o que tivesse acabado de dizer fosse piada.

— Sim Senhor, farei uma barreira somente para Kagome — Ritsu disse ao seu mestre, Yokoyama voltou a caminhar na direção da cabana, quando parou novamente.

— Outra coisa Ritsu, os youkais que você vai trazer, são somente para capturá-la — ele o olhou por cima do ombro, os olhos negros enigmáticos — Se eles machucarem Kagome, você será punido da pior maneira possível! Eu estarei observando de fora da barreira, na carruagem enfeitiça para estar imperceptível... — ele voltou a caminhar e Ritsu deu um suspiro. Não poderia falhar, pois dessa vez seria ele o punido e ele não queria receber a punição de seu mestre, ainda se lembrava da última.

Ele olhou para a sua mão, se perguntando de onde ele havia conseguido aquele fio de cabelo. Resolveu deixar isso para lá, não era de sua conta e voltou para dentro da cabana, precisava desenvolver uma barreira única para Kagome.

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Kagome já havia chegado ao vilarejo. Ela estava um pouco pensativa, se perguntando se pode ou não contar a Sesshoumaru o que Yokoyama quer... Afinal ela não quer envolver os amigos mais do que o necessário. Sango e Miroku estão muito bem, eles estão começando a falar sobre casamento, ela não quer estragar os planos deles levando mais um problema para eles, os obrigando a adiar seus planos. Inu-yasha e Kikyou também estão bem, e Kagome não quer mais se meter entre os dois. A melhor pessoa que pode a ajudar neste momento é o próprio Sesshoumaru.

Porém ela não quer mais envolver Sesshoumaru na vida dela, Kagome tem medo de criar laços tão profundos com ele, quanto criou com Inu-yasha e sofrer tudo novamente. Isso a deixava com as mãos atadas, porque da mesma forma que Sesshoumaru seria sua salvação, poderia vir a ser sua ruína. Shippou andava ao seu lado, cumprimentando todas as crianças que passavam por eles, como se no inicio da manhã ele não estivesse triste.

— Kagome podemos ir mais vezes brincar com a Rin? — Shippou perguntou enquanto caminhava.

— Não vejo problemas com isso — Kagome disse dirigindo um sorriso para o pequeno youkai. Ela estava inquieta desde que partiu da presença de Sesshoumaru, como se algo muito grave fosse acontecer. Shippou se despediu de Kagome seguindo para brincar com as crianças do vilarejo. Kagome voltou a seguir na direção que ia a principio. Seus sentimentos estavam ainda confusos em relação à Sesshoumaru e também tinha o pressentimento que a estava deixando mais aflita.

Ela já podia avistar a cabana que pertence a Kaede, e mesmo de longe ela podia avistar a pequena movimentação em frente à mesma, algo que estava atiçando a curiosidade dela, afinal estava claro que algo havia acontecido. Inu-yasha estava conversando com Miroku e o mesmo parecia muito irritado com algo.

— O que aconteceu? — Kagome perguntou assim que se aproximou dos amigos. Ambos olharam para ela, Inu-yasha de forma divertida e Miroku irritado. Kagome colocou sua espada apoiada à parede da cabana e os olhou inquisitiva.

— Miroku está irritado porque um dos aldeões deu em cima de Sango, praticamente na frente dele... — Inu-yasha disse achando graça, ao contrario de Miroku que pareceu ficar mais irritado com o deboche dele — Só esperou ele se afastar dela, e pronto.

— Não estou vendo graça! — ele disse um pouco alterado. Kagome achou graça do amigo, mas não fez nenhum comentário que pudesse piorar o humor dele — Como ele ousou dizer aquilo a ela?! Foi só eu me afastar um pouco e ele já se aproximou dela... Ele não sabe que ela já tem um noivo? Se Inu-yasha não me segura eu teria partido a cara dele ao meio! — Miroku gritava aos quatro ventos, e Kagome parecia achar cada vez mais graça. Entretanto ela decidiu não irritá-lo mais.

Quem diria que o grande mulherengo do Miroku iria se apaixonar dessa forma, a ponto de ter ciúmes de sua noiva! — Miroku, preste atenção em mim — Kagome disse chamando a atenção do amigo para ela, assim como a de Inu-yasha — Sango deu bola pro rapaz? — ele negou com a cabeça — Então não tem necessidade de você ficar com raiva, ela te ama e é louca por você!

— Eu sei, mas eu fico com medo dela perceber que eu não sou o cara certo para ela, e sentir insegurança por causa de como eu era antes de termos um relacionamento — Miroku disse um pouco mais calmo — Porém eu mudei, quero somente a ela.

— E ela sabe disso, por isso não fique irritado com uma coisa dessas — Kagome disse dando um sorriso ao amigo — Pense que ela o quer e que não te trocaria por qualquer um, afinal se ela o fizesse, não seria amor!

Miroku deu um sorriso e Inu-yasha deu um suspiro aliviado — Você poderia ter aparecido antes Kagome — Inu-yasha disse levemente irritado. Afinal segurar Miroku ali não foi nada fácil.

— Que isso, Miroku não ia fazer nada demais, não é mesmo? — Kagome perguntou o olhando seriamente. Miroku engoliu a seco e depois sorriu de forma nervosa, assentindo em seguida — Que bom.

Uma movimentação atraiu a atenção dos três, alguém se aproximava rapidamente. Era um aldeão que corria na direção deles, seu foco era Inu-yasha. Sua respiração estava ofegante e sua pele toda suada.

— Senhor Inu-yasha — ele disse quando parou para recuperar um pouco o fôlego — Enquanto eu vinha para cá eu vi um grupo de youkais próximos daqui, eles estão planejando atacar o vilarejo! — Inu-yasha e os outros ficaram surpresos com a noticia.

— Como você sabe disso? — Kagome perguntou olhando seriamente para o homem, afinal não tinha como ele ter fugido dos youkais. Aquilo estava estranho para ela. E mais ainda como eles não perceberam youkais próximos dali?

— Eles não me viram escondido lá! — ele disse olhando para ela de forma assustada — Eles virão atacar daqui dois dias, estão se preparando... Disseram algo como mais youkais a caminho... — ele pareceu pensar em algo, e logo voltou a falar — Eles disseram também algo sobre pegarem uma sacerdotisa, o mestre deles queria uma para o plano dele, algo assim — o aldeão disse pensativo.

No mesmo instante Kagome entendeu que se tratava de Yokoyama e que a tal sacerdotisa era ela, afinal ela ainda se lembrava do recado de Ritsu. — Kikyou — Inu-yasha murmurou preocupado, se esquecendo de que ela não era a única sacerdotisa ali, ainda havia Kagome e Kaede — Porque ele a quer?!

— Eu não sei — Miroku disse pensativo, ele estava cogitando a ideia de não ser Kikyou que ele queria e sim a Kagome, porém não disse nada — Precisamos investigar isso.

— Eu sei, vou atrás de Kikyou, preciso mantê-la por perto — Inu-yasha disse seguindo na direção do vilarejo, em busca de Kikyou. Miroku o imitou indo atrás de Sango. Kagome ficou ali olhando o aldeão seguir na direção da floresta de forma cambaleante, o que ela estranhou, porém não foi atrás dele seguindo para dentro da cabana, levando Joyeuse consigo.

O aldeão continuou caminhando floresta a dentro, parou assim que adentrou o suficiente na mesma, sua pele começou a borbulhar, se dissolvendo aos poucos, fazendo seu corpo e seus ossos desaparecer em seguida. Ritsu saiu de trás da árvore em que estava seus olhos ainda amarelos e deu um sorriso para o local onde deveria estar o corpo do aldeão que tinha feito tão bem seu papel de informante. Agora Kagome seguiria para onde ele quisesse afinal somente ela sentiria a presença dele, seus olhos voltaram a ser azuis, ele olhou mais uma vez na direção da cabana de Kaede e se virou. Voltou a seguir na direção do local onde estaria a aguardando.

Kagome estava com um mau pressentimento sobre aquele aviso, mas resolveu deixar para lá. Na verdade ela estava um pouco incomodada em relação à Inu-yasha, por um acaso ele se esquece que ela também é uma sacerdotisa? Por um acaso ele a acha tão insignificante que a sacerdotisa que Yokoyama quer não pode ser ela? Seu incomodo era tanto que ela nem conseguia pensar direito e chegou a ver um lado positivo nisso, afinal se algo acontecesse a ela, ninguém iria sofrer... Ledo engano esse pensamento. Todos iriam sentir... Uns mais que outros.

Sango adentrou a cabana com Miroku, ele parecia estar tranquilo, como se a cena de ciúmes que Kagome presenciou não houvesse ocorrido. Poucos segundos depois Inu-yasha também chegava com Kikyou, ela vinha com uma cesta de ervas — Vamos partir ainda hoje? — Sango perguntou quando ninguém se pronunciou. Ela e Miroku haviam se sentado, assim como Kagome. Kikyou colocou a cesta em cima da mesa e os olhou, esperando uma resposta.

— Não vejo problemas quanto a isso — Kagome disse segurando Joyeuse em sua bainha. Ela sentia uma grande massa de energia maligna — Já dá pra sentir a energia dos youkais próximos daqui, devemos agir logo, antes que mais cheguem... — Kagome disse e todos assentiram. Porém somente ela estava sentindo a energia deles, eles não estavam tão perto assim.

Nesse instante Kaede e Shippou adentram a cabana chamando a atenção dos outros, ambos acham estranha a arrumação dos presentes — O que houve? — Kaede perguntou.

— Vocês vão sair novamente? — Shippou perguntou se aproximando de Kagome.

— Sim meu pequeno — ela disse acariciando os fios ruivos — Porém você não irá conosco, vai ficar aqui com a vovó Kaede — Kagome o olhou séria e não sorriu quando terminou. Shippou mesmo chateado assentiu, afinal se Kagome não queria levá-lo poderia ser algo muito sério.

E perigoso.

— Vamos sair sim velhota — Inu-yasha disse a olhando de forma indiferente — O tal de Yokoyama está atrás de uma sacerdotisa e está próximo daqui para capturar alguma, por isso vamos impedi-lo antes que ele ataque o vilarejo! — Inu-yasha estava certo de que era a Kikyou que eles queriam.

— Tudo bem — Kaede disse quando compreendeu a situação.

Todos se levantaram e se arrumaram para saírem em busca destes youkais. Kagome não queria deixar Shippou, porém era necessário. Se eles estavam atrás de alguma sacerdotisa, essa com certeza era ela. Assim como Ritsu já havia a avisado.

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Não muito longe dali, uma pequena menininha corria atrás de seu tutor. Ela havia encontrado próximo da cabana o ioiô que pertence a Shippou, pensou em no mesmo instante devolvê-lo, afinal ela ficaria muito triste se perdesse o ursinho que Kagome deu a ela, seu primeiro presente! E o mais precioso também.

— Senhor Sesshoumaru — ela disse quando o encontrou na parte de trás da cabana. O mesmo estava pensando em tudo o que aconteceu entre ele e Kagome e tentava encontrar uma solução quando escutou o chamado de Rin, ele abriu um dos olhos e viu a pequena parada a sua frente — Pode me levar até o vilarejo da mana Kagome? — ela perguntou envergonhada.

— Porque deseja ir lá? — Sesshoumaru perguntou indiferente, porém ele sabia que se Rin veio até ele, era algo importante para ela.

— Quero devolver o ioiô do Shippou — ela disse mostrando a peça a ele, Sesshoumaru revirou os olhos e se levantou. Iria atender ao pedido dela.

— Somente desta vez, Rin — ele disse passando a andar em direção ao vilarejo, afinal o mesmo não ficava tão distante assim. E também, não era como se o vilarejo fosse sair de lá, não era necessário pressa.

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Ritsu estava terminando de preparar a emboscada que serviria para capturar Kagome, porém ele havia convocado mais youkais do que o necessário e não tinha como mandá-los embora, mas ele sabia que ela não viria sozinha e precisava de uma distração para manter os amigos dela longe dele, quando ele fosse levá-la.

— Ritsu — Yokoyama chamou a atenção dele adentrando a pequena cabana que estava anteriormente, ele já havia a desocupado para atrair Kagome até ali. Yokoyama tinha um fio de cabelo da Kagome com ele, o outro estava com Ritsu — já está tudo pronto?

— Sim, Senhor Yokoyama — ele disse se virando para o mestre, o mesmo usava sua armadura. Ele nunca a tirava nem mesmo quando ele não ia participar de uma luta — Kagome já foi atraída para esse local, e daqui a pouco ela estará aqui.

— Ok, eu estarei na carruagem enfeitiçada e lembre-se, se algum deles a ferir gravemente, você quem será punido — os olhos negros estavam mais frios do que de costume — eu estarei observando a tudo, não será desta vez que eu me apresentarei a ela... Porém aguardarei ansioso o momento de nosso encontro quando você a levar até onde eu estou.

Ritsu ficou apreensivo, mas mesmo assim assentiu ao mestre — Kagome não será ferida, pelo menos não gravemente, afinal duvido que ela se renda sem lutar — Yokoyama o olhou e Ritsu sentiu como se ele fosse decapitado — Me perdoe — ele disse abaixando a cabeça.

— Lembre-se, eu estarei olhando, e não será a morte sua punição... Afinal morrer é fácil demais, indolor demais — e se virou em direção à saída da cabana. Ritsu pedia aos céus que Kagome não tentasse lutar, pois se ela o fizesse sabia que os youkais não ficariam parados e se eles a ferissem, ele seria o culpado.

Voltou a prestar atenção no encantamento, fazendo assim a barreira ser erguida, para que somente Kagome adentrasse a mesma. Seguiu para a varanda da cabana e se sentou, olhando a quantidade de youkais que estavam ali e pensando na quantidade maior que estava do lado de fora... Nada poderia dar errado. Levantou-se e seguiu para próximo de onde Kagome possivelmente apareceria afinal somente ela poderia ver e ouvi-lo dentro da barreira.

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O grupo de Kagome já se aproximava de onde estava a energia maligna, alguns youkais já podiam ser vistos e o grupo já estava em alerta, porém não temiam uma emboscada. Inu-yasha carregava Kikyou em suas costas, a mesma havia se negado a ficar alegando que seria de grande ajuda se necessário, Sango e Miroku seguiam em Kirara como de costume, ambos alertas as coisas a sua volta e Kagome vinha correndo, com sua aljava com o arco e sua espada presa a cintura, deixou sua mochila no vilarejo. Ela poderia atrapalhar numa hora como essa.

— Já fomos percebidos — Miroku disse quando viu uma flecha ser lançada contra ele e Sango, que foi defendida com o Osso Voador.

— Parece que já vamos à ação! — Inu-yasha colocou Kikyou no chão e sacou a Tessaiga, partindo para o ataque.

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Sesshoumaru se aproximava do vilarejo e estranhou não sentir o youki, nem o cheiro de Inu-yasha, porém resolveu deixar isso para lá afinal o cheiro de Kagome ele ainda era capaz de sentir. Rin o guiava na direção da cabana da senhora Kaede e corria um pouco mais a frente, mas não era necessário que ela o guiasse, o cheiro de Kagome o levaria até o local certo.

Rin parou a frente de uma cabana e bateu palmas, chamando pelo nome do youkai raposa. Poucos segundos ele saiu da cabana e pareceu surpreso em vê-la ali, olhando para Sesshoumaru em seguida.

— O que fazem aqui? — ele perguntou levemente confuso, o que fiz Rin dar um leve sorriso.

— Você esqueceu algo lá na cabana — ela disse estendendo a ele o que segurava.

Shippou pegou o objeto e sorriu para o mesmo — Obrigado Rin, isso é muito importante para mim! — ele disse a olhando.

— Porque a mana Kagome não saiu para me ver? — Rin perguntou um pouco chateada, achou que Kagome seria a primeira a sair para vê-la — Por um acaso ela já cansou de minha presença?

Shippou deu um leve sorriso, mas o mesmo logo sumiu. Coisa que não passou despercebida por Sesshoumaru — Não é nada disso sua boba — ele a olhou dando um suspiro — Kagome não está aqui... — o mesmo foi interrompido.

— E onde está? — Sesshoumaru não conseguiu conter a pergunta.

— Eles foram atrás de uns youkais que estão próximos daqui e desejam atacar o vilarejo — Shippou começou a explicar a eles — Saíram há um tempo. Kagome não me deixou ir e pediu para que eu cuidasse da mochila dela...

— Rin, fique aqui — Sesshoumaru disse atraindo a atenção das crianças para ele — irei averiguar a situação.

— Tá — ela disse dando um sorriso para ele, que se virou e passou a andar na direção em que sentia a presença muito grande de youkais. Sesshoumaru estava levemente irritado, pois achava que Kagome realmente estava ali.

— Acha que ele vai atrás da Kagome? — Shippou perguntou a Rin, que olhava na mesma direção que ele.

— Ele vai... Senhor Sesshoumaru se importa bastante com a mana Kagome, apesar de não parecer — Rin disse dando um sorriso, o sonho dela de ter uma mãe e um pai poderia finalmente se realizar!

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A batalha estava intensa. Porém o grupo de Kagome estava se saindo muito bem, muitos dos youkais já haviam sido derrotados e logo os que restavam seriam também. Ninguém havia sido ferido, pois os youkais eram muito fracos. Kagome estava mais afastada dos outros e logo sentiu a presença de Ritsu no seu lado direito. Ela o olhou com a visão periférica, e viu o momento em que ele saiu de trás de uma árvore.

— Olá Kagome — Ritsu disse dando um sorriso de canto e a observando. Kagome se virou de frente para ele e esperou o mesmo se aproximar, o que não aconteceu. Ritsu ficou a encarando esperando ela o atacar ou se aproximar, mas isso não ocorreu. Ele teria que atraí-la então, que fosse da forma divertida — Bom, já vou — e passou a correr floresta a dentro. Se ela não veio por si só, ele a atrairia até onde ela deveria ir. Longe dos amigos.

— Inu-yasha! — Kagome o gritou tentando chamar a atenção dele para ela, o mesmo há olhou um pouco confuso enquanto derrubava um youkai, ela também usou uma flecha para derrubar um que ia atacá-la — Irei seguir Ritsu, ele foi por ali, quando der me sigam — e correu na direção em que ele foi, não esperando o mesmo responder.

— Kagome espere! — Inu-yasha gritou quando percebeu que ela sumiu de sua vista, ele percebeu que era uma barreira e tentou ultrapassá-la falhando em seguida, pois foi arremessado contra o chão — Miroku, Kagome entrou na barreira! — Inu-yasha usou a Tessaiga Vermelha, porém a mesma não surtiu efeito. Miroku se aproximou de Inu-yasha.

— Vai ajudar a Sango, vou tentar desfazer a mesma — Miroku começou a tentar desfazer a barreira enquanto Inu-yasha terminava de exterminar a todos os youkais com a Onda Explosiva. Kikyou se aproximou de Miroku, mas não tão perto, ainda se sentia excluída quanto a eles. Ela analisava a barreira de longe.

Logo Inu-yasha e Sango também se aproximaram de Miroku. O mesmo estava a usar os seus amuletos e seu bastão, mas nada surtia efeito. — Impossível, essa barreira é muito poderosa! Não consigo desfazê-la e muito menos atravessá-la — Miroku se sentia impotente.

— O que Kagome disse antes de entrar nela, Inu-yasha? — Kikyou perguntou se aproximando da barreira e a tocando, nem mesmo ela seria capaz de desfazê-la ou de atravessá-la. O que se resumia que a barreira havia sido feito por alguém muito poderoso e exclusivamente para Kagome. Mesmo elas sendo parecidas, Kikyou não poderia passar.

— Que ela viu Ritsu e que iria atrás dele — Inu-yasha respondeu levemente confuso a pergunta de Kikyou. Ele a olhava analisar a barreira, e nem mesmo ela conseguia atravessar, ela pegou seu arco e uma única flecha atirando contra a barreira, mas foi como se nada tivesse sido atirado contra ela. Isso estava o deixando um pouco assustado, afinal não havia barreira que Kikyou não conseguisse destruir.

— É a Kagome a sacerdotisa que eles querem, — Kikyou disse os olhando e viu o espanto em suas faces, Miroku praguejou mentalmente por não ter comentado seu pensamento a tempo! — afinal somente ela pode atravessar essa barreira.

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Kagome seguia por entre as árvores em busca de Ritsu correndo o mais rápido que o terreno irregular permitia, por ter demorado a segui-lo o mesmo havia tomado uma boa dianteira. Ela adentrava cada vez mais a floresta, buscando qualquer som, qualquer coisa que pudesse levar até ele, quando o avistou ao longe, em frente a uma cabana. Ela estava em alerta total, afinal ela sabia que ele não estaria ali sozinho.

— Olá novamente Kagome — Ritsu disse dando um sorriso de canto e dando dois passos à frente — Agora poderemos ficar mais a vontade...

— Não quero ficar a vontade com você — Kagome disse sacando Joyeuse a entrando em forma de ataque, ela sabia que não podia dar trela a Ritsu, ainda se lembrava da ultima vez que o enfrentou sozinha — Não quero nem saber o porquê de você estar por aqui.

— Não precisa ficar tão arisca comigo, querida — Ritsu disse colocando a mão no peito como se estivesse ofendido — Porém eu te avisei que meu mestre desejava você, e o que você fez? — ele a olhou sério, deixando de lado a graça — Me ignorou e não fez o que eu te avisei, por isso tive que agir de outra forma, eu também recebo cobrança.

— Não me interessa saber da sua relação de subordinado e patrão — Kagome disse o olhando friamente, apoiando a ponta de Joyeuse no chão — Eu não irei com você de livre e espontânea vontade Ritsu, eu acho que te disse isso da primeira vez e se não disse, digo agora — Kagome o olhou de forma debochada e ele se irritou, não era para ser assim ela tinha que vir com ele pacificamente! — Por isso, vamos à ação — e ela atacou com o Círculo Mortal.

Ritsu desviou do ataque dela, porém com a investida de Kagome os outros youkais se aproximaram para defendê-lo. Alguns partiram pra cima dela de uma vez, e ela a muito custo conseguiu se defender.

— Esperem — Ritsu disse os fazendo parar no mesmo instante — Você não está cooperando Kagome e eu não estou sozinho, como você acabou de perceber — ele a olhou com pesar — Porém você está sozinha, seus amigos não conseguirão passar a barreira que eu fiz pra você e você não vai conseguir fugir daqui — e sorriu, um sorriso que se visto de longe parecia ser doce... — Por isso, seja boazinha e vamos comigo...

— Não irei com você, nem que eu morra! — Kagome disse atacando com o Lâmina Estelar Purificadora os youkais próximos dali. E como uma reação em cadeia eles a atacaram de volta, muitos estavam com espadas, mas havia dois que estavam com arcos, e foi um deles que acertou Kagome na coxa.

No mesmo instante Ritsu olhou para cima e ele viu que seu mestre não estava nada contente com aquilo, e ele soube naquele momento que sua punição já seria reservada. Kagome retirou a flecha da coxa dela de uma vez e sentiu muita dor, mas não era hora de parar. Mal havia começado! O sangue começou a escorrer e junto a ele um líquido roxo, que Kagome não percebeu.

Ela se abaixou e pegou um dos tacapes que estava próximo dela e atirou na direção de Ritsu que foi acertado em cheio no peito por estar olhando para cima. Outro youkai se aproximou por trás e acertou Kagome no ombro esquerdo em cheio, fazendo um corte um pouco fundo, como da outra vez o youkai caiu sem vida. Yokoyama já havia percebido que Ritsu tinha perdido o controle da situação e muitos dos youkais não estavam no controle dele, por isso ele não poderia matar a todos, sorte aquele estar em seu comando.

Ela correu na direção de Ritsu e lhe fez um ataque direto, muito rápido ele fez surgir seu bastão se defendo do ataque dela. Ela ia avançar novamente quando Ritsu conseguiu fugir e os youkais foram pra cima dela. Kagome estava tendo muito trabalho, ela pegou seu arco e passou a atirar flechas nos youkais que estavam muito próximos, porém ela sabia que estaria perdida. Logo ela cansaria e suas flechas acabariam; e seria nesse momento que seria declarada sua derrota.

Mas até lá, ela lutaria com todas as suas forças. Ritsu estava um pouco assustado e tentava ajudar a Kagome como podia, mas ela precisava ser vencida – não morta – para ele conseguir levá-la. Entretanto ela estava tão empenhada em se salvar que Ritsu sabia que Kagome sairia dali muito ferida. Os youkais partiam para o ataque em duplas ou em trios, o que há deixava um pouco sobrecarregada.

Ela pegou Joyeuse do chão quando se esquivou do ataque de um ogro e atacou com o Dragão Real – ela já havia aprendido a controlá-lo -, ele saiu arrastando os youkais como se os devorasse. Por estar prestando atenção no ataque ela não percebeu uma besta se aproximando, ele a segurou pelos cabelos e a arremessa com força contra o chão, a fazendo bater com as costas sobre ele. Com o impacto Kagome sentiu todo seu corpo protestar, ela deixou sua energia espiritual fluir por seu corpo e quando ele a puxou novamente pelos cabelos, ela conseguiu tocar-lhe o braço, o desintegrando no mesmo instante. Depois o tocou no peito o fazendo ser purificado por completo e desaparecer.

Ela estava com sua roupa de sacerdotisa imunda de terra e de sangue, seu corpo continha vários arranhões e ferimentos mais graves, porém ela não podia desistir. Ainda havia mais uns vinte youkais por ali, mais Ritsu que se mantinha de fora e longe dela, somente observando a tudo. Um youkai besta partiu pra cima dela, pela proximidade ela teria que defender com Joyeuse, e foi quando aconteceu... Com as pancadas repetidas do tacape em sua lâmina, Joyeuse não aguentou e se partiu. A cena aconteceu como câmera lenta diante os olhos de Kagome e quando o youkai a acertou novamente, foi em cheio na boca do estômago, o que a fez vomitar e em seguida cuspir sangue. O youkai aproveitou que Kagome estava curvada e levantou o tacape a cima de sua cabeça para esmagá-la, porém Ritsu agiu e o fez explodir antes que ele a ferisse mais. A sujando de sangue, como se ela já não estivesse imunda.

Kagome estava tendo dificuldade em respirar e caiu ajoelhada no chão, porém a dor que ela sentia pela perda de sua companheira era maior do que a dor física. Ela segurava com muita força o cabo do que um dia foi sua Joyeuse, lhe dada com tanto carinho por Takeo e Fujimoto; e começou a chorar. Um choro repleto de dor, um grito escapou durante seu choro, demonstrando aquilo que sentia. Ela levantou o olhar para Ritsu, o olhando com todo o ódio que estava sentindo e se forçou a ficar de pé, mesmo com seu corpo protestando e se dirigiu a Ritsu.

— Você vai se arrepender de ter quebrado minha espada — ela olhava para Ritsu e não para nenhum outro youkai. Se Joyeuse foi quebrada, a culpa era de Ritsu. Sua raiva era tanta que seu poder estava ficando descontrolado e ela não conseguia – e nem queria — o manter preso como sempre. Seu corpo passou a ser envolvido pela energia lilás, os cabelos dela começaram a levantar levemente e seus olhos assumiam o tom prateado. Ritsu estava um pouco assustado com o descontrole e a grande energia de Kagome. Sabia que ela era forte – como Yokoyama disse – mas não pensou que fosse tamanho poder!

Os youkais que estavam próximos a ela foram purificados instantaneamente e os outros estavam com medo de se aproximar de Kagome, sabiam que ia acontecer o mesmo com eles. O que restou de Joyeuse em sua mão começou a entrar em ressonância com o poder descontrolado de Kagome e ela começou a brilhar, como se quisesse seu desejo de vingança e de proteger sua mestra Joyeuse começou a mudar, assumindo a forma de uma lança, grande, mas com uma lâmina ainda partida.

Essa sua transformação só seria possível se um dia ela se partisse, porém Kagome não sabia dessa condição. Fujimoto não a contou, pois queria que ela descobrisse por si só, afinal ela precisaria ter uma forte ligação com sua espada vinda do coração. Sugando um pouco mais do poder espiritual de sua mestra Joyeuse se recuperou por completo, consertando sua lâmina – de forma momentânea. Kagome sabia disso, que logo ela voltaria a sua forma original, agora quebrada, mas enquanto Joyeuse quisesse protegê-la, ela iria lutar.

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Sesshoumaru se aproximava de onde estavam Inu-yasha e os outros, ao longe ele podia ver um brilho vermelho insistente e estava levemente curioso do que poderia vir a ser. Ele se lembrava de já ter visto esse tom vermelho em algum lugar. Quando ele chegou onde o grupo estava percebeu que se tratava de Inu-yasha atacando insistentemente uma barreira que havia por ali, ele passou os olhos por todos os presentes e percebeu que faltava uma pessoa, justo a que ele procurava. Vários youkais estavam mortos pelo local, mas eles não pareciam ligar, estavam mais aflitos do que qualquer outra coisa.

— Vamos, barreira idiota! — Inu-yasha gritava para a mesma — Vamos, se desfaça!

— Inu-yasha, já chega! — Sango disse se aproximando dele, ela queria salvar a amiga, porém ela sabia que aquilo seria inútil! — Você já percebeu que já tem algum tempo que está tentando e não consegue! Seja o que for que estiver acontecendo Kagome está sozinha lá! — ela estava muito nervosa e preocupada com sua amiga — Se nem Kikyou consegue passar, a barreira foi feita unicamente para ela, a menos que tenhamos algo dela não conseguiremos passar! Entenda logo!

— Onde está a humana? — Sesshoumaru perguntou para eles perceberem sua presença. E também ele queria saber o que havia acontecido com ela.

— Presa com Ritsu dentro desta barreira — Miroku o respondeu, um pouco surpreso por ver Sesshoumaru ali. Não entendia o porquê de ele estar ali, mas desconfiava que o motivo fosse Kagome...

— O que faz aqui Sesshoumaru? — Inu-yasha perguntou irritado, afinal ele não era nada de Kagome. Pelo menos até onde ele soubesse.

— Onde está a barreira? — Sesshoumaru perguntou ignorando Inu-yasha e se dirigindo a Sango. Ele sabia que ela o responderia com sinceridade.

— Ali, porém... — ela o olhou como se suplicasse para que ele a ajudasse — Só a Kagome conseguiu passar, a menos que tenhamos algo dela, não conseguiremos passar — ela se aproximou de Sesshoumaru para poder cochichar algo que somente ele conseguisse escutar, o que chamou a atenção dos outros, porém nem Sango, nem Sesshoumaru se importaram — Eu sei do que aconteceu entre vocês — ele a olhou com uma sobrancelha arqueada e Sango se sentiu intimidada, mas mesmo assim continuou — Por isso, pode ser que haja algum fio de cabelo dela em sua estola... Ela ficou alguns dias a sós com você e ela pode ter penteado o cabelo perto dela ou não sei... — ela estava um pouco agitada, sabia que havia uma chance de Kagome ter deixado algum fio de cabelo ali, era mínima, porém era a única coisa que tinham no momento...

Sesshoumaru entendeu o que a humana quis dizer e assentiu. Se havia alguma possibilidade ele tentaria, e era provável que houvesse um fio de cabelo perdido por ali. Sesshoumaru passou a caminhar na direção da barreira quando Sango segurou em seu braço, o fazendo parar.

— Eu irei com você — ela disse pegando o Osso Voador que estava jogado ao lado de Miroku, lhe dando um leve selinho no processo e se aproximando do youkai novamente.

— Aonde você vai Sango, não passamos pela barreira — Inu-yasha disse confuso.

— Vamos salvar a Kagome — e segurando no kimono de Sesshoumaru eles passaram juntos na barreira, deixando os outros surpresos e intrigados.

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Kagome estava muito machucada, sua respiração estava irregular e sua visão ficando um pouco turva, porém ela ainda tinha mais alguns poucos youkais para vencer, dentre eles Ritsu. Suas vestes estavam rasgadas em vários locais diferentes assim como seu corpo. Cada arranhão latejava causando cada vez mais dor a ela, porém ela não ligava só queria sair dali com seus amigos e não levada pelo inimigo. Seu poder havia diminuído consideravelmente em vista que a nova arma sugava mais do que antes para se manter inteira. Mas Kagome não se importava com isso.

Entretanto ela sabia que para sair dali precisaria vencer de Ritsu e sozinha, no fundo ela sabia que não poderia sozinha contra ele, ainda mais cansada como estava. Ritsu sabia que estava encrencado, ele sentia a fúria de seu mestre por Kagome estar tão machucada, quase morrendo de tanto cansaço. Mas ele nada poderia fazer, foi o caminho que ela escolheu. Ritsu só pedia aos céus que seu mestre o deixasse vivo, para que pudesse ir atrás dela novamente e tentar consertar as coisas...

Kagome se desapoiou de sua lança e partiu pra cima de mais um youkai o derrotando com um pouco de dificuldade. Seu corpo estava cansado e ela sabia que em breve iria desmaiar, mas ela não queria isso. Kagome queria voltar para a aldeia e aprender mais com Kaede, brincar com Shippou, visitar Rin como sempre fora e até mesmo implicar com Sesshoumaru tentando causar alguma emoção diferente nele. Brigar com Inu-yasha por ser tão idiota, e rir de alguma coisa que Miroku falasse e deixasse Sango irritada... Queria ir visitar o bebê de Kouga que já devia estar quase andando... Se sentir protegida quando estivesse com Takeo e seu mestre... Era essa a sua força que a mantinha em pé, porém a mesma estava se esvaindo aos poucos.

Os youkais nem se aproximavam mais dela, a achavam fraca e inofensiva, mesmo ela empunhando uma poderosa arma. Achavam-na incapaz de vencê-los... Kagome achou graça da situação e acabou caindo ajoelhada, sem forças, ainda apoiada a sua lança. Estava acabado ali... Todo seu esforço em vão... E foi quando ele apareceu a sua frente – de costas para ela — e ela escutou o som familiar do Osso Voador de Sango. Ela viu os youkais serem partidos ao meio e restar somente Ritsu.

— Não sei como conseguiram passar por minha barreira, mas não haverá uma segunda vez — Ritsu disse adentrando a cabana e fugindo pelos fundos da mesma. Ritsu não poderia enfrentá-lo novamente, ainda mais quando seu objetivo não era sua vingança. Yokoyama também saiu dali, seguindo Ritsu para puni-lo devidamente. Sesshoumaru cogitou segui-lo, mas ele sabia que Kagome estava debilitada demais e que a exterminadora não conseguiria levá-la sozinha. Quando ele se virou ele viu Kagome chorando copiosamente, segurando o que um dia foi sua espada. Joyeuse deixou sua transformação quando percebeu que Kagome estaria segura novamente e voltou a ser o pedaço de uma espada.

— Kagome, vamos consertá-la, não se preocupe — Sango disse afagando os fios negros, tentando acalmá-la. Kagome estava muito agitada e não parava de repetir “minha espada”. Sango estava abaixada envolvendo Kagome de qualquer jeito, pois Kagome estava muito triste e machucada. Sango temia feri-la mais.

— Não vão, Takeo disse que ela é única e não existe outra igual, só ele vai poder arrumá-la — Kagome disse fracamente, sua voz ia ficando cada vez mais fraca, assim como sua vista. Seu choro estava ficando mais fraco também, mas não havia parado ainda. Sesshoumaru se aproximou e Sango se afastou, ficando em pé ao lado de Kagome. Ele se abaixou na frente dela, ficando próximo do rosto dela e ela o olhou ainda chorosa, mas mesmo assim deu um leve sorriso — Obrigada por ter vindo... — ela disse lhe dando um leve raspar de lábios e seu cansaço a venceu nesse instante, seu corpo iria se chocar contra o chão se Sesshoumaru não houvesse a segurado. Ele não se importou da exterminadora presenciar esse momento entre eles, afinal ela já tinha conhecimento do que havia acontecido na cabana.

— Ela está muito ferida Sesshoumaru — Sango disse quando pegou a outra parte da lâmina de Joyeuse e o cabo que Kagome havia soltado quando desmaiou.

— A humana é forte, — ele disse quando a pegou do chão, Sango pegou o arco e a aljava de Kagome, prendeu seu osso voador como sempre e levava as coisas de Kagome nas mãos — ela vai sair bem dessa. — Sesshoumaru disse essas palavras, mas parecia que ele as dizia mais a si mesmo do que para a exterminadora. Ele ainda se lembrava da sensação que teve quando viu Kagome pela ultima vez, deveria ter dado razão ao seu instinto.

— Kagome tem sorte de ter encontrado alguém como você Sesshoumaru — Sango disse atraindo a atenção do youkai para ela — Eu não a via feliz assim há muito tempo... Espero que não se importe dela ter me contado, eu não contei a ninguém, nem mesmo a Miroku — ela disse se explicando e um pouco agitada, de certa forma Sango sentia um pouco de medo de Sesshoumaru.

— Hm — foi tudo o que ele disse, mas não se importava. Na verdade ele ficou satisfeito de Kagome ter contado a alguém, o fazia entender que ela – de certa forma – se importava com o que aconteceu entre eles, e que não era somente uma coisa qualquer como ela fazia parecer.

Ele olhou para a mulher que estava adormecida em seus braços e se irritou afinal quem poderia feri-la desta maneira? Sesshoumaru neste momento tinha certeza de o que Kagome queria contar a ele, tinha a ver com Yokoyama e ele não iria descansar enquanto não soubesse do que se tratava. Kagome era a pessoa que havia se aproximado lentamente dele e em algum momento passou a ganhar seu pensamento e seu afeto. Kagome confiou nele e se entregou a ele, o que a tornava dele, única e exclusivamente dele! Não perdoaria quem ousasse feri-la!

Eles seguiram na direção dos amigos dela, e todos ficaram muito alarmados com o estado em que Kagome se encontrava. Voltaram às pressas para o vilarejo, pois Kagome precisava de cuidados urgentes. Inu-yasha decidiu deixar para lá esse assunto, afinal se existisse algo entre Kagome e Sesshoumaru ele nada poderia fazer, ele já estava com Kikyou e também, o mesmo prometeu a ela que seria somente o amigo dela e isso não era um assunto que ele pudesse se envolver sem que ela falasse. Kagome continuava desacordada nos braços de Sesshoumaru e sua respiração estava fraca, ele seguia a frente, correndo mais rápido do que os outros. Ele tinha pressa em salvar Kagome.

Quando chegou ao vilarejo Sesshoumaru esperou aos outros, ainda era de madrugada e não queria invadir a cabana da Kaede. Rapidamente os outros chegaram e Sango correu na direção de Sesshoumaru o guiando até a cabana de Kaede, os três adentraram a cabana, as crianças dormiam tranquilamente ali, o que todos acharam muito bom, afinal eles amam a Kagome e ficariam muito mal caso a vissem nesse estado. Kaede – que estava acordada os aguardando – levantou-se rapidamente e mostrou a Sesshoumaru onde colocar Kagome. Ele a deitou na cama que havia por ali e se retirou, assim como os outros rapazes, ficando somente as mulheres para ajudar Kaede.

Sesshoumaru se sentou perto do lago que havia por ali e se pôs a esperar. Observava a grande lua cheia que estava no céu e nem sabia ao certo o que pensar somente que ele queria que Kagome estivesse bem.

Este Sesshoumaru sabia que algo iria acontecer, pois quando Kagome partiu a sensação que eu tive foi como se eu nunca mais fosse vê-la e realmente se este Sesshoumaru demorasse mais um pouco, nunca mais teria um sorriso doce dirigido a ele e nem mesmo um olhar avaliativo... Ah, humana, o que você fez a este Sesshoumaru?!

Notas finais
Bom, foi isso aí u-u Nesse capítulo tivemos Ritsu zueiro e do mal :/ Mas mesmo assim ainda o amo ♥ Conhecemos um pouco de Yokoyama, mesmo eu não tendo mostrado com clareza, ele existe, viram? Em breve o mostrarei mais, daqui pra frente ele aparecerá com mais frequência ♥ O próximo saí dia 07/07 Bjos baby *m*