"Nossa...”

Shigeru estava vestindo uma camiseta bege, frouxa, de malha, com umas estampas, e um short de um tecido fino como a seda, azul-escuro.

Reparou naquelas pernas... fortinhas até. Reparou mais em cima... reparou que estava reparando explicitamente demais...

– Tô bonito? – perguntou num tom enigmático.

– Uhum...

Satisfeito com a resposta, foi até o interruptor, girou o botão até a luz ficar bem fraca, depois aproximou-se. Satoshi seguiu tudo com os olhos, sentado à beira da cama, estático, até que o outro parou diante dele e afagou-lhe os cabelos com as duas mãos, erguendo seu rosto. Olharam-se, Shigeru sorriu...

...mesmo com a pouca luz, viu o nervosismo no semblante de seu “amigo”. Não era pouco.

Curvou-se e beijou-o calidamente. Depois tornou a ficar ereto, sem deixar de olhá-lo...

– Não precisamos fazer nada, Satoshi... relaxa...

Puxou-o devagar pra junto de seu corpo, e Satoshi respondeu, abraçando-se às suas pernas, a cabeça apoiada em sua cintura.

Satoshi sentia-se um pouco envergonhado. Sabia que Shigeru seria incapaz de cobrar-lhe algo, mas ele mesmo se cobrava. Queria ter menos medo, tomar alguma atitude, porque vontade não faltava.... talvez faltasse coragem e....

... e... assim, abraçado às pernas dele, começou a pensar meio diferente... conforme suas mãos sentiam melhor a carne daquelas coxas, daquelas nádegas.... tecido agradável aquele, porque podia-se sentir perfeitamente as formas por debaixo dele. Foi inevitável, pois ao abraçar suas pernas, as mãos foram se apoiar atrás... primeiro na cintura, depois, sem querer, deslizaram...

Os hormônios, que estavam meio entorpecidos pelo nervosismo, começaram a circular de novo, aos poucos. Não foi proposital ter pousado as mãos naquela bunda, mas também não conseguiu tirá-las de lá. Ao contrário, sentiu-se confiante o suficiente pra passear as mãos por ela, devagar, enquanto reerguia o rosto.

Shigeru observava sem interferir. Era melhor deixar que Satoshi se soltasse sozinho, para que pudesse ter certeza do que fazia. E tinha seus próprios medos, claro. Aquilo era novo pra ele também.

Limitou-se a continuar afagando os cabelos do garoto que agora fazia-lhe um “trabalho de reconhecimento”.

Uma mão deslizou para uma de suas coxas, entrando em contato direto com a pele. Deu arrepios, em ambos. Satoshi sentiu vontade de arranhar de leve. E assim fez. Depois a outra mão também veio para as coxas e começaram a se mover mais rápido. Os hormônios começavam a agir com mais força... corria os dedos de cima pra baixo nas pernas de seu companheiro, voltando para suas nádegas vez por outra, apertando...

Aquela pele era tão boa, tão cheirosa, e o fato de pertencer a Shigeru dava tanto magnetismo ao ato de tocá-la... Por alguns momentos estava esquecendo a timidez e queria mais.

Subiu as mãos pelas coxas, massageou-lhe a barriga. Ao descer tocou de leve o membro que já se avolumava por baixo do short... parou um instante aí.... deslizou os dedos pelos contornos de sua virilha... Shigeru fechou os olhos...

Satoshi tinha consciência de como estava ousando, de como aquele impulso o tomara de repente pelo simples fato de ter se aproximado mais daquela pele fresca. Tinha medo ainda, mas a vontade de tocar, apertar, sentir... era maior, maior que ele. Maior que qualquer tipo de razão... estava com o raciocínio nublado. Quente e crescentemente insatisfeito.

Afoito, levantou o tecido até onde pôde para revelar mais daquelas coxas. Incontido, colou seu rosto e lambeu aquela carne branca nervosamente. Começou bem pelas beiradas e foi se aproximando, pouco a pouco, do centro.

Enfiou os dedos por debaixo do tecido e novamente percorreu os contornos daquela virilha, dessa vez em contato direto. Ouviu um suspiro, acendeu mais. Ergueu o tecido pra revelar mais daquela área tão sugestiva... Olhou com atenção sob aquela meia luz... passou os dedos mais devagar... sentiu-lhe os pêlos pubianos. Passou a língua naquela parte tão peculiar da pele, áspera e ao mesmo tempo excitante.

Enquanto percorria as beiradas suas mãos já apalpavam o volume principal...

Foi então que Shigeru, não podendo mais se conter, tomou a primeira atitude.

Afastou o rosto de Satoshi por um instante e desceu o short com as duas mãos, até os joelhos. Aguardou uma reação do outro. Esse, após uns segundos de hipnose, tocou aquele membro rijo, agora exposto, com as pontas dos dedos, e percorreu-o ainda hesitante, como se fosse algo frágil ou sagrado.

Shigeru não conseguiu segurar-se por muito tempo nesse suspense. Segurando o rosto de Satoshi com uma mão, usou a outra para direcionar seu membro àqueles lábios. Não houve qualquer resistência. No mesmo momento Satoshi deixou sua boca ser invadida por aquela carne, o quanto mais pudesse, e pôs-se a sugar nervosamente. Shigeru soltou um gemido sofrido, agarrando com mais força os cabelos do jovem amante.

Chupar era algo ainda mais gostoso do Satoshi imaginara. A carne pulsante e quente preenchendo sua boca, o cheiro da pele tão próximo, os gemidos discretos que arrancava... tudo tão bom. Shigeru de pé diante de si e ele sentadinho, seguro pelos cabelos, submisso e entregue.

Tentando não se desconcentrar do que fazia, ergueu a vista. Queria ver a expressão de Shigeru. O sangue correu-lhe mais quente quando encontrou aquela boca semi-aberta, um ou outro gemido baixo escapando, a respiração alterada... e o olhar, o olhar fixo de Shigeru que recaía sobre si, denunciando, sem qualquer palavra, o quanto estava amando servir-se da boca do seu menino.

Sentia o próprio pênis tão duro que chegava a doer, mas ainda não via atitude alguma a tomar além de servir. E chupou de modo cada vez mais afoito, querendo dar prazer, extrair prazer, sabendo aonde aquilo poderia levar e pouco se importando, apenas se deliciando em sugar aquele membro quente. Suas mãos não sabiam onde ficar...ora seguravam o que chupava, ora corriam para as nádegas, ora pelas coxas...

Shigeru gemia, agora numa cadência certa.

O short, ainda parado nos joelhos, caiu para os pés e foi atirado para um canto. Olhar para baixo o enlouquecia. Ver Satoshi, o garoto que amava, ali, deleitando-se, recebendo seu membro naquela boquinha vermelha... sentir sua língua circulando-lhe a carne... tudo isso virava-lhe a cabeça.

Mantendo Satoshi seguro pelos cabelos, quase instintivamente começou a movimentar a cintura de leve, indo e voltando....

– Saa... Satoshi... – gemeu de prazer.

Aquilo o estava enlouquecendo. Aliás, aos dois. Se continuassem assim, terminaria rápido demais. Não desejando um final tão breve, Shigeru empurrou Satoshi contra a cama, avançando nele em seguida. Satoshi sentiu falta na mesma hora de ter a boca preenchida, mas durou pouco. Logo Shigeru o arrastou pra cima na cama, para ficarem alinhados, e afundou sua língua naquela boca que até então o chupara. Beijaram-se com ardor, as mãos não sabendo onde parar.

Shigeru, mais concentrado, ergueu-se um pouco e tirou a camiseta de Satoshi. Por um momento houve calma, enquanto seus dedos desciam por aquele peito nu, aquele abdômen gostosinho de adolescente... sentiu-lhe o volume nas calças, segurou-o e mexeu devagar, arrancando alguns gemidos. Nesse pequeno intervalo moveram-se lentamente e logo em seguida tornaram ao nervosismo de antes, beijando-se, agarrando-se, querendo estar mais e mais perto. Longos minutos...

E novamente Shigeru afastou o rosto, parou, correu os dedos maliciosamente pelos lábios de Satoshi. Passou-lhe algo pela cabeça e não resistiu à tentação – subiu o corpo até alinhar sua cintura com o rosto de Satoshi e, segurando-lhe pelo queixo com uma mão, tornou a servir-lhe seu pênis. Apoiou os cotovelos na cama e passou a literalmente foder aquela boca.

Satoshi adorou tudo aquilo. Deixou-o molestar seus lábios com gosto. Quase engasgava às vezes, mas não estava nem aí. Estava achando uma delícia ser dominado pelo garoto a quem seu amor pertencia. E ao mesmo tempo ver seu dominador tão desnorteado, tão precipitado em seus gestos. Sentia-se desejado e isso dava-lhe um prazer enorme.

Enquanto sua boca era escrava daquele membro, suas mãos divertiam-se nas nádegas firmes de Shigeru... um de seus dedos tocou-lhe o orifício. Gostou da sensação, trouxe uns dedos pra perto da boca e molhou-os com a saliva que escorria. Depois voltou àquele orifício e mexeu com mais ímpeto. Shigeru sentiu arrepios pelo corpo todo com aquilo, porém não parou seu movimento. E Satoshi não fez muita cerimônia, resolvendo dominar um pouquinho também. Sem parar de chupar por um instante, separou mais as pernas de Shigeru, abriu-lhe as nádegas com uma das mãos e enfiou-lhe o dedo médio até onde pôde, de uma vez.

Shigeru parou naquele momento, apertando as mãos contra o lençol. Aquilo era gostoso. Aquele dedo começou a ir e voltar, cada vez mais rápido... Satoshi estava ficando espertinho. Logo o outro garoto tratou de retomar seu movimento... entre um prazer e outro, ficaria com os dois.

Foi pouco tempo assim. Sentiu que se continuasse com aquilo e sendo chupado ao mesmo tempo, iria gozar. E ainda não queria. Morria de vontade de encher a boca de Satoshi com seu sêmen, porém não o faria agora.

Rolou pro lado, deitou-se ao lado de Satoshi, e respiraram ambos, numa trégua momentânea...

– Cara... Nossa.....

– ....é....

– ... você... – Shigeru estava ofegante.

– ...?

– ... você aprende rápido...

Satoshi riu feito bobo, e ficaram quietos uns instante, olhando para o teto sem dizer nada.

Depois beijaram-se, com mais calma. Os hormônios ainda estavam completamente ativos, porém tentavam se controlar um pouco. Foi Shigeru quem sinalizou que recomeçariam...

– Agora vamos mais devagar... não quero que isso acabe logo.

– Tá...

Shigeru queria explorar melhor o corpo diante de si. O primeiro pedido, no entanto, veio do outro garoto...

– Tira a camisa... quero ver você... inteiro...

Obedeceu e a camisa voou pra um canto qualquer. Agora estava completamente nu, ao passo que Satoshi ainda permanecia de calças. Injustiça que pretendia reparar em breve.

– Você também é gostosinho, sabia?

– Tenho que ser, pra merecer você...

Sentou-se ao lado de Satoshi, que permanecia deitado, e começou a explorar-lhe o corpo sem pressa. Ligeiros afagos nos cabelos prenunciaram carinhos nos contornos do rosto, após os quais os dedos deslizaram pelo pescoço chegando àquele peito ainda jovem... tocou-lhe com a língua um pouco, voltando depois a trabalhar só com as mãos... e essas massagearam um pouco mais aquele peito, enquanto os olhares se encontraram por algum tempo.

E aquelas mãos desceram, dando voltinhas naquele abdômen, subindo novamente pelas laterais, arrancando vez por outra um inevitável risinho nervoso de Satoshi... aquilo fazia cócegas... e Shigeru deitou mais seu corpo, depositando alguns beijos por ali... Satoshi arrepiou-se todo quando sentiu o frio de uma língua úmida percorrendo-lhe a barriga, devagar, bem devagar, dando voltas, fazendo meneios, intercalando-se com beijos e olhares maliciosos... e enquanto isso as mãos passeavam livremente por todas as regiões superiores...

Satoshi permanecia com as mãos quietas. Estava sequestrado por aquele olhar felino fixo em sua direção, única parte inerte de seu amante enquanto todo o resto se movia devagar.

Queria ser passivo, ser guiado, ensinado.

E Shigeru conduziu-o com prazer. Erguendo a cabeça, posicionou-se mais pra baixo. Com malícia exalando dos poros, foi baixando as calças de Satoshi numa lentidão calculada, e a cada faixa de pele que revelava, tratava de provar com a língua...

Satoshi apenas gemia, baixinho...

A calça agora já não escondia mais a virilha, e Shigeru tinha diante de si um generoso volume por debaixo de uma cueca. Não teve pressa. Continuou descendo a calça, agora mais rapidamente, até revelar aquelas pernas por inteiro. Satoshi tinha pernas bonitas, até que bem definidas, certamente pelas andanças rotineiras. Fez um primeiro reconhecimento com as mãos, depois a língua trabalhou... sentiu-lhes de perto o sabor, o cheiro, a textura, enquanto as mãos se avizinhavam do volume principal, sem tocá-lo... apenas provocando.

Satoshi gemeu mais alto quando Shigeru arranhou-lhe as faces internas das coxas... era gostoso demais aquilo. Ainda mais porque vez por outra sentia o pênis ereto de Shigeru roçar-lhe a pele... era excitante saber que aquilo tudo era por sua causa. E o ritual prosseguiu por mais algum tempo, até que, resolvendo avançar mais um pouco, Shigeru deslizou seus dedos por baixo do elástico daquela cueca... deslizou pra direita, deslizou pra esquerda, sentiu os pêlos característicos daquela área, sentiu o calor que emanava dela... Aproximou o rosto daquele volume... Satoshi suou, enquanto o outro acarinhava com a face seu membro ainda coberto... Definitivamente, Shigeru queria torturá-lo.

E estava longe de terminar.

Piorou ainda mais quando Shigeru provocativamente tocou-lhe com a boca por cima da cueca, apenas o fino tecido separando ambos. Desenhou com a língua os contornos ainda ocultos, molhando o tecido com sua saliva, provocando em Satoshi uma vontade de apressar as coisas... mas este aguardou... até que uma das mãos tocou-lhe o membro duro diretamente... bem de leve.

Pararam ambos de se mover. Dando-se por satisfeito, Shigeru segurou o elástico com as duas mãos e baixou a cueca também, até tirá-la pelos pés e jogá-la pra um lado.

Agora estavam os dois completamente nus.

– Grandinho hein, Sato...

O pobre guri avermelhou com o comentário...

– err... é... Bom pra mim, né?

– Bom pra nós...

Não teve tempo de responder mais nada, pois uma língua embalou-lhe a glande. Soltou um gemido curto, forte, e levou uma das mãos ao rosto. Shigeru começou pela cabeça, dando voltas e mais voltas, causando arrepios contínuos em Satoshi. E não se demorou por aí, logo acomodando o tanto quanto pôde daquele membro dentro de sua boca, e pondo-se a chupar vigorosamente.

Às vezes Satoshi agarrava o lençol com as duas mãos... era bom demais. Shigeru avançava, chupando quase até a base, apertando sua língua contra a carne quente... voltava, abandonando o membro praticamente por inteiro, restando apenas uma ponta da língua em contato com aquele falo pulsante... adentrava de novo, indo novamente até onde a garganta lhe permitia, fechando bem seus lábios e sugando aquele precioso volume. Eventualmente mudava a rota, mantendo o membro fora de sua boca e deslizando sua língua por toda sua extensão, descendo pelos testículos, nos quais se divertia com a delicadeza necessária, fazendo o entorno, misturando àqueles pêlos sua saliva e por fim voltando a mergulhar naquele pau gostoso.

Satoshi tremia, se arrepiava... Estendeu suas mãos até a cabeça de Shigeru, porém esse segurou seus dois pulsos com uma das mãos, mantendo-as longe de onde fazia seu serviço. Queria-o submisso, ao menos por enquanto, e não seria só isso...

Não, certamente não seria.

Ergueu o rosto por um momento, molhou um dos dedos na boca. Depois dobrou as pernas de Satoshi e separou-as, enquanto esse, já sabendo o que aconteceria, fechou os olhos... logo depois sentiu um dedo penetrar-lhe... indo e voltando, a princípio devagar, mas por pouco tempo. Gemeu e retraiu-se. Quando, simultânea ao dedo dentro de si, a boca do outro voltou a trabalhar chupando-lhe gostosamente, quase chegou ao orgasmo. Shigeru, longe de satisfeito, penetrou-lhe com mais um dedo e passou a molestá-lo devagar, para dar-lhe tempo de se acostumar. Era a primeira vez, afinal, e pegaria leve, ao menos no começo.

Satoshi estava abandonado à vontade do outro. Os dois prazeres se intensificavam. Conforme era chupado, se retraía inevitavelmente, e mais apertada ficava sua fresta, na qual aqueles dedos iam e voltavam, sem pressa mas também sem interrupção. Mantinha suas mãos longe, conforme o outro queria, e com elas agarrava o que quer que estivesse ao alcance. Chegou a apertar o travesseiro contra o rosto, atirando-o contra a parede em seguida.

E às vezes Shigeru deixava seus dedos enterrados ali, estáticos, e mantinha-se chupando. Quando isso acontecia, Satoshi sentia claramente seu interior apertar-se contra aqueles dedos, comprimí-los... um estímulo que não poderia aguentar muito tempo.

Shigeru já começava a sentir na língua algumas gotas de um líquido inconfundível, e aquilo o tirou um bocado do controle que ainda tinha. Ficou de joelhos na cama, segurou Satoshi por baixo dos joelhos e empurrou-os pra cima, prensando as pernas contra seu dono. Satisfeito, sustentou-o naquela posição com um braço e concentrou-se no orifício, agora mais exposto do que nunca. Só deu uma rápida olhadela pra Satoshi antes de tornar a enfiar-lhe os dois dedos, dessa vez mais fundo. Tornou a molestá-lo, agora mais rápido que antes, fazendo a dor e o prazer se misturarem. Satoshi, com as pernas firmemente presas pra cima, nada pôde fazer, além de deixar-se à mercê dos apetites de seu amante e aguentar aquele movimento frenético. Apertou as mãos e prendeu a respiração... aquela sensação subia pelo corpo, e não podia evitar algumas contrações. Mas Shigeru foi habilidoso, mantendo-o firme na posição e não dando trégua com os dedos em momento algum.

Durou pouco mais de minuto, todavia pareceu uma eternidade. Satoshi já soltava um gemido contínuo quando enfim Shigeru parou e soltou-lhe as pernas. Satoshi foi aos poucos retomando o ritmo normal de sua respiração, enquanto Shigeru, sentado ao canto, massageava suas coxas.

Satoshi refletiu... algo lhe disse que ainda não era tudo. Bateu uma indecisão... afinal, aquilo ardia um bocado, às vezes incomodava... Imagine se não fossem apenas dedos....

Diante disso, nem mesmo ele entendeu porque a indecisão foi passando tão rapidamente, dando lugar a uma vontade de ser penetrado com ainda mais força. Doía um pouco, mas era bom, muito bom, de uma forma que não sabia nem queria explicar no momento. Mal pensava nisso e viu-se puxando Shigeru pra junto de si pelo braço, abrindo as pernas quase instintivamente...

O máximo que poderia acontecer era pedir-lhe pra parar, o que quase pediu por antecipação quando Shigeru ficou de joelhos diante de si, e viu bem o tamanho do que iria penetrar-lhe.

Mas deixou prosseguir, enquanto Shigeru separou-lhe mais as pernas. Nisso o garoto deu um pulo da cama e foi até o banheiro. Satoshi levantou o rosto e viu-o pondo algo nos dedos. Não soube dizer o quê, apenas sentiu o quanto era gelatinoso quando Shigeru voltou e massageou seu ânus com aquilo. Depois passou no próprio membro e foi deitando...

...e já quase deitado, olhou Satoshi no fundo de seus olhos.

Observaram-se em silêncio, até Satoshi entender que Shigeru buscava alguma confirmação, algum sinal de que não estava indo longe demais. Em resposta, Satoshi estendeu uma mão até alcançar-lhe o rosto...

... passou os dedos por sua face, brincou com umas mechas de seu desarrumado cabelo...

... não poderia ter medo de um menino tão encantador...

... seria somente dele, somente de seu garoto, por tanto tempo desejado...

Isso é o que queria.

Sorriu.

Shigeru entendeu a silenciosa resposta. Sorriu de volta.

E sorriu sentindo toda a ternura do mundo por seu menino.

Mas era tempo de devorá-lo.