Caminho Incerto

16 14 - Recordações


Acordei, estranhando um pouco o local, mas depressa me lembro que estava na casa da Rute. Olho para o lado e ela ainda dorme como uma pedra. Levanto-me e pego no meu telemóvel, tenho uma mensagem da Magui e do Guga no nosso grupo do Whatsapp, junto com uma foto deles os dois juntos.

"- Obrigado por seres quem és. Por seres uma amiga, uma irmã para nós. Adoramos-te. Sempre juntos, seja perto seja longe, seremos sempre os três mosqueteiros."

"Os três mosqueteiros" como era bom se pudéssemos voltar a esses tempos, quando nós fazíamos de tudo para azucrinar os professores na escola, que nos chamavam os três palhacinhos porque realmente nos éramos impossíveis juntos. Mas os nossos pais em casa também não se escapavam das nossas tropelias. Nós juntos éramos piores que um furacão. Acabei por deixar cair algumas lágrimas, o que de certa forma me deixa irritada comigo mesma, eu já perdi a conta às vezes que quebrei a minha promessa de não chorar. Resolvi responder aos dois.

"- Fico feliz por vocês. Mas para a próxima vou até Lisboa e dou uns bons cascudos nos dois. Adoro-vos."

Comecei a pensar na conversa que ouvi ontem, será que ele vai estar em casa durante o fim de semana. Se por um lado eu gostava que ele estivesse, por outro tremo só de pensar em estar frente a frente com ele. Levo as mãos aos meus lábios e sinto os seus nos meus, foi tão leve, tão doce, mas ao mesmo tempo tão intenso. Ouço alguém a andar pela casa, mas deixo-me ficar quieta. Até que alguém abre a porta...e vejo a mãe da Rute. Ela sorri para mim e eu logo dou um sorriso também, é que é impossível não sorrir com aquele sorriso.

— Bom dia querida...- diz-me ela...- Dormiste bem? Estás com fome?

— Bom dia, sim dormi muito bem e por acaso estou com alguma fome, vou-me só vestir...

— Não precisas, vem mesmo de pijama. O Rui teve que sair, e o Diogo deve dormir até à hora do almoço.

— Tem a certeza que não há problema...

— Não querida, podes vir. Que tal se fizermos uns waffles?

— Desde que eu possa ajudar? E a Rute?

— Deixa essa preguiçosa dormir e vamos lá as duas fazer uns magníficos waffles...

Fomos assim as duas para a cozinha, enquanto eu tratava da massa sempre com a supervisão da Dona Dulce, esta ia fazendo o doce de morango e tratava da calda de chocolate. Falamos de tudo um pouco: das minhas notas, da doidice da Rute, da escola, dos professores, da minha vida em Lisboa...

E de repente fico em silêncio...falar da minha vida em Lisboa parece algo tão distante, mas na verdade apenas se passaram uns dois meses. Sinto um vazio enorme a preencher-me o peito, uma vontade de chorar até me acabarem as lágrimas. Lembranças de manhãs como estas com a minha mãe: a preparar o pequeno-almoço para a família, a tratar da nossa pequena Clara, da malandra da Sofia que adorava fazer das suas, de aturar as saídas muitas vezes irritantes da Luísa e até mesmo de ouvir os sermões agoniantes do Pedro. Recordações das minhas eternas conversas com o meu pai, dos nossos passeios, das nossas quezílias que sempre acabavam em abraços e muitos mimos.

As lágrimas de novo começam a cair sem que eu consiga controlar, por muito que me digam que a minha vida tem que seguir em frente, sinto que ela perdeu o sentido, perdeu o brilho. Não sei como seguir em frente, não só pela perda da minha mãe e pelo facto de não saber como ficará o meu pai, mas principalmente porque não consigo lembrar-me daquelas malditas 24 horas e ter a certeza que tudo o que aconteceu não foi por minha culpa, e à medida que vou pensando em tudo isto as lágrimas correm-me pelo rosto.

— Madalena. Querida o que é que se passa? — e quanto mais a Dona Dulce me pergunta, mais eu choro...- Por favor querida acalma-te, vem cá acho que precisas disto.

E assim que se aproxima de mim, dá-me um abraço daqueles que eu recebia da minha mãe quando me zangava com o Richi e ficava sem chão e assim deixei-me ir neste mar de lágrimas que preenchia todo o meu ser, eu já não chorava, eu já soluçava como nunca solucei desde aquele dia em que contaram que tinha perdido de certa forma quer a minha mãe quer o meu pai.

"Abro os olhos, não reconheço onde estou. Começo a tentar chamar pela minha mãe mas a minha voz não me sai, é quando percebo que tenho um tubo na boca. Começo a ouvir uns sons, como se fosse um alarme que não se cala. É nessa altura que ouço alguém e vejo uma rapariga que devia ser da idade da minha Tia Marta.

— Calma, está tudo bem. Tem calma...- e tudo começa a escurecer de novo, ainda tento chamar pela minha mãe de novo mas os meus olhos fecham-se sem que eu queira, é como se algo estivesse a prendê-los e por muito que eu queira abrir não tenho forças. Ao fim do que a mim me parecem horas (e que mais tarde me explicam que foram mais de 24horas...) consigo finalmente abrir os meus olhos.

Vejo a minha Tia Marta sentada junto à minha cama, e no sofá um pouco mais afastado o meu Tio. Consigo ter a noção que já não tenho aquele tubo na boca, então arrisco-me a falar, mas a minha voz está tão baixa que acho que nem um lince me conseguiria ouvir. Tento uma segunda vez, desta vez tento falar como se estivesse a gritar, e consigo ouvir-me a mim mesma mas ainda não foi suficientemente para me ouvirem.

— Tia...- consigo finalmente berrar, apesar da minha voz não passar de um fio de voz mas ela consegue ouvir-me e começa a olhar para mim com um sorriso se bem que fraco.

— Princesa, finalmente acordaste. Como te sentes? Queres um pouco de água, a médica disse que podias beber um pouco quando acordasses.

— Vou chamar a médica, já volto. — o meu tio dá-me um beijo na testa e sai à procura da tal médica. Enquanto a minha tia me dá um pouco de água com uma gaze molhada.

— O que...aconteceu? A mãe? E o pai?...

— Shiu, calma. Já respondemos a todas as perguntas. Agora tens que tentar estar quietinha...

— Está-me a doer o corpo. O que é que me aconteceu? Tia eu não me lembro de nada, eu não me lembro...

— Nena, ouve a tia. Tens que te acalmar, estás magoada e não podes estar assim porque podes ficar pior.

— Estou com medo, eu não sinto os meus pés. Tia, quero a minha mãe. Chama a minha mãe por favor. — e tudo o que eu não faço é estar calma e sossegada, o que faz com que as dores sejam piores. E é nesta altura que o meu tio entra no quarto com a tal médica.

— Madalena, sou a Doutora Helena. E se não ficares quietinha vamos ter que te pôr a dormir de novo. É isso que queres?

— Não, eu só quero a minha mãe...- e apesar de me ter acalmado um pouco, as lágrimas correm-me pela cara.

— Ela disse que não sentia os pés doutora...- diz a minha tia calmamente, mas ao mesmo tempo assustada.

— Vamos ver...- ela destapa-me as pernas e com uma agulha começa a picar-me desde o joelho ate aos pés...- sentes alguma coisa?

— Não. Tia, eu...- e de novo as lágrimas me caiem como uma cascata.

— Madalena.- tento acalmar-me um pouco e olho para a médica...- Ouve: tu sofreste uma forte pancada na coluna. O facto de não sentires as tuas pernas deste o joelho ate aos pés pode ser apenas temporário resultado da inflamação que tens. Neste momento a única coisa que tens que fazer é estar quietinha e ter muita calma. Combinado?

— Combinado. Tia, onde estão os meus pais?

— Eles, tiveram que ir para casa. A Clarita estava com uma crise daquelas e sabes como é quando ela fica assim. — a minha irmã Clara, a nossa caçulita, nasceu prematura e uma das consequências foi a maldita asma. E eu sei como ela fica quando tem as crises, só quer a minha mãe e o meu pai não gosta de as deixar quando a pequena está assim.

— Podes ligar-lhes. Eu quero falar com eles, por favor.

— Madalena, aqui não é permitido telemóveis. Mas tenho a certeza que os teus tios daqui a pouco já vão falar com os teus pais. Agora podes dizer-me se te lembras de alguma coisa do que se passou?

— Não, eu não me lembro de nada. A última coisa de que me lembro é fechar a mala de viagem e ter ido para a cama acho eu...

A médica fez-me mais umas perguntas e pediu-me que tentasse descansar, que era importante para recuperar. E pedindo aos meus tios para irem com ela saíram os três, deixando-me a pensar em tudo o que se estava a passar. Os dias foram passando a sensibilidade das minhas pernas voltou aos poucos, e eu continuei a perguntar pelos meus pais, e até pelo Pedro, mas ninguém me dizia nada. A minha avó Nina limitava-se a olhar para mim, e segundos depois virava costas e saía do meu quarto.

— Chega! — disse eu um dia quando de novo a avó Nina voltou a sair do quarto assim que eu perguntei pelos meus pais...- Estou cansada de ver a avó a sair daqui a chorar assim que pergunto pelos meus pais. Eu não sou parva, eu sei que vocês me estão a esconder alguma coisa. Eu sei.

— Madalena, nós não te estamos a esconder nada, os teus pais estão só ocupados com os teus irmãos. Eles vieram cá, mas tu estavas a dormir eu já te tinha tido. — a minha tia tenta enrolar-me, mas desta vez eu tinha a certeza que tudo aquilo era mentira, porém achei melhor fingir que acreditava, eu ia descobrir o que se passava.

No final da hora das visitas todos tiveram que se ir embora, eu continuei a fingir que acreditava na história que os meus pais estavam a tratar dos meus irmãos. Depois da última ronda dos enfermeiros, eu decidi agir, levantei-me e fui até um gabinete onde eu sabia que havia um telefone, e falei para minha casa rezando para que quem atendesse fosse a Zaza (a Zaza era como uma segunda avó para a minha mãe, ela era meia-irmã da minha bisavó...uma filha bastarda que foi criada como tal até a minha bisavó decidir que a Zaza tinha tantos direitos como ela, apesar da enorme diferença de idades, 20 anos, Zaza foi criada como se fosse filha da minha bisavó em vez de irmã).

— Boa Noite, em que posso ajudar? — era Zaza, quase que pulei de alegria, pelo menos esta parte do meu plano estava a resultar.

— Boa Noite, eu queria falar com o Doutor Fernandes, é algo urgente. Já tentei ligar para o numero telemóvel que ele me deu mas não me responde.

— Ah! Minha querida é natural, o meu neto teve um acidente grave. Está no hospital e a minha netinha, coitadinha...

— Acidente!?...- não sei como desabei naquele momento, fiquei muda sem saber o que dizer ou o que fazer, enquanto Zaza continuava a falar, mas eu já nem a ouvia...até que...

— Estou? Estou quem fala? Zaza já te disse que não podes atender o telefone assim...- era a voz da minha tia, eu desliguei rapidamente, comecei a caminhar até ao meu quarto agarrada às paredes.

O caminho que para lá me parecera curto, no regresso parecia não ter fim. Não sei como eu conseguia colocar um pé à frente do outro sem cair nem tropeçar. A única coisa que me vinha à mente eram aquelas duas palavras "acidente grave", e quanto mais eu me tentava lembrar de alguma coisa, mais zonza ficava. Será que tivemos um acidente os três? O que raio é que se passou naquele dia? Porque é que eu não me lembro de nada? De repente tudo fica desfocado, sinto-me a cair e tudo escurece.

Na manhã seguinte, quando acordo vejo os meus tios no quarto a falar com os meus avós paternos, ainda não os tinha visto por aqui, pelo menos daquilo que eu me lembrava, mas tendo em conta que eu não me lembrava do acidente, era possível eles terem cá estado e eu nem me lembrar. As lágrimas estavam prontas a sair, mas contive-as o máximo que consegui, não queria chorar, não ainda. Quando se aperceberam que eu estava acordada, os meus avós saíram do quarto sem sequer me falarem, a minha tia veio ter comigo e deu-me um beijo cheio de carinho.

— Com que então andou a aprontar hoje durante a noite! Nena, sabes que não podes andar por aí ainda estas a recuperar...- eu não olhava para ela olhava para a porta por onde o meu tio e os meus avós maternos entraram...- Nena estás a ouvir-me? Madalena?

— Porque é que me mentiram? Porque é que me esconderam o acidente? Eu quero vê-los, eu quero ver os meus pais.

— Madalena, como é que tu? Foste tu, foste tu que ligaste ontem? Foi a Zaza que te contou. Nena!

— Eu quero ver a minha mãe e o meu pai...eu quero vê-los.

Depois desta conversa consegui ir ver os meus pais, eles estavam mal, a minha mãe pior que o meu pai. Tive alta, e passado dois dias recebi a pior notícia do mundo — a morte da minha mãe. O meu mundo todo caiu-me aos pés, o resto já vocês sabem vim para Coimbra e deixei tudo o que um dia conheci. Soube, no entanto, que o meu acidente e o acidente dos meus pais foram distintos e que eu não estava com eles no carro."

— Desculpe...- digo depois de me acalmar...- É que tudo isto: cozinhar, conversar enquanto preparamos o pequeno-almoço me faz lembrar da minha mãe e dói. Dói muito saber que nunca mais vou ter estes momentos.

— Eu sei que talvez já te tenham tido isto, mas, a tua mãe estará sempre junto de ti...- e colocando a sua mão no meu coração...- Aqui, ela estará sempre aqui.

— É que, eu sinto que a culpa de certa forma foi minha. Sinto olhares de raiva, de dor, de desprezo: do meu avô, dos meus tios, dos meus primos e até do meu irmão.

— Não, não digas isso. Tenho a certeza que eles te amam, tenho a certeza que é só impressão tua.

— Eu não sei. Eu não me lembro de nada daquele dia, os médicos dizem que um dia me vou lembrar mas eu não sei se me quero lembrar, tenho medo que realmente eu tenha culpa...

— Madalena, tens que deixar de pensar nisso. Vive a tua vida como se todos os dias fossem únicos. Não penses no que foi, ou no que virá, vive o hoje, e se um dia te lembrares desse dia nesse dia decides o que fazer.

Abraço a mãe da Rute como se estivesse a abraçar à minha, pode parecer estranho mas senti naquele abraço a presença da minha mãe, era como se a estivesse a abraçar e não a abraçar a mãe da Rute. Senti um sentimento bom a alimentar o meu coração, não sei de onde veio mas deu-me a força que eu precisava para conseguir pelo menos tentar seguir em frente.

— Bom isto já está tudo pronto, por isso vou lá acima acordar a Rute. Que tal um fazermos um piquenique hoje, vamos apresentar-te Coimbra?

— Acho que seria óptimo, iria adorar. Obrigado.

— Muito bem, então depois de tomarmos o pequeno almoço preparamos tudo para o nosso piquenique. Vou telefonar à Teresa, ela é minha amiga assim dos tempos de escola, nós éramos assim que nem tu e a Rute. Ela tem quatro filhos se bem que três deles são mais velho que vocês, mas vamos nos divertir muito eu tenho a certeza.

Ela deu-me um beijo na testa e saiu para chamar a Rute. Eu apenas sorri com a alegria dela em falar da tal amiga, e parece que vejo a minha mãe a falar da Tia Luísa. Sempre pensei que eu teria isso apenas com a Magui, mas hoje tenho a certeza que terei também com a Rute. E sinto-me feliz por isso, pois no meio de tanta coisa triste que passei ganhei uma outra amiga para a vida. De repente sinto alguém entrar, olho para trás e nem acredito, é ele, tem que ser ele.

— Bom Dia. -digo baixo, ele nem se apercebeu que eu estava ali.

— Bom Dia, desculpa eu não percebi que estavas aí, eu vim só beber água...

— A casa é tua e não minha.- eu disse-lhe sorrindo com a forma atrapalhada como ele falou.- Já agora queria agradecer-te por me teres salvo.

— Não fiz nada de mais...- eu interrompo-o, como assim não fez nada de mais, eu podia ter morrido senão fosse ele.

— Tu salvaste-me, eu podia ter morrido...outra vez — disse eu mais para mim mesma do que para ele.

— Outra vez? Quer dizer que já foste salva antes?

— Sim, em Lisboa, mas eu não me lembro de nada. Só sei que acordei no hospital...- eu tinha que tirar esta história do beijo da minha cabeça, descobrir o que ele sentia...- Posso fazer-te uma pergunta?

— Se eu conseguir responder...

— Porque é que me foste ver ao hospital, e antes que te chateares com a Rute ela não fez por mal, estávamos na conversa e ela falou.

— Porque...a verdade é que nem eu sei porquê.- ele ia a sair da cozinha mas eu agarro-lhe no braço, e meu Deus que braço, que músculo...

— Eu lembro-me.- ele fico a olhar para mim confuso...- Do que me disseste "Minha Rainha, Minha Anja"! E lembro-me de...lembro-me de sentir o teu beijo.

— Eu não o devia ter feito, desculpa. Não vai voltar a acontecer.- e de novo ele tenta sair, e de novo eu evito.

— Eu gostei. Foi bom, doce, intenso...- e olho para o meus pés porque sei que neste momento devo estar mais vermelha que um pimentão, onde é que eu estava com a cabeça, estava praticamente a declarar-me para alguém que eu não conhecia de lado nenhum. De repente sinto a sua mão no meu queixo. Ele faz-me olha para os seu olhos, e que olhos...eles parecem duas avelãs. E no segundo seguinte estamos com os lábios quase colados num beijo, que começa suavemente mas acaba por ficar mais intenso.

— Desculpa eu não posso, desculpa...

— Porquê? Porque é que não podes? Tens namorada, é isso?

— Não, eu não tenho namorada. Madalena tu és menor, e eu...eu só muito mais velho que tu.

—Quanto mais velho, uns quatro anos. E depois, o que é que a idade tem a ver com tudo isto.

— Eu tenho 20 anos Madalena, e tu 14...

— Quase 15, faço anos daqui a duas semanas, por isso tecnicamente temos o quê 5 anos de diferença.

— Madalena, se...- ele ia continuar a falar mas ouvimos a Rute e a mãe, separamos-nos, ele caminha até ao fogão e eu sento-me de novo no lugar em que estava. E assim ficamos a olhar um para o outro sem dizer nada.

— Está tudo bem, por aqui?- pergunta a mãe deles dando um olhar estranho ao Diogo. Será que ela ouviu alguma coisa?

— Sim mãe. A Madalena estava só a agradecer-me por a ter ajudado.

— O meu irmão Herói. — diz uma Rute super animada e abraça-se ao Diogo.- Vamos todos fazer um piquenique em família, e tu estás intimado em ir, até porque a mãe convidou a Tia Teresa e o Tio Alexandre e isso quer dizer que tens que controlar aquele otário do André.

Depois de todos tomarmos o pequeno almoço, incluindo o pai o Sr. Rui, preparámos a comida e fomos para a minha primeira lição de como não me perder em Coimbra. Pelo menos foi assim que a Rute chamou a primeira parte do passeio.