Caminhando entre os mortos 2

12 capitulo 12 - Confiante


Notas iniciais
Olá pessoas lindas! Espero que estejam todos bem e que seja um ano muito bom para todos nós. Consegui escrever esse capitulo só agora, então aqui está.

Pov – Alice

Rick guia o grupo mais a frente, vez por outra, alguém remexia um dos muitos carros parados em filas que pareciam não ter fim, perto de mim estavam Daryl, Beth e July.

A menina estava completamente suja de barro, os olhos vermelhos pelas lágrimas e tão silenciosa que parecia nem estar conosco, me lembro de ter chegado ao grupo do mesmo modo, completamente suja, sendo levada por Maggie, Glenn, Daryl, eu nem me sentia viva naquele momento.

O dia mais dolorido da minha vida, o dia em que perdi tudo, a primeira vez que encarei o apocalipse de frente e não pude rir dele.

Não pensei sobre quem eram aquelas pessoas e se por um acaso podiam me fazer mal, nem me importava, eu apenas os segui para longe daquela cabana, hoje são minha família, Daryl é minha vida. Quem sabe July não encontre entre nós um motivo para seguir em frente, todos nós passamos por tantas coisas.

─Aqui pessoal! – Carl chama a atenção de todos, próximo a uma caminhonete verde e enferrujada, ele descobria a caçamba e sorria feliz.

─O que encontrou? – Pergunto curiosa, me debruço sobre a lataria e posso ver algumas sacolas com comida enlatada, meia dúzia de garrafas de água, que seriam muito importantes, e alguns utensílios, roupas, cobertores.

─Agua é boa ideia! – Beth diz pegando uma das garrafas, ela tira uma blusa de dentro de uma das mochilas. – Vem July, limpa um pouco esse barro, isso vai acabar ferindo sua pele.

A menina agradece um sorriso tímido, ainda calada, olho para ela e torço para que possa logo sorrir de novo.

─Quando me encontraram naquela cabana eu estava assim, não é?

Daryl me faz um carinho no rosto, sorri de um jeito suave, ele está começando a se sentir de novo bem, mesmo quando estamos tão perdidos, gosto de fazer parte disso, de ver que Daryl assim como eu está sempre pronto para recomeçar.

─Ela lembra sim você, ela lembra muito um pouco do nosso passado!

─Acho que é a vida querendo nos dar um recado amor.

─E que recado seria esse?

─Olhar para o passado nos faz enxergar o presente com mais clareza, ela lembra um momento doloroso que passamos, e nos faz ver quantas coisas boas vieram depois disso, então mesmo cercados de perdas ainda podemos agradecer.

─Podemos! – Ele diz e o puxo para um beijo.

Recomeçamos a caminhar, a menina agora mais limpa, vejo o quanto é bonita e delicada.

─O homem que estava com você, era da sua família? – Beth pergunta caminhando ao lado de July, ela nega.

─Jason era apenas um amigo, mais um dos tantos que perdi desde que tudo começou, o último.

─Novos amigos virão, não que substituam os que perdeu! – Noah comenta tocando o braço da menina que dá de ombros sem se importar.

Rick diminui o passo para nos esperar, lá vem aquele monte de perguntas chatas, é só uma menina, e as perguntas são sempre tão ruins.

─Posso te fazer umas perguntas? – Rick pede a ela, acho que estava só esperando que ela se sentisse melhor, ela afirma, olha para mim e depois para Beth, acho que procura de algum modo nosso apoio.

─Deixa que eu faço as perguntas Rick, as suas são uma droga, vamos direto ao que interessa. – Ele me olha, Daryl revira os olhos, ignoro os dois e o ar de reprovação que dividem. – Sabe jogar pôquer July?

─Um pouco! – Ela responde surpresa, sorrio.

─Ótimo, sabe jogar e sabe blefar, muito bom. – Ela sorri sem graça, ninguém que joga pôquer diz que joga bem, isso é uma lei natural. – Fala palavrão?

─Quem não solta um ou outro depois que essa merda começou!

─Muito bom, está indo muito bem. Odeia baratas?

─Urgh! – Ela faz careta. – Tanto quanto os zumbis.

─Viram! – Aviso feliz. – É confiável.

─Alice... – Daryl começa a dizer procurando pelas palavras certas.

─Qualquer um que jogue pôquer, fale palavrão e odeie baratas é do bem! Eu tenho certeza! — Ninguém parece concordar comigo. – Qual é gente? Minhas três perguntas são perfeitas!

─Alice deixa o Rick falar com a menina.

Faço careta, ele ri me puxando pela mão, voltamos a seguir mais atrás, Rick não fica contente com minhas perguntas e decide interrogar a menina assim mesmo, precaução é bom, mas aquilo é meio paranoia, é quase uma criança.

─Quantos anos tem July?

─Doze anos. Mas na verdade eu é que devia fazer as perguntas. – Ela olha para Rick de modo firme. Gosto dela. – Eu sou só uma menina, sozinha, sem armas, vocês são muitos, armados e mais fortes fisicamente, quer dizer, se alguém pode machucar alguém, então eu é que estou em risco, sou eu quem deve desconfiar e fazer perguntas.

─Gosto dela! – Digo rindo do modo desconsertado com que Rick a encara, troco um sorriso com Beth que pisca para mim de modo discreto.

─Está certa July! – Rick sorri depois de decidir que a menina tinha razão, adoro quando qualquer um do grupo sorri, por qualquer que seja o motivo e nesse momento a maioria de nós sorria. – Então vamos lá July, faça suas perguntas.

─Não preciso perguntar nada, me ouviram gritar e foram me salvar, isso já basta, desde que os mortos resolveram dominar a terra não se vê muita gente disposta a isso.

─Então confia em nós? – Rick pergunta ainda sorrindo, todos achando graça na força da menina, era pouco menor que Beth, tinha os cabelos longos e lisos, um olhar vivo.

─Estão vivos não é? – Ela diz e rimos alto, depois ficamos em silencio, Rick apressa o passo, segue mais a frente junto ao resto do grupo, nós continuamos mais atrás.

─Essa merda de estrada não vai ter fim nunca? – Pergunto cansada da tensão de caminhar por entre carros, tentar não ver corpos e mais corpos pelo caminho, destroços de fugas desesperadas, tentar não encarar todas aquelas histórias tristes que o ambiente conta mesmo sem esforço.

─Já dá para ver os prédios mais a frente, uma hora e chegamos.

Daryl me avisa, me aproximo dele e ele me beija a mão, amo como agora está romântico, parece que nem se importa mais se vão vê-lo me tocar e mostrar que pode ser carinhoso.

─Te amo sabia?

─Eu sei, acaba com a minha vida, mas me ama!

─De quem é o bebê? ─ July questiona sem se dirigir a ninguém em especial.

─Do Rick. – Beth responde, July aceita como o bastante, não pergunta sobre a mãe, sabe o que aconteceu, todos sabemos.

─Acho que não vejo um bebê assim desde o primeiro acampamento, pensei que não existiam mais.

─Judith tem um time de protetores! – Eu aviso e ela me olha com um sorriso no olhar. – Mas sempre protegemos uns aos outros.

─Eu sempre tive sorte também.

─Posso ver, está aqui, nos encontramos e olhe quantos somos, vamos ficar bem.

─É otimista.

─Eu sou, casei com o caçador mais gostoso do apocalipse.

─Alice! – Daryl me condena. – Ela é uma menina.

─É daqui da Geórgia? – Beth pergunta desviando a atenção de July.

─Não, Carolina do Norte, eu e minha mãe pegamos o carro quando a coisa toda começou, ficamos tentando achar um desses lugares que os militares montavam, não encontramos nada, só morte, até acharmos um acampamento em um vale, uma tenda de circo, cheio de sobreviventes.

─Com muito barulho e então foram atacados! – Daryl comenta, naquele tempo nenhum de nós sabia muito como lidar com os zumbis.

─Zumbis, fogo, gritos, minha mãe... Minha morreu ali. – July diz juntando folego – Eu estava meio chorando assustada, perdida, alguém me tirou de lá, acabei num grupo grande que fugiu, eram quatro carros, fui perdendo um por um ao longo do tempo, mas sempre tinha alguém me protegendo, cuidando de mim, matando por mim. – July seca uma lagrima, funga, sinto pena, é tão menina ainda. ─ Sobramos eu e o Jason, Martin morreu há uma semana, não foi grande coisa, corremos, ele caiu, torceu a perna, tentou se erguer e então foi mordido, Jason me arrastou para longe, corremos até os gritos de Martin sessarem, foi só.

Meia dúzia de frases podem resumir a vida de qualquer um depois do apocalipse.

─Mas agora está com a gente e não gostamos muito de morrer, então não se preocupe.

Olhamos para frente, então eu vejo Michonne usar a espada para acertar a cabeça de um zumbi preso sob as rodas de um carro, ele para de se mover e passamos por cima do corpo agora inerte seguindo em frente, meu coração dói, parece que nunca vou me acostumar com isso.

Quatro zumbis saem da floresta um pouco mais adiante, Daryl, Abe e Rick vão até eles, derrubam os quatro e na volta vejo a encarada de Abe e Daryl, odeio isso, esse clima entre nós, esse cara chato achando que manda no grupo.

Gosto de gente obstinada, que tem foco, mas ele passa dos limites da sanidade e se torna um arrogante metido a líder, Daryl volta a caminhar do meu lado, agora estamos mais à frente.

Finalmente quando o dia estava quase perto do fim chegamos a cidade, paramos ao notar o que tinha parado todo os carros naquele congestionamento que imagino foi apavorante.

─Estúpidos, malditos idiotas, deixaram as pessoas para morrer na estrada! – Eu não podia olhar aqueles tanques e caminhões militares abandonados na entrada da cidade impedindo a passagem sem pensar na maldade humana, na estupides que levou ao fim mais rápido e doloroso.

─Deve ter sido um inferno! – Maggie diz olhando o tanque, Rick toca nele, me lembro de uma vez ouvi-lo contar alguns momentos dentro de um logo no começo de tudo, essa viagem está nos levando todos de volta ao passado.

─Talvez seja hora de fechar esse ciclo e começar um novo com mais sucessos que fracassos! – Digo a ele que afirma, seguimos agora muito mais atentos, Carl no meio do grupo com Judy presa a ele, July a seu lado, aposto que os dois ainda vão ser amigos.

Erguemos nossas armas, fazemos o mais completo silencio, carregamos muitas coisas, somos muitos e a cidade não é das menores, é quase tão grande quanto Atlanta.

Logo zumbis surgem, vamos derrubando sem disparar qualquer arma de fogo.

O padre nessas horas abraçava a bíblia e agora se colocava sempre ao lado de Judy, me pergunto se para proteger ou ser protegido.

O caminhão do exército parecia estar em boas condições, Abe testa o motor e ele ronca, nos olhamos, é um ótimo jeito de deixar aquele inferno de zumbis se aproximando de todos os lados.

─Precisamos tentar, olhem! – Tara diz apontando ao norte e quando olhamos um grupo de pelo menos cinquenta zumbis já parecia caminhar para nós, mais deles vinham das ruas laterais, fico ali olhando aquilo chocada.

─Vem Alice! – Daryl me toca o braço, todos subindo na traseira do caminhão, Abe e Rosita estavam na cabine.

─Isso levava soldados? – Eu pergunto quando entro e noto dois bancos compridos nas duas extremidades do caminhão.

─Sim, e vai nos levar para Richimond finalmente.

Rick comunica com aquele tom grave na voz, alguns zumbis tentam nos tocar batendo na lataria do caminhão quando passamos.

─Bando de mortos de fome, dessa vez se fod... Merda, eu nunca aprendo? – O padre está sentado bem a minha frente, ele sorri como se me dissesse que tudo bem, sorrio de volta, talvez não tenha mesmo, Deus está por ai há muito tempo, já deve ter ouvido coisas muito piores que meus palavrões.

O caminhão seguia em certa velocidade, eu sentia um vento suave no rosto, me encosto em Daryl, todos estamos silenciosos, cansados demais para conversar, alguns dormindo com as cabeças balançando com o movimento do caminhão agora na estrada.

Olho para July que dormia com a cabeça apoiada no ombro de Maggie a seu lado.

─Ela é tão bonitinha não acha amor? – Pergunto a Daryl que me olha sorrindo, depois me arruma mais em seu peito me encosto relaxando um pouco. – Podemos ficar com ela?

─Alice ela não é um gatinho perdido que apareceu miando no seu portão, é pouco mais que uma criança, as coisas não são assim.

─Tem razão.

─Já imaginou nós dois responsáveis por uma criança? Mal dou conta de cuidar de você!

─Você está certo, eu seria uma péssima mãe, não sei onde estava com a cabeça.

─Definitivamente nenhum dos dois nasceu para isso, esquece a ideia.

─Já esqueci, isso combina mais com as irmãs Greene ou o Rick que já tem pratica nesse negócio de criar crianças no meio de um apocalipse.

─Boa menina! – Ele me beija o pescoço.

─Mas se fosse um gatinho me deixava ficar com ele?

─Deixava! – Ele me diz rindo. – Iria mata-lo muito rapidamente, ou esquece-lo, perde-lo, mas eu estaria por perto para salvar o pobre animal.

─Você pensa muito mal de mim, sou sua mulher, devia me amar muito e dizer...

─Já sei tudo que tenho que dizer Alice! – Ele me corta.

─Então pode começar, estou ouvindo!

─Quando tivermos um momento particular eu digo.

─E se não tivermos um momento particular nunca mais? – Ele me olha bravo. – Pode acontecer amor, seja honesto, se eu morro vai ficar todo arrependido de nunca ter dito que me ama muito e me acha uma delícia.

─Nunca ter dito? – Agora ele parece bem perplexo, me faz rir.

─Já disse? Não me lembro, acho que nunca ouvi isso.

─Ingrata! – Ele resmunga fechando os olhos, faço o mesmo, fecho os olhos, me aconchego em seus braços, é bom tentar dormir um pouco até que a droga do caminhão quebre, uma horda de zumbis surja ou qualquer merda dessas que sempre nos impede de chegar a algum maldito lugar.

Durmo tanto que quando acordo já era dia, o caminhão ainda está em movimento, mas agora acho que Glenn e Maggie estavam na cabine, Abe dormia ao lado de Rosita no assoalho, me espreguiço, July conversava com Carl, que mantinha Judy sentada em seu colo.

Nosso bebê estava no colo do irmão, mas brincava com Mich sentada ao lado deles.

O resto apenas parecia distraído olhando para lugar nenhum, Daryl me faz um carinho quando me viro para olha-lo, abro meu melhor sorriso, é o melhor jeito de acordar não importa o que aconteça, com Daryl por perto eu posso dar um jeito de ser feliz.

─Dormiu? – Pergunto e ele afirma.

─E você apagou! – Ele diz quando volto para seus braços.

─Acho que foi isso mesmo, apaguei, foi bom, me sinto ótima, onde estamos?

─Tivemos sorte, nenhum contratempo a noite toda, cobrimos mais da metade da distância, decidimos parar daqui uma hora na próxima cidade, apenas para juntarmos combustível e se der certo chegamos amanhã.

─Que bom, falta muito para essa uma hora? – Queria descer um pouco e esticar o corpo que estava dolorido.

─Como assim Alice? Falta uma hora!

─Nunca se sabe, ninguém tem relógio, podíamos roubar no tempo.

─Meu pai tem relógio Alice, e você já rouba no pôquer!

─Carl você é um traíra! Eu não roubo porra nenhuma, sou muito boa apenas isso, admita que é o pior jogador de pôquer do universo.

─Sou nada, tive uma maré de asar, já me recupero, vai ver.

─Meu filho já fala como um viciado. Obrigado Alice! – Rick brinca.

─Eu sempre levo a culpa de tudo nessa vida, daqui a pouco vão dizer que espalhei o vírus do apocalipse zumbi.

─E não foi? – Beth me provoca.

─Essa sua cara de inocente esconde uma mente sórdida! – Respondo e rimos as duas, o grande cara de desenho animado se remexe no chão, resmunga sobre deixa-lo dormir. ─Gente eu acho que esse cara de desenho é o vilão.

Daryl sorri, achei que ficaria bravo com meu comentário, mas isso o diverte.

─Vão ver como Richimond é seguro, tem um lago, muros muito altos, casas, tenho certeza que sobreviveu a tudo que andou acontecendo, prosperou.

─Noah, quanto tempo ficou no Hospital? – Daryl pergunta parecendo agora um tanto preocupado, olho de um para o outro sem compreender qual o problema.

─Pouco mais de um ano.

Noah responde e diante do suspiro meio cansado de Daryl sinto que ele só se preocupa mais.

─Acho que não viu muito do apocalipse, não é? Quer dizer, foi uma longa viagem até o Grady, mas isso foi há muito tempo, desde que chegou lá não saiu mais?

─Não, porque?

─Acho que não viu muito do que realmente está acontecendo aqui fora, do que as pessoas se descobriram capazes de fazer, nem hordas, já viu uma horda?

─Eu... Não acredita que Richimond, quer dizer que nosso lugar em Richimond pode ter aguentado? Acha que caiu?

─Acho que temos que estar prontos para tudo Noah, acho que não deve ter muitas certezas, isso pode ser... Doloroso! – Daryl avisa ao jovem e por mais que me doa pensar ele pode estar certo, a prisão que parecia o lugar mais seguro do mundo caiu num piscar de olhos.

Acontece que mesmo assim eu me sinto completamente confiante sobre esse lugar, acredito e pronto.

O caminhão finalmente para, adoro sentir o chão firme quando salto para o asfalto, a placa de bem-vindo a cidade está meio caída para o lado, faz um ranger cansativo quando balança ao sabor do vento, vemos alguns zumbis caminhando perdidos num campo uns quilômetros ao longe, na outra direção floresta e mais floresta.

─Acho que podemos nos dividir em dois grupos, um fica no caminhão, outro entra na cidade a pé. – Rick diz a Daryl que estava a seu lado, ele concorda. – O que acha Mich? – Ela também parece concordar.

Quando dividimos os grupos eu e Daryl ficamos para proteger os mais indefesos, o grupo maior segue para dentro da cidade.

─Amor, sobre o que conversou com Noah, acha mesmo que a cidade caiu?

─Se o lugar era mesmo muito seguro pode ter sido invadido, se não os zumbis podem ter conseguido entrar, não sei, apenas não estava achando muito saudável ele ficar todo confiante, e se perdeu a família?

─Quase não brigamos mais.

─Como? – Daryl me pergunta.

─Estava pensando que a gente quase não briga mais.

─Estava me ouvindo? Eu estava falando sobre Noah e sua família e estava pensando...

─Amor sabe que meu cérebro é brilhante, estava te ouvindo e com uma parte do cérebro pensando em nós dois.

─Você nunca avisa, vai mudando de assunto, me enlouquecendo aos poucos, admita, não escuta ninguém realmente.

─Ouviu a parte que disse que estava pensando em nós dois? Eu aqui toda emocionada porque estamos bem e quase não brigamos mais e você sem um pingo de sentimentos vem e me magoa! – Eu não devia me divertir com aquela carinha linda de arrependido que ele faz, mas acontece que não resisto, adoro quando ele faz isso.

─Ficou triste? – Ele me pergunta me puxando pela cintura num tranco leve que junta nossos corpos. A culpa é totalmente dele que uso minha cara de coitada, se ele não me pegasse sempre assim para se desculpar eu não usaria essa arma, mas o que posso fazer se não resisto a esse jeito machão? – Está me engando com essa cara de magoada mais uma vez não é?

─É essa a ideia que faz de mim?

─Completamente. – Daryl me beija de leve, depois se afasta. – Não é hora para isso, vamos fazer nosso trabalho.

Me posiciono a seu lado, os olhos fixos na estrada, não vejo a hora de chegarmos em um lugar seguro e termos de novo uma vida, mais um dia de estrada e vamos finalmente conhecer nossa casa nova, já gosto do lugar só de pensar que ele significa umas horas tranquilas com Daryl.

─Estou confiante Daryl, mais do que em qualquer momento desde a queda da prisão, estamos indo para casa, finalmente.

Notas finais
Esse caapitulo foi só para apresentarmos July, e darmos alguma direção a fic, no próximo eles chegam finalmente a seu destino, aí vamos ver como será o lugar e como vão se adaptar. Beijos!!!!!!