Caminhando entre os mortos 2

13 Capitulo 13 - Richmond


Notas iniciais
Olá pessoas! Desculpem se demorei, mas agora voltei a trabalhar então estava colocando umas coisas do trabalho em dia. Mas agora tudo volta ao normal. espero que gostem.

Pov – Daryl

A placa de bem-vindo a Richmond surge nos causando um certo alivio, as primeiras ruas porque vamos passando estão cheias de zumbis. É uma cidade grande, quase tanto quanto Atlanta, olhamos para Noah que observava tudo com olhos atentos.

─Eu sei, zumbis para todos os lados, mas só precisamos atravessar a cidade e teremos os campos de volta e os muros da minha vila.

─Que rio é esse Noah? – Alice pergunta interessada.

─Rio James, corta toda cidade, onde vamos viver tem um lago grande, formado pelas aguas do James, até eu e meu pai partirmos podíamos pescar e não faltava água.

Aquilo parecia bom, peixes seriam uma boa fonte de alimentos, Alice está alucinada com a cidade. Os olhos brilham é como se os zumbis não estivessem por todos os lugares, ela não consegue vê-los.

─Olha Daryl, iates, barcos, ainda dá para irmos morar numa ilha!

─Sei, me lembro do seu plano. ─ Ela sorri daquele jeito Alice, um sorriso esperançoso que ilumina sempre minha vida.

─Washington não fica muito distante, chegamos aqui, podemos chegar até lá.

Eugene ganha muitos olhares de reprovação, e a risada livre de Alice, ele se encolhe um pouco.

─Eugene mentiroso de novo em ação! – Ela o provoca.

Rick está ao volante na cabine, Mich e Judy estão lá com ele. Os zumbis vão se aglomerando quando o caminhão passa, ficam alucinados tentando nos seguir, o clima vai ficando tenso, se dermos de cara com uma horda não podemos voltar.

Uma hora atravessando as ruas do centro, as vezes fazendo curvas fechadas e em alta velocidade, outras a dez por hora procurando caminhos alternativos, mas por fim, deixamos o centro com seus edifícios e começamos reconhecer um ambiente mais parecido com as redondezas da prisão, bairros com casas grandes e gramados ou o que restou deles.

Agora tudo é sujo, sem cuidados, envelhecido, paredes descascando em função do clima, vidros e portar quebradas, foi tudo tão rápido, tudo tão mortal.

─Tinha mais de duzentos mil habitantes! – Noah comunica mais para si mesmo. – Duzentos mil e acho que não restou mais nada.

─Rick sabe que caminho seguir agora? – Abraham pergunta e Noah afirma.

─Sim, estamos bem perto de ver minha família.

─Como estava quando deixou esse lugar?

─Tinha minha família, e muitas outras e o tempo todo chegava mais, deixamos muitas famílias instaladas, estava indo tão bem que meu pai achou que era hora de buscar meu tio, minha mãe não ficou contente, ela e meu irmão ficaram, eu decidi ir com ele.

Rick para o carro e saltamos todos, nos reunimos, Noah está ansioso quando vê os portões do lugar onde vivia.

─Achei melhor deixar o caminhão aqui, e não precisamos ir todos, vamos nos dividir.

─Eu vou, aviso que trouxe pessoas, serão bem recebidos, me salvaram, e de qualquer modo...

─Calma Noah, acreditamos em você, mas pode não ter restado mais ninguém! – O tom de Rick é firme e Noah aceita, Alice e Beth trocam um olhar e se juntam a mim.

─Vamos Noah, Daryl e Alice vão conosco. – Beth diz decidida.

─Nós também vamos! – Rick avisa quando Mich puxa sua espada depois de entregar Judy para o irmão.

Os portões de ferro a um quilometro de nós eram fechados por placas de aço, não sabíamos se podíamos ser vistos, se tinha alguém do lado de dentro para nos ver, que tipo de pessoas eram aquelas, no caso de ter ainda algo lá além dos mortos, por isso todo o cuidado ainda era pouco.

Nos viramos todos para os portões de cerca de três metros de altura a uma quadra de onde estávamos, olhamos curiosos, foi um longo e perigoso caminho até aqui, Alice aperta minha mão, olho para ela, seus olhos estão marejados.

─Aqui começa o futuro amor. – Ela me diz cheia de confiança. – Vamos viver nesse lugar, essa é nossa nova casa e olhe, a floresta ainda está aqui, a nossa volta, cheia de esquilos.

─Isso é o que vamos ver. – Então ela me beija de leve, há muito que não me importo mais com plateia. Alice me ensinou a abraçar e isso foi só o começo.

─Que foi amor?

─Nada, estive só pensando em tudo que já passamos, nas coisas que aprendi com você.

─Eu sei, sou brilhante, o Eugene tem até um pouco de inveja de mim.

Então quando estávamos prestes a dar os primeiros passos para o desconhecido os portões se abrem, primeiro surge um homem, carrega uma metralhadora, ao lado dele uma mulher.

Eles param um instante, nos encaram. A besta está em punho, Rick puxa sua Colt, mas Noah se adianta.

─Mãe! – Ele diz com a voz embargada, caminha mancando o mais rápido que pode, a mulher primeiro paralisa, é emocionante assistir sua reação, o modo como as mãos seguem para a cabeça em sinal de descrença, como as pernas desobedecem e fraquejam, depois ela corre. Corre tão desesperada em direção ao filho que mesmo o mais insensível dos homens não poderiam conter a emoção.

Os dois se abraçam chorando compulsivamente, Alice se encosta em mim, o abraço de mãe e filho dura uma eternidade, quando se afastam um pouco ela investiga o filho, toca seu rosto, beija, abraça, volta a chorar.

─Mãe o pai ele....

─Eu sei, eu sei, você está aqui, você está aqui! – Mais um longo abraço e então ela pode por fim respirar e olhar para todos nós.

─São meus amigos, me salvaram, me trouxeram para casa, vão ficar.

Ela assente com um sorriso de gratidão.

─Venham! – Convida com um movimento de mão, nos olhamos em dúvida, Alice me puxa pela mão, completamente tranquila e segura, mas é Alice, ela confia e pronto.

Passamos pelo grande portão, o homem parece curioso sobre nós, mas espera que entremos, Abe vem com o caminhão que estaciona logo depois da entrada.

A primeira coisa que noto é um grande lago, dá para se sentar ali por uma tarde e apenas esperar por um peixe, os muros que cercam o local são altos, parecem inteiros, as casas ficam a margem direita do lago, uma ao lado da outra, uma igreja pequena mais à frente.

Algumas construções de madeira que pareciam local de trabalho, mas faltava algo, o principal, faltava as pessoas.

─Porra! Que lugar legal. – Alice caminhava olhando tudo, desarmada de todos os modos, andando sem se afastar muito.

─Alice, vem aqui.

Ela me faz careta, depois volta para perto de mim com ar enfadonho.

─Você parece que tem cem anos mesmo, que coisa, estava olhando as coisas amor.

─Com esse dom que tem de acabar como refém não devia se arriscar.

─Por falar nisso cadê as pessoas? Estão com medo da gente? – Ela pergunta olhando diretamente para a mãe de Noah.

A expressão da mulher fica pesada, nem seria preciso continuar, dá para entender só pelo seu olhar. Não tem mais pessoas.

─Meu irmão, todos os outros que viviam aqui? – Noah questiona, a mãe e o homem trocam um olhar, uma mulher e uma menina surgem em uma das portas, estão abraçadas e curiosas.

A mãe de Noah faz sinal para se aproximarem, estamos todos juntos, elas se aproximam.

─Só sobramos nós quatro! – Ela conta. – Depois que partiu filho as coisas foram só decaindo, tivemos dois ataques de zumbis, muita gente morreu, temos um cemitério atrás dos muros.

Noah fica abatido, acaba de descobrir que o irmão está morto, não chora, não nos deixamos mais cair em prantos, não se tem mais tempo para isso.

─Muita gente decidiu ir embora, tentar a sorte em outros lugares, temos vivido nós quatro nos últimos dois meses.

O homem avisa, um segundo olhar agora sabendo do ocorrido e começo a notar a decadência, o sangue nas paredes, coisas quebradas, o ambiente seguro ganha um ar de destruição que não tinha percebido.

─São bem-vindos para ficar, mais que isso, precisamos de pessoas, esse lugar pode dar certo, mas para isso precisamos de pessoas. – A mãe de Noah pede, Rick tinha um olhar atento, fico pensando se pretende fazer suas perguntas.

─Jogam pôquer? – Alice pergunta quando um longo silencio se abate.

─Alice! – Ralho com ela que dá de ombros.

─Só quebrando um pouco a tensão amor, não está ouvindo a música de suspense?

─Podemos começar a jogar. – Diz a mulher com a menina que até então estava calada, ela olha para Judy, sorri. – Nem imagino como é estar na estrada com um bebê.

Rick pega a filha que estava no colo do irmão, parece apenas querer avisar que era sua e que era importante.

─Sou Stacy, essa é minha filha Pamela, Bruce é quem vem cuidado de tudo. – Ela aponta o homem que não tinha relaxado ainda, ele ainda era jovem, mas parecia forte e determinado.

─A gente podia saber o nome da mãe do Noah, a gente sempre chama ela de mãe do Noah. – Alice diz sorrindo depois é claro de abraçar cada um, nesse momento está agarrada a mãe do Noah como se fosse a dela.

─Cloe, meu nome é Cloe, e o seu?

─Deixa que apresento todos nós. – Alice se anima sorrindo. – Eu sou Alice, este é meu marido Daryl ─ Ela balança a mão com o anel. – Ele me deu, casamos mesmo, porque ele me ama muito e não queria me perder. – Meu olhar acusador faz com que dê de ombros e então continua, uns minutos depois ela acaba as apresentações.

─Devem estar cansados, podem se instalar como quiserem, temos algum suprimento e podemos servir uma refeição a todos. – Stacy parece ser a líder, ou algo perto disso. – A primeira casa é minha e da minha Filha, ao lado fica a casa de Cloe, o resto das casas é de vocês, escolham como quiser, o último prédio é um alojamento, nos bons tempos as pessoas que chegavam sozinhas ficavam lá, Bruce mora lá ainda, são quartos e uma cozinha coletiva.

Casas, aquilo é mesmo uma novidade, nos juntamos em um círculo para decidir quem vai ficar aonde, olho para Alice, isso é sério? Vamos ter uma casa? Juntos, eu e ela?

─A gente devia morar com a Beth – Alice diz decidida.

─Não, a Beth fica comigo e o Glenn, é o certo. – Maggie determina.

─Ela pode ficar comigo, Judy ficaria feliz. – Rick continua.

─Gente eu vou ficar sozinha, July vem viver comigo. Posso cuidar de mim mesma, não vou morar com ninguém.

Alice suspira, me olha e depois olha para as casas, parece preocupada.

─Amor a gente devia morar no alojamento. – Ela me pede com ar preocupado.

─Não. Vamos ter uma casa.

Digo firme, não abro mão disso, nunca sonhei que teríamos a chance de viver uma vida assim, e se vamos ficar e construir algo assim é o que quero.

─E se a gente morar com a Maggie e o Glenn, ou a Sasha?

─Qual é o problema Alice? – pergunto puxando ela de lado, nos afastamos um pouco do grupo.

─O problema é que vai me pedir o divórcio daqui um mês, não sei dessas coisas de casa amor, só comia congelados, essa coisa de lavar roupas, limpar, a gente precisa de um adulto.

─Eu sou um adulto idiota, posso cuidar de nós dois!

─Porque me acha uma delicia e me ama muito?

─Porque tem cinco anos e não sabe fazer nada direito! – Resmungo voltando para o grupo.

─Quando vou fazer seis anos?

─Pelo visto nunca! – Ela ri, estava brava e agora ri, não tem nada além de vento naquela cabeça linda.

As casas são organizadas. Tara, Eugene, Abe e Rosita vão dividir uma, Sasha vai viver com o irmão no alojamento, os dois preferem, Mich pretendia o mesmo, mas a revolta de Carl a obriga a dividir uma casa com ele, Rick e Judy, Alice pretendia fazer um comentário, mas a impeço, Glenn e Maggie ficam com outra e finalmente eu e Alice ficamos na menor de todas, ao menos é o que parecia pelo lado de fora.

─Não se preocupem, estão limpas! – Stacy avisa quando começávamos a nos dispersar.

Alice para na soleira da porta, estaca ali quando abro a porta.

─Vem Alice.

─Essa é nossa casa amor, casou comigo, devia me levar no colo e dizer, enfim sós.

─Alice... – Encaro Alice parada ali sem sinais de que aquilo era uma de suas brincadeiras. – Está falando sério?

─As vezes você me magoa sabia? Isso é bem sério amor, vamos dividir uma casa, é como se fossemos recém casados, não consegue ser romântico?

Eu olho para os olhos grandes, o ar triste é traído pelo brilho divertido em seu olhar, ela me deixa maluco, sempre acabo fazendo o que quer, caio em cada uma de suas armações.

Com um revirar de olhos eu caminho para ela, me rendo mais uma vez, quando não me rendo? Ergo Alice nos braços rezando para o grupo estar ocupado demais para assistir aquilo, passo com ela para o lado de dentro, ela sorri muito contente, me perco em seu olhar.

─Diz amor! – Ela pede depois de me dar um beijo leve.

─Enfim sós! – Resmungo sabendo que ou era isso ou jamais teria paz.

─Agora diz que me ama muito e que sou uma delícia! – Ela ri e eu a solto no chão, só consigo que ria mais de mim. – Adoro como é gentil.

Ela se apoia em mim para não cair, eu a puxo de volta para meus braços, amo essa garota maluca que vai dividir uma casa comigo, já dividimos uma vida.

─Amo você sua idiota.

─Também te amo troglodita! – Nos beijamos, nenhum dos dois interessado em nada sobre a casa. – Deve ter uma cama Daryl, não devia me arrastar para ela e me possuir avidamente?

─E ficar com fama de troglodita? Não, acho melhor pegar sua mão e conduzi-la até o quarto e então com gentileza e suavidade a gente vai...

─Cala boca Daryl, deixa o romance para outro dia! – Ela me puxa pela mão, sai abrindo portas. – Esconderam a porra do quarto de casal?

A terceira porta é aberta e vemos uma cama grande e definitivamente não vemos mais nada, não que não tenha outras coisas, até deve ter, mas não pensamos em mais nada que não seja arrancar roupas e chegar até o colchão.

Não importa quanto tempo passe, quanta dificuldade enfrentemos, sua pele é sempre lisa, suave, a pressa vai embora, fica o desejo de sentir seu corpo, a menininha maluca e inconsequente dá lugar a mulher sexy que sabe como me tocar, até seu olhar muda.

Meus lábios vão percorrendo seu corpo, saboreando sua pele enquanto suas mãos passeiam por mim, me arranham, ela geme, diz meu nome aos sussurros, é definitivamente o jeito certo de começar o futuro, tomo seus lábios mais uma vez, vasculho sua boca.

Ela mergulha os dedos em meus cabelos, arqueia.

─Adoro quando me toca assim! – Ela me conta, minhas mãos se prendem as dela quando sem resistir mais invado seu corpo. – Isso nunca vai parar de ser bom? – Ela diz sorrindo, me beija, é isso que mais amo em minha garota maluca, como se entrega sem medo, como me deixa ser parte dela.

─Te amo! – A mente foge um pouco quando as coisas ganham mais urgência, não consigo formular qualquer frase, nem ela, são só gemidos e suspiros, são só dois corpos saciando o desejo que parece nunca nos abandonar por completo.

Então vem o êxtase, a satisfação e podemos só ficar ali, nos olhando, trocando beijos rápidos, ela me fez outro homem, um melhor.

─Me ama loucamente?

─Te amo um pouco.

─Que maldade, me magoa falando assim.

─E você? Só quer saber dos meus sentimentos, mas e os seus?

─A vida no apocalipse não deixou opções, peguei o primeiro que surgiu.

Mordo seu pescoço, ela se contorce rindo, depois nos olhamos o sorriso some, mas os olhos continuam a brilhar.

─Eu te amo loucamente, te acho uma delícia, e não tem mais nada nem ninguém no mundo que possa mudar isso.

Suas palavras são firmes, não deixam espaço para dúvida e só posso me emocionar, beijo Alice, um longo beijo.

─Vamos conhecer nossa casa amor? – Ela me pede e suspiro.

Me deito a seu lado, olhamos finalmente o ambiente. A cama de casal é grande e fico pensando que Alice não vai mais me atropelar para sair da cama quando amanhecer.

─A pessoa gostava de coisinhas pequenas não é? Cheio de enfeites pequenos, vamos jogar essa porra toda no lixo se não vamos ter que limpar.

─Faz como quiser. – Isso é mesmo com ela, não ligo a mínima.

─A cama é boa, tem um guarda-roupas, faz mil anos que não guardo minhas coisas em um.

Acho que nunca guardei as minhas, nunca fiquei tempo o bastante em qualquer lugar para isso, nunca tive mais do que aquilo que coubesse em uma mochila, olho para Alice.

─Nunca vivi assim Alice, numa casa, com móveis dentro, com alguém que me importo.

Ela me beija, fica de pé, caça nossas roupas, vai me atirando as minhas e depois se veste, sem alternativa faço o mesmo.

─Vamos ver o resto.

Me puxa pela mão, tem um outro quarto pequeno, uma cama e devia ser um quarto de criança, depois um banheiro e cozinha, ela para na cozinha.

─Vamos formar de novo o conselho e decidir que é mais econômico se uma pessoa cozinhar para todo grupo, me apoia ou vai morrer de fome.

─Tudo bem Alice, não vou te enfiar numa cozinha se é isso que teme.

A sala é o maior ambiente, um sofá grande, outro menor e uma poltrona do tipo que maridos sentavam no passado para assistir ao futebol.

─Temos TV amor! – Alice se senta no sofá diante da tela apagada da TV, vasculha a sua volta e encontra o controle numa mesinha lateral, me faz sorrir quando finge mudar de canal. – Achei! Um filme de terror, olha Daryl, é sobre o apocalipse, tem uma loira gostosa e um caçador.

─Aposto que tem e aposto que a loira gostosa tem uma mente brilhante.

─Ganhou! – Ela se encolhe no sofá, os pés para cima.

─Sabe que as coisas não acabaram não é Alice? Quer dizer, esse teto, muros e portões, viu que já caiu, que pode cair de novo e que para dar certo teremos muito trabalho.

─Ainda bem, não teria a menor graça se fosse diferente.

Me sento a seu lado, ela deita a cabeça em meu colo.

─Faz cafuné? – Me pede com os olhos meigos e cara de pobre menina.

─Não.

─Troglodita! Vem, vamos andar por aí, ver como todos estão se virando.

─Deve estar todo mundo dormindo.

─A gente acorda as pessoas, e fiquei pensando nessa coisa de Mich e Rick o que acha?

─Que são só amigos mesmo.

─Queria que namorassem, e ela fosse a mãe da Judy.

─Pode não se meter nisso? – Eu sei que é bobagem pedir, mas não custa.

─Poder eu posso, acontece que não quero. Acha que se pode nadar nesse lago?

─Não! – Aquilo me assusta, quem garante que ela não vai acabar em mais uma luta épica com um zumbi?

─Tudo bem. ─ Ela usa um tom enfadonho que me arranca mais um sorriso.

Deixamos a casa de mãos dadas, as pessoas começavam a se juntar na frente de uma das casas, seguimos de mãos dadas até eles, hora de reconstruir, vamos ver se a família de Noah não será empecilho, não sabemos obedecer ordens, somos muito fortes para nos submetermos as vontades de outro grupo.

Notas finais
Agora é como se tudo recomeçasse, vamos ver como será esse foi apenas uma apresentação da nova vida de Alice e Daryl e ela com certeza vai aprontar muito nesse lugar Beijos