Caminhando entre os mortos 2
14 Capítulo 14 - Primeiro aniversário
Notas iniciais
Pov – Alice
Algumas coisas vão sendo decididas naquela pequena reunião ao ar livre, Noah vai mediando as coisas e vamos sentindo que aquelas pessoas estavam o tempo todo apenas a espera que alguém chegasse com força para tomar conta do lugar.
Nenhum deles se opõe a nada, Abraham resmunga aqui e ali, mas depois de dez minutos de reunião eu já estava me distraindo com July e Pam, Carl olha de uma para outra um tanto encantado, quem sabe ele não começa a despertar para o amor?
─A gente precisa marcar uma tarde de pôquer, assim que eles pararem de listar tudo que tem que ser feito.
─Não sei jogar isso Alice. – Pam diz preocupada, olho para Stacy, ela está envolvida na reunião.
─A gente te ensina, mas meu marido vai brigar comigo, então o Carl faz isso, ouviu Carl?
─Certo, vou dar umas aulas, a July me ajuda.
─Feito.
─Estou feliz que chegaram, Cloe sempre acreditou que o Noah voltaria, todo mundo sempre achou ela meio louca por causa disso, mas ele fez melhor que isso, voltou e trouxe pessoas.
─Que tal comermos agora? – Escuto Cloe dizer e me viro com o estômago roncando. – Arrumei uma mesa na minha varanda, depois pensamos numa maneira de todos comerem diariamente.
Daryl vem para perto de mim quando todos caminhamos para a varanda da mãe de Noah duas ou três casas mais a frente.
─Vocês não são canibais, são? – Pergunto quando subia os degraus, Stacy, Cloe e Bruce me olham chocados.
─Alice! – Daryl me repreende mortificado.
─Só checando amor! – Começamos a comer, Bruce observa Beth o tempo todo, ela não parece notar, mas eu sim, bem que minha amiga merecia um cara legal, resta saber se ele é um cara legal.
─O trabalho começa cedo amanhã, já está anoitecendo, vieram de longe, passaram por muitas coisas, cuidamos de tudo essa noite, descansem.
Bruce oferece e adoro a ideia.
─Tem certeza, não tem risco de acordarmos com um zumbi no pescoço?
─Não Abe, claro que já tiveram invasões, mas eu fico de guarda a noite, Stacy e Cloe, revezam comigo, fazendo rondas, podem descansar.
─Ajudamos! – Rick se oferece preocupado como todos nós, não sabemos como esse lugar funciona.
─Rick eu tenho certeza que faz tempo que não descansa ao lado de seus filhos, cuidamos de tudo.
Stacy garante, ela é bem gentil, gosto de todos eles. Daryl e Rick trocam um olhar, nenhum dos dois está confiante o bastante para simplesmente se fechar numa casa e dormir.
─Por que vocês dois não fazem uma ronda bem detalhada do lugar antes de nos recolhermos? – Os olhinhos dos gangsteres brilham me fazendo rir. – Olha como adoram uma ronda, uma vigia prolongada!
As pessoas riem comigo, recebo um olhar crítico dos irmãos mau humor, respondo com uma careta, Sasha logo se oferece para acompanhar, é outra que adora isso, Michonne faz o mesmo porque não quer ficar para trás.
Eles formam um pequeno grupo, eu aproveito para seguir com Beth até sua porta, nos sentamos nos degraus da frente, July conversava com Carl e brincava com Judy um pouco mais a frente.
─A bravinha está tão crescida, aqui vai poder aprender a andar, falar, ainda vamos vê-la correndo por esse lugar com outras crianças.
Beth concorda com um sorriso cheio de lágrimas, ela balança a cabeça para afasta-las.
─Está difícil demais? – Pergunto preocupada, ela tenta falar, mais algumas lágrimas a dominam, ela respira fundo, solta o ar de modo lento.
─Carol... me dói pensar, me sinto culpada, quero ser forte, ficar de pé e fazer valer a pena ela ter morrido por mim, me sinto tão responsável por isso, parece que ficar viva e ser útil ganhou um peso e uma importância que não sei se tinha antes.
─Entendo, quis me sentir culpada também, Daryl diz que sempre me culpo por todas as mortes, faço mesmo isso, fico achando que a vida das pessoas e suas escolhas estão tão misturadas as minhas que se alguém morre então é minha culpa.
─Carol foi por mim e não voltou.
─Não queria te dizer isso, mas não foi assim, amo Carol, sabe disso, aprendemos a dividir o amor do Daryl.
─sempre achei essa coisa de vocês tão moderno! – Beth brinca com os olhos marejados.
─Eu decidi que não sairia da Geórgia sem você. Daryl sabia disso, nunca me diria não, ele não consegue, porque sou irresistível! – Rimos as duas de braços dados nos degraus da escada assistindo adolescentes descobrindo a vida e aquilo é apenas bom. – Saímos atrás da Carol uma vez porque ela estava estranha, distante, eu achava que ela queria nos deixar e estava apenas juntando coragem, vimos o carro passar, pegamos um carro e ela apenas nos acompanhou no impulso.
─Acha que ela não iria?
─Claro que iria! – Amo Carol, sei como ela amava a família. – Carol amava você e te queria viva, apenas estou tentando dizer que esse mundo ficou pesado demais para ela. Carol chegou a dizer que não sabia se valia a pena salvar as pessoas, ela estava tão cansada, sem esperança, só seguindo em frente, mais por nós do que por ela.
─Sei como é! – Beth me diz e afirmo, eu não, gosto de viver, não sei ser diferente.
─Ela fez algo grande, foi uma saída triunfal, bem ao estilo Carol. Não torne isso pequeno sentindo culpa.
─Tem razão, vou repensar tudo isso, prometo! – As lagrimas vão embora.
─Está bem com a Maggie?
─Sim. Ela anda mais protetora que nunca, tenho lutado para faze-la ver que posso viver sozinha, fazer minhas escolhas, ela está tentando aprender, Glenn me ajuda muito.
─E a July, como vai ser isso, queria pegar ela para mim, mas o Daryl disse que não é como criar gatos.
Beth ri animada, afirma com cara de que concorda com ele, mostro a língua para ela que me dá um empurrãozinho com o ombro.
─Foi um impulso, acho mesmo que ela preferiria você e o Daryl, dá para ver que te adora, vou conversar com ela e ter certeza do que ela quer, fazer um bom acordo.
─Vai ser uma mãe moderna! – Ela nega.
─Uma amiga um pouco mais velha.
─Bem pouco! – Brinco e agora eu ganho uma careta. – Aquele Bruce é bem bonitão, cara de mau, estilo Daryl Dixon não achou?
─Sei lá, nem olhei para ele direito.
─Pois devia, o cara está te devorando com o olhar, nem contei ao Daryl para ele não ficar todo irmão preocupado e cortar essa chance, se conheço bem ele vai dizer para o cara ficar longe de você.
─Não quero ninguém agora, já tive dois namorados, foi o bastante, vi coisas naquele hospital, passei por coisas, humilhações, acho que perdi um pouco a fé nos homens.
─Primeiro não amou nem o Jimmy, nem o Zack, quando amar alguém vai ver que é diferente de tudo, e segundo aqueles eram monstros e não homens, não culpe a classe.
─Sim senhora! – Ela brinca. – Não estou pronta, apenas quero pensar em ajudar, construir esse lugar e ter minha própria identidade. Não quero estar atrelada a ninguém para isso.
─Amiga feminista é chato Beth, precisamos falar de homens!
─Quem disse que não podemos? – Ela brinca, Bruce passa por nós carregando um rifle, nos olha meio de lado.
O cara é alto, cabelo em desalinho, escuro combinando com os olhos, forte, barba por fazer, andar firme, ele se afasta nos olhamos.
─Bela bunda! – Beth brinca me surpreendendo, desatamos a rir, sinto falta de ar, dor no abdômen e então Daryl para diante de nós confuso.
─Pronto amor? – Pergunto controlando o riso, ele afirma, abraço Beth.
─Até amanhã. – Ela diz sorrindo.
─Porque não vem com a gente Beth, você e a July? Ao menos esses primeiros dias?
─Não precisa Daryl, somos vizinhos, eu grito e você corre, combinado? – Daryl afirma, me levanto e caminho com Daryl para casa, cruzamos com Rick que seguia em direção a Beth, a pobre terá que lutar muito para encontrar liberdade.
─Tudo seguro? ─ Pergunto quando entramos em casa. Adoro ter casa, menos arrumar, isso vai ser chato.
─Sim. Do que estavam rindo?
─Coisa de garota!
─Sobre mim?
─Não centro do universo! – Respondo e ele me puxa para seus braços, me beija. – Adoro que me ama loucamente.
─Vamos dormir maluca.
Daryl exige ficar do lado da porta, me deito do outro lado, me enrolo nele, o cansaço me domina, assim como a ele, foram dias bem complicados e só agora me dou conta.
─Acho que vamos ter que dormir Daryl, infelizmente vai ter que suportar uma noite sem sexo selvagem.
─Cala a boca Alice! – Ele nem abre os olhos para dizer, sorrio, tem planos para ele, mas amanhã coloco em pratica. Vou achar um presente, avisar as pessoas e em dois dias será aniversário de Daryl Dixon, desde a briga na cabana penso nisso, será seu primeiro aniversário.
Pov – Daryl
Sinto Alice me esmagar, seu joelho sobre minha coxa como todas as manhãs na prisão, então ela geme, me acerta com uma mão, tenta se segurar em mim escuto o costumeiro baque de Alice caindo da cama como de costume.
Demoro um segundo para compreender que não estamos na prisão, abro os olhos e lá está Alice no chão caçando sapatos e resmungando.
─Que merda Alice, o que está fazendo ai?
─Fui levantar, estava passando por cima de você e como de costume me derrubou! – Ela reclama. – Achei a porra do sapato, duendes malditos.
─Por que diabos passou por cima de mim?
─A culpa é sua que me ama loucamente e quer me proteger dos perigos e escolheu o lado da porta. Por cima de você é mais rápido.
─Claro, assim economiza intermináveis cinco segundos saindo pelo seu lado da cama.
─Que merda Daryl, deixa de ser egoísta, me estatelei no chão, tenha alguma piedade!
─Pobrezinha! – Ela mostra a língua, termina de se calçar, se põe de pé. – Mau clareou, achei que ao menos hoje podíamos descansar um pouco. Porque não volta para a cama?
─É muito dependente de mim Daryl, isso sufoca um pouco, preciso de espaço!
─Idiota! – Rio, e ela se deita de volta ao meu lado. – Me obriga a voltar para seus braços. – Alice me puxa para ela. Eu a envolvo, afundo o rosto em seus cabelos, passo meu nariz por seu pescoço aspirando seu perfume. – Me deseja toda para você.
─Não tinha compromisso? – Provoco.
─Estava tentando ir, mas me arrastou de volta para cama, é tão mais forte que eu, o que posso fazer se vai arrancar minhas roupas cheio de desejo e me possuir? Sou fraca perto de você, apenas uma mulher indefesa e você é um bruto.
Começo a rir, perco um pouco as forças, Alice não tem limites, ninguém além dela me faz rir assim, nunca, nem em meus melhores dias.
─Não amor, sem rir, se concentra, não pode fungar assim no meu pescoço e depois ter um ataque de riso.
─Então cala a boca! – Digo enquanto ela chuta os sapatos para longe, um deles voa e bate nas minhas costas antes de rolar para o chão. – Aí! – Como se pode ser romântico com essa doida? A risada fica mais forte.
─Desculpa amor, foram os duendes invejosos!
─Quer me ajudar um pouco, para de dizer bobagem, diz algo romântico.
─Sou uma delícia e me ama loucamente.
─Isso não é romântico, é engraçado, se ficar de boca fechada já ajuda.
─Quer que faça um cara sexy, dessas de capa de revista de tarado? – Tampo seu rosto com a mão, nunca vou conseguir parar de rir.
─Não se atreva! – Ela empurra minha mão rindo tanto quanto eu.
─Já sei! – Ela me faz olhar para ela. – Nossa você fica bem sexy com cara de sono e risonho, mas não era isso que ia dizer, espera, o que eu ia dizer? Ah! Lembrei, eu te acho uma delícia e te amo loucamente.
─Isso definitivamente ajudou! – Tomo seus lábios, o riso vai embora, o desejo domina todos os meus sentidos, passamos o inferno nas últimas semanas, quero recuperar o tempo perdido.
Saímos quase duas horas depois, as pessoas já circulando de um lado para outro, Rick me chama, nos separamos, Alice vai caçar outra pessoa para enlouquecer e fazer feliz e eu vou trabalhar, no meio da tarde eu a vejo conversando com Bruce, os dois caminhando para o galpão onde eles guardam coisas para o trabalho.
Rick me garantiu que o tal galpão estava cheio de preciosidades, ainda não tive tempo de ir até lá.
Não gosto nada de ver Alice sozinha com o cara, não sei quem ele é, me irrito, mas me contenho, foi uma manhã incrível e não vou estragar isso, não ainda.
Fico de olho nos dois, uns minutos depois ele sai, fico aliviado e volto ao trabalho, no fim da tarde quando me junto a Alice ela sorri carinhosa, me envolve, faz isso na frente de todos e eu apenas aceito, é bom para o tal Bruce saber que ela me pertence.
Comemos todos, assim que reforçarmos a segurança vou sair para caçar, Rick e Carl já começaram a trabalhar uma parte do terreno onde vão plantar, July decidiu ajudar.
Trabalhamos todos sem um descanso, garantir a segurança é a prioridade, dividimos a guarda, eu e Alice pegamos o primeiro turno, somos rendidos por Glenn e Maggie no meio da noite.
Mais uma vez nos perdemos um no outro, sim, ter um teto é perfeito, a prisão nos reprimia um pouco, mas agora temos uma casa, ainda não cuidamos dela, os muros são mais importantes, mas um dia poderemos cuidar.
Sinto Alice se mover sobre mim, não abro os olhos, conheço o ritual de formiga na cama, mas então ela se senta sobre mim, suas mãos se espalmam em meu peito, ela se curva, seus cabelos se esparramam sobre meu peito quando seus lábios passam por meu pescoço antes de encontrarem os meus, ela me beija, correspondo antes mesmo de abrir os olhos.
Isso sim é um bom jeito de acordar, toco suas coxas a minha volta, subo as mãos em direção ao seu quadril, abro os olhos quando nos afastamos e é a visão mais linda que já tive na vida. Minha mulher, linda e perfeita, nua, sentada sobre mim sorrindo feito a rainha das fadas.
─Bom dia meu amor, feliz aniversário!
─Alice não...
─Shiu! É sim, o mundo acabou, decidi que hoje é seu aniversário. Parabéns! – Fico mundo, confuso, meio idiota olhando para ela. – Vai ser sempre assim no dia do seu aniversário, vamos começar o dia comemorando. Amo você.
─Comemorar meu nascimento é meio... Nunca... Eu... ─Me sinto meio como no começo de tudo, completamente sem ação.
─Tenho muito o que comemorar, amo você Daryl, o dia do seu nascimento é o dia mais importante do mundo para mim.
O que se diz? Ninguém nunca me desejou feliz aniversário, fico com um nó estranho na garganta, puxo Alice de volta para mim e a beijo, depois ela se afasta de novo, toco sua pele, macia, afasto um pouco seus cabelos.
─Espera amor, ainda falta o presente! – Ela se dobra um pouco, quer pegar algo em baixo da cama, se desequilibra, eu a seguro. – Não olha amor, é surpresa.
Alice se volta, olha em volta, pega seu travesseiro ao lado do meu e coloca sobre meu rosto.
─Alice!
─Espera um pouco, tenho um presente.
─Morte por asfixia! – Reclamo com a voz abafada pelo travesseiro, escuto seu riso, sinto seus movimentos sobre mim e aquilo é bem animador.
O travesseiro sai do meu rosto, ela balança meia dúzia de flechas novas diante de mim, uma delas tem um coração recortado em papel vermelho enfincado nela.
─Flechas e meu coração! – Ela diz com um lindo e doce sorriso. – Esse é seu presente.
Se pudesse amar Alice mais do que amo aquele seria o momento, meu coração se expande, ela é minha vida, meu ar, tudo que me importa e sim, sou completamente dependente dela.
Me sento com ela ainda sentada sobre mim, envolvo Alice, ela passa os braços por meus ombros, afasto seus cabelos dourados, não sei o que dizer, então demonstro num longo beijo.
─Amo você! – Ela sorri emocionada.
─E me acha um delicia?
─Te acho mais ou menos! É jeitosinha! – Rimos, voltando a nos beijar.
Fazer aniversário está sendo muito bom. Enquanto esperava Alice prender os cabelos e examinava as flechas, descubro que a conversa que a vi tendo com Bruce era sobre me conseguir um presente, fico mais relaxado sobre isso e feliz por não ter feito uma cena.
Deixamos a casa mais tarde que a manhã anterior, vamos ter que parar com isso uma hora dessas.
─Parabéns Daryl! – Rick surge, claro que ela faria isso, foi tolice achar que Alice se contentaria com algo íntimo.
─Obrigado! – Trocamos um aperto de mão.
─A bravinha também quer desejar feliz aniversário.
Pego a pequena no colo, beijo sua bochecha rosada, depois a devolvo, parece que tinha uma pequena fila para me cumprimentar e aquilo parece mais inacreditável que mortos andarem.
Michonne, Carl e Glenn me apertam a mão desejando felicidades, Ty me dá um meio abraço, Sasha também. Maggie me estende um pacote, mais presentes?
─Parabéns! – Ela sorri depois de mais um meio abraço. – Perdi o que tinha lá em Términos, consegui outro.
Abro completamente confuso, é um poncho quase igual ao que tinha, fico surpreso, meio sem saber como agir, querendo sumir, ao mesmo tempo orgulhoso, me sentindo querido e importante.
Beth se aproxima, me abraça forte, com ela não tem meios abraços, se afasta sorrindo.
─Feliz Aniversário! – Me estende mais um pacote, não sei o que dizer, mais uma vez. ─Ano que vem vamos ter bolo e docinhos.
Abro o presente, é uma mochila preta, o sobrenome Dixon bordado a mão, sorrio, todos tão carinhosos, me sinto um garoto, Alice está sorrindo, o maior sorriso que já vi, os olhos brilham tanto que me lembram joias preciosas. Não sei como agradecer.
─Obrigado! – Digo olhando para todos eles.
─Aproveite o dia, está de folga hoje! – Rick me dá um tapinha amistoso no ombro e o grupo se dispersa.
Ficamos eu e Alice diante um do outro, eu com presentes na mão, presentes, eu, Daryl Dixon, o cara mais isolado, solitário e esquecido, ela fez isso, sempre faz, me transforma.
─Folga de aniversário amor, temos que aproveitar.
─E vamos! – Puxo Alice para meus braços, tomo seus lábios, é um longo e despreocupado beijo, o primeiro longo beijo que tomo a iniciativa de dar em Alice me público.
Estranhamente aquilo não me assusta, não me dá vergonha, quando me afasto um pouco ela está emocionada.
─Seja mais discreto homem, as pessoas estão olhando, isso é constrangedor, quer me matar de vergonha?
─Maluca!
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