Caminhando entre os mortos 2

11 Capítulo 11 - Uma pequena vitória


Notas iniciais
Oi gente! Demorei né? Perdão, estou tentando atualizar tudo, espero que tenham tido um ótimo natal, se não der tempo de voltar aqui antes do ano novo eu desejo um FELIZ ANO NOVO!!! Cheio de muitas vitórias e de sonhos realizados.

Pov – Daryl

Mesmo depois de toda a amargura que passamos ainda posso achar momentos felizes, todos que passo com Alice por exemplo, esses em particular em que posso dirigir por uma estrada limpa sentindo o vento no rosto e os braços de Alice me envolvendo.

Viajamos em três carros e a moto, sei que é um comboio muito grande para se manter até a Virginia, não é fácil encontrar combustível para todos esses carros, nem alimentar toda essa gente, mas é mais seguro, somos um bom número de fortes e destemidos, claro que tem Judy que é só um bebê, Eugene e Gabriel a dupla de covardes, mas o restante é forte, podemos chegar.

─Daryl, o Glenn está fazendo sinal, acho que querem parar! – Alice me diz e diminuo, a velocidade, emparelho com a caminhonete que ele dirige.

─Vamos parar para comer e dar uma olhada no mapa! – Glenn grita pelo vidro aberto. – Maggie diz que tem uma complicação mais à frente!

Odeio complicações, suspiro depois de concordar, paramos depois de uma curva, dos dois lados apenas mata fechada, quem sabe posso caçar um pouco enquanto eles decidem que caminho a seguir.

─Que saudade daquela cama macia que experimentamos! – Alice diz se contorcendo ao meu lado, seus ossos estralam ela ri. – Pobre de mim que estou ficando velha e enferrujada.

─Velha e enferrujada? – Mulher doida, ela se apoia em mim quando o grupo começava a se reunir a nossa volta.

─Temos umas três horas antes de escurecer, melhor estarmos prontos antes disso para não ter que parar.

Rick diz enquanto Tara e Rosita começavam o trabalho de dividir a comida, Glenn abre o mapa no capô de um carro, nos aproximamos, Alice se dobra sobre ele, procura Richimond.

─Essa porra está longe para cacete! – Reclama se afastando.

─Em meia hora encontraremos um desvio, ou pegamos a principal ou vamos ter que voltar daqui uns quilômetros. A estrada secundaria estava em reforma quando tudo começou, me lembrei disso, passei por ela indo para a fazenda, não sabemos se foi liberada.

Maggie comunica e nos olhamos, as rodovias principais nunca são boa ideia, normalmente tem muitos carros bloqueando a passagem, mais zumbis pelo caminho, parece pouco seguro, mas voltar significa mais um dia de viajem, ficamos em silencio um momento.

─Estão refletindo? – Alice pergunta. – Todo mundo em silencio, só falta uma música de tensão ao fundo.

─Prefiro arriscar, podemos dar conta de desbloquear um caminho ou outro, matar zumbis também não pode ser grande coisa! – Abraham é sempre impaciente e pouco prudente.

─E se encontrarmos um engarrafamento como em Atlanta?

─Ty a gente não pode trabalhar só com hipóteses. – Glenn diz querendo seguir a ideia de continuar pela principal, eu fico em dúvida, sempre prefiro a segurança, a garantia de manter Alice segura.

─O que acha Daryl? – Rick me pergunta e penso um instante, olho minha Alice que nesse momento tentava entreter Judith fazendo caretas e ganhando um olhar de interrogação da pequena.

─Acho que não temos hora marcada, que ninguém nos espera em porcaria de lugar nenhum, então que diferença faz se atrasarmos a viagem.

─Combustível, comida, zumbis, é pouco? Posso pensar em mais. – Abraham deixa claro que não vamos ser amigos, eu mantenho seu olhar.

─Certo, vamos votar, somos ou não uma democracia? – Michonne diz irritada com aquela pequena tensão, faz isso se colocando ao meu lado, Alice está distraída demais para se dar conta do pequeno entrevero.

A maioria quer seguir em frente, Rick acata, dou de ombros, não quero brigar por bobagens.

─Vamos partir quando estiver amanhecendo então, não pretendo enfrentar um maldito engarrafamento no meio da noite. – Rick responde pouco feliz com a decisão da maioria, assim como eu ele prefere a segurança, Judy está conosco e não queremos arriscar sua segurança.

─Eu e Alice vamos caçar um pouco, voltamos quando a noite cair.

─E vamos nós sacrificar os pobres animaizinhos! – Alice diz segurando minha mão.

Entramos pela mata, uma hora de caminhada, encontro três coelhos apenas, poderia ser mais se Alice calasse a boca, mas isso é pedir demais.

─Amor acha que vão ter casas em Richimond?

─Pode ser, quer uma casa?

─Não, só uma cama mesmo. – Ela diz distraída, então paramos de andar quando ouvimos passos, nos encaramos, o primeiro zumbi surge no meio da mata, aponto a besta, mas Alice segura meu braço. – Não gaste flechas amor, são muitos, melhor a gente ir.

Ela está certa, mais alguns surgem e pegamos o caminho de volta apressados, desvio um pouco de onde deixamos o grupo, não quero levar zumbis em nossa direção, no caminho achamos um rio.

Não estamos mais sendo seguidos e paramos para respirar, Alice sorri.

─Sempre me lembro da minha...

─Luta épica com um zumbi – Termino a frase conhecida e irritante. ─ Aquilo não foi épico, foi apavorante, não sei como ainda te diverte.

─Estou viva, então foi legal.

─Acredito, é sempre legal quando me vê apavorado.

─Enche meu cantil, não quero chegar muito perto e ser puxada, vai gritar comigo um ano se isso acontecer.

─E com razão, só faz merda! Uma atrás da outra, como há dois dias quando se engalfinhou com zumbis e Beth teve que te ajudar.

─Tinha um monte de gente lá, eles resolveram me cercar, que porra de culpa eu tenho de ser uma delícia?

─Cala a boca Alice! – Digo quando me dobrava para encher meu cantil, quando me viro de volta ela enfiava a faca na cabeça de um zumbi, empurra o corpo e limpa a faca nas roupas do morto, me encara e sorri.

─Eles me amam!

─Hora de ir, vem, vamos para cas... – Me calo, por um minuto pensei na prisão, na nossa casa, nos bons tempos que vivemos lá, Hershel me vem à mente, e Carol, e todas aquelas pessoas que tentamos salvar, estão mortos, todos eles, não conseguimos evitar.

─Eu sei amor, ainda vamos reconstruir.

─Gosto de como é esperançosa! – Ela me beija, caminhamos de volta.

Quando chegamos três corpos de zumbis estavam amontoados na beira da estrada, os carros estavam prontos para uma partida de emergência, o grupo se reunia em torno de uma pequena fogueira no meio da estrada.

─Tudo bem? – Rick pergunta. Afirmamos.

Deixo os coelhos no chão, ao lado do fogo, Beth e Maggie pegam suas facas, se unem para limpar e preparar as carnes, temos que economizar as poucas latas de comida vencida que ainda temos.

Ninguém dorme, ficamos todos ali, olhando o fogo enquanto a noite nos engole num clima pesado, menos Alice é claro, ela nunca deixa a dor domina-la, nunca perde a alegria.

─Alguém interessado em uma partida de pôquer menos Eugene mentiroso e sua esperteza?

─Estou liso Alice, devo tanto que prefiro pagar antes de me arriscar.

Carl diz encostado no capô de um carro ao lado do pai.

─Acho que vamos fazer muito barulho e essa coisa de limpar vocês anda perdendo a graça para mim! – Beth diz sorridente.

─E eu cai de uma ponte para salvar essa pessoa, todo mundo erra uma vez na vida.

Beth e Alice se abraçam, depois riem juntas, Alice volta para meus braços, eu a envolvo.

─Estou querendo umas férias amor, pensei em uma semana na praia, que acha?

─Praia? Quem sabe montanhas.

─Tive uma ideia! – Alice se anima. – Porque não vamos morar numa ilha deserta?

─Conhece alguma? Sabe velejar? – Brinco apertando-a um pouco em meus braços.

─Gente eu sou um gênio, quando digo que minha mente é brilhante, acho que temos que tentar.

─Quem sabe um dia Alice, se nada mais der certo.

─Feito, não se esqueçam que a ideia é minha, a ilha pode ter meu nome, eu posso ter uma estátua para a posteridade e daqui umas gerações as pessoas vão venerar a mãe de todos e fundadora do novo mundo.

─Ou pode amanhecer logo e pegarmos a estrada de uma vez, assim ficamos livres dessa irritação toda! – Abraham diz e Rosita o cutuca.

─Quem convidou esse cara? – Alice pergunta. – Que chato, mal humorado, só reclama, pega o carro a estrada e segue seu rumo.

Ele não responde, acho bom, Alice suspira e continua sua conversa sobre a ilha e suas vantagens, Carl adora a ideia, os dois ficam fazendo planos, rindo e brincando e logo o dia começa a amanhecer.

─Vamos? – Rick convida ficando de pé, todos nos erguemos, Alice se espreguiça, me envolve o pescoço, me beija sem qualquer pudor, depois se afasta fazendo bico, sabe que o dia será longo.

─Sabe o que temos que fazer hoje? – Pergunto pensando nos perigos da estrada.

─Sei Pink, o que fazemos todos os dias, tentar dominar o mundo!

As pessoas riem, porque Alice tem esse talento, ela faz todos rirem, subo na moto, ela se apoia em meu ombro para sentar em minha garupa, seguro seu braço impedindo, ela me olha sem entender.

─Você é o Pink, eu sou o cérebro e isso não está em discussão! – Ela sorri.

─Você é bem cabeçudo mesmo.

Ligo a moto quando ela se arrumava na garupa e pegamos a estrada, como Maggie tinha dito a estrada secundaria estava em reforma e fechada quando tudo começou, vemos alguns carros acidentados, velhos cones de sinalização, avisos, só podíamos seguir mesmo pela principal e vou na frente, meia hora de estrada sem qualquer problema.

Era quase meio dia, mas o dia estava agradável, nem calor, nem frio demais, Alice se deita em minhas costas, aperta mais as mãos em torno da minha cintura e sinto que relaxa.

Cedo demais, me dou conta, quando começo a diminuir em função dos primeiros carros parados, sabia que daria merda, claro que de carro não vamos conseguir ir muito longe, vou tentando abrir caminho com a moto, ver até onde a confusão está quando vejo pelo retrovisor os carros parando no fim da fila, vez por outra um zumbi preso nos carros desde o começo da infecção batia nos vidros.

─Porra de apocalipse de merda! – Alice suspira, dou meia volta e retorno ao grupo quando nem mesmo a moto consegue passar.

Desço quando me junto a eles.

É impossível não pensar em Sophia, em quando a perdemos, era o mesmo cenário, ainda temos alguns remanescentes, eu, Carl, Glenn e Rick, só o que restou daquelas pessoas que um dia se uniram para procurar uma garotinha perseguida por zumbis num dia como o de hoje, numa estrada como essa.

Troco um longo olhar com Carl, sinto sua leve angustia, assim como eu, ele se lembra e sente, foi há muito tempo, quando mal podíamos nos defender, antes do mundo se deteriorar.

─E agora? – Tara questiona sempre ao lado de Maggie e Glenn, nos encaramos pensativos.

─Música de suspense ao fundo mais uma vez! – Alice brinca.

─Devíamos seguir a pé por entre os carros, lá na frente deve ter mais carros e acesso livre, voltar vai nos tomar mais do que um dia.

─Deixar os carros para trás Abe? E o combustível, as coisas que juntamos? – Sasha questiona.

─Deviam ter pensado nisso quando votaram. – Rick diz caminhando uns metros com Judy nos braços.

─Podemos seguir, é só evitar barulho, os carros podem nos proteger um pouco! – Ty continua, eu sei que ninguém quer realmente andar para trás, mas acho que estamos nos arriscando demais.

─Se é assim vamos de uma vez, temos que chegar até a cidade, achar carros e combustível. – Glenn comenta já abrindo o porta-malas do carro e juntando o que levava lá.

Alice olha para a estrada repleta de carros, depois olha para mim não muito animada, Rick prende Judy, dessa vez nas costas de Carl, todos temos que estar livres para uma emergência, só consigo pensar em Sophia, na culpa que ainda carrego por não ter encontrado a pequena a tempo. Mesmo com as palavras de Carol dançando em minha mente.

─Não se atreva se afastar de mim! – Alice revira os olhos.

─Eu sei, assim como sei o que está te deixando tão tenso, é a memória da garotinha, não é? – Ela diz passando seu braço por minha cintura.

Alice tem aquele ar distraído, despreocupado, mas está sempre ligada em tudo, sabe quem eu sou, como me sinto, me conhece mais do que ninguém.

─É como ser atirado de volta lá, como se fosse ouvir de novo os gritos de Sophia, a correria e o celeiro, não gosto disso.

─Não sou uma garotinha Daryl, sou uma mulher, a sua mulher, sei me defender, me ama, mas não é mais responsável pela minha vida do que eu mesma, não se preocupe.

─É bem estranho quando fala sério, sabe disso né? – Brinco tentando acalma-la, começamos a caminhar por entre os carros, todos em silencio, com um susto aqui ou ali quando um zumbi preso dentro de algum carro bate no vidro desejando nossa carne.

Serão pelo menos duas horas de caminhada por entre os carros para chegarmos a qualquer lugar, isso se tudo der certo, se não acabarmos cercados, atacados ou qualquer coisa do tipo.

Uma hora de silencio, com Alice sempre ao meu lado, Judy, Carl e Beth por perto, o resto se for honesto não me preocupo, gosto, amo até, mas não é como se me sentisse responsável como me sinto por esse pequeno grupo.

Abe segue um pouco a nossa frente com Rosita e Eugene a seu lado, Tara, Glenn e Maggie vão no fim da fila, Sasha, Ty, Rick e Michonne, assim como eu, tem as mesmas prioridades.

Alice se afasta de mim para falar qualquer coisa com Eugene, segue ao encontro dele e fico mais para trás.

Então quando tudo parece cansativo e silencioso ouvimos gritos, parece uma criança gritando por socorro no meio da floresta.

Alice tenta correr, Abraham segura seu braço, o infeliz acha mesmo que pode segurar minha mulher com a mesma grosseira com que segura a dele?

─Não vai lá merda nenhuma, vai nos atrasar.

─Me solta! – Alice grita com ele, chuta e se debate enquanto corro em direção a confusão, todos se aproximam – Não deixo crianças implorando por socorro seu grande filho da puta, prefiro morrer antes disso! – Ela o chuta, eu acerto um soco em seu rosto, uso toda minha força, ele cambaleia e solta Alice, ela corre para floresta, mas Beth já corria na frente.

Queria matar aquele infeliz, decididamente queria fazer aquilo, mas agora a prioridade era correr em busca de Alice e Beth.

Rick segue junto comigo enquanto escuto a confusão dos outros tentando controlar Michonne que está disposta a matar Abraham.

Correr em direção aos sons, olhar pegadas, tudo me lembra Sophia, não vou perder ninguém, quem quer que esteja pedindo ajuda vai receber.

No fim chegamos juntos a uma clareira, um homem estava sendo devorado, uma garotinha que muito me lembrava Sophia, gritava tentando se arrastar para longe de um zumbi caído que se arrastava para ela, mais dois vinham por trás e outro já desistia do corpo caído e também avançava em direção a ela, saímos derrubando tudo, os quatro juntos acabamos com os zumbis.

É um trabalho de equipe que estamos acostumados, apenas Beth entre nós parece meio estranho, mas uma criança gritando por socorro não seria ignorada por ela ou Alice em nenhum momento.

A menina estava numa crise de choro, ainda caída no chão, suja de barro, olhos aterrorizados. Não encontramos Sophia, ela foi mordida, perambulou sozinha, morreu sem cuidados, mas então está ali, a menininha está ali, chegamos a tempo, não somos mais fracos, não somos mais tolos, nós somos mais fortes que os mortos agora, vencemos dessa vez.

Talvez Sophia possa me perdoar agora, talvez Carol possa, fico parado olhando enquanto Alice e Beth tomam a frente nos cuidados com a menina.

─Não chora, vai ficar tudo bem! – Alice se ajoelha junta a garota, Beth faz o mesmo. – Como se chama?

─July! – Ela diz aos soluços, olhando de um para outro.

─Temos que ir! – Rick convida e está certo, com todo aquele barulho logo mais zumbis viriam. – Está sozinha? – Ela olha para o corpo devorado do companheiro de viagem, afirma ainda chorando.

─Agora estou.

─Não está não! – Beth diz enquanto ela e Alice colocam a pequena de pé.

─Vem July, vai seguir conosco não tenha medo. ─ Alice passa a mão pelo rosto da menina, que não conseguia parar de olhar o corpo caído ao chão com as entranhas abertas.

July respira fundo, busca sua faca na cintura, retira e aperta na mão, depois caminha até o homem caído, acerta sua têmpora, o olha uma última vez.

─Vem com a gente July.

Ela só obedece, assustada demais, sozinha demais, como só o apocalipse pode proporcionar a alguém.

Corremos de volta ao grupo, ainda quero matar aquele infeliz, mas hoje venci e isso me acalma, me deixa cheio de esperança e só posso abraçar Alice quando chegamos a segurança de nossos amigos.

─Amor, eu te amo, por favor, passa por cima disso só dessa vez, vamos terminar essa porcaria de percurso idiota, depois disso se ele se atrever a nos provocar de novo então damos uma surra naquele cara de desenho idiota.

─Vou fazer isso, desde que ele fique longe de você, posso fazer isso.

─Vencemos os mortos amor, ao menos dessa vez, foi uma pequena vitória, mas olhe – Ela me faz olhar a menina um tanto perdida no meio das pessoas e seus olhares cheios de perguntas. – Salvamos uma vida hoje.

─Salvamos, não compensa todas as que perdemos, mas me faz sentir...

─Perdoado! – Ela completa minha fala, me puxa para um beijo. – E foi, não hoje, isso foi a muito tempo, mas agora pode sentir isso e fico feliz, e já pode dizer que sou uma delícia e que me ama muito.

─Vamos Alice, eu disse para ficar perto de mim, e o que faz? Sai correndo feito uma maluca alucinada, me deixa...

─Já vai me criticar, sou uma heroína, salvei a vida de uma menina, quase morri no processo, devia me dar os parabéns, me elogiar, mas não, só recebo críticas, eu sofro Daryl Dixon.

─Como você apela, eu nunca vi tamanha cara de pau, não sente vergonha de jogar tão baixo?

Pergunto pegando sua mão e me pondo a caminhar logo atrás do grupo.

─Para ser honesta não.

Notas finais
Beijos!!! Falta pouco para chegarem num lugar seguro. Comentem!!!