Notas iniciais
Oi gente! Aqui mais um capitulo, antes quero explicar umas coisas. Não gostei da MSF, primeiro preciso ser honesta porque gostava muito do personagem Beth e detestaria sua morte em qualquer circunstancia, mas eu poderia ter aceitado melhor se tivesse sido ao menos uma morte digna e emocional, não foi, foi mal escrita e de péssimo gosto, um desrespeito com a minha inteligancia ou a de qualquer outro fã da série, mas claro que essa é apenas minha opinião, não vou entrar muito em detalhes, mas admito que chorei um rio no domingo e outro na segunda-feira, e hoje juntei coragem para olhar para ele de novo e escrever o capitulo, o bom de escrever fanfics é que podemos simplesmente mudar o que não gostamos. Espero que gostem!

Pov – Daryl

Corremos na direção que Alice apontou, Ty segue conosco, encontramos Sasha acordando, Rick nos deixa com ela, dispara em direção a saída lateral, o policial infeliz conseguiu escapar, se chegar ao hospital tudo se perde.

─Está bem? – Ty pergunta a ajudando a ficar de pé, ela pega a arma, tem um ferimento leve na testa.

─Estou bem, não sei como pude ser tão estúpida!

─O Rick vai tentar pega-lo de volta, o cara tem as mãos amarradas.

─É alguma seita religiosa dos policiais do apocalipse ou os outros tem cabelos? – É isso que escuto Alice dizer quando me aproximo, a policial feminina a olhava perplexa, o policial apenas fica mudo.

─Coincidência apenas moça. – Ele resolve responder.

─Ah! Meio sem graça, uma seita seria mais interessante – Ela nos nota, apressa o passo ao encontro de Sasha. – O que aconteceu? Cadê o outro careca?

─Me acertou e fugiu, Rick correu atrás dele.

─Que porra! E se ele não pegar? Acha que estraga nosso plano?

─Não sei, talvez apresse as coisas apenas.

─Entendi, esse negócio de esperar é sempre tão chato! – Ela se senta encostada em um dos pilares, é um bom momento para falar sobre segurança com ela, me sento a seu lado.

─Não olhe para esses uniformes como se pudesse confiar neles Alice, não pode, já foram policiais, hoje são apenas bandidos, sabe o que o Noah disse deles.

─Sei, não se preocupe, não estou tentando fazer amizade, só matando o tempo mesmo, não confio em nenhum deles, não cairia na conversa deles como a Sasha.

─Sei disso, mas mesmo assim, é uma negociação Alice, preciso que não se meta, que deixe o Rick fazer isso, ele assim como esses caras já foi policial e acho que isso ajuda na hora.

─Só quero Beth e Carol de volta Daryl, faço o que for preciso, não me importo com o resto, essa é nossa família, precisamos nos reunir de novo.

─E vamos, vai dar certo, eles não têm razão nenhuma para não concordar.

─Noah foi bem legal ajudando não acha? Achei que foi digno, quer dizer nossa Beth salvou ele e ele devolveu a gentileza.

─Sim, ele fez isso, agora vamos nos concentrar em resolver as coisas.

─Ele não faz parte da negociação não é? Quer dizer a gente não pretende devolver o menino para essa vadia da Dawn.

─Não, isso não é parte do plano.

─Isso me tranquiliza, se conheço Beth ela não vai abrir mão dele.

Afirmo, temos que ser muito cuidadosos com isso, Alice e Beth tem algo em comum, esse senso de justiça que nem o apocalipse tirou delas, e que pode nos criar problemas, além disso temos Carol, não sei em que condições físicas está, e de qualquer modo está mergulhada na escuridão, qualquer uma delas pode e vai fazer uma tolice, sei disso porque as conheço bem, um risco fora da linha e temos um grande problema.

Vejo Rick entrando sozinho, trocamos olhares quando ele se aproxima, o cara já era, percebo só de olhar, é muito para mim, segurar o gatilho de Rick a impetuosidade de Alice, não sei, o tempo todo quero ficar esperançoso, mas está complicado.

─Ele não parava.

Rick avisa, desde que encontramos Beth uma coisa ou outra dá errado, mas não podemos parar.

─Isso muda as coisas? – Ainda temos dois policiais eu penso.

─Tem que mudar! – Rick quer invadir, mas não concordo, balas voando para todo lado com Carol e Beth lá dentro não é boa ideia, além disso eles podem mata-las por pura vingança.

─Talvez não.

Quero manter o plano, é uma chance melhor que qualquer outra.

─Perdemos o cara, isso está saindo do plano.

─Disseram que ela não gostava dele, podemos ter feito um favor para ela.

─Não sei se ela ainda vai concordar com os termos.

─Vamos ter que descobrir.

Ele acaba concordando, sabe que quero manter a segurança, não estou disposto a perder ninguém nessa maldita troca.

Nos aproximamos dos policiais, antes de dizermos qualquer coisa a mulher nos encara, ela parece muito disposta a fazer dar certo, mais que qualquer um desde o começo.

─Ele era um bom homem, foi ataco por zumbis, vi ele morrer.

─Você é uma boa mentirosa. – Rick provoca, quer saber o que esperar dela.

─Estamos por um fio aqui, ele foi atacado por zumbis, essa é a história.

─Você disse que a troca era má ideia, o que mudou agora?

Eu questiono, é horrível essa suposta confiança, não saber onde está pisando, onde estamos indo.

─Lamson era nossa chance, é isso ou entrar atirando certo?

─Se estiver mentindo...

─Eu sei, conheço os bons e os maus.

─E você? Quer viver? Quanto? – Rick questiona o outro policial.

─Dawn tem medo de parecer fraca na nossa frente – Isso é algo que me preocupa, a razão pela qual ela pode recusar o acordo, o medo de ser fraca e perder seu lugar de chefe de polícia – então foi bom que o Lamson foi pego por zumbis.

Aceitamos, não temos escolhas, nos reunimos mais uma vez.

─Vamos para o estacionamento, Sasha e Daryl ficam de snipers, eu encontro os policiais logo abaixo, negócio com eles, vão chamar Dawn no rádio e fazer o acordo, seguimos então todos para lá.

─Certo! – Afirmo – Acho que podemos usar walkie tolkes deles para nos comunicarmos.

Alice abre um largo sorriso de vitória, sorrio de volta.

─Pode por favor deixar claro para todos que a ideia foi minha e que tenho uma mente brilhante?

─Já fez isso, agora vamos.

Seguimos juntos em direção ao estacionamento, mantendo os policiais ainda amarrados, Ty e Sasha vão para o muro observar o estacionamento enquanto troco as últimas informações com Rick.

─Vai mesmo sozinho Rick? Alice e Sasha podem ficar aqui com eles na mira, Ty e Noah fazem a segurança e desço com você.

─Não, sozinho eles vão se sentir mais seguros, juntos talvez cheguem atirando, além disso você atira melhor que Alice.

─Ninguém é perfeito, nem mesmo eu, por mais incrível que pareça! – Alice comunica e sorrimos, sem ela estaríamos mesmo nas profundezas do inferno nesse momento.

─Eu vou, eles vão me ver e virão, vocês têm certeza? – Rick questiona os policiais.

─Sim, é hora da ronda.

─Quem virá, quero os nomes.

─Oficial Franco, oficial MacGinley.

─Certo! – Eu e Rick trocamos um olhar.

─Boa sorte! – Ele afirma, apertamos as mãos e Rick caminha para o encontro.

─Vai amor, fico aqui de olho nos policiais.

Ela me beija, não se importa onde estamos, como estamos nem com que tipo de problemas estamos lidando, apenas me beija e depois me afasto, troco de arma com Tyresse e me preparo, tenho todo local na mira, vejo o carro se aproximar, mando que avise a Rick.

Alice pega o rádio, estava louca por esse momento, claro que estava, tem cinco anos e mesmo nesses momentos ela tem que achar um jeito de se divertir.

─Eles estão indo até ai Rick.

─Entendido – A voz de Rick soa no radio logo atrás de mim.

─Certo, cambio final.

Sasha ri, eu finjo não perceber, garota maluca essa minha, perfeitamente maluca para mim.

─Posso olhar a negociação? Fico quietinha.

Ela se encolhe ao meu lado, quanto mais quieta e perto de mim melhor, afinal é Alice e ainda pode terminar refém.

─Foderam com Atlanta mesmo né gente? Está tudo destruído, que lambança! – Firmo mais a visão, melhor ignorar Alice.

Vejo Rick se apresentar, deixar a arma no chão, falar com os caras que se apressam a olhar em volta, um zumbi surge e Sasha o derruba, é um bom recado, depois de alguma conversa Rick da uns passos para traz, os homens trocam olhares e pegam o rádio.

Vamos ver o quanto essa Dawn quer seus homens de volta, tudo parece acertado e Rick nos faz um sinal, é hora de descer, meu coração bate rápido e fora do ritmo quando penso em Alice no meio disso, mas que lugar mais seguro pode haver para deixa-la em segurança?

Ainda que ela aceitasse isso não tem nada seguro em Atlanta. Os dois reféns vão caminhando ainda presos com as mãos para trás, vamos protegendo os dois de zumbis, e realmente é preciso, até o encontro com Rick derrubamos quatro.

Os policiais se cumprimentam visivelmente perturbados com o momento, acho que não estão acostumados com coisas assim, com gente mais forte que eles, gente disposta a tudo.

Chegamos ao hospital, nos portões mais zumbis, estamos a pé e derrubamos todos, penso em Beth enfrentando os mortos em busca de uma chance, Noah tem o ar tenso.

Foi aqui que ele a deixou para trás, não consigo aceitar, preferia morrer a abandonar meu salvador, mas o fato é que de outro modo nunca saberia de Beth, então no fim, foi uma boa coisa.

Eles destrancam uma porta, se estivessem mesmo salvando vidas ela não estaria trancada, aqui devia ser o lugar onde as pessoas buscam refúgio, começamos a subir as escadas, os policiais na frente, nosso grupo atrás dos reféns apontando nossas armas.

Chegamos a um corredor, uma dessas portas duplas de hospital nos separa de nosso objetivo final, arrisco um olhar para Alice enquanto Rick olha pela fresta de vidro, ela chorava, eu a amo, e a amo mais ainda por não poder se despedir das pessoas, por nunca desistir delas.

─Calma! – Tento tranquiliza-la com a arma apontada para a cabeça do Refém.

Alice afirma, o rádio soa com a voz da mulher mandando que guardassem as armas, Rick pede que o grupo faça o mesmo, claro que não faço isso, eu e ele mantemos os reféns.

Os policiais abrem as portas, caminhamos atrás deles, agora eles têm um grupo de seis policiais, além de um médico que parece inofensivo.

Beth empurra uma cadeira de rodas onde Carol está sentada, devia ficar aliviado mas fico mais tenso ao ver o rosto ferido de Beth, esses caras não querem brincar.

Alice soluça quando as vê, encara as amigas, elas estão nervosas, mal nos olham.

─Um dos seus por um dos meus! – Rick avisa, ela aceita, Beth empurra a cadeira de Carol que se aproxima de nós. Eu a trago para o grupo quando deixo que o policial siga para seu grupo, ela sai da cadeira.

Alice a abraça, Carol corresponde, depois volta sua atenção para a negociação, é a vez de Rick libertar a policial e pegar Beth, eles fazem a troca, Rick abraça Beth, ela vem para perto, os olhos marejados quando abraça Alice.

─Senti sua falta! – Alice chora abraça a ela.

─Senti a sua! – Beth responde, é hora de ir, nem acredito, tudo deu certo, Carol me sorri, os olhos ainda um tanto perdidos.

─Como está? – Pergunto para ter certeza que podia caminhar, ela dá de ombros em resposta, não sei se Carol se importa com alguma coisa mais.

─Agora é só me entregar o Noah e podem ir – A voz de Dawn soa decidida, o tempo todo eles disseram que ela não iria aceitar parecer fraca diante deles.

─Não, ele não estava no acordo! – Rick diz e eu faço o mesmo, Beth quase morreu para salva-lo, ele nos trouxe até elas, não vamos deixar o garoto agora, não é certo.

─Ele me pertence, Noah fica! –Ela continua agora com a mão na arma.

─Ele é livre, não pertence a você, ele vai conosco! – Aviso tentando impedi-lo de caminhar para eles.

─Não, tudo bem! – Noah se rende, Carol está ferida, Alice está aqui, talvez tenha outro jeito de pega-lo depois, ele devolve a arma para Rick, Beth corre para ele, o abraça.

Alice e Carol se aproximam, assistimos a pequena despedida, dois amigos que dividiram sofrimentos, isso sempre nos uni muito mais rápido do que antes, quando tínhamos um mundo.

Carol pega a arma que Noah devolveu a Rick, ele não se importa, é Carol, vamos sair daqui, os zumbis estão lá fora, é preciso se defender.

─Está tudo bem! – Noah consola Beth.

─Eu sabia que você voltaria! – Dawn diz a ele, Beth se solta e para diante dela, as duas se encaram de modo feroz, a pequena Beth Greene cresceu desde que nos perdermos todos na prisão.

─Vamos Beth! – Alice se precipita, abraça a amiga, talvez por puro instinto, então as duas dão as costas a Dawn, aquelas ainda são Alice e Beth, é ali que mora a esperança e claro elas dão as costas ao inimigo porque sempre esperam o melhor.

─Eu disse que você não era o bem maior – Dawn diz apontando a arma para cabeça de Beth, tudo acontece num segundo alucinante e confuso, Beth e Alice são empurradas por Carol que ergue a arma e dois disparos acontecem ao mesmo tempo, vejo Carol tombar com a força do disparo, o sangue jorrar de seu peito, sem pensar saco a pistola e acerto Dawn, ela cai e todos apontam suas armas, Alice se ajoelha ao lado de Carol agonizando.

─Parem! Não atirem – A policial segura seus homens, rei morto, rei posto, eles obedecem – Era só ela – Dawn sabia que aquele era seu fim, decidiu não ir sozinha.

─Carol, não, não... Meu Deus alguém ajuda! – Alice soluçava tentando com as mãos estancar o sangue, ainda com a arma puxo o médico para perto de Carol.

─Faça alguma coisa, salve ela! – Grito, todos fora de controle – Anda, faz alguma coisa!

─Não! – Carol diz com a voz cansada, minha primeira amiga, não quero que nos deixe, Beth e Alice ajoelhadas ao seu lado, ela segura a mão de Alice – Não tem nada a ser feito.

─Por favor Carol, não desiste, não faz isso, não desiste, ninguém pode fazer isso! – Alice está destruída, eu estou, Beth, Rick, todos nós a sua volta, assistindo ela nos deixar.

─Estou cansada Alice, quero abraçar Sophia – Ela me encara – Você a procurou, nunca desistiu, nunca parou, mas agora chega Daryl, eu a encontrei está bem?

─Carol não! – Aquilo me consome, me ajoelho.

─Não tem mais nada te prendendo ao passado, nada entende, está livre, eu estou – Ela suspira, é tanto sangue, tantas lágrimas – cuida dele Alice, faça com que fique de pé!

─Prometo! – Alice beija a testa de Carol, Beth a amparava, ela sorri para Beth que está devastada.

─É um presente poder salvar você, diminui o peso de todo o resto.

─Carol!

─Vou para casa Alice, quero finalmente uma boa noite de sono, nunca me esqueci dela, nem um segundo.

Carol fecha os olhos, leva com ela uma parte de cada um de nós e choramos mais uma vez, ajoelhados em torno dela, choramos e parece que nunca acaba.

Eu a ergo nos braços, a policial oferece abrigo, nós somos nosso abrigo, nossa fortaleza está em sempre ficarmos juntos e nunca desistirmos.

Deixamos o hospital, do lado de fora Maggie, Glenn, todos os outros, eles se chocam ao me verem com Carol nos braços, Beth e Maggie correm uma para outra, são as irmãs Greene e vale a pena tê-las reunidas.

Ninguém pergunta como chegaram aqui, porque, basta que estejam aqui, eles apontam um carro de bombeiros e lá coloco o corpo de Carol, as coisas porque passamos dançando em minha mente, a pedreira, Sophia, o celeiro, a queda da fazenda, saímos juntos de lá, eu a salvei, a prisão, Lizzie e Mika sempre perto dela, o reencontro em Terminus.

A minha volta apenas o choro silencioso do grupo, família ou qualquer que seja o nome que se possa dar a nós, sempre vamos ser apenas sobreviventes, nada além disso, estamos sempre tentando, Alice se encosta em mim, o caminhão começa a deixar Atlanta, sempre soubemos que não voltaríamos inteiros.

Passo meu braço pelo ombro de Alice sentindo o vento no rosto, o cheiro de morte vem com ele para não esquecermos quem somos e onde estamos, mas dessa vez não era preciso, o corpo de Carol diante de nós não nos deixa esquecer.

Notas finais
Acho que a série tomou a partir da morte da Beth um rumo muito obscuro, um mundo sombrio demais para alguém como Alice, então a partir daqui sigo do meu jeito até que eles encontrem um bom lugar reconstruam e Caminhando entre os mortos 2 chegue ao seu final feliz, me conhecem, dizer que vai ter um final feliz nem é Spoiler é como eu sou, para mim TWD é sobre sobreviver, não me importo muito com o número de cabeças que eles explodem no caminho, gosto de olhar para dentro deles, por isso Beth vive e Carol não, acho que Carol contou sua história, fechou seu arco. Beijos!!!