Caminhando entre os mortos 2
33 Capitulo 33 - Sim
Notas iniciais
Pov – Alice
─É a sua vez amor! – Entrego Ally nos braços de Daryl que sorri abertamente, para ela todos os sorrisos sempre e fico orgulhosa disso, ele não esconde nada dela. Nenhum sentimento como faz com o resto da humanidade. – Ninguém fica feliz em trocar fraldas Daryl, não importa o tamanho do amor.
─Eu fico. – O pior é que ele fica mesmo, vai entender a cabeça desse homem.
─Stacy está vindo aqui, vou aproveitar e continuar minhas tentativas de convencer aquela bruxa a permitir o namoro.
─Está a semana toda tentando Alice, ela sempre diz não, vai arrumar é de ganhar uma inimiga.
─Não desisto das coisas fácil, tenho pena dos dois namorando escondidos. Tenho esperança de amanhã os dois poderem ir juntos ao casamento da Beth.
─Uhum, sei disso. – Daryl é bom nessa coisa de fraldas, consegue conversar e trocar a filha, eu preciso de toda concentração do mundo ou algo sempre fica torto.
─Beth quer que vá me arrumar lá na casa dela, todas as madrinhas vão.
─Devia ir. Acho a ideia ótima, talvez ela precisa de uma garota nessa hora.
─Mas e a Alien?
─Ally! – Ele me corrige, não tem jeito quando vejo já disse. – Fico com ela, amamenta e vai, terá três horas livres, é o tempo de se arrumarem, depois a cerimonia e só então outra mamada.
─Certo! Ontem experimentei o vestido rosa. Achei meio largo mas ninguém me deu ouvidos, disseram que estava ótimo.
─Então deve estar! – Ele termina de trocar nossa pequena, ergue ela nos braços, beija sua cabecinha, ela emite um som qualquer e seu sorriso se alarga, imagino quando ela disser papai, vou precisar ter um desfibrilador.
─Hora do sol! – Me ergo para pegar Ally. – Quer ficar lá com ela você?
─Não, pode ir, vou dar uma palavra com o Bruce, Stacy deve estar chegando e ela te faz companhia. – Aceito enquanto caminhamos para a varanda, a doutora disse que devia ficar todas as manhas uns minutinhos no sol com ela, dez a vinte minutos, e desde então me sento nos degraus de casa todas as manhãs com ela.
É bom por que assim Alien vai fazendo amizade com a vizinhança, todo mundo que passa sempre para um instante, as crianças sempre aparecem e ficamos brincando um pouco.
Stacy surgia e Daryl me beija e depois beija a filha antes de se afastar ao encontro de Bruce.
─Como essa princesinha está? – Stacy pergunta se sentando ao meu lado.
─Linda! – Respondo orgulhosa, é muito bom me sentir ridícula e apaixonada, não me importo que todos notem isso e se alguém sorri para ela, se faz um carinho ou diz qualquer coisa agradável me encho de orgulho, é como se eu mesma estivesse sendo elogiada, aquilo é estranho demais.
─Chorou?
─Não, essa noite só acordou para mamar uma vez, minha vida está quase perfeita, só falta mesmo completar essa droga de quarenta dias sem sexo, não sei de quem foi essa ideia ridícula.
─Da natureza Alice.
─Duvido! – Faço careta abrindo a coberta para Ally tomar o sol nas perninhas. – A natureza é perfeita, não faria algo estúpido como isso.
─Boba! – Stacy ri, faz carinho nas perninhas gordas do meu pequeno tesouro.
─Estive pensando sobrea Pam e acho que está certa em não permitir o namoro. – Coloco meu novo plano em pratica, ela me olha assustada. – Eu sei, venho pedido para que permita toda a semana, mas ontem eu mudei de ideia.
─Mudou? O que aconteceu? Carl fez alguma coisa?
─Não. Claro que não, Carl é o mesmo menino de ouro de sempre, educado, gentil e cheio de responsabilidades de sempre, mas isso é natural, ele é filho do Rick, carrega a responsabilidade de ser filho do nosso líder, um futuro líder para a comunidade, ele é ótimo.
─Então o que foi?
─Ontem os garotos vieram ver a Ally, sabe como todos são apegados comigo, eu notei que os três garotos estão apaixonados pela Pam, é muito natural é claro, sua filha é linda, um pouco mais velha que a July, então eles só podiam estar apaixonados por ela. – Certo aquilo não era verdade, Carl era namorado de Pam e os outros garotos respeitavam isso, mas Stacy não precisava saber, nem disso e muito menos que eu tinha combinado com os garotos para fingirem interesse por ela. – Acho boa ideia dar um tempo a ela até que escolha um deles.
─Escolher? – Stacy me olha perplexa.
─Sim, escolher, eu sei que os outros não são tão bons partidos como o Carl, mas quem sabe ela escolhe um deles, eles são mais atirados, determinados.
─Acha?
─Sim. Está gostando do sol monstrinha? Que linda! – Olho para Ally que estava quase dormindo em meus braços, era bom mostrar despreocupação na frente de Stacy.
─Alice... Acha que Pamela pode se apaixonar por um dos outros garotos?
─Quem sabe, eles não são ruins Stacy, não se preocupe, não os conhecemos muito, mas aposto que são bons garotos, com menos responsabilidade, mas e dai, são jovens, não é?
─Eu não acho isso bom, acho isso péssimo!
─Entendo você, Daryl que é mais antiquado que eu ficaria bravo também, acho que ele odiaria. Mas é a vida, viver faz parte do plano, nunca se sabe quando tudo acaba, então o melhor é aproveitar o que temos.
─Esse é meu medo, tudo acaba.
─Bruce e Beth tem esperança de que já que não permitiu e o Carl é um menino que respeita regras isso de chance de ele e July se apaixonarem, são muito amigos, seria bom ter um namoro dentro da nossa família mesmo.
─Acham que a Pam não é boa o bastante para ele? – Agora ela se irrita um pouco.
─Não é isso, mas a July está sendo treinada para ser uma líder assim como o Carl, juntos seriam imbatíveis, e não encontrariam resistência, o Carl é muito querido por todos nós sabe Stacy, saber que não o aprova magoou um pouco o grupo.
Ela fica em silencio um bom tempo, olhando o horizonte, Pam passa por nós, vinha acompanhada por July e Carl, estrategicamente July estava entre os dois e como sempre ela e Carl davam boas risadas.
─Quer entrar Stacy, acho que chega de sol para Ally.
─Não. – Ela responde ainda observando Pam caminhando para longe com Carl e July. – Eu... Eu penso no futuro dela, mas também penso na dor, quando perdi meu marido... Vocês precisam entender que o sofrimento é quase insuportável.
─Todos perdemos muito, pais, filhos, esposas, maridos, irmãos. Sei o que é isso, mas sobrevivemos, ela pode perder você Stacy, e terminar sozinha.
─Eu sei. – Ficamos as duas de pé.
─Se Carl estivesse ao lado dela ela o teria, não só ele como o pai, acho que isso sim é pensar em proteger os filhos, é o que quero para minha filha, uma pessoa que a ame e proteja como o pai dela faz comigo, o resto não importa.
─É estranho quando fala sério. – Stacy brinca e sorrio.
─Sou perfeita Stacy, uma mulher completa! – Ela ri, balança a cabeça concordando.
─Vou indo.
Carrego meu bebê para dentro depois de assistir a partida de Stacy.
─Estamos sozinhas monstrinha, temos que pensar em algo para nos divertir enquanto o papai não chega. Podíamos encher a banheira e nadar. O que acha?
─Acho que cheguei em boa hora. – A voz de Daryl ressoa na sala e imediatamente seus olhos ficam frenéticos em busca dele.
─Pequena traidora. – Me viro para que ela pudesse vê-lo. – Ai está ele, sabia que ele chegaria bem a tempo de nos impedir a diversão.
─Afogar minha filha não é diversão.
─Bebês nadam Daryl.
─Nós não vamos pagar para ver.
Faço careta, ele me beija, sempre consegue me desfocar, é um simples beijo e já me esqueço de todo o resto.
─Pensei em almoçar com o grupo, acho que Ally já pode dar uma voltinha lá fora.
─Sério? – Adoro a ideia, desde o parto que não passo dos degraus da entrada, vou adorar exibir minha filha pela comunidade. Sorrio e se ela não estivesse em meu colo eu pularia nele.
O dia voa, almoçamos com o grupo, Ally passa de mão em mão, todos querendo ficar com ela um pouco, Daryl corrige um por um, Alien parece ser um daqueles apelidos que pegam e ele definitivamente não aceita isso.
Depois voltamos para casa, eu dou banho em minha monstrinha, ela mama e dorme por longas três horas, eu Daryl nos dividimos entre observa-la dormir e trocar beijos, apenas isso, sinto que ele fica feliz quando ela choraminga e temos que interromper nosso namoro colegial.
Vamos cedo para cama, o sábado prometia, eu o lembro que sou uma jovem mãe solteira antes de dormir, ainda não me conformo que ele não liga a mínima para o sumiço da aliança.
─Pronto amor. Ela já mamou e agora dorme, tem certeza que vão ficar bem? Eu posso me arrumar aqui mesmo e vamos juntos para a igreja.
─Pode ir Alice, sou muito capaz de cuidar dela.
─A roupinha dela está ali. – Daryl me beija e me empurra em direção a porta.
─Vai Alice, falta uma hora para a cerimônia, devem estar todas a sua espera.
─Eu vou, me arrumo em cinco minutos, não vou ajudar em nada, não sei nada dessas coisas de beleza.
─E porque saberia é linda, nunca precisou dessas coisas.
─E já estou magra, a aliança caberia perfeitamente de volta. – Faço bico, ganho um beijo e ele abre a porta. – Só os peitões que estão aqui ainda, mas nem podemos aproveita-los, parece castigo. – Ele me empurra até os degraus da varanda.
─Para de falar bobagens e vai de uma vez. – Reviro os olhos, pelo menos com as garotas posso dividir minha indignação. – Espera. – Ele me segura quando pretendia começar a descer os degraus. – Onde vai vestida assim?
Olho para mim, não vejo nada demais, uso um velho short jeans e uma camiseta, estou descalça, mas são apenas meia dúzia de casas.
─Devia por uma calça!
─Cuida da sua vida! – Reclamo, e ele me puxa para si, sem esperar Daryl me beija, um longo beijo, desses que me fazem querer empurra-lo para cama, depois me solta, fico ali olhando para ele ainda tonta.
─Amo você Alice, todas as loucuras que faço é para que seja feliz, isso é tudo que me importa. – Concordo meio sem fala. – Agora vai.
─Tchau amor. – Ele sorri e desço os degraus, caminho uns passos ainda meio tonta.
─Alice! – Me viro quando ele me chama, aposto que vai fazer uma última reclamação do short curto. – Promete dizer sim? – Enrugo a testa sem compreender, sorrio.
─Sempre vou dizer sim a você, seja lá do que está falando.
Dou as costas a Daryl e corro para casa de Beth.
─Finalmente! – Beth me diz quando entro, estava sentada numa cadeira, o rosto maquiado e Maggie prendia seus cabelos.
─Sou mãe de família, não é tão simples assim.
─Senta que vou te maquiar. – Rosita diz sorridente. Michonne surge de vestido e sorrio.
─Cacete Mich, está uma gata! – Ela sorri. – Rosita não quero maquiagem não, eu não gosto muito dessas coisas.
─E esse cabelo? – Maggie comenta.
─Estão ótimos, lavei hoje cedo.
─São lindos Alice, mas vamos fazer um penteado.
─Gente a noiva é a Beth, ela que precisa estar linda.
As mulheres se olham, depois me encaram, sorriam umas para as outras e fico achando que não sei de algo bem importante.
─Pronto Beth! – Maggie ergue um espelho. – O que acha?
─Maggie ficou linda, bem suave.
─Ótimo, vamos para os vestidos. – Rosita comunica e seguimos para o quarto, dois vestidos brancos estavam estendidos na cama.
Maggie pega um deles, estende para Beth.
─Este é o seu, cuidado com a maquiagem, Mich ajuda ela. – Depois ela pega o outro, me estende.
─E este é para a outra noiva. – Olho em volta. – Você mesma. Tem um caçador te esperando no altar, algo sobre tirar um bebê do pecado. – Maggie ria da minha cara perplexa.
─Vou me casar também? Esse vestido é meu, não aquele rosa todo largo?
─Exato! Casamento duplo! – Beth me responde enquanto Mich abotoava as costas de seu vestido longo e branco. – Ideia do Daryl.
Ele me pediu para dizer sim, aposto que sumiu com minha aliança de proposito, me ama, disso eu sei, faria tudo por nós, inclusive o papel ridículo de me esperar no altar.
─Ainda bem não que se maquiou chorona! – Maggie brinca comigo e seco as lágrimas.
─Ele vai se casar comigo?
─Depende? Vai dizer sim? – Sorrio, claro que vou, sempre vou dizer sim a ele, não importa, quero tudo com ele. – Vem vestir logo isso! – Maggie balança o vestido.
Me olho no espelho dez minutos depois, uso um longo e delicado vestido branco, simples, com uma renda suave e poucos detalhes, elas sabiam que se tivesse muitos enfeites eu não aprovaria, uso os cabelos soltos, apenas um detalhe nos fios, um arranjo simples de um lado.
─E então? – Maggie pergunta ansiosa.
─Perfeito, só preciso de uma tesoura.
─O que? – Elas dizem em uníssono.
─Uma tesoura, não vou entrar de longo, não combina comigo e não posso perder a chance de ver a cara dele quando me vir de mini vestido.
─Sério Alice? – Beth me olha surpresa, afirmo.
Maggie suspira, pega a tesoura e se aproxima, se ajoelha ao meu lado.
─Eu disse que devíamos ter feito logo curto! – Ela reclama. – Aqui está bom? – Mede na altura do joelho.
─Mais para cima. – Ela sobe um dedo. – Mais Maggie, sou uma noiva moderna.
Ela sobe mais dois dedos, queria mais curto, mas Maggie faz careta, sobe mais um dedo.
─Chega, mais curto que isso o padre vai te proibir de entrar na igreja dele.
─Padre Gabe me casaria até se estivesse nua, ele não me aguenta mais.
Maggie passa a tesoura ao longo do vestido, as caras de todas elas me diverte, é como se tivesse cortando um de seus membros. Aquele monte de saia pesada logo é arrancado de mim e me sinto perfeita, leve e simples como sempre sonhei que seria.
─Admitam, estou linda! – Elas riem.
─Agora os sapatos. – Um par de saltos altos me surge na mão, aquilo definitivamente não é boa ideia. Abro a boca para reclamar. – Nem pensar, calce logo isso.
─Vou cair umas dez vezes até chegar ao altar.
─Rick te segura, ele vai entrar com você. – Mich me comunica.
─Glenn entra primeiro com Beth, logo em seguida você com o Rick, então o padre faz a cerimonia dos dois casais juntos.
─Vocês mandam.
Os sapatos ficam mesmo muito bonitos, gosto de calça-los, mas mal me mantenho de pé, aquilo é bem chato, queria estar livre para caminhar até Daryl, com a mente apenas nele e não ter que me concentrar em ficar de pé.
Rick me aguardava na varanda de Beth, me oferece o braço quando me vê, sorri daquele jeito gentil de sempre, é mesmo como um irmão ou cunhado já que Daryl é seu irmão.
─Meu noivo está lá ou já fugiu levando minha filha?
─Está lá sim, andando de um lado para outro, com a sua pequena nos braços.
Arrumo o buque nas mãos, são flores naturais, Daryl as colheu pessoalmente, nem acredito que pensou até nisso.
Glenn dá o braço para Beth, as outras saem na frente para a igreja e nós esperamos um longo momento, então partimos os quatro, vou me apoiando em Rick, vez por outra torcendo o pé.
─Nervosa? – Ele pergunta.
─Não, são esses sapatos ridículos, coisa de garota.
─Certo. – Chegamos finalmente a igreja, as portas fechadas, eu e Beth nos olhamos, adoro que seja ela a dividir esse momento comigo.
Nos abraçamos longamente, valeu muito a pena cair de uma ponte por ela, ela seca o rosto preocupada com a maquiagem, eu posso chorar quanto quiser, já que estou com o rosto limpo.
Daryl não se importa com isso, pelo contrario, acho que o que mais gosta é que sou sempre apenas eu, sem essa coisa toda de vaidade.
─Boa sorte! – Beth me diz antes de dar o braço a Glenn e caminhar para porta.
As portas se abrem e Beth entra, elas se fecham em seguida.
─Que merda, queria ver ela entrar! – reclamo, Rick sorri.
─Temos mesmo sorte de ter você Alice, faz muito por todos nós, teria sido muito pior em você. Obrigado. – Ele beija minha testa. Seja feliz e faça aquele cabeça dura feliz também.
─Prometo.
Nos prepararmos para nossa entrada, me arrumo, meus pés latejam, merda de salto alto.
As portas se abrem, começamos a caminhar. Olho para frente e lá está ele, lindo com seu colete de asas, e um olhar entre encantado e assustado, seus olhos correm pelo vestido, param nas pernas de fora, se estreitam demonstrando sua leve irritação, me arrancam um sorriso.
Tropeço e decido que aquela droga não ia me atrapalhar.
─Espera Rick. – Me apoio nele, ergo um pé.
─O que foi?
─Essa porra de sapato me atrapalhando. – retiro um e depois o outro, atiro os dois para longe, um burburinho de risos soa pela igreja, encaro Daryl, ele é tudo que importa, seus olhos sorriem e me basta. – está vendo minha monstrinha por ai? – Pergunto a Rick baixinho.
─No colo da July, na primeira fila. – Ele sussurra por entre dentes.
Finalmente estou diante dele, Rick me entrega a Daryl, esqueço de todo o resto, só o que importa é que estamos ali, nós dois e vamos mais uma vez repetir nossa promessa.
─Está linda, de branco e... Não está muito curto?
─Sim. – Sorrio. – E agora todos vão descobrir que tenho pernas.
O padre começa um pequeno sermão, trocamos olhares entediados, tinha me esquecido daquela parte, Daryl me cutuca quando faço uma careta.
Olho para ele e quando noto sua mão está sem aliança.
─Cadê sua aliança? – Se ele pensa que pode ficar sem ela está bem enganado.
─No bolso, cala a boca Alice.
O padre faz as perguntas de praxe para Beth e Bruce, só então eu me dou conta que os dois estavam ali, escuto o sim dos dois, garota burra, vai logo dizendo sim sem pestanejar, devia fazer umas exigências antes.
Eles trocam alianças, os dois emocionados, o padre nos encara.
─Agora vocês. – Ele anuncia e ficamos de frente um para o outro. – Daryl, aceita Alice como sua esposa?
─Sim.
─Alice aceita Daryl como seu esposo.
─A combinação do casamento falso vigora no casamento de verdade? – Pergunto e Daryl me fuzila. – Sobre o cafuné e tal.
─Sim Alice! – Ele resmunga por entre os dentes.
─Todos os dias?
─Sim Alice!
─Então nesse caso eu aceito. – Seu alivio é divertido. Como ele pode ter medo de ouvir um não?
─Façam suas juras! – O padre pede, Daryl faz sinal para que faça primeiro, enfia a mão no bolso e me entrega sua aliança. Espero que eu tenha uma ou ele vai se ver comigo.
─Amo você. É perfeito para mim, como Emma disse que seria. – Os olhos dele brilham. Aquele azul sem fim cheio de amor que me dominou desde sempre. – Aceito ser sua mulher, claro que desde que cumpra o acordo de cafuné todos os dias. Prometo continuar fazendo da sua vida um turbilhão de emoções, te encher de preocupação, te torturar com ameaças que nunca vou cumprir, te fazer sorrir e ser sua para sempre e da nossa monstrinha.
Coloco a aliança em seu dedo, beijo sua mão, Daryl sorria, nossas juras nunca seriam como as de Beth e Bruce, aquela coisa batida de até que a morte nos separe, a morte nem mesmo pode nos separar, estamos acima dela.
─Amo você. É perfeita para mim como nunca achei que alguém seria, aceito ser seu marido. – Daryl fica tímido, encara o chão e depois me encara. – Prometo cumprir minha parte no acordo, sem exageros. E adorar todo turbilhão de emoções e preocupações que me causa. E odiando quando me ameaça com essa coisa de difícil, e continuar sempre sorrindo, porque agora é minha para sempre, minha e da nossa Ally.
Daryl coloca a mão no bolso, retira minha velha e querida aliança, sorrimos e sinto vontade de chorar, ele coloca em meu dedo, beija minha mão.
─Finalmente e com as bênçãos de Deus eu os declaro marido e mulher.
Nos beijamos, um longo beijo, mais longo do que seria elegante, mas que se dane, não sou elegante.
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