Caminhando entre os mortos 2

34 Permissão, festa e outras coisas


Notas iniciais
Olá pessoas! Mais um capitulo!!! Espero que gostem

Pov – Carl

─Não acha que ela está sorrindo demais? – Pergunto a July sentada ao meu lado. Pam estava cercada pelos garotos conversando com eles como combinamos com Alice.

─Deixa de ser bobo Carl, eles são seus amigos e estão te ajudando, e eu estou aqui como o combinado.

─Eu sei, eu sei, só acho esse plano da Alice meio doido, e ela devia estar nos ajudando afinal. Foi o que combinamos, mas ela não para de sorrir para o Daryl.

─Ela acabou de se casar Carl, quando combinamos ela achava que seria a festa de casamento da Beth. Não sabia que se casaria também, mas ela não vai esquecer de você, não se preocupe. Agora sorria que a Stacy acaba de nos ver juntos.

Dou um sorriso fraco, ela responde com uma longa gargalhada apoiando a mão no meu ombro.

─Você me assusta garota.

─Eu sei, mas sou a filha postiça dos noivos, devia estar andando por ai e estou aqui te ajudando, não seja ingrato.

─O Bruce e a Beth estão muito felizes, perguntei ao meu pai se ele e Mich pretendiam se casar também, mas ela apareceu do nada dizendo que ninguém nem mesmo no meio do apocalipse a obrigaria a fazer isso.

─Mich é durona, assim como eu, nunca que vou me casar, serie a mulher mais forte e poderosa do grupo, e solitária, acho bem legal, vou ter um olhar meio sensual. – July faz uma cara engraçada, rio dela e ganho um empurrão.

─O que a Pam está fazendo? – Pergunto evitando olhar para Stacy não perceber que me importo.

─Beijando o Chan na boca.

Me viro com olhos arregalados, ela estava ainda sentada na mesma posição, sorri quando nossos olhos se encontram, queria estar com ela, suspiro voltando minha atenção a July.

─Sua piada nãõ teve graça.

─Porque não viu sua cara de apavorado. – Ela ri ainda mais, depois para, me olha com olhos penetrantes. – Também te acho especial Carl e um dia vamos cuidar juntos da comunidade.

─Ahn? – Faço careta, ela mexe o nariz achando que poderia entender o que aquilo queria dizer, arregala os olhos, são tantas expressões que não consigo acompanhar.

─Argh! Era a Stacy passando para ouvir nossa conversa garoto burro.

─Não notei. Quem entende essas suas caretas?

─Aproveita que ela está na mesa das bebidas e pega um soco para mim, mas dá um jeito dela saber que é para mim.

Obedeço, só o que faço esses últimos dias é obedecer as ordens delas, tudo para ficar com Pam, espero que ela nunca se esqueça dos meus esforços.

Alice estava com Stacy, se servia de um copo de suco.

─Oi! – Sorrio para ela, aceno sem nenhum entusiasmo para Stacy. – Vim pegar um suco para July. — Nós três nos viramos e então July acena fazendo um ar suave, pisca de modo longo e preciso me controlar para não rir, quem poderia pensar em nós dois juntos? July é como uma irmã querida e engraçada, meio nova demais para mim e maluca demais para qualquer um que não seja paciente feito Daryl com Alice.

─Adoro ver você dois juntos, ela te faz muito bem. – Alice diz sorridente. – Sei o quanto tem te ajudado desde que a Stacy... – Não sem querer, Alice se cala, me entrega dois copos de suco de limão e eu as deixo.

Volto para perto de July, conversamos sobre o casamento, as maluquices de Alice e o quanto aqueles quatro estavam felizes.

─Bruce não para de sorrir. – July constata com um olhar carinhoso.

─Tem vontade de chama-lo de pai?

─Às vezes, não sei bem, me sinto um pouco filha dos dois, ao mesmo tempo são como amigos queridos, os dois não tem idade para ter uma filha como eu. Então Bruce e Beth está bem para mim, mas se um dia disser então disse e tudo bem. Foi assim que combinamos.

─Judy está aprendendo a chamar a Mich de mãe, as vezes quero fazer o mesmo, mas não sei, eu e a Mich somos muito amigos, mas não como você e Bruce e Beth, Mich é mais como mãe, eu sinto isso no jeito que ela cuida de mim, mesmo antes do meu pai e ela se apaixonarem. Isso é muito melhor.

─Verdade, porque sabe que ela gosta de você de verdade, que não tem nada a ver com os dois.

─É.

─Devia chama-la de mãe então, acho que ela iria adorar, e ajudaria a Judy a aprender.

Sorrio me lembrando o quanto ela ficou furiosa por Stacy não permitir meu namoro, quis ir falar com ela, mas queria levar a Katana e meu pai teve que impedir, agora está sempre olhando torto para Stacy.

─Vou um pouco com a Beth e o Bruce, daqui a pouco nos falamos.

─Vou ficar aqui, de olho na Pam, essa história é péssima, se não der certo vou ficar bem bravo de ter passado por isso por nada.

July sai rindo de mim, porque não é com ela, um dia vai estar apaixonada e vou rir muito dela.

─Carl! – Stacy se senta no lugar de July, até me assusta um pouco, tento sorrir e parecer despreocupado, não sei se consigo nenhuma das duas coisas. – Achei que estivesse apaixonado pela minha filha.

─Você nos proibiu Stacy. – Eu a lembro, não sei o que deu nela.

─Acha que a July será uma boa líder a seu lado, mas pode não ser, ela é mesmo muito corajosa, mas também inconsequente. – Do que afinal estamos falando? Franzo a testa meio confuso, sem saber bem onde ela quer chegar.

─Ela é inconsequente agora, mas quando formos mais maduros será diferente.

Decido defender July, afinal é minha amiga e tem me ajudado e não sei muito onde Stacy quer chegar.

─Pamela também é corajosa, e muito mais madura, não é uma menina tola e mimada.

─Eu sei. – Digo a ela, olho em volta, é bom que tenha gente por perto, ela parece meio surtada.

─Desistiu rápido demais. Da Pam eu digo.

─Meu pai é o líder dessa comunidade, ele me exige muito, principalmente exemplo, você disse não. – Acho que nunca tinha contado uma mentira tão grande, mas ela parece ter acreditado.

─Não se importa com aquilo? – Stacy aponta Pam e os garotos rindo de modo exagerado, se conhecesse mesmo a filha veria como torce os dedos tensa por nos ver juntos ali.

─Me importaria se fosse o namorado dela, mas não sou, então acho que você deve resolver aquilo, é só dizer a eles para ficarem longe, como fez comigo, quem sabe são bem educados? Talvez funcione, não conhecemos muito bem eles, nenhum tem mais do que três meses no grupo.

Ela cruza os braços no peito, encara Pam de cara amarrada, depois volta a me olhar.

─É engraçado, foi me pedir para namorar Pam, antes de qualquer coisa, foi me procurar. Alice passou uma semana me infernizando com essa história, tanto que estava quase permitindo só para não ter que aguentar mais Alice. – Meu coração acelera um pouco, é muito difícil me manter firme. – Então do nada ela decide que minha filha não é boa o bastante para você, que July é muito melhor e você se gruda com July desse jeito?

─Bom eu tenho que olhar para frente Stacy. – Fico de pé, melhor fugir dali antes que fale uma bobagem. – Se namorasse Pam ela não estaria cercada de rapazes como está. Mas eu não namoro, respeito sua decisão de mãe. – Essa era a maior de todas as mentiras, batia todos os recordes. Eu e Pam namoramos há meses, nunca ficamos um dia separados, mas ela nunca vai saber disso. – Eu vou indo.

Começo a me afastar, busco com os olhos por July, dou meia dúzia de passos e Stacy me detém, aperta meu braço firme e me faz olhar para ela.

─Onde vai?

─Circular, eu acho. – No caso de ela me soltar é claro.

─Circular? A garota vai ficar ali? Cercada de meninos.

─São três apenas, mas não vou fazer papel de bobo, não sou nada da Pam, ela pode fazer o que quiser, se fosse minha namorada seria diferente.

Stacy me encara, balança a cabeça de modo negativo, olha para filha, de novo para mim, cruzo os dedos, essa é minha chance, se depois de tudo isso ela disser não então sei que é caso perdido.

─Certo Carl, vá tirar sua namorada daquela rodinha de garotos, ela é tão boa quanto a July e pode liderar a comunidade ao seu lado.

Eu bem podia fazer um charme e dizer que não tenho mais certeza só para ver a cara dela, mas nunca que vou arriscar, só faço mesmo sorrir feito um bobo, afirmar quase sem voz para dizer qualquer coisa.

─Obrigado.

─Mas quero que continue esse bom rapaz que é e espere até que estejam mais maduros para avançar o sinal.

Meu rosto queima quando afirmo, depois me afasto dela e vou direto para Pam.

─Deu certo, a brincadeira acabou. – Aviso aos garotos. – Agora podem começar a ficar longe.

Seguro a mão de Pam que ainda parece confusa, me olhando de boca aberta, os meninos riem de mim, me provocam um pouco com brincadeiras bobas sobre estar gostando da tarefa e depois se afastam.

─Carl... Ela... O que ela disse? Como foi isso?

─Alice é tipo um gênio, ela conhece a alma humana, sua mãe ficou preocupada com os garotos dando em cima de você e muito ofendida por acharmos July mais adequada.

Pam me abraça, mas estamos no meio de uma festa, cercados de gente e com a mãe dela por perto, então é só um abraço mesmo.

─Temos que agradecer a Alice, nem acredito que não vamos mais precisar mentir nem nos esconder.

─Não, mas sua mãe nunca pode saber.

─Nunca! – Stacy nos mataria se soubesse que namoramos faz tempo, e mataria Alice por nos ajudar.

Vamos ao encontro de Alice, ela ainda estava descalça, agora ria sentada no colo de Daryl enquanto Maggie segurava Ally e elas conversavam.

─Mãos dadas? – Alice ri quando nos aproximamos.

─Viemos agradecer o plano perfeito.

─Então agradeçam, eu sou mesmo genial.

─Obrigada Alice – Pam diz abraçando-a.

─Sim, muito obrigado, depois contamos os detalhes.

─ótimo, agora vou jogar o buque, será que a pessoa que pegar me devolve depois? Queria ficar com ele.

─Não Alice, nem pensar. Quem pega tem direito de guardar. – Maggie avisa rindo. – E você mocinha, não entre na brincadeira ou mata sua mãe do coração. – Pam afirma e nos afastamos para assistir a bagunça de longe.

July se junta a nós, com medo do buque cair em suas mãos sem querer.

Beth é a primeira a jogar, fica de costas, conta até três e atira o buque, ele cai direto no colo de Rosita, ela arregala os olhos quando todos comemoram, fica envergonhada, desde que Abe morreu nunca mais teve ninguém.

─Agora sou eu! – Alice se vira de costas, ameaça, desiste. – Para que isso gente? Melhor eu guardar.

─Joga Alice! – As pessoas pedem e ganham caretas.

─Vai lá amor, eu jogo é você pega, a gente casa de novo depois.

─Nem pensar! – O padre diz apressado, todos riem, Alice suspira e se vira mais uma vez.

─Dez... Nove...

─Que contagem é essa Alice? – Maggie questiona.

─Cala a boca Maggie a contagem é minha. Vamos lá, oito... Sete. – O buque voa fazendo uma curva no ar e caindo direto nos braços de Michonne que o pega por puro instinto.

─Não valeu, ela contou errado! – Mich reclama, mas é tarde, todos aplaudem e fazem piada com meu pai. July decide que é hora de se juntar mais uma vez com o grupo.

─Acha que alguém notaria se déssemos uma escapadinha para nosso esconderijo.

─Só vamos saber se tentarmos.

Sorrimos, damos as mãos e saímos despercebidos, a festa no meio da rua tinha sido boa ideia, as pessoas estavam se distraindo e tínhamos chance de namorar um pouquinho, agora livres do peso da mentira.

Pov – Daryl

Ally parece nem se importar com o barulho dos risos e o vai e vem das pessoas, todo mundo quer segura-la um pouco, elogiar sua beleza e tranquilidade, finalmente consigo pega-la um momento e assistir enquanto Alice faz o carnaval de sempre, dessa vez com o buque.

É tão linda, volto para o momento em que surgiu na igreja, por alguma razão estupida eu tive medo de Alice não aparecer, nessas horas sei que ainda sou eu, o velho Daryl de sempre, mas ela foi, e foi no velho estilo Alice, claro que tornaria o vestido algo inadequado, curto demais, padre Gabe já comentou isso cinco vezes desde que a cerimonia acabou. Sorrio com a lembrança do sapato voando para longe, como conheço esse movimento.

Sabia que não diria sim logo de cara, é Alice, é perfeita. E suas juras, sim, agora é uma promessa feita dentro da igreja, diante do padre, vai continuar me deixando maluco e só quero envelhecer correndo atrás de mantê-la viva.

─Mamãe é maluca não é princesinha? – Ally só me olha atenta, os olhos cada dia mais azuis.

─Pronto amor, já ferrei com a vida do Rick, acho que agora temos que fugir para casa que minha monstrinha precisa comer e trocar a fralda.

─Muito estranho justo a Mich pegar o buque.

─Estranho nada, atirei na direção dela de propósito.

Porque não desconfiei? Ela pega Ally dos meus braços, isso é algo que fazemos, ficamos roubando a pequena um do outro o tempo todo. Sem alarde deixamos a festa. Era apenas uma comemoração simples, frutas e sucos, ainda não tínhamos recursos para mais do que isso, mas teríamos no futuro, e não demoraria muito, as coisas estavam melhorando.

─Porra esqueci o sapato na igreja.

─Depois pega, não vai usar nunca mais que eu sei.

─Nem sei andar naquilo amor.

Subimos os degraus de casa, abro a porta e Alice não se move, me olha com Ally nos braços, olho para ela sem entender.

─Quer voltar para festa? – Ela nega. – O que foi?

─Tem que me levar no colo para dentro.

─É sério isso? – Alice é meio maluca. – Está com a Ally.

─E por um acaso é algum fracote que não consegue levar nós duas?

Não. Definitivamente carrega-las não é problema, não discuto, nunca venceria mesmo. Ergo Alice nos braços, ela leva Ally, entro com as duas, me contorço para fechar a porta. Sigo com as duas em direção ao quarto.

─Pronto amor, não precisa nos carregar para sempre. Eu sei que não é fracote.

Eu a coloco no chão. Ela me beija de leve, coloca Ally em nossa cama.

─Sua cara decidir casar comigo bem quando a gente não pode ter lua de mel. O que a gente faz agora? Joga pôquer?

─Como você é ingrata!

─Daryl falta dez mil dias para a gente poder brincar de sexo selvagem, nem vou mais saber como que é, tinha aprendido bem direitinho, agora vai ter que me ensinar tudo de novo.

Suas palavras me levam a pensar em nós dois juntos e aquilo não colabora em nada com meu auto controle.

─Vamos roubar? Burlar a lei? Quem vai saber?

─Cala a boca Alice, isso não é um jogo, não podemos e pronto, faz uma semana que teve filho.

Ela suspira, se deita ao lado de Ally, linda em seu mini vestido branco, sensual com os cabelos espalhados na cama, difícil de resistir até notar os pés pretos de tanta sujeira, ai tudo fica divertido e compreendo porque a amo tanto.

─Do que está rindo?

─Pretende lavar os pés antes de dormir?

Ela ergue a perna para olhar, acaba rindo também, depois fica de pé.

─Primeiro a Alien...

─Ally. – Será eternamente assim, eu sei disso.

─Primeiro a Alien e depois eu, sou uma mãe maravilhosa.

─Sempre. – E isso não era ironia, Alice se mostrava a mãe mais presente e dedicada que já vi e sentia orgulho dela, porque sei como dói quando sua mão simplesmente não se importa.

Ally adora o banho, depois mama de modo voraz, adormece nos braços de Alice, gosto de vê-las juntas. Do olhar de adoração de Alice, eu morreria de ciúme se aquele olhar fosse para qualquer outra pessoa que não nosso bebê.

─Fica de olho nela que vou tomar banho.

Fico realmente de olho em Ally adormecida no berço num sono tranquilo, o burburinho na rua tinha acabado, aprendemos a manter o silencio, principalmente a noite.

Tudo parecia sempre bem, mas ainda era o apocalipse e os mortos estavam lá fora, à espreita como sempre.

─Você é uma esposa má! –É tudo que consigo dizer quando ela sai do banheiro nua, caminha tranquila pelo quarto em direção a gaveta.

─Sou uma esposa sem lua de mel, quero poder contar a minha filha que pelo menos me viu nua na nossa primeira noite juntos.

Ela responde vestindo a camisola e me arranca uma boa risada.

─Primeiro que não vai falar das nossas intimidades com a minha filha, segundo que nossa primeira noite juntos é muita cara de pau.

─Melhor assim? – Ela para diante de mim, nego, o fato é que mesmo se estivesse vestindo uma burca ainda me deixaria maluco.

─Amo você, não tem como melhorar isso. – Seus olhos brilham, ela caminha para meus braços, beijo Alice.

─Casou comigo, ficou lá no altar, lindo me esperando, disse sim, não devia ser tão perfeito, alguém pode querer me roubar você.

─Ninguém tem esse poder.

─Claro que não, tenho um machado e atiro bem. – Beijo Alice, mas depois me afasto, ela se deita sorridente.

Os dias passam lentos, não é fácil controlar meu desejo e muito menos o de Alice, ela se diverte me provocando, Ally fica cada dia mais esperta, nos procura quando ouve nossa voz, passa mais tempo acordada durante o dia, dorme mais horas seguidas durante a noite.

Quase nunca chora, nem precisa, sabemos atende-la no primeiro resmungo, Alice volta ao trabalho de cuidar das crianças pela manhã, leva Ally com ela, continuo sempre achando que vão aprontar alguma e nunca passo mais do que duas ou três horas longe.

O fim da tortura chega finalmente e bem queria pensar em algo especial, mas Alice tem pressa, passou o dia me provocando com comentários picantes, agora amamenta Ally com um sorriso malicioso no rosto, me atordoando.

─Sabe o que eu pensei amor? – Ela me pergunta quando termina de amamentar Ally.

─Não sei, mas posso imaginar.

─Pensei nessas coisas também, mas não era isso, quer dizer, é também, eu pensei que agora que a gente pode transar eu posso ameaçar de me fazer de difícil.

─Também posso sabia? – Ela coloca a filha no berço, depois solta os cabelos presos numa longa trança, para diante da cama.

─Pode, mas sou bem sensual, não sei se resistiria.

─Sou um cara mal Alice, sabe disso. – Ela ergue uma sobrancelha, morde o lábio, retira a blusa de modo lento.

─Acho que mesmo um cara assim mal como você não resistiria muito tempo.

Não mesmo, por mim ela já estaria em meus braços, mas posso brincar um pouco.

Alice, retira o short jeans, toma o cuidado de atira-lo longe.

─Sem tropeços dessa vez! – Brinca sorrindo. – E então, acha que resiste?

─Pode apostar. – Ela caminha em minha direção, vem lentamente, os olhos fixos nos meus.

─Mas pense Daryl, eu posso chegar bem perto. – Ela se senta em meu colo, usa apenas as peças intimas. – Talvez beijar você.

─Tente. – Provoco, ela me beija, certo eu nunca resistiria a Alice, nem está nos meus planos. – Venceu! – Digo deitando Alice e cobrindo seu corpo com o meu.

─Porque me ama muito e me acha uma delícia?

─É bonitinha. Tenho que admitir. – Ela faz bico, ganha um longo beijo.

Suas mãos começam a me ajudar a despir minhas roupas, foi uma eternidade, resistir a Alice. É de longe a coisa mais difícil que já fiz na vida.

─Você sempre está mais vestido do que eu.

─Por que será? – Ela sorri, linda, meus lábios descem por seu pescoço, quero sentir seu sabor, matar a saudade de cada parte dela, não temos pressa, não precisamos, ela sempre será minha, eu sempre vou pertencer a ela.

─Senti sua falta amor, falta das suas mãos.

─Senti falta da sua pele, do seu cheiro. Amo você.

─E me acha uma delícia? Os zumbis acham! – Ela brinca, morde o lábio, geme ao sentir meu toque.

─Vamos descobrir se é mesmo uma delícia. – Sussurro em seu ouvido e depois nada mais importa.

Notas finais
Então pessoas lindas!!! O próximo será o último capitulo. Depois teremos mais dois capitulos com o bônus. Eu sei que vamos sentir falta. mas quem sabe no fim do ano não fazemos uma terceira temporada para matar as saudades? Beijos