Caminhando entre os mortos 2
10 Capitulo 10 - Um velho novo amor
Notas iniciais
Pov – Alice
Ainda bem que o grupo decidiu descansar um pouco, esse negócio de caminhar horas sem fim já está me irritando, toda hora acabamos assim, sem carro, dependendo apenas de nossa capacidade física, nem ia a academia antes do fim do mundo só para não ter que me cansar e agora é esse tedio de andar o tempo todo.
Pelo menos pudemos caçar um pouco e temos uns coelhos para comer, foi se o tempo em que eu queria salvar a floresta, agora só me resta agradecer que casei com um caçador assassino de animaizinhos indefesos.
Me encosto em Daryl depois de lamber os dedos, espero que a gente possa descansar um pouco antes de voltar a andar, estamos todos sentados no meio da estrada, a coisa mais surreal do mundo.
─Mania de lamber os dedos! – Ele odeia que faça isso, nem me lembrava disso, dou de ombros.
─Agora já lambi Daryl, para de me criticar um pouco.
Brinco com um pequeno rasgo na calça de Daryl na altura do joelho dobrado, enquanto assisto Judy mastigar distraída um pedaço de carne, Michonne sorri com ela nos braços e acho fofo as duas juntas, Rick também observa encantado.
─Alice vai acabar aumentando esse rasgo, não é como se tivesse uma loja na esquina para arrumar outra calça.
─Nem vem amor, não me engana com esse ar de desleixado, eu sei muito bem que você faz de propósito, é todo estiloso, faz o tipo Badass.
─Idiota! – Ele diz mordendo meu ombro.
─Não me engana senhor Dixon, esse seu colete, as calças rasgadas, tudo minunciosamente programado.
─Acha mesmo que penso nisso?
─Acho, e ainda quer lançar tendência, me diga que porra de cordões são esses amarrados na sua calça, prendendo a canela?
Ele ri, me arruma mais em seus braços, me apoio em seu ombro, paro de brincar com o rasgo da calça e só descanso a mão em seu joelho.
─Isso é proteção, para quando tenho que chutar ou pisar na cabeça de zumbis. Evita arranhões.
─Todo inteligente! – brinco e ganho um beijo, Daryl nem se dá conta que agora me faz carinho em público – Vamos amor, aproveita que estão todos distraídos e vamos procurar uma moita!
─Alice você... – Ele pretendia continuar, mas para sua sorte Beth se senta conosco e ele se cala.
─Salvo pelo gongo! – Brinco e Beth nos olha sem entender.
─Atrapalho?
─Não! – Ela me sorri, tem duas grandes cicatrizes no rosto, mas nem isso diminuem sua beleza, apenas lhe dão talvez um ar de mulher, tiraram lhe a graça da aparência de menina. – Está bem?
─Sim.
─Achei que iria grudar na Judy e nunca mais soltar. – Beth se ilumina, só o nome já faz Beth sorrir.
─Eu a amo, ela é ainda a coisa mais importante da minha vida, nada é mais sagrado para mim do que manter Judy viva.
─Mas? – Pergunto quando ela abraça os joelhos, ela sorri olhando Judy nos braços de Mich.
─Ela não é minha, é do Rick, do Carl, talvez da Mich. – Sorrimos, parece mesmo que tem algo ali, uma cumplicidade ao menos. – Ainda posso me atirar em meio a uma horda para salva-la, mas acho que preciso lutar, acho que preciso sair de traz das pessoas e achar meu lugar, posso proteger Judy como vocês, lutando, essa é a pessoa que eu sou agora, uma lutadora, essa é a pessoa que eu quero manter, aprendi que é tudo sobre como encaramos as coisas, ainda quero ter esperança, ainda acredito em boas pessoas, justiça e dignidade, mas sei que tem um lado escuro que nos persegue e vou lutar contra isso.
─Cairia de mais uma ponte para ter você aqui, essa Beth é muito melhor que a outra.
Beth aperta minha mão, sorri e vejo como está agora mais adulta.
─A merda é que agora só sobramos eu e Judy na infância, você e o Carl andaram crescendo esses dias.
─Isso é verdade! – Daryl diz me apertando mais a ele, ele bem que gosta que eu seja assim.
─E o Noah? São bem próximos.
─Não crie coisas, ele é só um amigo, se parece muito comigo, mas não tenho esse tipo de interesse, e acho que não quero ter por ninguém no momento.
Dou de ombros, uma hora um cara legal cruza seu caminho e ela vai ser feliz no amor como eu sou.
Ouvimos movimentação na mata, um minuto depois estamos todos de pé e seguindo em frente, eu e Daryl de mãos dadas, de vez em quando sorrimos um para o outro, adoro tê-lo ao meu lado, mas sinto falta dos momentos que tínhamos só os dois, de poder ficar em seus braços sem medo.
─Ainda vamos ter um lugar, vai ver! – Ele me diz como se lê-se meus pensamentos.
─Eu sei. E quando esse dia chegar vamos passar uma semana na cama.
─Alice!
─Dormindo amor! – Eu rio, é tão bom provoca-lo.
Uma hora depois uma casa surge em meio a pequena estradinha que pegamos, meu coração se enche de esperança.
─Uma casa gente! – Podia dar pulos de alegria. – Vamos abraça-la? Olha, paredes, degraus, aposto que tem portas e teto e se tiver sorte uma cama, quem sabe?
As pessoas riem, mas eu sei que estão como eu, desejando abraçar aquele pequeno pedaço de paraíso.
─Vamos limpar e ficar essa noite, amanhã uma parte vai em busca do que precisamos e depois partimos rumo a Richimond! – Rick determina e puxo minha faca.
─Fica aqui, eu vou.
Daryl me pede e por mim tudo bem, não quero ficar brigando por tudo, a casa parece mesmo vazia. Ficamos na varanda, a vistoria demora dez minutos e o grupo dos fortões sai tranquilo.
─Limpa! – Rick avisa da porta e entramos – É bem grande, meia dúzia de quartos, tranquei os fundos, podemos descansar um pouco, vamos manter alguma vigia.
─Certo, vamos dividir de dois em dois, assim todos descansam – Glenn pondera – Quem vai primeiro?
─Eu e a Alice podemos começar. – Mas que boca grande tem esse homem meu Deus, como que pode ser tão mal negociador? Vou ter que ser rápida.
─Aí! Ai! – Todos me olham, um segundo e Daryl me apoiava – Nossa que dor na perna.
─O que aconteceu? – Ele me segura, jogo o peso do corpo sobre ele, capricho na cara de coitada, Maggie e Beth rindo nas costas de todos, duas traidoras – Que foi Alice? Câimbra? Torceu?
─Uma dor! – Me encosto nele.
─Deita um pouco Alice, eu e o Ty pegamos a primeira vigia.
Amo Sasha, minha salvadora, sorrio por entre a cara de dor.
─Consegue andar? – Daryl me questiona, dou uns dois passos, mas ele bem que merece um castigo por ser tão burro e se oferecer para ficar de vigia.
─Acho que não amor! – Ele me ergue nos braços, as pessoas se dispersam e ainda consigo piscar para as irmãs Greene por sobre o ombro do preocupado Daryl.
Ele escolhe o primeiro quarto, abre a porta, me coloca na cama, volta para fechar, está todo assustado, até me dá uma peninha, mas passa logo.
─Andamos muito, pode ser isso, descansa um pouco, vou tirar suas botas. – Espero que faça isso, assim que os sapatos caem ao chão eu o puxo pela camisa – O que está fazendo? – Me pergunta quando cai sobre mim.
─Te seduzindo. Não percebeu?
─Pareceu que estava tentando me matar com toda essa delicadeza! – Ele diz sem no entanto sair de cima de mim, passo meus braços por seus ombros – Que está fazendo Alice? Sua perna...
─Era mentira amor! – Ele se espanta, me olha perplexo – Você continua péssimo negociador, se oferecer para a primeira vigia foi de matar!
─Estava mentindo? – Reviro os olhos, começo a desabotoar sua blusa, acho que ele ainda não se deu muito conta.
─Vai participar um pouco disso ou vou ter que fazer tudo sozinha? – Ele me sorri, só agora se dando conta de onde estamos, da chance que temos – É lento, mas é meu e é bem gostoso, agora diga que me acha uma delícia e se não for muito incomodo pode me beijar também, e depois pode... – Ele me cala com um longo beijo, isso é algo que aprendeu desde o começo, é o melhor jeito de me calar.
Suas mãos agora deslizam por meu corpo, finalmente um momento de amor e prazer, eu o amo, adoro suas mãos em mim, seu gosto.
Vamos arrancando as roupas as pressas, senti falta dele, de ser dele, cada toque que recebo me faz arfar, nos beijamos cheios de urgência.
─Amo você! – Eu o lembro, quando seus lábios descem por meu pescoço, fecho os olhos aproveitando aquele momento.
─Também te amo! – Ele invade meu corpo e perco a noção de tudo, só existe nós dois ali, acabou o apocalipse, acabou toda a dor, todas as perdas, só existe nossos corpos em movimentos sincronizados como sempre foi, ainda me lembro de como agrada-lo, ainda sabemos tudo um do outro.
─Daryl! – Digo em seu ouvido, sinto o quanto isso o agrada, ele toma meus lábios mais uma vez, as janelas estão abertas, um vento suave sopra sobre nossos corpos entregues ao desejo.
─Minha! – Ele diz com olhos fixos em mim, olhos escurecidos pelo desejo, gosto de ser dona do seu desejo.
─Meu!
O mundo para num minuto perfeito, as coisas flutuam, sinto o prazer percorrer todo meu corpo em ondas alucinantes e então relaxamos, Daryl me beija, completa aquele momento, torna tudo verdadeiro, depois nos aconchegamos um no outro, eu podia chorar de felicidade.
─Diz que foi uma boa ideia, dizer que me machuquei!
─Quando descer novinha em folha vão saber que mentiu.
─Amor, você foi o único que acreditou! – Adoro como ele é tão inocente as vezes.
─Maluca. As pessoas sentem pena de mim, sabia?
─Sentem é inveja, você tem uma esposa linda e delicia, além disso sou cheia de ideias, minha mente é brilhante!
─Chega Alice, pode não estragar esse momento?
─Posso, ou posso estragar tudo e daí temos que recomeçar para consertar as coisas e podemos ficar assim até aqueles porras de zumbis invadirem o lugar e a gente ter que fugir às pressas.
─Tudo bem, sei que andou muito, comeu pouco, dormiu quase nada, isso deve ter afetado um pouco! – Daryl me beija, afasta meus cabelos – Toda linda!
─Acha? – Pergunto amolecendo um pouco, adoro quando ele fica assim.
─Acho, minha garota.
─Garota nada Daryl, casou comigo, sou sua mulher.
─Tem razão. – Ele me beija de novo. – Foi uma grande ideia essa, senti muito sua falta.
─Porque me ama loucamente e me acha uma delícia.
─Amo, é minha maluquinha.
─Melhor parar que já quero chorar.
Ele sorri, me olha cheio de carinho, me beija de modo suave, faz meu coração bater forte, é quase como me apaixonar de novo por ele.
─Meu minuto perfeito.
Pisco afastando uma lagrima teimosa, agora estou pronta para enfrentar tudo que vem pela frente, eu o tenho, ele me ama, nada mais importa.
Passo meus braços por seus ombros, puxo Daryl para mim e o beijo, agora as coisas ficam mais tranquilas, não temos mais tanta pressa, podemos apreciar o momento, matar a saudade, brincar, sorrir, tudo fica demorado, quando finalmente descansamos nos braços um do outro já era noite.
─Acho que a gente tem que descer.
─Eu sei, mas não quero.
Sem alternativa descemos de encontro ao grupo, Daryl não olha para ninguém, está completamente constrangido e posso entender, afinal todo mundo sabe o que estávamos fazendo, a merda é que até o padre sabe e isso pode ser um problema se ele resolver sair contando essas coisas para Deus, ainda acho que salvar o padre não foi boa ideia.
─E a perna Alice, melhor? – Maggie pergunta rindo.
─Foi como um milagre, sarou!
Me sento ao lado de Daryl, dessa vez, Rick fazia a guarda junto com Mich, a maioria estava nos quartos.
A noite passa lenta, não me importo, fazemos a vigia trocando olhares apaixonados, me sinto de novo como no começo de tudo, aquilo é bom e divertido, as borboletas no estômago, a vontade de ficar nos braços dele.
─Que foi? – Ele me pergunta quando amanhecia, estávamos um ao lado do outro olhando pela janela, a casa mergulhada no silencio.
─Eu me apaixonei por você de novo.
Daryl aperta meu nariz, me rouba um beijo.
─Talvez seja correspondida.
─Talvez? – Faço cara de espanto, ele me puxa pela cintura, me beija, adoro aquilo – Adoro quando me pega assim.
─Adora? – Ele me morde o lábio inferior, meu corpo se agita – Acho que andei me apaixonando pela senhorita também.
─Bem agora que a gente nem tem uma casa, eu digo que só me fodo nesse apocalipse!
─Mulher maluca! – Depois de mais um beijo ele me solta.
─Vou com você. – Daryl me olha – Sei que vai sair amanhã e eu vou com você.
─Acha mesmo que te deixaria aqui? Pensa que não sei que acabaria engalfinhada com um zumbi, ou refém de um inimigo qualquer?
─Me ama muito Daryl, isso sufoca.
O grupo começa a se reunir logo que o dia clareia um pouco, os grupos se dividem, uma parte vai sair em busca de suprimentos, carros e combustível, outra vai ficar protegendo as crianças e os covardes.
Eu vou com Daryl, Rick, Sasha e Glenn, o resto vai ficar é o que entendi, para mim não importa, se estou com Daryl o resto perde a importância.
─Onde vai Beth? – Glenn questiona quando ela se posiciona ao meu lado.
─Vou com o grupo, ajudar nas buscas. – A firmeza dela espanta um pouco a todos, mas não deixa espaço para recusa, acho que agora do modo como estamos, não existe mais espaço para os fracos, o melhor é cada um aprender a se proteger.
Continuamos pela pequena estradinha que nos levou até aquela casa, quem sabe o que pode vir mais à frente?
Sabemos que mesmo não os enxergando eles estão por perto, vindos de todos os lugares, com seus passos arrastados nos seguindo a distância, mas pensar nisso não serve para nada além de nos meter medo então apenas seguimos em frente.
A estradinha começa a se alargar um pouco, ganha asfalto e logo estamos entrando em um vilarejo, é incrível a quantidade de pequenos lugares por que passamos, sempre me faz pensar na vida tranquila que aquelas pessoas tinham antes do fim.
Alguns carros estão parados, o cenário é sempre tão claro, estão ali desde que o caos se instalou, foram deixados ás pressas, pessoas abandonaram tudo e correram para longe como se isso fosse mantê-los vivos, está claro que não foi o bastante.
Me pergunto porque conseguimos sobreviver a tanto quando a maioria sucumbiu, não pode ter sido apenas sorte.
─Atenção! – Rick pede com a arma em punha – Vamos ver os carros.
Um zumbi sai de trás de um dos carros, Daryl o acerta, outro vem de mais longe e Glenn vai a seu encontro, estamos todos um tanto impacientes, me aproximo de um carro quando toco a maçaneta um zumbi se atira no vidro pelo lado de dentro, dou um pulo de susto.
─Cacete! – Reclamo colocando a mão no coração, Daryl puxa a faca.
─Abre. – Ele pede ficando pronto, obedeço a porta se abre, o zumbi tenta saltar em minha direção e ele a acerta, depois empurra para longe do carro o corpo decomposto.
─A pessoa sabe que vai virar zumbi e fica presa no carro? Qual a graça? Eu sairia, se for virar zumbi quero ficar por ai fazendo meu trabalho de assustar pessoas.
─Você definitivamente não tem cérebro, é só um grande vacou na sua caixa craniana, só pode ser.
Daryl diz bravo, era só brincadeira, esse povo não tem o menor humor.
─Caixa craniana é bom, queria ter pensado nisso antes de você.
Ele senta no banco do motorista, gira a chave no contato, o motor falha umas vezes antes de finalmente funcionar, sorrio contente, já temos um carro.
Olho em volta, Rick e Sasha abriam o capô de outro, Glenn e Beth mais adiante tentavam outro carro, com o tamanho do grupo um carro ou dois talvez não fosse o bastante.
Daryl desce do carro e caminhamos para ajudar Rick, eles se distraem com a cara enfiada no motor do carro, suspiro, amplio meu olhar e perto de um canteiro quase escondida por folhas crescidas eu vejo uma moto, abro a boca, é tudo que preciso, uma volta sentindo o vento no rosto.
Caminho até ela, a chave não está, claro que não estaria, fui eu que encontrei, os carros estavam todos com as chaves na ignição, mas o motoqueiro tinha que fugir levando as chaves, suspiro começando a mexer nos fios.
Escuto o gemido quando é quase tarde demais a mão do zumbi já se precipitava sobre mim, desvio puxando a faca, ele vem faminto em minha direção, eu o acerto na testa enquanto seguro seu pescoço, caímos os dois, eu sob aquele corpo podre, outro zumbi surge.
─Merda! – Reclamo presa ao corpo inerte, a faca ainda cravada naquele cérebro, escuto uma pequena confusão, é o grupo vindo em meu socorro, quando o outro zumbi cai sobre nós tentando me pegar consigo usar toda força que tenho para virar o jogo e me viro, agora ele está sob o cadáver. – Se deu mal palhaço! – Puxava minha faca já despreocupada quando o grito de Daryl cheio de desespero me deixa em alerta, olho em busca do motivo de tanto pânico e três zumbis já me cercavam.
Chuto o que está mais perto, uma flecha atinge a cabeça do outro e então Beth enfiava sua faca no último que ainda estava de pé. Eu queria sorrir e agradecer, mas sinto o zumbi que chutei agarrar minha perna, olho para baixo quando a boca estava a centímetros de me alcançar.
Mesmo odiando fazer aquilo piso com a perna livre naquela cabeça podre que explode em gosma preta é massa cefálica.
─Porra! Odeio zumbi, odeio pisar na cabeça de zumbi, odeio mais do que barata!
Sinto os braços de Daryl me envolverem, já sei que vem uma tonelada de reclamação, mas para minha surpresa ele só me aperta junto a ele, sinto seu coração aos saltos.
─Está bem? Te morderam? Arranharam?
─Calma amor, achei uma moto, para você guiar, não eu, juro, só pensei em você! – Melhor caprichar muito na cara de menina assustada porque estou bem encrencada.
─Alice eu...
─Eu sei, sou idiota, imbecil, acéfala, e só faço merda, vivo engalfinhada com zumbis...
─Shiu! – Ele pede com as duas mãos no meu rosto me fazendo olhar para ele, só então vejo como está ainda assustado – Amo você, só isso, está tudo bem!
─Também te amo, amor, não vai gritar comigo? – Ele nega depois me beija – Nem xingar? – Mais uma vez ele nega – Que sem graça, gosto mais quando fica bravo.
Ele sorri e fica aliviado, me envolve, acho que esse negócio de se apaixonar de novo é sério, ele parece todo romântico. Um novo velho amor, isso deve ser bom. Sempre posso usar isso ao meu favor.
─Não Alice, nem me olhe assim, só porque não briguei dessa vez não quer dizer que vai se repetir.
─Sabia, estava bom demais para ser verdade.
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