Caminhando entre os mortos 2

32 Capítulo 32 - Pedidos e futuros pedidos.


Notas iniciais
Oi gente! Aqui mais um, espero que gostem.

Pov – Carl

─Oi. – Entro no quarto de Alice, ela está sentada na cama, as pernas dobradas e Ally deita diante dela na grande cama de casal. Daryl que tinha ido me receber se senta ao lado dela. – Que linda ela é.

─Uma monstrinha linda não acha? Parece comigo. – Alice tem um grande sorriso. – Vou beber água e já venho.

─Fica ai maluca, eu pego, não consegue ficar quieta, Ally tem um dia de vida, ontem estava dando a luz e hoje nem almoçou e já inventou mil coisas para sair da cama. – Daryl ralha com ela. Alice o puxa pela gola da camisa, beija ele longamente, fico rindo da cara confusa dele quando ela o liberta.

─Vai lá bonitão, fico aqui com as crianças. – Faço careta com a ideia, me sento ao lado de Alice e acaricio a cabeça do bebê, ela parece mesmo um pouco com a Alice, mas talvez também lembre o Daryl, ainda é muito cedo para ter certeza.

─Meu pai me pegou ontem no flagra, agora tenho que falar com a Stacy.

─Está fodido! – Alice ri, olho para Ally preocupado, evito palavrões na frente de Judith, bom evito na frente de quase todo mundo, de todo mundo para ser honesto, só Alice mesmo que me escuta dizer certas coisas. – Ela não entende nada ainda.

─Vim treinar com você, daqui vou lá falar com ela.

─Ok, então diz ai, como vai ser esse pedido?

Fico de pé, encaro Alice, tento pensar que estou na frente de Stacy.

─Vim aqui hoje pedir para me deixar namorar sua filha. – O barulho de um copo se quebrando nos chama atenção, olhamos rápido enquanto Ally desata a chorar com o susto.

─Ficou maluco garoto? Tem o que nessa cabeça? – Daryl grita comigo. Alice pega Ally nos braços balançando a menina enquanto eu olho de um para o outro completamente confuso.

─Eu gosto mesmo dela Daryl, o certo é falar com a mãe dela.

─Fica longe da minha filha seu...

─Sua filha? – Eu e Alice falamos juntos, eu assustado, Alice entre risos. – Não Daryl, estou falando da Pam.

─Pam? E porque está pedindo para Alice? – Ele caminha para perto de Alice, pega a pequena de seus braços, balança a menina para acalma-la, Alice ainda está se dobrando de rir. – Quer parar de rir? Não tem graça.

─Claro que tem! Achou que o Carl estava me pedindo para namorar a Alien... Ally.

─Ele foi bem claro! – Daryl se defende de cara amarrada, Ally se acalma e ele me olha ainda esperando uma explicação melhor.

─Vim pedir ajuda a Alice, era só um treino.

─Entendi. Mas não foi o que pareceu quando eu entrei, achei que estava pirando de vez.

─Viu o que te aguarda monstrinha, papai vai receber seu futuro namorado com flechas.

─Cala a boca Alice, tenho uns vinte anos para me acostumar com a ideia.

─Pobre menina! – Eu comento e Daryl me olha feio, dou de ombros. – Como foi Alice?

─Péssimo. Muito ruim mesmo, se fosse a Stacy aquele copo quebrado no chão estaria agora na sua cabeça. Vamos melhorar isso. – Ela fica de pé, Daryl ocupa seu lugar e fazer isso na frente dele é constrangedor, olho para ele e depois para ela. – Deixa ele ai, assim já treina sob pressão, será bom para testar seus nervos.

─Bom plano! – Daryl diz rindo da minha cara, eu bem podia lembra-lo dos momentos constrangedores que eu assisti desde que Alice chegou, mas decido me concentrar no meu problema.

─Espera! – Alice pede quando ia abrir a boca. – Deixa eu prender o cabelo para entrar mais no personagem, ela vive de cabelo preso. – Alice faz um coque, fique de pé, para na minha frente, sorri de um jeito diferente. – Pronto. Valendo. – Ela respira fundo e me olha. – Carl, como está? Alguma dor? Está se sentindo mal?

─Ahm? – Olho para ela de má vontade.

─Estou fazendo a Stacy, toda vez que ia vê-la ela me recebia assim.

─Porque estava grávida Alice! Ela não vai querer saber se estou com dor.

─Puxa é mesmo, faz sentido, nunca tinha pensado nisso, achava ela tão prestativa. Tão humanista.

─Alice pode só ouvir e pronto? – Ela afirma depois de uma careta. – Stacy eu vim aqui pedir a você...

─Coloca seu pai no meio. – Alice me interrompe, reviro os olhos. – É um bom conselho, só para lembra-la que é um bom menino que tem família e que seu pai manda na porra toda.

─Stacy, eu estive conversando com o meu pai, ele me aconselhou a vir pessoalmente falar com você, estou apaixonado por sua filha e queria saber se permite que eu namore com ela.

─Não.

─Não? Alice, assim não está ajudando.

─Estou trabalhando com a pior hipótese, assim fica pronto, vai continua.

─Continuar? Se ela disser não, tenho que pegar meu chapéu e dar meia volta.

─Sem argumentar? Lutar? Que amor é esse?

─Tudo bem. – Suspiro, olho para Daryl, o filho da mãe está rindo, devia lembra-lo que um dia um idiota vai bater na sua porta, ou nem isso, mas me calo porque não quero fazer pedidos de olho roxo. – Stacy eu vou respeitar ela.

─Esse é o caminho, falar esse blá blá blá de respeito e se comportar, ser um bom menino não passar dos limites. Pais gostam dessas coisas.

─Acham que ela vai dizer sim?

Os dois trocam um longo olhar, depois me encaram e suspiro, meu pai bem podia ir comigo, queria ver ela dizer não a ele.

─Se ela não permitir vai tornar a vida dela um inferno? Foi ideia do meu pai, ele acha que só você pode convence-la.

─Prometo! – Alice me tranquiliza e desisto do ensaio, melhor ir até lá e ser espontâneo.

─Certo, vou até lá. Me deseja sorte.

─Sorte! – Alice dá um tapa no meu chapéu, aceno deixando o quarto e a casa, cumpro o percurso rezando para não fazer um papel muito ridículo, subo os degraus da enfermaria, penso se não seria melhor bater na porta, mas ninguém nunca faz isso e então apenas entro.

Stacy está sozinha sentada atrás de uma mesa, entretida em ler alguns papéis, fico de pé esperando ganhar sua atenção, ela me olha por sobre a folha, sorri despreocupada.

─Precisando de alguma coisa Carl? – Me pergunta voltando sua atenção para a folha, anota qualquer coisa.

─Podemos conversar um instante? – Ela solta o papel, se encosta da cadeira, cruza os braços e algo me diz que sabe o que vim fazer.

─Senta. – Me convida.

─Estou bem aqui. – Não tem como conseguir ficar sentado. – É sobre... Bom Stacy eu estive conversando com meu pai, me abri com ele sobre meus sentimentos... sobre... Sobre a Pam e... Ele me aconselhou a procurar você, disse que é isso que se espera de um rapaz, concordei com ele e vim.

─Veio. O que quer Carl, para que tanto rodeio?

─Estou apaixonado por sua filha, é sério, não uma bobagem adolescente, eu quero saber se permite que eu e a Pam... Posso namorar sua filha?

─Namorar? Não acha que é muito cedo? Está pronto para uma família? Quer ver minha filha como Alice?

─Calma Stacy, não vamos... Ainda é cedo para os dois, estou ciente disso, quero passar mais tempo com ela, ficar mais próximo, não pretendemos... Não vai acontecer. – Estou pegando fogo de vergonha, que porcaria é isso de o rapaz ter sempre que pedir.

─Para isso não precisam namorar, são amigos, podem deixar o namoro para quando forem adultos e puderem se controlar.

Fico ali, de pé, olhando para ela sem resposta, foi tolice achar que podia vencer a partida, que ela simplesmente diria sim.

─Gosto da Pamela, sempre vou respeitar sua filha.

─Ótimo saber disso, comece ficando longe. Não quero minha filha num envolvimento amoroso nesse momento. Isso não é bom para ela, as pessoas morrem o tempo todo Carl, sei o que passei com a morte do pai dela, sei o quanto você é forte e que cedo ou tarde, na verdade muito cedo, vai estar na linha de frente, não quero vê-la sofrendo.

─Ela gosta de mim, sendo minha namorada ou não Pam vai sofrer se algo me acontecer.

─Será menor. O mundo está morto.

─Nunca soube que via as coisas assim, achei que acreditava nesse lugar.

Fico até um pouco decepcionado, Pam é esperançosa, acredita nesse lugar, no que podemos construir. Aprendi um pouco com ela a acreditar.

─Acredito! Estou aqui, mas sei que pode ruir.

─E então ficamos esperando acontecer? Em suspenso?

─Sinto muito Carl, não vai me convencer, nem você, nem a Pam. – Minha expressão de triste embora honesta não surte qualquer efeito sobre a firmeza de Stacy. – Não vou proibir sua amizade, vou confiar no seu pai, mas não quero minha filha namorando ainda. Vocês têm quinze anos ainda, quando forem mais velhos, se ainda se gostarem eu permito.

Quando formos mais velhos não será necessário a permissão dela. Me lembro de meu pai me pedindo para respeitar e vou tentar fazer isso.

─Posso falar com a Pam? – Pergunto olhando para dentro do posto, nesse horário ela sempre ficava ali com a mãe aprendendo sobre enfermaria. O futuro que Stacy não acreditava se desenhando em seu próprio esforço de passar a diante seus conhecimentos.

─Mais tarde, quero ter uma conversa com ela agora.

Aceito, é preciso ser cauteloso nesse momento. Vou ao encontro de meu pai que estava no nosso pequeno arsenal, Glenn estava com ele e eles cuidavam das armas.

─Como foi? –Ele toca meu ombro, o sorriso em seu rosto se desfaz quando nota meu abatimento.

─Um grande não!

─Puxa, não esperava por essa. Sinto muito.

─Não pode me ajudar?

─Carl isso é pessoal, se começar a me envolver desse modo na vida das famílias minha liderança fica em risco. – Eu sabia que ele arrumaria uma maneira, nunca pode ser só meu pai, tem sempre a liderança e a comunidade entre nós. – Mas como seu pai é claro que vou ter uma conversa com ela, reforçar o pedido.

─Obrigado! – Sorrio esperançoso.

─E sempre temos Alice, ela sabe ser insistente, vai dobrar Stacy num piscar de olhos, confundi-la e em uns dias Stacy vai estar implorando para que você namore a filha dela.

─Vou voltar lá na Alice e falar com ela. – Deixo meu pai falando sozinho, se tem alguém no mundo que pode me ajudar é Alice. Entro sem bater, Alice está na sala, amamentando Ally, Pam com os olhos vermelhos sentada a seu lado.

─Já sei de tudo! – Ela sorri, Pam corre para me abraçar.

─Não vou ficar longe de você Carl, ninguém pode me obrigar a isso. – Pam diz decidida e gosto de ouvir, eu a envolvo.

─Isso! – Alice diz baixinho. – Vou ajudar, pensei em Romeu e Julieta, mas com essa coisa de zumbis alguém pode enfiar uma faca na testa de vocês e não seria boa ideia.

─Eu realmente acho que Alice não é boa conselheira. – Daryl surge na sala, encosta a besta na parede, beija Alice e acaricia a filha, depois se senta numa poltrona ao lado delas.

Eu e Pam estamos de pé e abraçados.

─Não ouçam Daryl Dixon, ele não sabe o que diz. Vou falar com a Stacy, se ela disser não eu... Eu falo de novo, imploro, posso chorar, ameaçar persegui-la pela vida e sempre se pode fazer um drama. De hoje em diante vocês fazem cara de tristes para sempre. Funciona com o Daryl.

Ele revira os olhos, mas sou obrigado a admitir que funciona mesmo.

─Obrigado Alice. – Ela sorri. Nos esquece por um momento admirando o bebê, depois nos encara.

─Agora vão namorar escondidos, daqui a pouco a Stacy chega para ver a Alie... Ally. – Não vai ter jeito de ela chamar a filha pelo nome certo, acho que Daryl terá que se acostumar com isso.

Partimos os dois em direção a nosso lugar favorito, espero que não sejamos pegos, mas se acontecer a culpa não é nossa. Tentamos ser honestos.

Pov – Daryl

─Não devia se meter nisso. – Daryl me diz assim que ficamos sozinhos. – E precisa parar de chamar Ally dessas coisas que chama, logo toda a comunidade vai está usando esses apelidos ridículos.

─Sou a favor do amor Daryl, não sou fria como você. Ally não vai ligar de ter um apelido divertido, ela tem cara de travessa.

─De onde tirou que sou frio? – Aquilo é ofensivo. – E espero honestamente que ela não puxe a você e que fique bem brava quando chama-la desses apelidos estúpidos.

─Olha minha mão! – Ela balança a mão esquerda que logo volta a apoiar Ally. – Vê alguma aliança? Não, porque não tem, perdi e a culpa é sua, se importa? Claro que não. –Ela diz furiosa. – Meus apelidos são legais de mais, condizem com a época, ela vai rir muito disso.

─Sua aliança deve estar pela casa, é toda atrapalhada, aposto que guardou em outro lugar. Amo você, não me importo se usa um anel ou não, isso não muda o que eu sinto. – Minto sobre a aliança e duvido que consigo segurar a insistência de Alice até sábado. – Seus apelidos condizem com a época? Fomos invadidos por marcianos para chamar minha filha de Alien?

─Não liga mesmo não é? Para nosso símbolo! Olhava para ela todos os dias, sonhando com o dia que voltaria para meu dedo, ela me lembrava aquele momento, foi um lindo momento, insensível. – Seus olhos estão marejados, sinto vontade de devolver o anel e contar logo tudo, ideia ridícula, não sei de onde tirei. – Ela não é verde é?

─Verde? – Agora me perdi completamente na conversa, nunca é muito fácil acompanhar Alice.

─Alien, nossa monstrinha, ela não é verde.

─Acho que já vi isso, porque ela seria? Do que está falando? – Isso só pode ser castigo divino.

─Que homem lento! Marcianos, não estava falando de marcianos? Marcianos são verdes.

─Ah! Não sabia disso, mas se está dizendo, quem sou eu para discordar, aposto que conhece alguns, provavelmente amigo dos duendes.

─Porque mortos caminhando é natural, sempre existiu.

─Ponto para você. – Admito rindo, Ally termina de mamar. Alice simplesmente se esquece de mim, seus olhos se encontram com os dela e as duas se perdem uma na outra, adoro ficar ali apenas olhando o encantamento das duas.

─Ela é tão perfeita! – Alice seca mais uma lágrima, conheço suas lágrimas e essa não é sobre a aliança que ela acha estar perdida, essa é apenas o mais puro encantamento. – Está feliz. Não é monstrinha? Sinto falta de quando me chutava pedindo carinho.

Acho que nenhuma mulher gostou tanto de ter um bebê dentro de si como ela, mesmo chamando a filha de todas aquelas bobagens ela se divertia o tempo todo.

─Talvez um dia a gente possa ter outro. – Nem acredito que disse aquilo, ela me olha espantada, sorri, um sorriso que começa pequeno e depois se alarga, ilumina seus olhos e ela se ergue, vem para meu colo, se senta trazendo junto nossa pequena que agora me encara com os olhos azuis cheios de curiosidade.

─Nunca pensei que ouviria isso. – Ela me beija. – Amo você. É um troglodita sem sentimentos que não se importa com o fato de eu não ter nem mesmo uma aliança. Mesmo assim eu te amo.

─Puxa obrigado, sinto que para você é quase como um favor me amar. – Brinco com ela enquanto a envolvo em meus braços.

─E é. Olhe para mim, sou perfeita, deu muita sorte.

─E você não? Quem mais te suportaria Alice? Que homem seria tão paciente? A sortuda aqui é você.

─Grosseirão! Carreguei sua filha nove meses, tive dores terríveis, passei noites em claro sem posição, podia ter morrido, fiquei inchada. Olha ai, voltamos para a aliança. Vou mandar o Rick investigar. Isso deve ter sido um roubo.

─Está certo Alice, me deixa aproveitar minha filha uns dias, depois eu saio em busca de uma aliança nova para você, se morrer lá fora tentando pelo menos vivi uns dias com meu anjinho.

Ela abre a boca espantada. Os olhos arregalados num traço de diversão.

─Isso foi muito bom. Aprendeu direitinho, o discípulo supera o mestre, eu não poderia ter feito melhor.

─Dez anos de casados, eu tinha que aprender alguma coisa.

─Não temos dez anos de casados mais. Não sou casada, não tenho aliança, vivemos em pecado, sua filha é fruto desse pecado, sinta-se orgulhoso com isso, esse é o exemplo que está dando a ela. Ao menos minha amiga vai poder contar aos filhos que um dia se casou, na igreja da comunidade, num lindo sábado e que os pecadores eram os padrinhos.

─Retire o que disse, definitivamente não tem como te superar. É a rainha do drama!

─Me esforço. – Ela se encosta em meu ombro. Minha mão que apoiava suas costas segue treinada para seus cabelos. – Estou com sono. Adoro quando faz isso.

─Ally acabou de mamar, vá dormir um pouco, eu fico com ela.

─Só se ficarmos os três juntos.

─Feito, mas sabe que amanhã volto a trabalhar.

─Daryl! – Ela choraminga se erguendo, faz manha toda vez que falo isso. – Não posso ficar sozinha com ela, fico apavorada só de pensar.

─E acha que eu não? Alice sinto arrepios só de imagina-las sozinhas.

─Sou muito capaz!

─Muito capaz de fazer merda e se meter em encrencas. – Um mundo de coisas estranhas que Alice fez me passam pela mente e sinto um arrepio. – Certo, não vou te deixar sozinha por enquanto.

Acho que fiz muito pela comunidade, eles podem me dar mais uns dias, quem sabe até depois do meu casamento.

Casamento, a ideia me faz sorrir, de um jeito ou de outro ela consegue tudo de mim, quando procurei Beth para falar sobre meus planos a primeira coisa que ela disse foi que sabia que Alice me convenceria.

A verdade é que mesmo odiando ser o centro de tudo quero mesmo dar esse momento a ela. E vou amar vê-la caminhando em um vestido branco de encontro a mim para formalizarmos o que sempre foi verdadeiro entre nós.

Decidi no dia em que com um bico gigante teve que tirar a aliança e guardar no fundo da gaveta. Alice me deu tudo que tinha, sem restrições, não guardou nada para si. O mínimo que posso fazer é oferecer de volta a ela.

O vestido branco está pronto, é o que dizem as garotas já que não posso vê-lo, o buque e a decoração está sendo providenciado e ela só vai saber da verdade na hora de se vestir.

Já vou estar a sua espera na igreja, ao lado de Bruce, o outro noivo tão inquieto quanto eu, mas achei que em dupla seria menos constrangedor. Os dois gostaram da ideia. Padre Gabriel também.

─Deus ouviu minhas preces. – Ele disse quando contei a ele. – Então finalmente Alice vai parar de me torturar com essa ideia fixa de casamento. Obrigado Daryl, todos os dias ela tenta me convencer a convencer você a fazer isso.

─Está tão pensativo. – Alice me desperta e olho para ela deita encolhida ao meu lado com Ally entre nós.

─Relembrando bons momentos nossos, só isso.

─Sexo?

─Não Alice, estou evitando esse tipo de pensamento e é melhor nem falarmos do assunto, ainda faltam trinta e nove dias.

Ela afirma depois de suspirar. Sinto falta de toca-la, mas posso aguentar, já ela, não sei, é sempre tão maluca que não duvido que acabe tendo que fugir dela qualquer dia desses.

─Ally vai ficar com a gente no altar? Acha que a Beth vai ligar? ─ Lá está ela pensando no casamento da amiga mais uma vez. Sonhando que poderia ser o dela e adoro pensar que darei isso a ela.

─Não, mas ela pode ficar no colo de alguém enquanto nos... enquanto... Enquanto a Beth se casa.

─Você foi muito legal aceitando, sei que detesta ficar no centro de tudo. Embora o centro de tudo será o Bruce e a Beth é claro.

─É claro. – Concordo, me estico para beija-la.

– Agora cala a boca Daryl, preciso dormir um pouco, essa coisinha só sabe me sugar. Literalmente.

Alice fecha os olhos, mas não o sorriso, tem uma mão sobre o corpo da filha entre nós. Eu achava que não podia gostar de nada que ficasse entre nós. Agora aquele pequeno ser que está ali, ocupando meu espaço é a coisa que mais amo na vida. Uma Dixon, eu amo alguém com o meu sangue. Beijo seus cabelos dourados.

Não será como foi comigo, para ela só o melhor, tudo será certo, vou me casar com sua mãe, dar a minha pequena um lar alegre, limpo, vivo e repleto de amor, tudo absolutamente diferente do que tive em cada pequeno detalhe.

Notas finais
No próximo teremos casamento!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Beijos!