Notas iniciais
Fiquei ausente por dois dias, porque uma alergia que desenvolvi há pouco tempo me arrebatou loucamente, e estou tomando remédios fortes que não me deixam nem pensar! rs (Já peço desculpas por futuros e possíveis sumiços, mas eu volto sempre). Mas, vamos dar continuidade ♥ Sugiro que leiam ao som de "Bring me to life", da banda Evanescence. (Tô viciada sim, e detalhe que não ouço há uns 5 anos ou mais hahahah).

Wake me up inside.
Call my name and save me from the dark
Bid my blood to run
Before I come undone
Save me from the nothing I've become

Emma havia passado dos limites da cidade, estava dentro de Storybrooke novamente. Porém, Regina e até mesmo Ruby, não tinham certeza de que aquela era uma boa notícia.

— Ruby! Saia daqui! — Regina disse enquanto virava-se para Emma, posicionando suas mãos em frente seu corpo, em forma de ataque. Ruby já não estava mais por ali, saiu correndo para avisar os outros habitantes da cidade.

— Regina, por favor... Não! — Apesar de sua aparência, Emma não estava agindo de fato, como a Senhora das Trevas agiria — Sou eu... Emma! A sua Emma! — disse deixando seu corpo cair sob seus joelhos, no chão, sem desviar seu olhar da prefeita.

A Rainha achou aquilo curioso, mas não se desfez de sua pose, por precaução — E-Emma? — Regina estava confusa, mas começou a aproximar-se devagar da loira — Levante-se Srtª Swan! — disse em tom de ordem, porém, indagou-se, Emma estava chorando.

— Regina, por favor! Acredite em mim! Não vou te machucar... Não mais! — Emma dizia aos prantos, desesperada — Me ajude! Pelo amor de deus, me ajude!

A prefeita até poderia duvidar de Emma, mas ver o amor de sua vida agindo daquela forma era impossível e mesmo com suas dúvidas, abaixou suas mãos e foi rapidamente até a salvadora, que agora estava de cabeça baixa. Regina então, agachou-se ao seu lado, colocando uma de suas mãos por trás de Emma, apoiando-a em seu ombro.

— Emma? — Regina segurava o choro, com dificuldade — Minha Emma?

— Regina... — Emma levantou seu olhar, e fitou os olhos da prefeita por um instante — Me perdoe! — A loira não resistiu e jogou-se nos braços desatentos da Rainha, abraçando-a fortemente, como não fazia há dias. Emma chorava sem parar.

Regina assustou-se e abraçou-a num reflexo, mas aos poucos acalmou-se, e pôde deleitar-se com aquele momento: O seu verdadeiro amor, estava novamente meio a seus braços.

— Oh Emma... Como senti sua falta! — A prefeita disse enquanto arfava os cabelos da salvadora, sentindo seu perfume outra vez.

A loira afastou-se o suficiente para olhar sua Rainha, que também estava debulhando-se em lágrimas — Regina... Foi horrível! — Emma dizia com certo tom de desespero — Sei que ainda sou a Senhora das Trevas, mas, lá fora isso é pior ainda! — Emma levou sua mão até o rosto de Regina e o acariciou levemente com as costas de seus dedos — Me ajude, sinto que estou finalmente pronta para abdicar dos meus poderes sombrios...

— Como posso confiar em você, Emma? Como? Afinal de contas, você mesma disse que ainda é a Senhora das Trevas. E bem.. Só de te olhar, todos sabemos disso — Regina referia-se a aparência literal de Emma.

— Regina, as trevas, num mundo normal, ficavam presas dentro de mim literalmente. Eu até mesmo poderia pensar em fazer maldades sem precisar de nada desse mundo mágico, e até realizar algumas coisas bem ruins — Emma soluçava, ainda chorava enquanto tentava explicar-se — Mas esse tipo de magia é muito forte, e me detonou por dentro... Não só meu coração, mas minha mente, e minha alma... — Emma suspirou fundo, tentando acalmar-se — Sabe, é muito fácil possuir todo esse poder maligno num mundo onde ele pode ser usado, de fato. Realizar atos cruéis onde a magia existe, me fazia libertá-lo um pouco de dentro de meu ser. As trevas se alimentam das ruindades que você faz, e você se alimenta da sensação de dor, que diminui a cada ato de maldade, mas essa sensação nunca vai embora.

Regina ouvia Emma com atenção, mas ainda estava muito abalada com o que tinha acabado de acontecer, e simplesmente não tinha conseguido reunir respostas, ainda.

Emma, ao perceber o silêncio da Rainha, disse em tom de súplica- Se eu passar mais algum dia sendo obrigada a lidar com isso, que seja aqui, com sua ajuda, para conseguir me livrar disso de uma vez por todas! A única coisa que me manteve viva por todo esse tempo, foi pensar em um dia ter você de volta — A loira olhava fundo nos olhos da Rainha, ela era sua única chance de finalmente voltar a viver de verdade.

— E-Emma... Eu n-não posso deixar você viver aqui assim, livre! Ninguém dentro de Storybrooke concordará com isso, nem mesmo sua mãe... — A Rainha queria ajudar Emma, mas aquilo tudo não dependia apenas dela.

— Você não acabou de perceber o que aconteceu aqui, Regina? — Emma dizia em um tom surpreso — Você é o meu amuleto! Como Senhora das Trevas, o que mais me importa é aquela maldita adaga! — Emma colocou a outra mão no rosto de Regina — Pelo menos deveria ser! Mas você mudou isso! O amor que sinto por você, me fez mais forte, e nem mesmo como Senhora das Trevas, fez com que a adaga passasse a ser minha prioridade, Regina!

A prefeita ainda não tinha pensado nisso, e como resposta, puxou Emma o mais próximo possível e a beijou profundamente, como não fazia há um bom tempo. Seus lábios sentiam falta do beijo de Emma, e pediam cada vez mais pelo gosto de sua salvadora.

As duas a essa altura, já estavam sentadas uma ao lado da outra, e aos poucos foram encerrando aquele beijo que se pudesse falar, sussurraria: saudade.

Emma encostou calmamente sua testa na da Rainha e balbuciou — “Eu te amo, Regina” — esboçando um leve sorriso de canto, voltando seu olhar para os olhos da prefeita, que sussurrou em seguida — “Eu também te amo, Emma”.

Naquele instante, implorou para Regina, em um tom melancólico — Então, traga-me de volta a vida.

Notas finais
Eu sei que ficou curto, mas eu precisava separar esse capítulo de fechamento do outro. Sem falar, que estou dodói né gente. Vamos cooperar? AUHAHUA. Espero que tenham gostado dessa cena fofa e sufocante, porque né.