Call me when you're sober
4 Bring me to life
Notas iniciais
Wake me up inside.
Call my name and save me from the dark
Bid my blood to run
Before I come undone
Save me from the nothing I've become
Emma havia passado dos limites da cidade, estava dentro de Storybrooke novamente. Porém, Regina e até mesmo Ruby, não tinham certeza de que aquela era uma boa notícia.
— Ruby! Saia daqui! — Regina disse enquanto virava-se para Emma, posicionando suas mãos em frente seu corpo, em forma de ataque. Ruby já não estava mais por ali, saiu correndo para avisar os outros habitantes da cidade.
— Regina, por favor... Não! — Apesar de sua aparência, Emma não estava agindo de fato, como a Senhora das Trevas agiria — Sou eu... Emma! A sua Emma! — disse deixando seu corpo cair sob seus joelhos, no chão, sem desviar seu olhar da prefeita.
A Rainha achou aquilo curioso, mas não se desfez de sua pose, por precaução — E-Emma? — Regina estava confusa, mas começou a aproximar-se devagar da loira — Levante-se Srtª Swan! — disse em tom de ordem, porém, indagou-se, Emma estava chorando.
— Regina, por favor! Acredite em mim! Não vou te machucar... Não mais! — Emma dizia aos prantos, desesperada — Me ajude! Pelo amor de deus, me ajude!
A prefeita até poderia duvidar de Emma, mas ver o amor de sua vida agindo daquela forma era impossível e mesmo com suas dúvidas, abaixou suas mãos e foi rapidamente até a salvadora, que agora estava de cabeça baixa. Regina então, agachou-se ao seu lado, colocando uma de suas mãos por trás de Emma, apoiando-a em seu ombro.
— Emma? — Regina segurava o choro, com dificuldade — Minha Emma?
— Regina... — Emma levantou seu olhar, e fitou os olhos da prefeita por um instante — Me perdoe! — A loira não resistiu e jogou-se nos braços desatentos da Rainha, abraçando-a fortemente, como não fazia há dias. Emma chorava sem parar.
Regina assustou-se e abraçou-a num reflexo, mas aos poucos acalmou-se, e pôde deleitar-se com aquele momento: O seu verdadeiro amor, estava novamente meio a seus braços.
— Oh Emma... Como senti sua falta! — A prefeita disse enquanto arfava os cabelos da salvadora, sentindo seu perfume outra vez.
A loira afastou-se o suficiente para olhar sua Rainha, que também estava debulhando-se em lágrimas — Regina... Foi horrível! — Emma dizia com certo tom de desespero — Sei que ainda sou a Senhora das Trevas, mas, lá fora isso é pior ainda! — Emma levou sua mão até o rosto de Regina e o acariciou levemente com as costas de seus dedos — Me ajude, sinto que estou finalmente pronta para abdicar dos meus poderes sombrios...
— Como posso confiar em você, Emma? Como? Afinal de contas, você mesma disse que ainda é a Senhora das Trevas. E bem.. Só de te olhar, todos sabemos disso — Regina referia-se a aparência literal de Emma.
— Regina, as trevas, num mundo normal, ficavam presas dentro de mim literalmente. Eu até mesmo poderia pensar em fazer maldades sem precisar de nada desse mundo mágico, e até realizar algumas coisas bem ruins — Emma soluçava, ainda chorava enquanto tentava explicar-se — Mas esse tipo de magia é muito forte, e me detonou por dentro... Não só meu coração, mas minha mente, e minha alma... — Emma suspirou fundo, tentando acalmar-se — Sabe, é muito fácil possuir todo esse poder maligno num mundo onde ele pode ser usado, de fato. Realizar atos cruéis onde a magia existe, me fazia libertá-lo um pouco de dentro de meu ser. As trevas se alimentam das ruindades que você faz, e você se alimenta da sensação de dor, que diminui a cada ato de maldade, mas essa sensação nunca vai embora.
Regina ouvia Emma com atenção, mas ainda estava muito abalada com o que tinha acabado de acontecer, e simplesmente não tinha conseguido reunir respostas, ainda.
Emma, ao perceber o silêncio da Rainha, disse em tom de súplica- Se eu passar mais algum dia sendo obrigada a lidar com isso, que seja aqui, com sua ajuda, para conseguir me livrar disso de uma vez por todas! A única coisa que me manteve viva por todo esse tempo, foi pensar em um dia ter você de volta — A loira olhava fundo nos olhos da Rainha, ela era sua única chance de finalmente voltar a viver de verdade.
— E-Emma... Eu n-não posso deixar você viver aqui assim, livre! Ninguém dentro de Storybrooke concordará com isso, nem mesmo sua mãe... — A Rainha queria ajudar Emma, mas aquilo tudo não dependia apenas dela.
— Você não acabou de perceber o que aconteceu aqui, Regina? — Emma dizia em um tom surpreso — Você é o meu amuleto! Como Senhora das Trevas, o que mais me importa é aquela maldita adaga! — Emma colocou a outra mão no rosto de Regina — Pelo menos deveria ser! Mas você mudou isso! O amor que sinto por você, me fez mais forte, e nem mesmo como Senhora das Trevas, fez com que a adaga passasse a ser minha prioridade, Regina!
A prefeita ainda não tinha pensado nisso, e como resposta, puxou Emma o mais próximo possível e a beijou profundamente, como não fazia há um bom tempo. Seus lábios sentiam falta do beijo de Emma, e pediam cada vez mais pelo gosto de sua salvadora.
As duas a essa altura, já estavam sentadas uma ao lado da outra, e aos poucos foram encerrando aquele beijo que se pudesse falar, sussurraria: saudade.
Emma encostou calmamente sua testa na da Rainha e balbuciou — “Eu te amo, Regina” — esboçando um leve sorriso de canto, voltando seu olhar para os olhos da prefeita, que sussurrou em seguida — “Eu também te amo, Emma”.
Naquele instante, implorou para Regina, em um tom melancólico — Então, traga-me de volta a vida.
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