Call me when you're sober
5 New Perspective
Notas iniciais
New Perspective
“Can we fast-forward to go down on me?
Stop there and let me correct it
I wanna live a life from a new perspective
You come along because I love your face
and I'll admire your expensive taste”
Depois do súbito encontro de Emma e Regina na fronteira da cidade, foram logo em seguida ao Granny's, já que a Rainha havia pedido, para que Chapeuzinho fosse avisar a todos sobre o que estava acontecendo. A salvadora e a prefeita chegaram de mãos dadas até a porta do restaurante. Olhando levemente pelas janelas, notava-se que o lugar estava cheio. Talvez quase todos os habitantes estivessem por lá.
Regina abraçou Emma por alguns instantes, e logo afastou-se o suficiente para que pudesse olhar no fundo dos olhos da loira enquanto dizia — Fique aqui, e entre na minha deixa – em seguida, deu-lhe um beijo na testa.
A Rainha entrou no restaurante sem fazer muito rodeio. Neste instante, todos pararam de conversar e automaticamente viraram-se para observar sua prefeita. Regina parou em frente a porta e cruzou os braços. Seu semblante estava sério.
— Como todos já devem saber…
— … A Senhora das Trevas está de volta para nossa alegria – Granny disse ironicamente, enquanto recarregava sua espingarda.
— Obrigada Granny, mas acho que como prefeita posso conversar com os cidadãos de Storybrooke sem mais interrupções. Certo? — Regina disse de maneira fria. Respirou fundo e continuou – Emma fez muito mal á todos nós… Inclusive, a mim... – A Rainha pareceu vomitar a última frase – Mas, uma vez, alguém me disse que todos merecemos uma segunda chance – disse enquanto desviava seu olhar até Snow, enquanto esboçava um leve sorriso de canto – Porém, não posso tomar essa decisão sozinha, mesmo que quisesse.
Leroy foi o primeiro a levantar a mão enquanto dizia – Emma nos salvou uma vez, devemos isso á ela. Sou a favor de darmos uma segunda chance – disse enquanto olhava em volta, como se tentasse convencer todos os outros.
Ruby também levantou a mão. A atitude a fez receber um cutucão e uma olhada muito feia de sua avó.
— Como podemos confiar em alguém que é o mal em pessoa, em alma e coração? — Granny dizia relutante a ideia, afinal, sempre foi superprotetora. Mas sua indagação fazia sentido.
Nesse momento Regina abriu a porta, e Emma entrou, fazendo com que algumas pessoas descem leves passos para trás.
— Acho que ela mesma pode responder isso, Granny – Regina disse enquanto sorria confiante.
— Sei que realizei muitas maldades com todos daqui, mas algo em mim, mudou e eu preciso da ajuda de vocês… De todos vocês, Granny – A atual Senhora das Trevas era sincera, mas ainda não era convincente.
— Vovó – A loba disse enquanto virava-se para Granny – Eu estava lá, eu vi tudo o que aconteceu… Ela mudou… Ou está mudando. Essa pode ser a melhor chance de conseguirmos trazê-la de volta.
Neste momento, todos viraram-se para a dona da lanchonete, e foram aos poucos levantando suas mãos em favor da Salvadora.
— Tudo bem, mas não digam que eu não avisei… E não se esqueça, Srtª Swan… — dizia enquanto empunhava sua arma — … Eu e essa belezinha aqui, estaremos de olho.
Regina pegou uma das mãos de Emma e disse – Já que estamos todos de acordo… — A prefeita então, num leve e sutil gesto, fez sua fumaça roxa envolver as duas e as transportá-las para sua Kripta.
— O que viemos fazer aqui, Regina? — Emma disse confusa.
— Queria poder ficar sozinha com você, por alguns instantes, longe de tudo e de todos – A Rainha disse enquanto se aproximava de Emma, e selava seus lábios delicadamente – Senti sua falta, Srtª Swan…
Emma riu-se – Engraçado como isso soa bem melhor na sua voz, do que na da Granny – A loira abraçou Regina pela cintura, enquanto despejava beijinhos pelo pescoço da morena.
— Não liga pra ela não. Ela queria apenas passar confiança para todo mundo, e resolveu me imitar – Regina soltava risinhos enquanto recebia os beijos leves de Emma em seu pescoço.
— Confiança te imitando? A modéstia aqui passou, e ficou, não é Rainha? — Emma olhou para Regina. Passeava com seus olhos pelo rosto da prefeita, como se quisesse suprir alguma necessidade de lembrança, ou memorizá-lo daquele jeito: sorridente, suave, calmo, em paz.
Mas, enquanto Emma fitava sua Rainha, notou algo brilhando em sua visão periférica, desviou o olhar, para o objeto, e o reconheceu. Era sua adaga. No mesmo instante, sua fisionomia mudou e endureceu.
— Emma? Está tudo bem? — Regina disse preocupada.
— S-sim, meu amor – Emma disse, voltando a olhar para a Rainha, tentando disfarçar sua preocupação, logo despejou um beijo nos lábios da prefeita. Deslizou suas mãos para as costas da morena, trazendo-a ainda mais para si, fazendo com que seus corpos ficassem colados. Emma não sentia o calor do corpo de sua amada há dias, e sentia falta daquilo como sentiria falta de respirar, caso o oxigênio no mundo acabasse. Mas, seu coração negro, invadido pelas Trevas, não conseguia disfarçar como sentia-se vivo, tão próximo daquilo que lhe pertencia.
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