Notas iniciais
Meus amores, me perdoem minha ausência por quase 2 meses. Tive um bloqueio criativo de quase 56 dias. Muitas coisas aconteceram na minha vida e nem todas foram boas (infelizmente, a maioria foi bem ruim). Mas, cá estou! Então, vamos lá! Boa leitura!

“Nobody said it was easy

It's such a shame for us to part

Nobody said it was easy

No one ever said it would be this hard”

Regina levantou cedo na manhã seguinte e notou que Emma não estava mais em sua cripta. Num passe de mágica, arrumou todo o lugar que haviam bagunçado. Deitou numa espécie de divã que tinha por ali, e começou a relembrar dos momentos que teve com sua amada naquela noite. Ainda perguntava-se do porquê Emma ter agido de maneira tão estranha logo que chegaram lá dentro. De repente, sua mente teve um estalo. A Rainha havia se esquecido de um único detalhe: a adaga. Levantou-se depressa e correu até onde guardava o objeto e para a sua surpresa ele continuava lá. Regina então, sentiu-se mais aliviada, e até mesmo orgulhosa de Emma. Mas, ainda sim, indagava-se onde a salvadora poderia ter ido.

**

— Henry! — disse Emma assim que o garoto saiu pela porta de casa.

— Mãe! Você está… de volta? — sua felicidade foi substituída por uma sensação de confusão ao ver sua mãe, já que Emma ainda era visivelmente a Senhora das Trevas.

— Voltei. Meio sem querer, mas voltei – Emma disse meio sem jeito.

Henry correu em direção a sua mãe e a abraçou – Que saudades! — seu abraço era apertado e carinhoso. Ele não imaginava que poderia fazer isso novamente nem tão cedo.

— Calma garoto, agora estou aqui e nunca mais vou embora – Emma estava calma e feliz.

— Óbvio que se você fosse, eu daria um jeito de te encontrar, como da primeira vez – Henry disse sorrindo.

— Garoto, precisamos conversar, em algum lugar calmo – A salvadora disse olhando para os lados, observando se estavam seguros.

— Sem problemas mãe. Vamos ao escritório da mamãe, hoje não tem ninguém por lá – disse dando as costas a Emma e seguindo em direção a sua casa.

Emma entrou no imóvel atenta, ainda não sentia-se segura sabendo que nem todos da cidade concordavam com sua volta. Aos poucos, foi distraindo-se com os ambientes que passavam. Lembrava-se de cada momento que viveu naquele lugar antes de ser expulsa de Storybrooke. A salvadora não tinha mágoas quanto a isso. Sabia que foi merecido. Ao chegar dentro do escritório, Emma viu algo que faria de tudo para não ver: a outra metade de excalibur, dentro de um recipiente, protegida provavelmente por alguma magia. No mesmo instante, seu coração sentiu como se tivesse levado uma flechada.

— Mãe? Está tudo bem? — disse Henry ao notar a expressão no rosto de Emma.

— Tudo sim garoto, vamos ao que interessa – disse enquanto sentava numa das cadeiras em frente a mesa de Regina.

— Diga mãe, no que posso ajudá-la? — Henry sentou no lugar da prefeita com um sorriso no rosto.

— Eu quero me livrar das Trevas. Sinto que agora estou pronta. Mas sua mãe não confia em mim ainda – disse a salvadora em um tom preocupado.

— Se ela não confia, como que você entrou em Storybrooke de novo? — disse o garoto com receio.

— Isso é uma longa história, mas Ruby está de prova que não fiz mal a ninguém para conseguir fazer isso – disse a Senhora das Trevas de certa forma orgulhosa.

— Acredito em você, mãe. Sempre acreditei, e não será agora que mudarei isso. Mas, como pretende então, se livrar disso tudo? — Henry estava começando a ficar ansioso, de um jeito bom.

— Não faço ideia, e por isso preciso da sua ajuda. Você é o autor agora, talvez tenha algum modo de… — Emma estava devagando, estava realmente sem ideias.

— Está me dizendo que então temos uma missão? — disse num tom animado.

— Exatamente, garoto! — Emma sorriu, também animada – Mas, lembre-se: sua mãe não pode saber, por enquanto.

— Isso me faz lembrar da primeira vez que nos unimos. E o engraçado, é que mamãe também não podia saber – Henry estava muito entusiasmado.

— Só que dessa vez, não é uma simples maldição das trevas. Até porque, as trevas já estão em mim, garoto – Emma riu-se levemente, contagiada pela animação do filho – Apenas tome cuidado para não deixar transparecer que estamos tramando alguma coisa, Henry. Então, acalme-se!

— Não posso! Desde que você foi expulsa, é a primeira vez que vou ter algo para fazer que não seja estudar ou jogar videogame. E além disso, sou muito bom com segredos, principalmente com missões secretas, já esqueceu? — o menino disse tirando certo sarro da situação.

— E qual nome daremos á essa missão, menino sabichão? — Emma sentiu falta daquele jeito único de ser de seu filho.

— Pensei que nunca ia perguntar! — Henry riu – Operação Cobra: O Retorno.

Notas finais
Para um retorno pós bloqueio criativo, acho que tá bem legal rs. Espero que tenham gostado. Eai, o que será que eles vão fazer pra ajudar a Emma? Comentem! ♥