Notas iniciais
Desculpem a demora, pra variar. Mas, espero que gostem. Boa leitura!

“And maybe, I'll find out

A way to make it back someday

To watch you, to guide you

Through the darkest of your days

If a great wave shall fall

And fall upon us all

Then I hope there's someone out there

Who can bring me back to you”

Regina sentiu-se envergonhada por duvidar de Emma e sua real vontade de voltar a ser quem era. Meio a tantos pensamentos, resolveu levantar-se e arrumar-se para procurar pela Salvadora que havia saído sem nem ao menos despedir-se com um beijo de bom dia. A Rainha preferiu não usar magia, sua vida estava tão confusa ultimamente que achou melhor caminhar até sua casa enquanto colocava a cabeça no lugar.

Ao chegar em casa, Regina notou o fusca de Emma estacionado em frente ao seu portão. Era um bom sinal, significava que a Salvadora estava evitando usar magia até mesmo para se transportar. Mas, logo perguntou-se o que ela fazia em sua casa aquela hora e o que seria de tanta importância para que ela fosse tão depressa para lá. Ao entrar em casa, caminhou até chegar em seu escritório, logo, deparou-se com Henry e Emma conversando de maneira animada.

— Agora tudo faz sentido! — disse a Rainha num tom, de certa forma, contente.

— Mamãe! — Henry disse eufórico até demais – Digo… Mamãe, bom dia! — dizia agora mais calmo.

Regina caminhou até Henry e depositou um beijo em sua testa – Bom dia, querido. Passou bem a noite? — Regina passeou com seu olhar de Henry para Emma, como se a pergunta fosse para os dois.

— Passei sim, mamãe – Henry sorriu e olhou para Emma que sentiu-se acuada.

— Bom dia, Regina – Emma estava inquieta na cadeira – Hm, vocês já tomaram café da manhã?

— Eu já, mãe. E além do mais, tenho algumas…. Coisas para resolver – Henry dizia olhando para sua mãe biológica como se pedisse ajuda para ser liberado para poder colocar em prática sua missão.

— Tem certeza, querido? — disse a Rainha enquanto afagava o cabelo do garoto que já ia levantando-se da cadeira.

— Tenho sim mamãe, não é mãe? — Henry olhou novamente para Emma e sinalizou com o olhar mais uma vez sua necessidade de ser encoberto.

— Sim, Regina. Quando cheguei ele estava na cozinha, terminando de tomar seu chocolate quente – A salvadora disse enquanto sorria para Henry, tentando não olhar para a Rainha com medo de que suas expressões entregassem algo.

— Então tudo bem. Pode ir. Alias, aonde você vai? — disse a morena antes de seu filho sair do recinto.

— Vou… Para o meu quarto, fazer… lição. Isso, é. Lição – Henry passou tanto tempo sem ter nenhuma missão por perto, que quase não sabia mais mentir.

— Lição em pleno sábado, Henry? — Regina cruzou os braços, como se duvidasse do menino.

Mas antes que pudesse fazer qualquer outra pergunta, Emma intrometeu-se para ajudar mais uma vez o filho – Deixe o garoto em paz, Regina. Você reclama se ele não faz lição e reclama se faz… Assim, nem eu entendo.

Regina revirou os olhos ao ouvir Emma, e acenou com uma das mãos liberando seu filho de permanecer ali – Desculpe, querido.

— Tudo bem, mamãe. Então, até depois! — O garoto saiu do escritório o mais rápido que pôde, antes que sua mãe resolvesse perguntar mais alguma coisa.

— Onde estávamos? — disse a Rainha enquanto sentava-se em sua cadeira – Ah, é! Bom dia, Miss Swan – seu tom era um tanto nervoso.

— Regina, me desculpe ter saído de lá sem falar com você, mas eu precisava… ver meu filho. Ou esqueceu que fui raptada logo após chegar no Granny's? — Emma soltou um riso leve e um tanto levado.

— Fale baixo! Ou quer que nosso filho ouça? — a Rainha gostava de tomar certos cuidados quanto a inocência de Henry. Para ela o menino ainda tinha 5 anos de idade.

— Henry tem 15 anos, Regina. Aposto que já sabe muito mais coisa do que nós duas juntas a essa altura. Ou esqueceu que internet existe?

— Não importa. Sou uma Rainha, e um pouco mais…. Cuidadosa – Regina tentou ser séria, mas soltou um riso logo em seguida.

— Se dissesse que era refinada, eu teria que discordar, afinal, você deixou seu refinamento bem longe do seu cofre ontem a noite – Emma levantou uma sobrancelha enquanto sorria de modo sarcástico.

— Emma! — a Rainha agora falava sério com a loira – Por favor, tenha bons modos.

— Não consigo ter bons modos quando estou com fome, só tenho capacidade para sentir e ser uma coisa de cada vez – Emma estava animada por ter conseguido a ajuda de seu filho, e por isso despejava piadinhas a todo instante em que conversava com sua amada.

— Por acaso você é a Sininho da Disney, ou sei lá o quê? — a Rainha não segurou-se e mais uma vez deixou que o bom humor de Emma a livra-se de uma bronca.

— Deixe Tinker saber que você anda falando essas coisas dela… — Emma levantou-se e foi dando a volta na mesa para caminhar até a Rainha.

— Quem disse isso, foi o filme. Se bem que, nas últimas vezes que nos encontramos, ou ela foi extramente feliz em me ajudar, ou estava estupidamente emputecida por eu ter ferrado com a vida dela. Então, talvez seja verdade, não? — Regina observava Emma enquanto falava.

— Será que, pelo menos, dessa vez eles acertaram em alguma coisa das nossas histórias naqueles filmes? — Emma ria, enquanto sentava de lado no colo de Regina e passava seu braço pelo pescoço dela, envolvendo-o – Mas, me diga, e você… consegue sentir mais de uma coisa ao mesmo tempo, majestade? — Emma disse a última parte num sussurro bem próximo ao ouvido de Regina.

A Rainha sentiu um arrepio de cima a baixo passear pelo seu corpo – Emma! Aqui não. Anda, vamos comer alguma coisa pra ver se você sossega um pouco – disse enquanto já levantava-se praticamente expulsando a loira de seu colo.

— Vai dizer que esse escritório não te traz nenhuma lembrança? — Emma foi saindo do colo de Regina a medida que a Rainha ia levantando-se da cadeira em que estava – Mas, tudo bem. O seu desejo é uma ordem, minha majestade.

Assim, as duas saíram do escritório de Regina e foram até a cozinha preparar algum café da manhã para elas.

Notas finais
Capítulo curtinho, mas tá bonitinho ♥ Comentem pfvrzinho, dá bem mais vontade de postar logo ♥