Caindo em Tentação

13 CAPITULO 13 - RECONCILIAÇÃO


Nossa, que grosso – pensei comigo. Se ele continuar me tratando assim, acho que não vai dar pra conversar com ele hoje.

- Só vim pegar meu travesseiro e meu edredom. Eu vou... – e ele me interrompeu.

- Vai aonde? – perguntou ele.

- Dormir no quarto do Emilio. – respondi.

- Você e o Emilio juntos em uma cama de casal? – ele deu uma risada irônica. – Até parece que eu vou permitir isso.

- Não se esqueça que foi VOCÊ quem pediu a ele que eu dormisse lá. – joguei na cara mesmo.

- Mudei de ideia. – ele disse tomando de mim o edredom e o travesseiro que eu segurava.

- Não me interessa. – peguei o edredom e o travesseiro de novo. – Agora quem quer dormir lá, sou EU.

- Então vai lá. – ele se jogou na cama dele. – Aproveita e dorme bem abraçadinho com ele tá?

- Já chega! – me joguei na minha cama e tampei meu rosto com o travesseiro. Comecei a chorar.

Escutei o barulho do notebook, como se Eduardo estivesse conversando com alguém, e ele digitava com muita pressa. Menos de um minuto se passou e Emilio entrou no quarto. CLARO, EDUARDO CHAMOU O EMILIO PRA VIR AQUI.

- Duda? – Emilio puxou o travesseiro. – Menina, para de chorar.

- Ela tá chorando? – ouvi Eduardo sussurrar. – Não que eu esteja preocupado com ela, claro. – que idiota. Nem pra assumir que tá preocupado comigo ele serve.

- Cala a boca, idiota. – falei pra Eduardo.

Ele me olhou com uma cara de assustado. Acho que ele ficou com medo de mim.

- Err... Emilio, pensando bem... – ele fez uma pausa. – Pode voltar para o seu quarto.

- Ave Maria. – reclamou Emilio – Vê se agora vocês se entendem logo tá? Já to ficando irritado com essa criancice de vocês. – e saiu batendo a porta do quarto.

Eu continuei deitada na minha cama e Eduardo deitado na cama dele. Eu virei o rosto para olhá-lo e ele estava me olhando também.

- Vem aqui. – chamou ele.

- Vem aqui você. – reclamei.

- Minha cama é mais espaçosa. – sorriu ele.

Eu enxuguei as lágrimas que ainda escorriam e fui até a cama dele.

- Me desculpa. – dissemos os dois ao mesmo tempo. – Tá, eu desculpo. – dissemos ao mesmo tempo de novo. E começamos a rir.

- Por que você acreditou na Mary? – perguntou Dudu.

- Porque eu sou idiota. – abaixei a cabeça. – Só quando eu fui tomar banho e parei pra pensar, que eu fui perceber que você jamais faria isso comigo.

- Que bom que você acredita em mim. – ele me abraçou.

- Por que você me tratou daquele jeito quando entrou no quarto do Emilio? – minha vez de perguntar.

- Pô Duda, eu tava super mal de ficar sem falar com você, e eu pensei que você tava mal também. – ele fez uma pausa — Daí eu entro no quarto do Emilio e te vejo toda alegrinha. Queria que eu fizesse o que? Eu fiquei com ciúmes.

- Ciumento. – fiz uma cara de brava pra ele.

- Nossa! Imagina se fosse ao contrário – ele me encarou -, se VOCÊ entrasse no meu quarto e me visse todo feliz deitado em cima de outra menina.

- Você nem sabe o que tinha acontecido, não sabe o que o Emilio tinha falado pra mim e também não sabe porque eu fiquei feliz. – mostrei língua pra ele.

- E eu posso saber? – ele ficou curioso.

- Antes eu queria te perguntar uma coisa. – fiz um biquinho.

- Pergunte. – ele sorriu.

- Quando você diz que me ama – abaixei a cabeça –, é só como irmã ou você sente algo a mais por mim?

- Como irmã ué. – ele respondeu.

Aquilo foi como uma faca atravessando meu coração. Como eu sou idiota.

- Ah. – foi só o que eu consegui dizer.

Quando me levantei para voltar pra minha cama, ele segurou meu braço.

- Volta aqui! – exclamou ele.

Eu sentei na cama de novo, mas não consegui olhar pra ele.

- Respondi sua pergunta, agora quero saber o que o Emilio te falou que te deixou tão feliz. – ele disse colocando o rosto na minha frente para que eu olhasse pra ele.

- Isso não importa mais. – e o empurrei.

- CLARO QUE IMPORTA! – gritou ele.

- Já que insiste. – fiz uma pausa. – Ele disse que se a gente se amasse de verdade, ele apoiaria que eu e você namorássemos escondido e não contaria nada aos nossos pais.

- NOOOOSSA MANO! – ele pulou de felicidade. – Sério que o Emilio disse isso?

- Sério. – respondi super seca. – Só não entendi essa sua empolgação toda.

- Porque eu te amo. – ele segurou meu rosto para que eu olhasse nos olhos dele. – E não é só como irmã.

Ele foi se aproximando para me beijar, mas eu virei o rosto.

- Que foi? – ele perguntou triste.

- Eu namoro o seu melhor amigo. – relembrei.

- MAS MINHA VIDA É UMA MERDA MESMO! – gritou ele.

- Dudu, calma. – eu acariciei o cabelo dele. – Eu vou terminar com ele tá? Mas enquanto eu não terminar, não vou ficar com ninguém.

- Tudo bem, menina certinha. – ironizou ele.

- Só gosto de ser fiel. – dei uma piscadinha.

Me levantei da cama e novamente ele me puxou.

- Dorme aqui? – ele pediu com aquela cara do burrinho do Sherek. E eu não resisti.

Deitei com ele na cama. Ele me abraçou com cuidado para não me machucar, dei um beijo na minha testa e depois sussurrou no meu ouvido.

- Que vontade louca de te beijar. – eu morri, beijos.