Caindo em Tentação
14 CAPITULO 14 – VISITAS
Acordei eram 9:00h. Dudu não estava mais comigo. Fiquei triste, queria ter ido à aula, eu quebrei um braço e quase quebrei a cabeça, mas eu tô viva poxa. Minha tristeza logo passou quando eu li vi um bilhete do lado da cama do Dudu escrito “DUDA” e eu reconheci a letra dele.“Você estava dormindo como um anjinho, não quis te acordar. Já avisei aos nossos pais que você não vai a aula, então pode ficar tranquila. Vou chamar Yara e Yasmin para irem te visitar e levar as matérias das aulas que você perdeu, tá bom?Se você acordar e não tiver nada pra fazer, liga o seu Ipod e ouve a música número dois da pasta “DUDU”.Beijos do SEU Dudu. Se cuida, MINHA DUDA!”AH MEU DEUS. ELE QUER ME MATAR? Como ele consegue ser tão fofo?
Levantei depressa e fui pegar meu Ipod. Ontem eu vi que o Dudu tinha levado ele pra mim no hospital, mas eu só tinha ouvido as músicas que eu gosto. Nem vi que ele tinha colocado uma pasta com o nome dele.Abri a pasta e coloquei na segunda música. Ouvi e achei linda. Vi o nome e fui pesquisar a tradução no site vagalume, e confesso que eu chorei horrores.“Pela maneira como você mudou os meus planos, por ser a distração perfeitaPela maneira como você pegou a minha ideia, de tudo que eu sempre quis ter e me fez ver que tinha algo faltandoPelo final do meu primeiro começo e pelo raro e inesperado amigoPela maneira como você é algo que eu nunca escolhi, mas ao mesmo tempo algo que eu não quero perder e sem a qual não quero ficar jamaisVocê é a melhor coisa que eu nunca soube que precisava, então quando você estava aqui eu não fazia ideiaVocê é a melhor coisa que eu nunca soube que precisava, então agora está claro que preciso de você aqui sempreO meu acidental felizes para sempreO seu sorriso e o seu modo de me confortar com a sua risadaDevo admitir que você não fazia parte do meu álbum, mas agora se você abrir e der uma olhada, você é o começo e o fim de todos os capítulosVocê é a melhor coisa que eu nunca soube que precisava, então quando você estava aqui eu não fazia ideiaVocê é a melhor coisa que eu nunca soube que precisava, então agora está claro que preciso de você aqui sempreQuem imaginaria que eu estaria aqui, tão inesperadamente e inegavelmente feliz”Isso é só uma parte da música. E essa música realmente se encaixava certinho na nossa relação. Porque eu preciso dele aqui comigo, pra sempre. E ele é algo que eu nunca escolhi, mas ao mesmo tempo algo que eu não quero perder e sem a qual não quero ficar jamais.- DUDA! – gritou e Yasmin e Yara juntas e vieram correndo me abraçar.O abraço foi apertado, o que me causou algumas dores, mas eu preferi nem comentar nada.Emilio pai tinha deixado todos eles aqui em casa e ia voltar ao hospital para trazer Anne. E enquanto eles não chegavam, ficamos lá conversando um bom tempo, até que eles chegaram e Joana nos chamou para o almoço.Eu comi com bastante dificuldade, afinal, fiz o favor de quebrar logo o pulso direito. Comer só com a mão esquerda é difícil, mas eu não ia fazer ninguém me dar comida na boca como se eu fosse um bebê.Terminamos de almoçar. Eu e as meninas nos sentamos em uma das mesas que tem perto da piscina e ficamos conversando. Contei a elas tudo que tinha acontecido durante os dois dias que eu faltei aula, tirando as partes que envolvia o Dudu. E as duas quase tiveram um ataque quando eu disse que estava namorando o Matheus. Yasmin ficava o tempo todo olhando para a sacada do quarto do Emilio, com esperança que ele aparecesse. Yara e eu ficávamos rindo dela.Resolvi fazer um favorzinho para minha querida amiga e fui até o quarto do Emilio.Depois de parar de chorar, desci para comer alguma coisa.- Bom dia Joana. – fazia tempo que eu não conversava com ela.- Bom dia minha querida. – ela estava toda sorridente. – Vejo que você está melhor.- É. – resmunguei. – Acho que tô.- Então pode ir pra sala que daqui uns 5 minutos eu levo teu café da manhã. – ela deu uma piscadinha.- Imagina Joana, eu posso comer aqui. – recusei.- Nossa, só tô tentando fazer um agrado, vai pra sala logo. – ordenou ela.Eu adoro quando Joana da uma de mãe. Fiz o que ela mandou, me sentei no sofá e liguei a TV. Liguei a TV a cabo pra vê se tinha algum filme bom passando, e descobri que estava passando Crepúsculo. UAU. Eu sei que o filme já está meio velho, mas tudo bem. Eu morava em um orfanato, não assistia filmes bons lá.Cinco minutos se passaram e Joana chegou com a bandeja. Cheia de frutas, iogurte, sucrilhos – ah, eu amo sucrilhos – e biscoitos.Enquanto assistia o filme, comi tudo que tinha na bandeja. Quando o filme acabou, Dudu e Emilio chegaram, junto com Yara e Yasmin.- Onde você tá indo? – perguntou Yasmin.- Fazer um favor pra você amiga. – dei uma piscadinha pra ela. – Me esperem aqui.Subi até o quarto do Emilio e bati na porta.- ENTRA! – gritou Emilio.- Irmãozão, precisamos conversar. – fiz uma cara dramática.- Não vem me dizer que você e o Dudu brigaram de novo? – ele me fuzilou com os olhos.
- Claro que não irmãozão. – sorri. – Vim te chamar pra conhecer uma pessoa.- Quem? – ele perguntou curioso.- A Yasmin. – respondi.- Já conheci ela. – ele revirou os olhos.- Pô Emilio, colabora vai. – fiz uma cara de piedade. – A guria é apaixonada por você.- Sério? – ele ficou espantado.- Sério ué. – cruzei os braços.- Tudo bem, agorinha eu vou lá bater um papo com ela. – e deu uma piscadinha.- Seja simpático, por favor. – implorei.- E alguma vez eu fui antipático? – e sorriu.- Claro que não. – dei um beijo no rosto dele. – Eu te amo irmãozão. – e saí do quarto.Eu ia descer, mas antes resolvi ver o Dudu, abri a porta do quarto e ele estava mexendo no notebook dele.- Oi gata. – ele disse ao me ver na porta.- Oi gato. – mandei um beijo pra ele. – Te amo tá?- Eu também. – e me mandou um beijo também.- Vou lá nas minhas amigas. Vê se aparece lá, não fica trancado aí o dia todo. – resmunguei.- Claro, amor. Agorinha eu desço. – e eu saí do quarto.Ele me chamou de amor? Ah, mas ele é fofo. E sabe o que é o melhor de tudo isso? ELE É MEU. Morram de inveja.Desci toda feliz, sentindo que meus olhos estavam brilhando. E minhas amigas perceberam.- Posso saber por que a senhorita está com os olhos brilhando? – perguntou Yara.- Nada. – tentei ficar séria, mas não consegui.- Você tá escondendo alguma coisa da gente. – disse Yasmin, desconfiada.- E nós vamos descobrir o que é. – completou Yara.- Rá – ri ironicamente. – Não vão descobrir nada porque não tem nada para ser descoberto.- Hum. – disseram juntas.Droga. Será que eu dei tanta bandeira assim? Antes que elas pudessem dizer alguma coisa, a campainha tocou e eu corri para atender. Adivinha quem era?- Oi minha linda. – era o Matheus.- Oi Teteu. – que gay isso.- Ah, que bonitinho. – droga, ele achou bonitinho?- Entra. – o convidei. – Tô sentada lá perto da piscina com as meninas.- Quais meninas? – perguntou ele.- Pra que o interesse? – eu não estou com ciúmes, estou?- Hum. – ele deu um sorriso malicioso. – Ciúmes é?- Claro que não. – respondi séria. – Yara e Yasmin estão lá comigo.- Tudo bem. – ele segurou minha mão e me deu um beijo daqueles. – Vamos lá.Para minha sorte, dessa vez o Dudu não apareceu. Mas, droga, ele tinha que me beijar? Sim, Duda, ele é seu namorado esqueceu? Namorados se beijam.Chegamos lá perto da piscina de mãos dadas, as meninas ficaram animadas ao nos ver juntos.- AH, QUE FOFINHOS! – gritou Yasmin.E quando eu digo GRITOU, é porque gritou MESMO. E como eu sou super sortuda – irônica – o Dudu apareceu na sacada do quarto dele.Eu soltei a mão do Matheus, e fiz um coração com as mãos. E sabe o que ele fez? Mostrou dedo pra mim, SIM, aquele dedo.- IGNORANTE! – gritei.Ele entrou no quarto e nem me deu moral.- Dudu é ciumento hein!? – comentou Yasmin.- Pois é menina. – fiz uma pausa. – Eu mereço esse irmão.Yara, Yasmin e Matheus entraram na piscina depois de um tempo, e eu fiquei sentada na beira da piscina. Afinal, não podia molhar o bendito gesso do meu braço direito.Passou um bom tempo, até que Emílio finalmente apareceu lá. Yasmin mergulhou e chegou bem pertinho de mim.- Manda ele sumir daqui. – sussurrou ela.- Por quê? – perguntei confusa. – Achei que você queria ver ele.- Ele não precisa me ver de biquíni né, Duda? – reclamou. – Eu tenho vergonha.- Deixa de ser boba. – a repreendi – Você é super gostosa. – e dei uma piscadinha pra ela.- Oi galera. – saudou Emílio.- Oi. – disseram Yara e Yasmin juntas.- E aí mano!? Cadê o Dudu? – perguntou Matheus.- Deve tá no quarto dele, nem o chamei pra descer. – respondeu Emilio.- Credo Emilio. – resmunguei. – Eu vou lá.Quando eu ia me levantar, ele segurou meu braço.- Melhor não. – sussurrou no meu ouvido.Eu o encarei, mas não falei nada. Apenas me sentei novamente.- DUDU NARRANDO -Eu escutei alguém gritar e fui até a sacada pra ver o que tá acontecendo. E adivinha só? Era a Duda, de mãos dadas com o Matheus. Ela teve a cara de pau de soltar a mão dele e fazer um coração pra mim. Eu achei super fofo, mas mostrei dedo pra ela, tô nem aí.Entrei no quarto e escutei uns cochichos, mas nem me interessei.Já estava cansado de ficar trancado no quarto e resolvi descer até a piscina. Tirei a camiseta e desci só de bermuda. Já cheguei na piscina pulando, e sem querer – ou de propósito – espirrei água na Duda.- Pô Dudu. – disse ela correndo pra pegar uma toalha – Não tá vendo que eu tô de gesso e que ele não pode molhar?- Foi sem querer – fiz uma pausa – querendo.- Idiota. – ela revirou os olhos.Fiquei na piscina conversando com a Yara. Ela é linda, eu nunca tinha reparado. Enquanto isso, Emílio conversava com Yasmin, e a Duda conversava com o Matheus. Ela estava só com as pernas dentro da piscina, e o Matheus que estava dentro da piscina, ficava no meio das pernas dela conversando com ela. Eu de vez em quando olhava feio pra ela e ela retribuía o mesmo olhar. Acho que ambos estavam morrendo de ciúmes um do outro. Até que... bom, vocês já devem imaginar. O Matheus puxou a Duda e a beijou.Eu dei um soco na água espirrando muita água neles. Antes que eles pudessem reclamar, eu beijei a Yara.Até que ela beijava bem, mas eu não queria beijá-la, fiz isso só pra provocar a Duda.Enquanto eu beijava a Yara, escutei ela dizer.- Err... Matheus, eu vou subir tá? Preciso descansar um pouco. – resmungou ela.- Tudo bem amor. Amanhã a gente se vê na escola? – perguntou ele.- Claro que sim. – nessa hora eu abri um olho e a vi dando um beijo de despedida nele. Que por sinal, foi O beijo. E logo que ela saiu, eu parei de beijar a Yara.- Nossa, Dudu. – ela disse boquiaberta. – Por que você fez isso?Ééé... – eu me afastei dela. – Gente, eu já volto. Podem ficar a vontade.Eu me senti meio mal de deixar meus amigos só com Emílio, mas eu tinha que ir atrás da Duda, eu não quero ter que ficar sem falar com ela de novo, então vou tentar resolver isso logo.- Duda? – chamei abrindo a porta do quarto e não a vi. – DUDA? – chamei um pouco mais alto.- Some daqui. – ela falou de dentro do banheiro.- Abre a porta Duda. – falei escorando na porta.- Não. – resmungou ela.- Por favor Duda? – falei num tom mais carinhoso.Resolvi espiar por debaixo da porta, e consegui ver que ela estava sentada escorada na porta, então eu fiz o mesmo.- Eu vou ficar sentado aqui até você abrir a porta. – falei.- Você que sabe. – ela disse com um tom sarcástico.Eu fiquei sentado lá uns 15 minutos e escutava barulho de choro. Parabéns Eduardo. Você precisava ter beijado logo uma das únicas amigas que ela tem? Eu só faço merda mesmo.Depois de uns 5 minutos, percebi que ela destrancou a porta. Então eu levantei e ela saiu do banheiro. E sabe o que ela fez? Passou reto. Nem olhou na minha cara.- Onde você pensa que vai? – perguntei.- Vou terminar com o Matheus. – ela disse brava. – Não quero ter que presenciar aquele tipo de cena de novo.- Duda... – eu fiquei sem palavras.- Não precisa falar nada. Não to a fim de papo. – e saiu do quarto.Ê merda. Eu queria que ela terminasse com o Matheus. Mas eu não queria que fosse assim. Ela vai terminar com o ele, mas com certeza vai continuar brava comigo.- DUDA NARRANDO -Depois de ficar uns 20 minutos trancada no banheiro, tomei minha decisão. Eu vou terminar com o Matheus. O Eduardo tá pensando o quê? Que vai ficar pegando outras na minha frente? Mas não vai mesmo. Ele é meu. Meu e de mais ninguém.Desci sem dar muita moral pra ele e fui direto pra piscina.- Que cara de choro é essa? – perguntou Yara.Droga, eu nem tinha me olhado no espelho.- Err... – resolvi mudar de assunto – Cadê o Matheus? – perguntei.- Acabou de ir embora. – respondeu Yasmin.- Hum. – e agora? Merda, merda, merda. – Então agora eu estou indo dormir mesmo. Beijos meninas, até amanhã.- Até amanhã, Duda. – disseram juntas.Emilio continuou lá embaixo com elas e eu subi. Entrei no quarto e me joguei na cama, sem nem olhar pra cara daquele ser lindo que ficava em encarando o tempo todo.- Ué, mudou de ideia? – perguntou ele.Eu o ignorei. Tampei meu rosto com o travesseiro e fiquei quieta.- Tudo bem. – ele fez uma pausa. – Quando quiser conversar, estarei a disposição.Ele acha que sendo todo fofo desse jeito, eu vou ser boazinha com ele?É, eu acho que eu vou.- Ai Dudu. – resmunguei.- Que foi meu amor? – ele veio se sentar na minha cama.
- NÃO ME CHAMA DE MEU AMOR. – gritei.- Nossa! – exclamou ele.- Nossa digo eu. – e tampei meu rosto de novo.- Assim fica difícil conversar com você. – Ô guri que reclama. Já perceberam isso?Eu fiquei quieta. Ele se deitou do meu lado e me abraçou.- Sabia que a Yara ainda tá lá na piscina? Vai lá. Assim ela não fica de vela. – jogo na cara mesmo.- Eu não quero. – ele continuou abraçado comigo. – Por que você complica tanto as coisas?- EU? – gritei e tirei o travesseiro do rosto. – BEM EU QUE COMPLICO.- Mas... – e eu o interrompi.- Mas nada. Pensa bem Eduardo. Eu não convidei o Matheus pra vir aqui, ele veio porque ele quis. – suspirei. – E eu não beijei ele na sua frente porque eu quis, foi porque ele me beijou. E HELLOO, ele é meu namorado ok? Você não precisava beijar a Yara, minha amiga, na minha frente.- HELLOO – ele me imitou -, sabia que o Matheus é meu melhor amigo.- Foda-se. – sim, eu sou grossa.- NOSSA! – ele gritou. – Desisto, mano. Vou lá na Yara que eu ganho mais.AAAAAAAARGH. Ele tinha que falar isso né?! Guri idiota.- NÃO VAI NÃO. – gritei.- E quem vai me impedir? – ele cruzou os braços.- Eu, é claro. – e dei uma piscadinha. – Volta aqui. – puxei ele. – Vamos conversar como duas pessoas civilizadas.- É isso que eu tô tentando fazer. – reclamou ele. – Mas você não colabora.- Desculpa. – falei na maior má vontade.- Nossa, que belo pedido de desculpas. – ironizou ele.- Cara, eu fui na maior boa vontade lá embaixo, terminar com o meu namorado por sua causa, e você viu o que você fez? – fiz uma pausa. – Perguntou se eu mudei ideia. Que coisa idiota de se falar.- Foi a conclusão que eu tirei, amor. – ele abaixou a cabeça. – Me desculpa?- Tudo bem. – bufei. – E para de me chamar de amor.- Tô tentando ser carinhoso. – reclamou ele. – Coisa que você não é.- Talvez se você tivesse perguntado antes porque eu subi, nós não estaríamos brigando agora. – resmunguei.- E por que você subiu? – ele perguntou.- Porque o Matheus já foi embora. – revirei os olhos.- Eu sou um idiota. – ele pegou meu travesseiro e tampou o rosto.- Ó. – dei uma risada irônica. – Demorou pra você perceber isso.- Duda – ele tirou o travesseiro do rosto – Eu te amo. Me perdoa de novo?- Eu te perdôo sempre, Dudu. – e acariciei o rosto dele. – Eu também te amo.Ele se aproximou de mim, e antes que pudesse me beijar, eu virei o rosto, e ele me deu um beijo na bochecha.- Dudu – eu o encarei -, já disse que não vou trair o Matheus.- Vai que ele tá te traindo, boba. – acusou ele.- Vai ficar fazendo inferninho agora? – fiz cara de brava. – É feio acusar os outros sem provas.- Não tá mais aqui quem falou. – ele deu um sorriso e se levantou da minha cama.- Aonde você vai? – perguntei.- Lá na piscina. – e deu uma piscadinha.- Claro. – revirei os olhos. – A Yara deve estar com saudades. – e me joguei na cama.- DUDU NARRANDO -Que raiva cara. Por que a Duda é tão difícil assim? O que custa me dar um beijo? SÓ UM?Resolvi ir até a piscina só pra provocar. É claro que eu não ia beijar a Yara de novo. Mas era tão legal ver a Duda com ciúmes de mim.Quando cheguei lá, Emílio estava no maior amasso com a Yasmin. NOSSA – pensei comigo.- Oi Dudu. – disse Yara com uma cara de tédio.- E aí mano, é legal ser vela? – perguntei sorrindo.- Você não imagina o quanto. – resmungou ela.- Vamos lá pra sala? – fiz sinal para que ela entrasse. – Vamos ver um filme.- Claro. – ela disse com um tom malicioso.Hum, já quer – pensei comigo.- Vou chamar a Duda. – sorri e subi.Ela fez uma cara de quem não gostou, mas eu nem liguei.- Dudinha meu amor? – chamei entrando no quarto.- Fala. – resmungou ela.- Nossa, grossa. – reclamei. – Te chamo de amor e olha como você fala comigo.- Ah, Eduardo. – ela me fuzilou com os olhos. – Fala logo o que você quer.- Vamos assistir um filme? Eu, você e a Yara? – convidei.- Por que eu tenho que ir junto? Não to a fim de ser vela. – reclamou ela.- Deixa de ser chata. – fui até a cama e a puxei pelo braço. – Vamos logo.- Dudu – ela me encarou -, não to afim, sério.- Amor – a puxei de novo -, POR FAVOR? – insisti.- TÁ BOM. – gritou.Descemos de mãos dadas e sentamos no sofá. Eu fiquei sentado entre ela e Yara. Comecei a procurar na TV a cabo algum filme, e ia começar “PS: eu te amo”.- Deixa esse. – disse Yara toda empolgada. – Esse filme é lindo.- Tudo bem. – respondi.Eu não estava a fim de ver filme de romance. Mas fazer o que né? Por que mulher gosta tanto de filmes que fazem as pessoas chorar?Duda chorou o filme inteiro, ela encostou a cabeça no meu ombro, e tipo assim, minha camiseta ficou ensopada. A Yara ficava me olhando pelo canto do olho, reparando cada movimento que eu e a Duda fazíamos. Fiquei com medo de que ela estivesse desconfiada de algo, mas depois nem liguei mais pra isso. E confesso que no final do filme, eu também chorei. Droga. Que coisa de mulherzinha. Na parte que ele diz: Querida Holly, eu não tenho muito tempo, não digo literalmente é que você foi comprar sorvete e vai voltar logo! Mas tenho a impressão de que é a última carta porque só resta uma coisa pra dizer, não é para se lembrar sempre de mim ou comprar um abajur, você pode se cuidar sem a minha ajuda, é para dizer como você mexeu comigo, como você me ajudou me amando, você fez de mim um homen, Holly, e por isso eu sou eternamente grato, literalmente. Se pode me prometer alguma coisa, prometa que sempre que se sentir triste ou insegura ou perder completamente a fé vai tentar olhar para si mesma com meus olhos. Obrigado pela honra de ter você como esposa, eu não tenho o que lamentar, tive muita sorte. Você foi a minha vida Holly, mas eu sou apenas um capítulo da sua, haverá mais eu prometo portanto aqui vai o meu grande conselho: não tenha medo de se apaixonar de novo, fique atenta àquele sinal de que não haverá mais nada igual.P.S. Eu sempre vou te amar.Quando o filme acabou, Duda enxugou as lágrimas e disse:- Nossa, que filme lindo. – ela olhou para Yara. – Você tinha razão amiga.- Pois é. – Yara respondeu, enxugando as lágrimas também. – Eu já assisti quatro vezes e chorei as quatro.- Até o Dudu chorou. – ela me zuou.- Ah, sai fora Duda. – resmunguei.- Chorou mesmo, Dudu. – concordou a Yara. – Agora se vocês me dão licença. Vou chamar a minha irmã para ir embora. – e saiu da sala.- Eu sempre vou te amar. – sussurrei no ouvido da Duda, depois que Yara saiu.- Ah, Dudu. – resmungou ela – Vai me fazer chorar mais?- Ô Dudinha – eu a abracei -, deixa de ser chorona.- Pô, o filme é tocante – ela voltou a chorar – Que culpa eu tenho? – e eu a abracei.- QUE FOI DUDA? – gritou Emilio, entrando na sala.- A Duda é besta. – revirei os olhos – Tá chorando por causa do filme.- Verdade amiga? – perguntou Yasmin.- Sim. – e tampou o rosto.Todos riram dela e então até ela começou a rir e parou de chorar.Nos despedimos de Yara e Yasmin que estavam indo embora e depois Joana nos chamou para jantar.- Ué, cadê as meninas? – perguntou ela.- Acabaram de ir embora. – respondeu Emilio.- Por que não as convidaram para jantar? – ela perguntou triste.- Esquecemos. – respondi.- Que falta de educação gente. – reclamou ela.Jantamos e conversamos bastante. Emilio não quis falar muito sobre o lance entre ele e Yasmin, o que deixou Duda super curiosa. Certamente ela ia enxer a amiga de perguntas amanhã.- Amanhã é sexta. – disse Duda se jogando na cama depois do jantar.- Graças a Deus. – reclamei. – Já me cansei da escola.- Credo irmãozinho. Essa ainda foi a primeira semana de aula. – sorriu.- Nem me lembre. – depois eu mudei de assunto. – Vem aqui?Ela correu e se deitou na minha cama.- Sabia que depois que você saiu da piscina você não tomou banho? – ela me lembrou.- E você tomou? – ergui uma sobrancelha.- DROGA! – gritou ela. – Pior que não. – e rimos.- Vamos tomar banho então. – sugeri.- Eu deixo você ir primeiro. – ela deu uma piscada.- Eu disse VAMOS – dei ênfase – O que quer dizer JUNTOS – dei ênfase de novo.- Rá – ela riu ironicamente. – Deixa de ser safado Dudu.- Ué – fiz bico – chamei na maior educação. Mas se você não quer, tudo bem. – e fui até o banheiro.- Sem vergonha. – ela falou baixo, mas eu ouvi.- Eu vou tomar banho de sunga – fiz uma pausa e olhei para ela – e não vou trancar a porta. Se mudar de ideia, pode entrar de biquíni aqui que eu nem ligo.- Aham. – ela disse balançando a cabeça.Resolvi tomar banho na banheira. Enchi inteira e depois me deitei nela – de sunga.Fiquei pensando na vida e na cagada que eu fiz hoje. Beijei a Yara. E agora? Só falta ela ser daquelas meninas chicletes e querer ficar grudada comigo. Se bem que durante o filme, ela ficou normal. Às vezes eu percebia que ela ficava me encarando o tempo todo, mas ela não tentou nada. Estava de olhos fechados e escutei alguém abrindo a porta. Será que a Duda mudou de ideia? Continuei de olhos fechados.- Dá um espaço pra mim aí. – disse ela num tom mandão.- Hum... sua espaçosa. – brinquei.Encolhi minhas pernas para que ela se sentasse de frente pra mim, ela estava de biquíni. E vamos respeitar, que belo corpo ela tem. Pra uma menina de 15 anos, até que ela tem boas curvas – eu tenho pensamentos pervertidos.- Para de me olhar assim. – ela ficou vermelha.- Assim como? – mordi o lábio.- Com essa cara de safado. – reclamou ela.- Desculpa. – e abaixei a cabeça.Ela jogou água em mim. Eu não acredito que ela fez isso. ARGH. Joguei muita água nela também.- DUDUUU – ela gritou. – Cuidado com o meu gesso.Puts. Eu olhei tanto pras pernas dela que nem me lembrei do gesso.- Ai, desculpa. – falei sem graça.- Sorte que meu braço tá pra fora da banheira. – ela piscou.- Garota esperta. – pisquei também.Ficamos um tempão lá na banheira, conversando e brincando de guerra de água. É claro que só ela jogava em mim, eu não podia jogar nela. Depois eu terminei meu banho e saí para que ela tomasse o banho sozinha. Vesti uma bermuda e me deitei na cama. Ela já saiu usando uma camisola azul. QUE SEXY – pensei.Como eu estou pervertido hoje, repararam?
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