Caçadora Filha Da Noite - Pela Luz Da Lua
2 Noite de Pesadelo
Notas iniciais
Isabelle tomou um longo banho. Vestiu-se com uma camiseta laranja do acampamento que ela não se lembrava de estar em cima da cama antes. Sua jaqueta de couro preta, shorts jeans escuro e all star. Pôs em cima da mesa que continha no chalé seu arco, a adaga e a aljava. Olhando agora para seu arco, só neste momento que ela havia realmente reparado que ele tinha o formato de lua decrescente. Com um suspiro pesado ela desabou na cama.
Isabelle se sentia cansada e emocionalmente sobrecarregada. Em um dia seu mundo inteiro desabou. Sua mente viajou para Michael e Miranda.
Merda.
Michael e Miranda. Como ela podia estar deitada aqui filosofando sobre a vida quando eles estão correndo risco mortal? Ela se sentia uma pessoa tão inútil. Estar ali e não poder fazer nada para salvá-los. Ela odiava isso. Não poder fazer algo para ajudar aqueles que ama. Mas deve haver algo que ela possa fazer. Tem que haver.
Ela sentia em seu coração que eles ainda estavam vivos. Ela não sabia como nem podia explicar isso, mas ela sabia. Eles estavam vivos. Uma chama de esperança faiscava por Isabelle. Ela ainda podia salvá-los. Ela sabia que não podia fazer isso sozinha, tinha que ter alguma ajuda. Mas quem? Foi então que a idéia piscou.
Percy e Annabeth. Eles podem ajudá-la. Eles aparentam ser tão espertos e experientes nesse tipo de coisa. Principalmente Annabeth. Por detrás daqueles olhos cinza tempestuosos, havia muito conhecimento. Disso Isabelle tinha certeza.
Certo. Então ela havia decidido pedir á Annabeth e Percy ajuda para resgatar seus pais. Bem, Miranda não era sua mãe, mas é como se fosse. Ela fazia parte da família de Isabelle. A única família que ela tinha se resumia a Miranda e Michael.
Apesar de ser sociável, Isabelle era uma garota sozinha. Na verdade, Isabelle sempre fora uma garota solitária. Ser sociável não significa ter milhões de amigos. Ela não tinha milhões de amigos. Não tinha amigos e ponto. É um pouco difícil ter amizades quando as pessoas a acha estranha. Principalmente no colégio St. Ann. Aquilo não era um colégio, e sim um tipo de prisão para adolescentes.
Soou uma trombeta ao longe e Isabelle se levantou lentamente da cama. Ela sentia aquela sensação de ser a garota nova e odiava. Aquele friozinho na barriga. Deus, ela se sentia tão criança tendo uma sensação dessas.
Ela saiu do chalé e segui os outros campistas. Todos os chalés se reuniram para o jantar, incluindo naiádes que emergiram do lago da canoagem, algumas meninas que se fundiam das árvores. Ninfas, pensou Isabelle.
Então o Pavilhão do Jantar estava cheio de campistas, ninfas, naiádes, e sátiros.
O Pavilhão tinha colunas de mármore onde fogo ardia de tochas. As mesas são cobertas com uma toalha de mesa branca com detalhes em roxo. No centro do pavilhão estava uma fogueira em um braseiro de bronze.
Cada chalé tinha uma mesa. A mesa mais lotada era a do chalé 11, com o equivalente de 20 crianças.
Annabeth apareceu do seu lado.
–Mesa de Ártemis. – ela disse e indicou uma mesa vazia.
Isabelle sentou-se sozinha na mesa do chalé 8 uma mesa após a mesa do chalé 6. A mesa de Atena era de meia dúzia de garotos e garotas parecidos com Annabeth, olhos cinza tempestuosos e cabelos loiros cor de mel. A mesa de Ares era com meia dúzia de campistas que aparentavam ser mal, principalmente uma garota grande, alta e forte. A mesa que mais agradava os olhos de Isabelle era a mesa de Apolo. Cada garoto lindo ali, que só vendo por si mesmo. A mesa de Afrodite era de garotos e garotas bonitas. Todos tão preocupados com sua aparência. A de Dionísio tinha uns garotos gorduchinhos que pareciam ser fofos e cara de festeiros. Bem, eram filhos de Dionísio. Duh. Isabelle notou Percy sentado sozinho na mesa de Poseidon. Aparentemente ele era o único filho do deus do mar. Apesar de todas essas mesas parecerem bem interessante de observar, as mesas que mais chamou sua atenção foram as mesas do chalé 1 e 13. As mesas de Zeus e Hades.
Sentado a mesa de Zeus, estava um garoto de sua idade, cabelos castanhos claro, olhos âmbar e um adorável sorriso de covinhas. Ele era muito lindo para o filho do senhor dos céus. Ela olhou rapidamente para a mesa de Hades.
Na mesa de Hades, tinha um garoto que aparentava sua idade, cabelos pretos bagunçado, pele pálida e penetrantes olhos pretos tão negros como a noite. Meus deuses, pensou Isabelle, ele é muito lindo para um meio-sangue filho do deus da morte. Ele a olhava intensamente e então deu um pequeno sorriso sexy, que Isabelle engoliu seu embaraço de ser pega observando-o e sorriu de volta.
Quíron então bateu um casco contra o piso de mármore e todos silenciaram. Ele ergueu uma taça no ar.
–Aos deuses! – ele gritou.
Todos imitaram seu gesto.
–Aos deuses! – gritaram.
Então todos começaram a se servir. Annabeth então se sentou discretamente na mesa de Isabelle, logo após veio Percy com um sorriso irônico no rosto e sentou-se ao lado da namorada.
Isabelle franziu as sombracelhas.
–Vocês podem se sentar comigo? – perguntou Isabelle.
De algum jeito parecia que eles estavam fazendo algo contra as regras. Talvez fosse pelo jeito que se esgueiraram para a mesa ou pelos seus sorrisos travessos.
Percy balançou a cabeça.
–Não. – ele disse – Mas sentar-se sozinho em uma mesa é solitário. Eu sei disso.
–Além do mais, você não sabe nem o que fazer não é? – disse Annabeth com um sorriso. Isabelle balançou a cabeça e Annabeth riu – Peça para a taça o que quiser beber. Menos bebida alcoólica.
Isabelle pensou. Ela estava louca para beber um refrigerante de laranja. Ela olhou receosa para Annabeth.
–Qualquer coisa? – ela perguntou. Annabeth assentiu. Isabelle mordeu o lábio inferior nervosamente – Fanta laranja. – e então um líquido laranja borbulhava na taça. Ela arriscou um gole. – Eu amo esse refrigerante. – ela disse e bebeu mais alguns goles.
Eles riram. Eles se serviram com bife e batata frita e um pedacinho de lasanha. Quando Isabelle estava prestes a dar sua primeira mordida, Annabeth a cutucou.
–É a oferenda agora. – ela disse. — No início de cada refeição, cada chalé se reveza subindo para o fogo e jogando uma parte de sua melhor comida como uma oferta para os deuses. – disse ela.
Percy sorriu solidário.
–Eu sei. – ele disse – Isso é uma droga.
Isabelle levantou segurando seu prato. Logo após Percy e era sua vez.
–A Ártemis. – ela murmurou e voltou para seu lugar.
Ela conversou um pouco com Annabeth e Percy, afinal eles eram bem legais. Principalmente Percy, que era um pouco lerdo como dissera Annabeth mais cedo. Isabelle se surpreendeu em saber que o deus Dionísio era o diretor do acampamento.
Assim que todos haviam finalizado seus jantares, Quíron chamou novamente a atenção de todos batendo seu casco no chão. Annabeth e Percy se esgueiraram rapidamente de volta para suas mesas.
O Srº D se levantou com um suspiro pesado.
–Suponho que eu deva dizer olá. Bem, olá. Vocês sabem que o capture a bandeira será na sexta feira. Atualmente o chalé seis detém os lauréis.
Formaram-se aplausos para a mesa de Atena. Annabeth olhou para Percy e piscou para ele que aplaudia todo orgulhoso. Sim, o amor e lindo.
–Sim, sim, parabéns. – continuou o Srº D – E tenho que dizer que temos uma nova campista, Mirelle Marcier.
Quíron murmurou alguma coisa.
–Ahn sim, Isabelle Mercer. – corrigiu-se o Srº D – Agora andem, vão para sua fogueira boba se divertir.
Todos aplaudiram e se dirigiram para o anfiteatro, onde o chalé de Apolo liderou a cantoria sobre deuses a acampamentos. Eles então comeram besteiras e se divertiram.
Isabelle estava sentada com Percy e Annabeth. Eles lhe contaram sobre o acampamento, disseram sobre as suas missões, e os campistas. Ela desejou um dia poder conhecer esse valente sátiro chamado Grover. Disseram tão bem dele. E Tyson. Parecia encantador. Ela descobriu que o garoto filho de Hades se chama Nico Di Angelo e sua história. O garoto de Zeus é Jace Cross, que está a pouco menos de dois anos no acampamento.
Meia noite, a trombeta soou indicando à hora dos chalés se recolherem.
Um tempo depois, deitada em sua cama, Isabelle se revirava na cama tentando encontrar uma posição confortável. Mas ela simplesmente não conseguia pegar no sono. Ela sentou na cama com um suspiro indignado e olhou pela janela. A lua brilhava no céu, lançando uma luz prateada no oceano. Ela amou esse cenário. Foi então que teve a idéia
***
Momentos depois, Isabelle estava deitada no telhado do seu chalé olhando para o céu. O céu no acampamento era tão estrelado como Isabelle nunca viu antes, as estrelas eram como diamantes, com a lua prateada. Estava tão calmo ali, tão sereno. Era a paz que ela estava procurando para dormir.
Foi então que ela sentiu estar sendo observada. Sentiu uma presença. Alguém estava ali, observando-a. Ela ficou de pé e olhou ao redor. E do mesmo jeito que a sensação veio, se foi. Muito estranho.
Assustada, Isabelle foi para dentro do chalé e logo que deitou a cabeça no travesseiro adormeceu. Gostaria de dizer que teve doces sonhos, mas tal coisa não existe para meio-sangues.
Estava tão escuro, que tudo que existia era medo e trevas. Isabelle não enxergava nada, era como se estivesse com uma venda muito grossa. Ela não sabe como aconteceu, pois tudo o que desejou foi uma luz. Foi então que ela começou a reluzir e tudo ao seu redor estava iluminado. Ela olhou pra seu corpo. Ela irradiava uma luz branca, exatamente como a da lua. Mas ela não ligou muito para isso, de algum jeito não ficou surpresa por poder irradiar por seu corpo inteiro uma luz como a da lua. Ela olhou ao seu redor.
O chão era de terra e as paredes eram de pedra. Ela estava em uma caverna, então. Foi então que em um flash algo mudou. Mais para o fundo da caverna, onde sua luz não atingia gritos de medo, agonia e socorro. Ela congelou. Estava totalmente paralisada, pois ela reconheceu as vozes. Eram Michael e Mirada. Ela correu em direção aos sons.
Michael e Miranda estavam em um tipo de caixa de vidro. Suas situações eram lamentáveis, suas feridas graves sangravam e estavam sujos, com as roupas esfarrapadas.
Mas estavam vivos. Isabelle bateu no vidro, chamando seus nomes. Mas eles não pararam de gritar por socorro, sequer olhavam em sua direção. Então ela percebeu. Eles não a viam.
Ela começou a bater no vidro freneticamente, com toda sua força. Mas não rachou nem um pouquinho. Suas mãos sangravam por bater no vidro e lágrimas escorriam por seu rosto. Ela encostou sua testa no vidro chamando por eles, para que a vissem. Gritava “estou aqui!” o mais alto e forte que podia. Seu coração parou quando olhou para eles novamente.
Eles não mais gritavam e nem se mexiam. Estavam caídos lado a lado no chão com os olhos abertos, e rodeados de sangue. O próprio sangue. Isabelle desesperou-se. Socou tão forte o vidro que ele se partiu em milhões de pedaços. Ela correu para eles caindo de joelhos entre Michael e Miranda. Ela sacudiu-os e implorou para que não a deixassem. Mas não aconteceu nada. Eles permaneceram imóveis no chão. Isabelle fechou seus olhos. E deu um grito de pura dor e agonia. Seu coração estava estraçalhado.
Uma gargalhada cruel ecoou pela caverna e Isabelle levantou-se furiosa secando suas lágrimas.
“Se divertindo pequena semideusa?” perguntou uma voz feminina.
Isabelle logo a identificou como a voz que ouvira na invasão de sua casa. Uma mulher com um manto preto com um capuz cobrindo seu rosto surgiu das trevas parou a alguns metros de Isabelle.
“Eles na estão mortos. Ainda não. Isso é apenas uma pequena demonstração do que acontecerá se não me obedecer.” A mulher disse “Sabe, será realmente um grande desperdício matar um homem tão lindo como Michael.” Ela suspirou “O que será que fez Ártemis se apaixonar por este tolo mortal? Eu sempre soube que ela era uma vadia fingindo ser uma santa.” E com um movimento de sua mão então os corpos de Michael e Miranda se fundiram á escuridão “Faça o que eu mandar, doce Isabelle, e eles estarão vivos.” E então ela se moldou com as trevas.
Isabelle acordou ofegante. Era manhã e fazia sol lá fora. Ela permaneceu por alguns minutos na cama. Seu coração batia descontrolado em seu peito. Houve uma batida na porta.
–Merda. – murmurou Isabelle.
Ela chutou as cobertas para longe e andou para abrir a porta. Era Annabeth. Quando viu Isabelle arregalou os olhos em espanto.
–Wow! – disse surpresa — Você é daquelas que não ficam boas ao acordar. – disse Annabeth.
Isabelle gemeu. Ela imaginava estar ruim, mas não tanto assim.
–Noite ruim. – disse ela – E o que você faz há essa hora aqui? – perguntou mal humorada.
Annabeth sorriu travessa.
–Vim te levar para sua primeira aula. – ela disse – Arco e flecha.
Notas finais
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