C o n t r a t o

9 Thinking Out Loud


Notas iniciais
Oi gente. Demorei né? Bom, aconteceram varias coisas que me impossibilitaram de postar aqui, além do desanimo de escrever nas fanfics por que os leitores deixaram de comentar, mas eu não poderia deixar de considerar aqueles que sempre estiveram aqui comigo, me motivando a não desiste das minhas fanfics. Tipo a Lanna, obrigada por está comigo desde o inicio, em todas as fics SE, vc é realmente importante pra mim aq no Nyah! Noticia ruim; a Dear excluiu a conta dela, assim como a fanfic Tempo de Recomeçar foi junto também

Quando suas pernas não funcionarem como antes
E eu não conseguir te deixar nas nuvens
Sua boca se lembrará do gosto do meu amor?
Seus olhos vão sorrir até suas bochechas?

Penso em como as pessoas se apaixonam misteriosamente
Talvez seja tudo parte de um plano
Oh, vou continuar cometendo os mesmo erros
Esperando que você entenda – Thinking Out Loud

– Ed Sheeran

― Não vou conseguir Katherine, por favor, me tira daqui.

Elena pedia com um olhar suplicante para a Petrova em sua frente. Elas estavam em um quarto grande e branco na mansão intimidadora de Stefan. Tinha um sofá bege e haviam tirado a cama enorme feita de madeira nobre que tinha ali. Havia um closet onde tinha a mala de Elena com suas poucas roupas que Stefan a permitiu levar.

Em frente ao espelho jazia um pufe branco e bem estofado. O espelho era branco e tinha formas esculpidas em sua borda. Abaixo dele tinha perfumes e cremes que Caroline fez questão de dá.

Elena andava de um lado para com um olhar desesperado. Ela não conseguiria fazer aquilo. Seu coração batia como uma bateria em um show de rock, tão forte que poderia saltar pela sua boca. Ela pôs sua mão no coração, suas unhas recém-pintadas de renda. Sua respiração estava agitada e sentia seus olhos castanhos encher-se de água. Lágrimas.

― Elena você não pode dá para trás agora. É tarde demais. ― diz Katherine. Ela estava realmente linda com uma maquiagem que destacava seus olhos azuis e os cabelos castanhos estavam soltos caindo pelo seu ombro direito. O vestido azul curto com amarras na cintura, não tinha alças e seu colar tinha um brilho lindo e ficava perfeito com o contraste de pele dela – Elena sabia muito bem de onde viera ele – os saltos altos eram lisos com um bico fino. ― Eu poderia te raptar se quiser.

― Ele colocaria o mundo atrás de nós. ― ela deu uma risada rouca estranha de desdém e nervosismo.

― Que se dane. Mas você está certa. Não tem como voltar atrás. ― Katherine se aproximou de Elena, pegando um lenço felpudo macio que estava encima da bancada de mármore. ― Não chore, você vai viver. ― pegou o lenço e limpou as lágrimas que desciam pelo rosto dela. ― Você borrou a maquiagem, está parecendo um monstro. Eu irei dar um jeito nisso antes que Caroline apareça. ― Katherine se vira, se controlando para não chorar em frente dá amiga.

Elena acompanha Katherine que indica para ela sentar no pufe, e sem dar permissão para a noiva se rebelar, Katherine começa seu trabalho no rosto de Elena. Limpando, retocando, passando uma sombra nova... A mascarando para parecer feliz na frente de todos.

Elena suspira enquanto olha Katherine trabalhando nela no espelho. Ela não deveria ter assinado esse contrato. Mas, ela precisava, era... Necessário, certo? Isso facilitaria as coisas, chegou à conclusão.

Ela e Stefan não se viram muito nos últimos dias, ele vivia enfiado na empresa finalizando o contrato com os Mikaelsons e os mesmos estavam lá embaixo, no seu casamento, a esperando para entrar. Ela poderia imaginar a felicidade no rosto de seus poucos familiares. Poderia imaginar Kol, virando o nariz e dando um sorriso triste, assim como Katherine. Os dois. Os dois juntos sabiam o que se passavam na cabeça de Elena.

Não tinha mais volta. Estava certo. Não seria de todo mal. Afinal, não é novidade que seu coração bate três vezes mais rápido e suas mãos ficam mais úmidas quando está na presença dele. Ele entorpece seus sentidos.

Quando ele tentara colocar Elena para morar com ele a uma semana e meia atrás ela havia relutado de todo o modo, era cedo demais e ela também não queria deixar uma liberdade rápido demais, sendo assim, com um pouco – ou talvez muita – relutância, Stefan concordou.

Katherine terminou de ajeitar sua maquiagem e Elena prestou mais atenção nos detalhes dela, deixando de fora seu devaneio pelos últimos dias. Era uma maquiagem bonita, a sombra era marrom e tinha delineador e mascara de cílios, o blush era da cor da pele da Gilbert e sua boca tinha um batom neutro.

― Vamos! Está na hora Elena.

Elena se vira e se depara com Caroline, com seu vestido rosa bebê com alças e colar e brincos de diamantes. Seus olhos estão brilhando e seu cabelo está cacheado. O salto é grande o que deixa suas pernas mais bonitas.

― Estamos indo Caroline ― Katherine responde, se virando novamente para Elena ― Você está pronta?

Ela suspira e com um impulso se dirige a porta da quarto.

***

― Primeiro as madrinhas depois você, tudo bem, senhorita Gilbert? ― pergunta a mulher de preto que Caroline avia contratado para ajudar na organização do casamento.

― Certo. ― responde.

Elena pega o buquê que estava encima da mesa pequena de madeira. Ela estava atrás da porta que dava para o jardim, onde seria a realização da cerimônia.

Ela já conseguia ouvir as vozes agitadas que vinha de fora. Caroline estava agitada, ela e Katherine se aproximaram muito nas últimas semanas por conta do casamento. Elena quase não deu sua opinião, pois, naquele momento ela estava pensando sobre o que Stefan lhe falara no carro enquanto ele a levara para faculdade. Ele estava quebrado e ela queria o concertar, entretanto, agora ela mal suporta a ideia de se casar com ele.

Elena estava com medo. Isso, medo. Ela usava essa palavra quando assistia a um filme de terror ou quando ficava no escuro e tinha pesadelos com o seu passado, mas era só um casamento... O casamento dela... Não um filme de terror, então por que ter medo? Talvez insegurança se adeque mais ao sentimento.

Suspirou. Apertando o buquê de rosas brancas em suas mãos. Noivas ficavam nervosas, então é completamente normal. Seu vestido era justo na cintura e tinha um laço atrás, era bufante e sem mangas, deixava sua clavícula, pescoço e ombros expostos, era liso e quando ela e Katherine foram comprar tiveram um susto com o preço. Tinha um rubi azul encrustado em sua pulseira de prata.

― Queria que meu pai estivesse aqui ― Elena diz a Katherine que está atrás dela, ajeitando o vestido com calda prendido na tiara que estava nos cabelos de Elena.

― Eu sei. Mas se eles estivessem estariam extremamente felizes pela filha está casando. ― ela diz, se agachando para alinhar o véu mais uma vez.

― Sim, eles estariam. ― ela afirma, com um misto de duvida na hora, mas que é logo deixado pra trás quando Caroline chega.

― Fiquem em posição. É agora. ― e ela sai, correndo para fora do local e antes de Katherine á segui ela dá um sorriso encorajador para Elena.

É agora.

E as portas se abrem.

***

Por alguns segundos a luz cegou seus olhos, mas logo eles se acostumaram com o sol que brilhava no céu entre nuvens brancas. Abaixo de seus pés havia grama até agora; fofa e verde. Seus saltos se afundavam nela.

Começou a caminhar, com a mão da organizadora em suas costas lhe guiando. E, quando ficou na visão do publico, a mão saiu de suas costas e seus pés vacilaram, seus joelhos amoleceram ficando iguais a gelatinas. Pegou o ar e apertou o buquê. A qualquer momento ele irá se desmanchar – o buquê – de tanto que ela o aperta. Respirou o máximo de ar ao seu redor, sentindo o peso do rubi em seu pulso pesar.

Ela continuou. Em seus pés não aviam mais apenas grama. A grama era forrada por um tecido grosso e resistente branco, um tapete. No tapete aviam pétalas vermelhas dando um ar romântico. Ela levantou sua cabeça que estava abaixada, vendo assim o que estava em sua frente.

As cadeiras eram brancas e varias pessoas estavam sorrindo em direção a ela. Tinha flores entre as cadeiras. Flores brancas, assim como seu buquê.

Seu coração parecia uma bateria. Batia forte. Respiração entrecortada. O sobe e desce dos peitos. Prendeu os lábios entre os dentes, como se aquilo sim que fosse a segurar, por que ela estava sem seu pai do seu lado para levá-la até o altar onde ele estava.

Ele. Stefan.

Sim, ela o viu. E poderia dizer que teria caído no chão. Ele estava lindo. Não era como se ela não o visse todo dia de terno e gravata, formal, com a face dura e sem expressão.

Ele estava ali a esperando. Esperando Elena.

Como se respira mesmo?

Ele estava de gravata borboleta, os cabelos penteados, sapatos engraxados – novos –, sorrindo. Sorrindo para ela. Seu terno preto feito sobe encomenda. Mas o que Elena estava mesmo interessada eram seus olhos, por que eles estavam brilhando assim como ela.

Então, sem mal perceber, ela já estava no altar, em frente a ele, sorrindo, e, por mais que tenha tido um ataque hoje pela manhã, dizendo que não queria casar, que estava com medo ela agora estava ali. O sorriso dele a tranquilizou. O seu olhar a fez ter certeza.

O medo se dissipou. E, como toda noiva que se preze, deixou apenas o nervosismo e um sorriso no rosto.

Viraram-se para o padre, para começo de cerimonia.

Stefan pegou sua mão, entrelaçando seus dedos. Ela realmente pensou que teria uma parada cardíaca ali, na frente daquelas pessoas.

Será que ele percebeu que sua mão estava suando? Talvez sim, por que, ele se virou para ela e sorriu a tranquilizando.

Deus, ela não queria admitir o óbvio.

Certo ela não irá admitir, assim como ele também não irá admitir.

Ela estava pouco se lixando se seus pés estavam falhando, se suas mãos estavam úmidas, que seu coração parecia que ia pular para fora de seu corpo, que estava quase deixando uma lágrima cair em seus olhos.

Deus sabe que ela não se importava.

Ela se importava em continuar sorrindo e segurando a mão confortável e confiante de Stefan. Sorria tanto que suas bochechas doíam.

Cadê o medo e o pavor que sentia pela manhã?

Cadê a mágoa que tinha, por ele não ter conta quitado ela nesta semana?

Ela não se preocupou em procurar. Provavelmente ele não a procurou por medo. Risca o medo. Talvez vergonha por ter falado aquilo pra ela.

Certo.

Será que sua maquiagem estava boa? E o vestido? Será que ele havia gostado? Ele com certeza deveria achar nojento segurar sua mão suada.

Ela estava nervosa.

Respira Elena. É só um casamento.

As palavras saiam da boca de Stefan para ela, que estava virada para frente dele. Elena não prestou atenção. O movimento da sua boca era mais gracioso. Ela percebeu que a boca dele era bem desenhada, era puxada no meio e era rosada, não tão rosada. O que o deixava mais perfeito.

Ela balbuciou um sim. Teve certeza que ele saiu estranho. Se inclinou para assinar os papeis logo depois de Stefan, que a olhava sorrindo. Sempre sorrindo. Sempre.

Ele não estava nervoso? Certo, ela também não poderia decifrar todas as emoções dele.

Elena percebeu também, que depois que assinou esses papeis, assinou sua prisão. Seu paraíso. Ou talvez sua ida para o inferno.

Pela primeira vez isso não soou ruim para ela.

― Pode beijar a noiva. ― ela ouviu o padre dizer.

Todos naquele salão pareciam que ia sumir. Então Stefan seu um passo em direção a ela, colocando um de suas mãos em sua bochecha, aproximando sua cintura para dele. Elena olhou sua mão, e em seguida seus lábios entreabertos. Isso não demorou, por que Stefan juntou seus lábios para um beijo. E ela fechou seus olhos. Se desligando do mundo.

Aquilo era melhor do que o beijar bêbada. Sim, muito melhor. Sua língua era experiente e fazia loucuras dentro da boca dela. Elena queria gemer, mas se lembrou de que tinha gente os olhando. Que tinha um padre ao seu lado. Contudo, se esqueceu disso novamente.

Ela pareceu se amolecer, como manteiga derretida. Louca. Elena ficava louca ao toque dele. Ele mordeu seu lábio antes de se afastar de sua boca para logo em seguida da um selinho, e tirar um de suas mãos de seu rosto, mas permanecer uma em sua cintura.

Virou-se para seus convidados, que só mais tarde ela veio saber que estavam a aplaudindo.

Ela tinha que o fazer ser dela. Por que, por mais que seja difícil de admitir, Elena estava louca e entregue por ele. Ela sentia que talvez nunca poderia ser mais de ninguém, apenas dele.

Submissa a ele.

***

Ele a puxou para dançar. A arrastando pelo meio das pessoas. Ouvindo felicitações delas.

A luz estava focada neles. Todos os olhavam. Elena viu o olhar e o sorriso alegre de Caroline, quase dando pulinhos agarrada com Tyler que também sorria e levantou sua taça a Elena que retribui seu enorme sorriso maroto.

Stefan enlaçou sua cintura, grudando seus corpos. Elena levou suas duas mãos e as posou no pescoço se Stefan, suspirando.

Ela parecia uma virgem antes de uma relação amorosa. Nervosa, louca, com tesão pelo cara gostoso do campus. Mas era diferente, ela estava dançando com seu marido, ela sentia a respiração dele em sua orelha. Mas isso não mudava, ela sentia as mesmas coisas que uma virgem sente antes de uma relação amorosa. Principalmente medo. Medo do que vem pela frente. Mas era um bom medo.

― Você estava magnífica hoje, Elena. ― ele disse, enquanto a conduzia, em uma sincronia que poucos casais tinham.

― Eu sei. ― ela respondeu, com o intuito dele não perceber as emoções que causa nela.

Falho.

― Tudo bem. ― ele diz ― Mas o que você não sabe é que ficou extremamente gostosa nesse vestido, isso me deixou louco.

Ele grudou mais seus corpos e ela pode sentir o quanto o deixou louco. Seu ventre revirava. Deus, agora assim ele percebeu. Elena levantou seus olhos para ele, sentia suas bochechas pegarem fogo. Contudo, logo depois, repouso-a no peito de Stefan.

***

― Elena, esses são os Mikaelsons. ― disse Stefan, que estava com seus braços entrelaçados ao de Elena.

Eram eles.

― Nos perdoe. ― diz Elijah ― Nosso irmão caçula, Kol, deve está por ai.

― Não se incomode Elijah ― Elena responde, colocando o máximo de ironia em sua voz. Os Mikaelsons não se defenderam. ― Eu já falei com o Kol. Ele é meu amigo.

― Ah, então você é a Elena. Já ouvimos falar coisas ótimas de você. Amiga de faculdade e a única que consegue manter ele na linha. ― diz Rebekah.

― Nem sempre.

Klaus, o loiro, com a barba mal feita e sotaque britânico que Elena descobriu que ele a cumprimentou, beijando sua mão. Ele era casado com Hayley, a mulher de olhos verdes escuros com o bebê que provavelmente é o mais lindo que Elena viu na vida. Elijah. Sério. E lindo. Moreno alto e galanteador, os castanhos escuros iguais os de Kol. Ao seu lado avia uma mulher; Tatia; sua esposa. E a última era Rebekah. Loira, olhos azuis, simpática. Vivia na mídia. E por o ultimo e marido de Rebekah, que estava de mãos dadas com seu filho virado de costas, pegando um salgado para dar ao pequeno.

― Ah, Elena. Esse é o meu marido. ― Rebekah cutuca seu marido que se vira. Elena teria caído se Stefan não estivesse ao seu lado a segurando. ― Matt Donovan.

Era ele. O loiro de olhos azuis e com porte físico de atleta. Seus olhos azuis ficaram um pouco alarmados. Era o cara. O cara do restaurante. O homem que Katherine era amante.

Oh, Deus.

Elena ficou tonta.

― Vocês se conhecem? ― perguntou Stefan, com as sobrancelhas erguidas e alheias assim como todos.

― Não. ― respondeu Matt de imediato. ― Parabéns pelo casamento, Senhora Salvatore.

Elena não sabia o que dizer. Se despediu de todos dizendo que tinha que falar com alguém. Deixando Stefan lá, ela saiu, quase tombando entre seus pés para procurar Katherine e tirar satisfações.

Notas finais
Oi gente! Sim, esse será o ultimo cap do ano. Ultimo da fase um. Tenham um ótimo Natal, próspero ano novo. Que Deus esteja com vcs. E que o Paul teja uma estádia ótima no Brasil (quase tive um surto quando vazaram o cap deles ai). Mandem perguntas sobre a fic que eu poderei responder algumas pra deixar vcs curiosos até ano que veem. Esse cap foi realmente gostoso e difícil de escrever. Dá pra gente conseguir 15 comentários facíl nesse cap, também, temos 60 leitores nessa fanfic, apareçam amores! Se está gostando da fanfic e do rumo dela, favorita ou recomenda, não tenho preferencia, hehe. Amo vcs.