C o n t r a t o
3 Rolling In The Deep
Notas iniciais
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Capítulo 3

"Tem uma chama surgindo no meu coração
Tomando conta de mim e me tirando da escuridão
Finalmente, eu posso te ver claramente
Vá em frente e venda-me e direi os seus podres" — Rolling In The Deep
O homem apertou as coxas da mulher fazendo-a gemer, distribui beijos pela barriga da mesma subindo até o pescoço causando sensações quase inexplicáveis, fazendo-a ir ao céu e descer até o inferno com apenas um toque. Com um toque ele conseguiu isso... Ela nem queria imaginar o que vinha depois.
— Oh, Ste...Stefan!
Elena se virou ficando encima do homem. Ela sorriu satisfeita quanto viu a íris verdes do mesmo quase negras de desejo. Rebolou encima do membro do rapaz ouvindo ele soltar um gemido rouco que a deixou-a mais molhada — se isso fosse possível. Ela passou a mão pelo peitoral definido do homem se apoiando no peitoral dele. Abaixou-se para morder seu queixo que ela achava sensual, másculo. Rebolou ainda mais sentindo a ereção de seu chefe. Com um desejo enorme, Elena levou sua mão até a calça jeans do homem, enfiando sua mão lá, passando pela cueca box e pegando o membro grosso o sentindo pulsar na sua mão.
De longe a morena pode ouvir uma musica estranha, virou para trás à procura do som, não achou nada, depois se virou para seu chefe e o ouviu falando:
— Elena! — oh, Deus, o som do seu nome na boca dele era tão excitante. — Elena acorde! Acorde!
Elena levantou sobressaltada de seu sonho ao ouvir os gritos de Katherine. Passou a mão pelos cabelos que estavam úmidos, depois passou pelo pescoço vendo o suor que estava ali por conta o seu sonho. Levantou ofegante e gritou para Katherine:
— Já vou, Kath, só preciso de um banho — disse entrando no banheiro —, de preferência frio — sussurrou a última parte para sua amiga não ouvir.
Ela entrou no banheiro e tirou as peças de roupa do seu corpo, entrou no box e ligou o chuveiro botando sua mão logo em seguida para ver qual a temperatura estava água. Fria. Ótimo. Ela estava precisando.
Entrou debaixo da água fria e suspirou. Ter sonhos eróticos com seu chefe sempre a deixava assim e essa não foi a primeira vez. Era horrível, Elena odiava. Desejar e odiar o seu chefe era complicado, e depois da proposta... sim a proposta. Aquela proposta que estava lhe dando dor de cabeça. A água caia sobre seu corpo a fazendo relaxar, passava pelas suas costas e tentava aliviar o peso que havia ali. Estressada. Era assim que Elena vivia. Terminou seu banho e saiu do banheiro se enrolando em uma toalha azul e colocando outra toalha no seu cabelo para que eles secassem.
Caminhou pelo corredor azul do apartamento que dividia com sua amiga, enquanto caminhava para cozinha passou pelo quarto de Kath e deu uma olha. Parecia que um furacão tinha passado por ali, roupas e sapatos espalhados e toalha molhada jogada na cama, balançou a cabeça e foi para cozinha sentando no banco de aço do balcão.
Katherine estava do outro lado do balcão preparando um sanduíche de manteiga de amendoim, seus cabelos castanhos escuros estavam presos em uma rabo de cavalo, a camisa cinza estava melada do que, provavelmente seja manteiga de amendoim, os olhos azuis olhavam para Elena com malicia, naquele momento Elena soube, sim, Katherine iria lhe pergunta algo desagradável.
— Pode falar como foi o sonho com o gostosão do seu chefe? — diz Katherine mordendo um pedaço do sanduíche e se encorando no balcão de granito.
— Não viaja Katherine, não tenho mais esse tipo de sonho! — diz Elena rolando os olhos tediosamente.
— Sério? — pergunta Katherine depois de engolir o pedaço de sanduíche. – Então por que você estava gemendo "Oh, Stefan! Vai, Stefan! Isso gostoso! Ai meu Deus, chefinho!" — Katherine fala tentando imitar a voz de sua amiga.
— Esqueci que falo durante o sono — Elena diz batendo a mão contra sua cabeça.
— Sim, passei no seu quarto pra pegar aquele livro que tem um cara super gostoso que é um anjo caído e a menina é meio blé, Rix, Husi, ruxi...
— Hush Hush. — corrigi Elena.
— Isso! Aí, quando eu entrei você estava se virando toda na cama gemendo. Foi meio estranho, mas tudo bem. — ela levantou as mãos para cima.
— Hum, não queria sonhar com ele. Você saber que eu odeio isso.
— Se você não ficasse tanto tempo sem sexo isso não aconteceria. Sabe, Lena, eu te entendo, seu chefe é uma tentação, é um pecado. Você trabalha com uma pessoa tão gostosa e não poder agarrá-la todo momento — Katherine fala apontando seu sanduíche para amiga como se fosse um sermão —, e também você ainda não me disse a reposta da proposta que o gato te fez.
— É, ainda não me decidi, quero dizer, por um lado vai me ajudar, contudo parece tão insano conviver durante um ano com uma pessoa que você mal conhece, tipo, eu só conheço o lado galinha e profissional do meu chefe. — Elena diz levantando do banco e caminhado para seu quarto com Katherine em seu enlaço. — E não gosto dele, quer dizer, no lado profissional ele é muito competente, mas mandão demais, gosta das coisas perfeitas e em ordem. — diz Elena indo até seu guarda-roupas e pegando seu pijama branco. — Já o lado galinha é totalmente nojento, eu odeio, ainda mais quando ele me pede algo pra fazer do tipo mandar flores pras ninfetas dele, lembra compromisso em motel! É como se ele não soubesse que eu sou apenas uma secretaria. E quando tem aquela vaca loira? Argh! Eu a odeio.
— Você odeia é seu chefe com outra mulher, essa é a verdade. — diz Katherine que está sentada na cama da amiga, terminando seu sanduíche.
— Calunia, Petrova! Calada. Eu não odeio e...
— Para de mentir, você nunca vai conseguir mentir para mim. Te conheço, você gosta dele, ou sei lá, tem uma obsessão sexual por ele, não sei, algo do tipo.
— Eu não sou uma tarada, Petrova!
— Hum, sei. — Katherine ri quando Elena joga uma pantufa nela. Elena se junta a amiga na cama e as duas deitam olhando para teto cinza e sem vida, totalmente neutro ao qual ninguém conseguira desvendar.
— E você? — pergunta Elena. — Como vai seu lance com aquele cara?
Katherine balança um pouco a cabeça e solta um lufada de ar.
— Ele é um idiota! Que me engana, mas eu amo está nos braços dele, toda aquela postura invejada, e...— uma lagrima cai dos olhos de Kath. Elena a olha e a enxuga.
— Ele não te merece, você sabe.
— Eu sei, mas...— Katherine suspira sentando na cama cruzando suas pernas seguida por Elena. —, eu gosto. Eu gosto, Lena. Gosto do jeito cavaleiro dele. Gosto do jeito de quando ele me fode, quando ele me ama, e depois disso ele olha nos meus olhos e fala que eu sou dele, totalmente dele. E eu sou, eu sou dele! Mas ele não é meu, é de outra. — lagrimas começam a cair no rosto de Katherine, Elena a puxa pra si abraçando-a.
— No início eu te pedi pra não entra nessa.
— Eu sei, mas você sabe como eu sou, não obedeço ninguém. — Katherine sai dos braços de Elena.
— Está tarde, tenho que dormir, amanha é o dia da decisão, e do trabalho.
— É, amanhã eu tenho um sessão de fotos. Te amo, Lena.
— Eu também amo você.
***
Elena caminha pelo corredor amplo da empresa, com o som de seus saltos cinzas ecoando pelo corredor, suas mãos estavam suando frio e a mesma limpava elas na calça preta. Os seus cabelos estavam em uma trança de lado. Passou pela sala de Tyler e percebeu que o mesmo estava lá com a testa franzida concentrado em alguns papeis.
O único objetivo de Elena era a sala no final do corredor onde estava seu chefe, Stefan Salvatore, o tormento de seus sonhos e solução de alguns de seus problemas.
Ela poderia deixar bem claro para ele os motivos de está aceitando isso que é ajudar a Jeremy em Mystic Falls pois ela sabe que o emprego dele lá não é o dos melhores, a faculdade estaria paga sendo assim não precisaria se preocupar e era somente um ano, apenas um ano. Um ano não podia ser tão longo, ainda mais ultimamente. Elena viveria confortavelmente e menos exausta.
Passou por sua mesa e deixou sua bolsa, deu dois toques na porta e adentrou a sala. Ela viu a silhueta do homem com um copo de uísque na mão, olhando pela grande janela de vidro que tinha a visão privilegiada de Nova Iorque — arranha-céus, a ponte que dava para o Brooklyn com seus prédios modernos e antigos —, ela viu seu chefe balançar o uísque com a pedra de gelo e beber.
Elena pigarreou.
Stefan virou-se e olhou-a, repousou o copo encima de sua mesa e se encaminhou para ficar perto de sua secretaria, ou com sorte ex.
— Então? — perguntou sem rodeios. — Já sabe a reposta?
— Sim. — Elena o olhou observando seu semblante sério que ele colocava todas as manhãs. — Temos um casamento para organizar.
Então ela viu Stefan sorrir, um sorriso que contagiou até mesmo ela, o sorriso mais perfeito que ela já tinha visto e daria muita coisa para vê-lo novamente, o sorriso que a encantou, o sorriso de seu chefe.
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