C o n t r a t o
4 Nolita Fairytale
Notas iniciais
Capitulo 4

Pegue de volta a beleza, em seu lugar quero a alma.
Porque eu achei um tipo de Contos de Fadas. Espero que você se sinta como eu me sinto. Eu achei um tipo de Contos de Fadas! — Vanessa Carlton — Nolita Fairytale
— Você está me demitindo?! — grita Elena, exasperada, para Stefan.
— Eu não posso manter minha noiva aqui — rebate. A palavra soava estranha em sua voz, soava indesejada. Elena não gostou, era tão ruim assim? O que seu chefe tinha? Não, chefe não, noivo que acabara de demiti-la.
— Primeiramente, sou sua noiva apenas por conta de um contrato, e eu preciso de um emprego!
— Não aceito. Eu lhe dou de tudo, mas mulher minha não trabalha! — diz Stefan, rodeando a mesa e parando em frente à Elena, com os cabelos já bagunçados de tanto que havia o mexido por nervosismo da teimosia de sua noiva.
— Argh! Por que você é tão machista? — Elena estava indignada, não era mulher para ser sustentada por homem, ainda mais por um Salvatore.
— Eu não sou machista! Por que você é tão cabeça dura? Não entende? Os sócios não vão entender, e as concorrências? Os Mikaelsons? Isso está fora de questão, nada de trabalho. — finalizou Stefan, deixando Elena de boca aberta pelo ato que fizera, ele estava mandando nela.
— Eu não gosto que mandem em mim desse modo, além do mais você não tem esse direito. — sua voz gaguejou um pouco quando Stefan se aproximou, encurralando Elena na parede branca e fria, se aproximando do ouvido dela, colocou suas mãos grandes e quentes na cintura da mulher de blusa rosa — que estava sem reação — e sussurrou:
— Querida, eu que mando aqui, em todos os sentidos. — Stefan se afastou,
sorrindo, e foi em direção à mesa se sentando com passos calculados.
Elena continuara parada durante um tempo, tentando achar uma explicação para tal ato estranho. Aquilo que eles tiveram há alguns minutos fora uma tentativa de sedução da parte dele? Ele finalmente a notara? Confusa, Elena destrancou a porta desajeitadamente e saiu da sala com medo de tropeçar entre seus próprios pés.
Stefan a observara, e viu a forma em que o rosto de Elena ficava tentava pensar algo coerente depois do ocorrido. Observou-a abrindo a porta entre tropeços e sorriu. Ele sabia que mal a observava, nunca a notou da maneira certa, ficou impressionado pela teimosia de sua noiva, contudo ainda estava decidindo se era de maneira boa ou ruim. Stefan gostou do cheiro de Elena, da temperatura quente que seu corpo tinha, das bochechas rosadas quando se irritava. Stefan adorara saber que causava esse tipo de sensação em sua noiva. Não poderia ser tão ruim, certo?
Talvez seja divertido, ele concluiu quando a imagem das pernas de sua ex-secretaria apossavam sua mente.
***
— Por que ela está demorando de chegar? — pergunta Caroline eufórica para Stefan que estava em pé um pouco longe dela.
— Daqui a pouco Ca4r, relaxa, tudo bem. — pede o loiro.
— Como assim “relaxa”? Eu vou conhecer a noiva do meu irmão, que há até alguns dias atrás não tinha ninguém, mas Tyler me explicou que vocês tinham um caso e que, finalmente, você deixou de ser cabeça dura e vai assumi-la. Isso é muito romântico! — relata a Salvatore mais nova.
Stefan se senta no sofá e bebe um pouco do uísque que tinha colocado no copo sem gelo.
— Contou foi? — Caroline afirma para Stefan e o mesmo sorri pela genialidade do amigo.
Tyler desce as escadas ajeitando as mangas de sua blusa listrada que tem botões banhados de ouro, chega à sala e enlaça a cintura de Caroline e da uma piscadela cumprisse para o amigo.
— Ela chegou — anuncia Tyler.
Stefan respira fundo e manda uma empregada abrir a porta.
Ela caminha um pouco tímida, apertando a pequena bolsa preta contra seu corpo. Chegou à sala e encarou todos os rostos ali, a irmã caçula de Stefan, Caroline, sorria bastante ao ver Elena e foi a primeira a cumprimenta-la, abraçando a cunhada e dando dois beijos em cada bochecha, elogiou o vestido verde que Elena estava, e disse que tinha bom gosto, ela sorriu e agradeceu dizendo:
— Você que está linda, Caroline. — ela a elogia de volta.
Então ela olha para Stefan, esperando a reação dele. Contudo, ele não fala nada, Stefan encara as pernas de Elena e depois sobe os olhos para os seios e em seguida ele caminha e enlaça a cintura de Elena, sussurrando em seu ouvido:
— Você está maravilhosa.
— Vamos jantar, estou morto de fome. — diz Tyler, esfregando suas mãos uma contra a outra demostrando ansiedade para a reifição.
Caroline da um tapa em seu braço o repreendendo.
— Seja educado, Lockwood! — Tyler apenas rola os olhos e Stefan conduz Elena à sala de jantar acompanhado por Tyler e Caroline.
É como um sonho, tudo isso, é apenas um sonho na minha cabeça. O lustre de cristal na sala principal e a do jantar. É como um filme, apenas um filme, mas é tudo tão real. É tão real meu nervosismo quando ele coloca suas mãos em minhas costas e me guia para algum lugar. Um conto de fadas real. E quando eu digo real eu falo sobre os Contos dos Grimm porque quando Caroline ponhe seus olhos em mim eu lembro e caio na realidade.
Elena cai na realidade e sabe. Ela sabe que é tudo mentira.
***
— Como vocês se conheceram? — pergunta Caroline, depois de todos terem jantado. No jantar, ela não tinha se aprofundado muito perguntando sobre o relacionamento do irmão, apenas fez perguntas sobre a vida de sua cunhada, onde descobriu coisas interessantes.
Elena olha para Stefan, que olha para Tyler, que olha pra Caroline.
— No trabalho. — responde Elena, e procura o olha de Stefan para saber se foi certo dizer isso.
— E como foi?
— Nós... Tivemos algumas reuniões particulares, você entende Carr?
— Entendo sim. Então, Elena, você mora com sua amiga, certo? — pergunta Caroline, desviando do assunto que tinha começado por perceber que Stefan não se sentia bem.
— Sim! — concorda — Seu nome é Katherine. — responde Elena, sorrindo. — Ela trabalha como modelo.
— Oh, isso é incrível! Você deveria tê-la trazido. O Stefan não deixou? Ela não quis vir? Por quê? Eu quero saber de tudo sobre você, Elena. Agora você é da família.
Elena queria uma família, sentia falta de uma, sua tia e seu irmão estavam tão longe. Caroline havia a enchido de perguntas.
— A Katherine não pode vim, ela estava com... — Elena se repreendeu, mordendo a língua com medo de falar que sua amiga estava com um homem, um homem casado. — um problema.
— Já está tarde. — anuncia Stefan, aquele jantar o havia deixado entediado e ele queria realmente calar a boca da irmã.
— Eu tenho que ir. — diz Elena, percebendo que Stefan não queria sua presença ali por mais tempo.
— Mas já? — pergunta Caroline.
Tyler se aproxima de sua esposa e diz:
— Querida, Elena deve está cansada, certo?
— Sim, eu tenho que ir.
— Tudo bem Elena, foi muito bom te conhecer, depois eu te ligo para organizar os detalhes — Elena concorda com a cabeça, se despedindo de Tyler e Caroline.
***
Stefan leva Elena no seu carro, sua mandíbula está travada por Elena não lhe ter dirigido nenhuma palavra, ele alterna olhares entre a estrada e o rosto dela.
— Eu não vou me desculpar pelo o que eu fiz hoje de manhã, você não ira trabalhar.
— Você é tão machista e idiota, não pode ficar me controlando!
Stefan estaciona em frente ao apartamento de Elena, no carro se faz silencio. Então ele a olha, analisando seu corpo, pernas definidas, peitos torneados e pele macia, aquilo seria dele, e Stefan iria aproveitar.
— Querida, eu já falei isso nesta manhã. — Stefan se aproxima dela, colocando sua mão na coxa de Elena, que não ousa tirar. Elena suspira, fechando os olhos, sentindo a respiração de Stefan em seu rosto. — Eu mando aqui.
Elena abriu os olhos, inebriada, abrindo a porta do carro e saindo rapidamente dele e entrando correndo no prédio.
Stefan sorri, pegando seu telefone e discando o numero conhecido.
— Lexi, preciso de você agora. — ordena Stefan.
— Está muito tarde Stefan, hoje não dá. — diz a voz sonolenta.
— Não importa, esteja pronta, estou indo para sua casa.
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