C o n t r a t o

5 Cosmic Love


Notas iniciais
Olá meus amados. BEM VINDA NOVAS LEITORA Ouçam:Florence + The Machine - Cosmic Love

Tirei as estrelas dos meus olhos
E, então, eu fiz um mapa
E sabia que de alguma maneira
Eu poderia encontrar o meu caminho de volta
Então eu ouvi o seu coração batendo
Você também estava na escuridão
Então, eu fiquei no escuridão com você — Cosmic Love



Era outono.

A segunda época do ano que Elena mais amava. As crianças jogando as folhas amareladas que caiam das arvores, para cima. O friozinho aconchegante. Os idosos saindo para passear. Ah, o outono. Época dos apaixonados. Para ela.

Elena estava no parque que fica em frente ao seu prédio, com o gorro preto e blusa de frio, estava sentada, esperando Stefan, que iria busca-la para resolver as coisas do casamento com Caroline.

Tudo mentira.

Tudo encenação.

O outono a fazia lembrar seus pais, a época em que eles iam para a casa do lago. Lembrava-se de Jer e ela fazendo montinhos de folhas amareladas e depois, os dois se jogavam em cima do montinho e tornavam a refazer. O outono tinha tantas lembranças boas e ruins.

Suspirou, observando mais atentamente as pessoas ao seu redor. E foi ai que notou o homem ao seu lado. Elena arregalou os olhos e depois pôs a mão no coração.

— Que susto. — diz.

— É lindo né? — pergunta o estranho.

— O que? — sua voz estava mais calma agora, ela se virou para frente tentando não encarar o moreno a sua frente.

— O outono, e como as pessoas se divertem nele, assim como o inverno. Outono é minha segunda época favorita.

— A minha também. — se fez silencio.

Elena pode notar o quanto o rapaz era bonito quando finalmente focou seus olhos nele, com os cabelos negros desalinhados e os olhos azuis, ele era uma tentação ambulante. Ele estava com um terno e sua gravata afrouxada. Os olhos dele eram de um profundo azul tão intenso, olhar nos olhos do estranho era agradável, intrigante.

— Damon.

— O que? — pergunta Elena, se voltando para o rapaz.

— Meu nome é Damon.

— Prazer, Elena. — ela observou Damon sorrir, e a vontade de sorrir veio também. Elena poderia dizer que aquele sorriso tinha algo a mais, algo que a atraia. Ela queria muito saber o que era.

— O que você está lendo? — perguntou Damon, se recostando mais ainda na cadeira.

— Poseidon, é um livro novo, uma trilogia, e é o primeiro. Eu não costumo ler muitos livros atuais, gostos dos mais antigos.

— Eu também, os grandes escritores, os pais e verdadeiros criadores. Admirável. ― ele sorriu, e Elena pode perceber que ele também tinha covinhas, assim como Stefan. O Stefan!

― Eu ahm, tenho que ir. ― tentou sair dali, a presença de Damon era legal para ela, ela gostava.

― Então me passa seu telefone.― pediu.

Elena se levantou do banco e corou, e quando ia responder, sentiu braços fortes e o cheiro masculino que exalava da pessoa. Era ele. Stefan se pôs ao seu lado, segurando sua cintura possessivamente. Elena o olhou, ele estava com o corpo rígido, o maxilar trincado, e seus lábios estavam em uma linha fina.

― Não precisa. ― diz Stefan, com um sorriso ameaçador nos lábios.

Elena estava sem reação, à situação não estava nada favorável. Damon tinha levantado e a encarava, e logo em seguida se dirigiu a Stefan.

― Eu perguntei a ela, não a você. ― rebate.

Ou, ou. Má ideia. Muito ruim. Stefan odeia isso e Elena sabia. Então Stefan sorri e balança a cabeça.

― Eu sou o noivo dela, e não te quero perto dela, Damon.

Ele a usou como propriedade, como posse, Stefan estava passando dos limites. E ele conhecia Damon, e pode ver que Damon também conhecia Stefan! Elena se sentiu um peixe fora da água.

Stefan direcionava toda sua raiva para Damon, com apenas um olhar e os punhos apertados. A tensão era palpável.

Elena sorriu e perguntou:

― De onde vocês se conhecem?

Nenhum dos dois respondeu. Era como se ela não existisse ali, ela botou a mão no peito de Stefan. Elena se sentiu meio mal, abriu a boca para pedir a Stefan para tira-la dali, mas não foi preciso, pois ele a arrastou para o carro, Elena se virou para dar um tchau mudo para Damon, que foi retribuído.

***

No carro, Stefan apertava o volante depositando seu sentimento atual ali.

― Vai querer quebrar o volante? Ele não tem culpa. ― Ela fala. Elena observa que os olhos de Stefan estavam quase irreconhecíveis, tinha fúria e raiva. Nos livros que Elena lia dizia que a visão ficar vermelha, talvez a de Stefan estivesse vermelha. A dela também estava ficando.

― Por que estava falando com ele?

― O que? Você tem que parar com isso, parar de me trata como posse!

O carro estava parado em uma cafeteria de grande porte. Muitas pessoas bonitas, e de terno, com roupas caras estavam ali. Ela era média, garçons passavam de um lado para o outro. Elena viu o chapéu cor de creme de sua cunhada, que olhava um revista, ela estava na parte de dentro.

― Não te trato como posse. ― responde Stefan ― Você tem que entender que agora é noiva de uma das pessoas mais ricas de Nova Iorque — e não, eu não estou tentando me gabar disso -, e que terá um nome importante agora, um nome que tem historia nesse país. Apenas estava preocupado.

Algo dizia a Elena que não era isso, contudo ela não se importou. Ignorou de esse fato e guardou mais uma das furadas de Stefan em seu peito, para quando chegar em casa poder despejar tudo para fora.

― De onde conhece o Damon? ― pergunta.

― Não irei lhe responder isso, não é para se preocupar, agora vamos.

― Não sei se posso fazer isso.

Stefan para, fecha a porta que já tinha aberto novamente, ignora o fato de sua irmã está irritada por conta da demora, e da atenção para a morena que está na sua frente. A mulher que iria ser sua esposa.

― Você tem. Você pode. Acredito em você, foi a melhor secretaria que eu já tive, que durou mais tempo.

Aquelas palavras bastaram para Elena ignorar todas as inseguranças.

Eles saíram do carro e entraram na cafeteria. Quando a viu, Caroline abriu um enorme sorriso, fazendo que seus olhos ficassem em uma fresta azul clara, o sobretudo também era creme, ela é linda, constatou Elena. Provavelmente é genética de família. Ela ignorou seu próprio comentário.

Pediram um café e começaram a falar das coisas do casamento. Elena percebeu que Stefan somente concordava, não opinava e nem se importa.

Ele é uma droga. Pensou. E eu estou viciada, sem ao menos provar.

Suspirou, frustrada.

Escutou o celular de seu ex-chefe tocar, atrapalhando a conversa sobre o bufe do casamento, viu sua cunhada rolar os olhos e resmungar algo. Olhou para o lado e sem querer viu na tela “Lexi”. E isso a destruiu.

― Eu tenho que ir. ― fala Stefan, agradecendo mentalmente por não ter que participar desta conversa.

Então, sem aviso, ele beijou Elena. O beijo não durou nem um segundo, mas foi o suficiente para levar Elena à outro mundo.

― Sempre é assim, você terá que doma-lo. ― reflete Caroline, tomando um pouco de seu café.

― Eu sei Caroline, eu conheço teu irmão muito bem. ― contudo, neste momento, o que Elena mais queria era não conhecer Stefan. Não sentir frustração pelo beijo. Ela queria dizer que não tinha sentido nada. E também queria afirmar que não tinha sentido ciúmes.

***

― Lexi, está muito tarde, eu tenho que voltar. ― pede Stefan, entediado. Escutar uma mulher escandalosa que mal tem um relacionamento de verdade com ele era horrível.

― Por que você não me contou que iria se casar? ― pergunta Lexi, pela milésima vez. Stefan rola os olhos se levantando da cama.

― Lexi, eu não preciso te dar satisfação nenhuma. A gente nem tem relacionamento, então, por favor, não enche. – diz Stefan e se dirige à porta.

― Não, não, tudo bem. Eu só ― Lexi se aproxima dele, passando suas mãos pelo tórax de Stefan ― fiquei com medo de você me abandonar.

― Isso eu ainda não sei Lexi, mas fique tranquila ― Stefan passa as mãos pelas madeixes , fazendo-a envolver suas pernas bronzeadas, em seu corpo.― eu ainda a quero.

Lexi sorriu vitoriosa, enquanto distribuía beijos pelo pescoço de Stefan. Mordendo e chupando. Puxou o cabelo de Stefan, impulsionando o rosto do mesmo para seus seios.

Ele apertou sua bunda, e chupou novamente seu pescoço. Ouviu Lexi gemer, jogando a cabeça para o lado e abrindo o sutiã, revelando os belos seios.

Stefan sabia que Lexi não era de confiança, ele não era idiota. Ele a conhecia a tempo o suficiente para não se deixar enganar pelo rosto angelical dela. Ela era descartável, mas lhe dava prazer, e no momento isso era tudo o que ele queria.

Notas finais
ESPERO QUE COMENTEM! Favs? Indicação?