C o n t r a t o

7 Heart A Mess


Notas iniciais
Como estão meus amados? Fiz o cap assistindo O Grande Gatspy pela 10 vez, sim eu amo, e estou lendo o livro (sou fã) e louca pelo DiCaprio. Escutem: Heart A Mess de Gotye

O amor não é seguro
Você não vai se machucar se você permanecer puro
Então você pode esperar
Mas eu não quero desperdiçar meu amor

– Heart A Mess

Capitulo 7

Stefan retribuiu o beijo. Não sabia o porquê, mas a pequena Gilbert em seus braços lhe dava a sensação de está completo. Ele colocou sua mão na nuca dela, acariciando os pelinhos lisos e macios. Ele estava entrando em um subconsciência profunda. Mergulhando em águas que iriam lhe afogar.

Não pare. Não pare.

Isso não durou muito tempo.

Mas que merda você está fazendo Stefan? Ela está bêbada!

Se fosse com qualquer outra mulher ele não teria parado, teria continuado. Mas era com Elena, e mesmo ela sendo sua noiva, respeitava-a, e se um dia isso fosse acontecer, preferia que ela estivesse sóbria.

― Não faça mais isso. ― Stefan viu o choque nos olhos da sua pequena Gilbert e logo continuou ― Você está bêbada, e acredite pequena, não me aproveitarei de você assim.

Ele observou a confusão no rosto dela se estabilizar e logo em seguida ela focou seu olhar nos pés descalços.

― Não sei se ponho você no banho ou te coloco para dormir logo. ― ele coloca suas mãos nas costas de Elena a guiando para o banheiro, ela vai sem protestar – Acho que se você estivesse sóbria iria tomar um banho, eu iria preferir ir dormir logo, mas realmente é difícil para eu ficar bêbado. ― ele a coloca na banheira e liga a água fria, Elena se encolhe. ― Você irá consegui tomar banho sozinha? Acho que sim. Vou pegar umas roupas de Caroline para você, tudo bem Elena? Apenas não faça besteira novamente e não caia.

Stefan saiu do banheiro indo em direção ao quarto da irmã, que ele sempre deixa intocável para quando ela vem ficar um pouco aqui com ele. Ele teria uma conversa com Caroline e a amiga de Elena. Como já se viu colocar sua esposa em uma boate com homens quase nus dando encima de sua pequena? Era inaceitável.

Enquanto estava na sua despedida de solteiro, ele não parava de pensar na senhorita Gilbert. A sua secretaria competente, de pulso forte ao mesmo tempo ingênua e angelical, um anjo.

Ele queria aquele anjo para ele.

Stefan e Elena eram um anjo e um demônio.

As pernas longas, os seios fartos, a pele oliva, os cabelos castanhos longos e sedosos. E ainda tinha quando suas bochechas coravam e ela mal percebia. Ela também era nervosinha. Ele sentia uma vontade de guarda-la e protegê-la de todo o mal. Mas o mal era ele.

Pegou a roupa de dormir de Caroline, e quando chegou ao banheiro grande viu a senhorita Gilbert prendendo sua toalha. Suas pernas ainda estavam úmidas e escorriam gotas de agua.

― Desculpe. ― sussurrou Elena para Stefan visivelmente arrependida.

Stefan se aproximou dela e se afastou rapidamente, dando um passo para trás e se virando para sair, mas antes a respondeu.

―Não se desculpe Elena. Sei que você não estava sóbria. ― ele se virou para ela e sorriu, levantando os lábios para o lado direito.

Viu que Elena ia falar alguma coisa, abrindo sua boca, mas logo a fechando e repensando.

― Onde irei dormir?

― No quarto da minha irmã, a segunda porta a direita. ― ela apertou as roupas contra si e saiu do banheiro e consequentemente da vista de Stefan que avia suspirado.

Stefan Salvatore havia suspirado por uma mulher.

***

Ele não tinha ido trabalhar nesta manhã. Ligou para Tyler e avisou que tomasse conta de tudo. O pobre Tyler havia tomado uma “dura” de sua mulher, o cachorrinho tinha saído da linha.

Passou geleia de morango na torrada e mordeu. Bebendo um pouco de café. Tinha pedido para preparar uma mesa farta para Elena, com tudo que sua noiva tinha direito, também pediu alguns remédios para quando ela acordar, sabia que Elena estaria morrendo de ressaca.

Olhou a escada e viu a Gilbert descendo, descalça, com o traje de dormir amassado. Ela tinha prendido seu cabelo em um coque alto e caído. Se encaminhou até ele tímida, e quando chegou Stefan percebeu que ela ficava ainda mais linda sem maquiagem. Queria poder acordar ao lado dela para vislumbrar está preciosidade. Fez um gesto para Elena sentar e riu quando ela fez uma careta de dor.

― Sabia que você iria acordar assim ― ele gesticulou para uma de suas empregadas trazerem a bandeja, onde tinha uma cartela de remédio e um copo de agua natural ―Tome. O efeito do remédio é quase imediato.

Elena tomou o remédio e massageou suas têmporas. Stefan pediu que a servissem, com um café preto bem passado e pães da escolha de Elena.

― Obrigada por tudo.

― Não agradeça, sou seu noivo. Daqui a alguns dias tudo isso será seu. E quando isso acontecer Elena, sei que não irá me decepcionar. ― deu mais um gole no café, pegando o jornal que estava repousado em uma ponta da mesa e começou a ler.

― Terei que ir a faculdade pela tarde. ― diz Elena.

― Ah, sim, a faculdade. Irei pedir que a levem e a tragam.

― Não é preciso. ― ela se apressou a dizer, gesticulando com a mão e o menear de cabeça negativamente.

― Eu insisto, Elena tudo isso será seu. E espero hoje tratar de sua vinda para mansão.

Stefan imaginou como serie morar com ela ali. Sabia que, para privacidade de Elena ele não dormiria com ela – ele não iria insistir, mesmo que tentado a isso.

― Mas já? Stefan, eu...

― Não. Temos de tratar disso já, quero o mais depressa possível você aqui. Traga poucos pertences, pois você ira comprar novos.

― Não preciso de seu dinheiro.

― Não é apenas o meu dinheiro, é seu também. Não faça caso, a mídia irá especular. Tem que está preparada também para as constantes festas que iramos dar ao longo do ano e também para a que iremos ir, juntos.

― Quando eu aceitei isso estava ciente do que iria me submeter, Stefan.

O um dos empregados de Stefan se aproximou dele, murmurando perto dele a mensagem de quem o estava esperando do telefone.

― Senhor, a senhorita Alexia está no telefone.

Não me importo. Mande-a esperar, eu ligo para ela depois, quero acertar algumas coisas.

Seu empregado saiu então ele olhou para Elena, que o olhava magoada. Mas com o que? Ele não falou tão alto para que ela pudesse ouvir a conversa, ou falou? E se isso acontecesse certamente ela não teria motivo para isso, por que ela não tem sentimento por ele certo? Ou tem?

Balançou a cabeça para que esses pensamentos se afastassem.

― Tomei a liberdade de comprar algumas roupas para você no inicio da manha, pedi para abrirem uma loja, achei que era de seu gosto ― ele viu que ela não iria aceitar –, por favor, não negue meu presente. É uma roupa para você ir à faculdade, pequena. Apenas isso. Se vista, eu que irei lhe levar agora, conhecer onde você estuda.

***

Ele tinha acertado na escolha de roupa. Tirou essa conclusão quando Elena desceu as escadas com o vestido curto, rodado e florido, com tons neutros que entraram em contraste com sua pele. Usava um salto pequeno com a cor rosa bem fraco, os cabelos presos por conta do clima quente que fizera pela primeira vez neste outono.

― Você está linda Elena.

―Você não está nada mal, senhor Salvatore. ―ela disse, enquanto terminavam de descer as escadas.

― Obrigada. ― agradeceu.

Dirigiram-se até o carro onde Stefan fez a gentileza de abrir as portas do carro preto e refinado ― importado― para ela.

No carro não teve muitas conversas, apenas olhares e sorrisos tímidos de Elena que constantemente suspirava. Mas foi Elena que tomou a inciativa para quebrar o silencio.

― Me conte sobre você.

― O que? Sobre mim? ― Stefan sorriu. Já que iriam ficar tanto tempo juntos não faria mal se conhecerem. ― O que você quer saber?

― Por que você ainda não casado? Desculpe-me entrar assim, fazendo essa pergunta tão pessoal, mas você é um bom partido e você não é tão ruim de se conviver.

― Fico agradecido pelo seu elogio.

― Ainda não respondeu minha pergunta, por que Stefan? Por que ainda não se casou ou tem um relacionamento serio? Se abra para mim, quero te entender.

Stefan a olhou, e freiou bruscamente o carro parando no acostamento da estrada.

― Isso é, um pouco difícil. Foram meus pais, e...

― Se você não quiser contar está tudo bem.

― Eu quero contar para você, confio em você. ― Stefan se ajeitou um pouco no banco, ainda um pouco relutante. Não faria mal contar um pedaço da historia. ― Eu e Caroline não vivíamos em uma família estável igual à mídia falava. “A família Salvatore, estável e bonita, filhos prodígios e pais muito bem sucedidos.” O marketing perfeito não? Acontece que meu pai e minha mãe brigavam constantemente, papai tinha uma amante em Seatle. Quando eles brigavam, Caroline chorava e eu ia até o quarto dela, ficar com minha irmã pequena e abraça-la e dizer que está tudo bem, até eles pararem, era assim, constantemente. E quando tínhamos um momento de paz eu tratava de me aproveitar o máximo possível. Eu amo meus pais Elena, eles se amaram também, mas o casamento os destruiu, destruiu o amor deles, eu não quero um relacionamento assim.

Stefan observou o rosto de Elena em choque. Ele tinha acabado de jogar sua historia encima dela sem pedir permissão. Apenas Caroline sabia disso.

― Eu... Eu estarei aqui ― ela pegou sua mão e apertou. E Stefan viu, com graça, como sua mão grande ficava nas pequenas e delicadas mãos de Elena. –, e por mais que nosso casamento seja de fachada eu farei da nossa convivência boa e agradável.

― Por quê? ― perguntou Stefan, percebeu que Elena iria falar uma coisa, mas mudou de ideia rapidamente.

― Por você.

Notas finais
COMENTEM PELO AMOR DE DEUS! Espero que tenham gostado, foi um pouco dificil escrever esse cap, entendam, pela visão de Stefan é um pouco dificil, beijos e... Ah! Recomendem e favoritem!