C o n t r a t o
8 Hard To Live In The City
Notas iniciais
Portanto basta abaixar sua cabeça,
Não deixe que ninguém saiba,
Que é difícil viver, é difícil de viver nesta cidade,
Sim é difícil de viver, é tão difícil de viver nesta cidade,
– HTLITC Albert Hammond Jr.

A entrada da faculdade estava movimentada. Alunos correndo ou andando devagar acompanhados de amigos ou namorados, os grupos divididos iguais ao colegial. Na enorme porta de madeira resistente, tinha encostado um menino fumando – o que realmente deveria ser proibido – contudo parece que este rapaz não se importava muito com o que ocorria.
― Aquele é o Kol Mikaelson? Fumando na faculdade? ― pergunta Stefan, estacionando seu carro.
Elena afirma com a cabeça.
― Sim, é ele. Digamos que o Kol é um pouco... Problemático. Mas ele é meu amigo, uma pessoa incrivelmente boa de conviver. ― responde Elena, destrancando a porta do carro e saindo pelo mesmo, seguida de Stefan.
― Melhor que eu? ― ele pergunta, sorrindo, fazendo Elena bufar e revirar os olhos pelo obvio.
― Sim, com certeza.
Essa resposta deveria ser brincadeira, contudo despertou um sentimento nada bom em Stefan. Ele já não gostava do Mikaelson mais novo, sempre que o via nas festas dadas por empresários de Nova Iorque se perguntava por que aquele garoto, visivelmente desinteressado fazia naquele local, com certeza a família que iria comprar seu diploma. Com o tamanho da influencia em que os Mikalenson tinham... Era bem provável que ele trabalhasse para família, não, era óbvio.
Se Stefan falasse essa sua opinião para á Gilbert ela defenderia o amigo e, iria usar seu próprio argumento contra ele mesmo dizendo que ele também trabalha na empresa qual o pai deixou para ele. Mas Stefan com certeza não comprou seu diploma, seu pai, o majestoso e influente Giusepp, sempre o deu concelho para estudar, não é pra tanto que ele mesmo fez uma prova para entra na universidade de Havard, claro que gastou muito dinheiro na universidade, além de que, Stefan era o melhor aluno sua turma, e mantinha contato com alguns professores até hoje.
A época de faculdade era incrivelmente boa, foi lá onde conheceu Tyler, seu melhor amigo, mulherengo igual a ele, e pode ter certeza, essa dupla junta aterrorizava as fraternidades.
Stefan se aproximou de Elena ficando ao seu lado.
― É realmente uma pena que você ache isso, Elena. Um dia mudara de ideia.
Ela o olhou pensativa, como se avaliasse a possibilidade de ela e Stefan poderiam ter uma convivência boa, sem o machismo dele atrapalhando. Esta manhã foi... Surpreende para ela.
― Talvez. Isso depende de você. ― ela se virou, ficando de frente para ele. Apertando a bolsa pequena da noite passada.
― Essa sua ideia de que eu sou machista é...
― Você é. Só se nega a enxergar. ― ela ajeita a alça do vestido que era presente de Stefan. ― Acho melhor ir, tenho que pegar as provas e as notas deste semestre.
― Se quiser eu posso ficar, e te esperar é claro. ― sugeriu Stefan, observando uma Elena que avia ficado nervosa diante da proposta dele.
― Não precisa, realmente, não quero mais nenhum favor seu. Pode ir para a empresa, não quero incomoda-lo.
― Você fala como se eu tivesse pena de você.
― E não tem?
― Não, eu não tenho pena de ninguém. E eu tirei o resto de dia de folga.
― Stefan... ― seu nome saiu arrastado e suave da boca dela ― Não se preocupe o Kol ira me levar.
Ela se virou, e foi em direção à porta, onde tinha seu amigo.
Stefan bufou chutou o pneu do carro fazendo a estudante que passava ali olhar para ele assutada, ele não se importou e foi fazer a unica coisa que tinha lhe sobrado, beber e correr para tirar o estresse.
***
― Era você saindo do carro do seu chefe? Ou eu fumei demais e estou tendo alucinações? ― diz Kol, quando Elena se aproxima dele.
O céu estava limpo, não tinha nuvens fofinhas com forma de animais nele. O campus com sua grama verde clara tinha folhas amareladas pelo chão. Era um fenômeno estranho. Entretanto era uma cena bonita de se admirar.
― Achava que você já sabia. Sua família não lhe contou?
― Fala como se eu me interessasse por algo do que eles falam.
Ela sorri para Kol, que abre a enorme porta de madeira e faz uma reverencia exagerada para ela entrar.
― Como diz aquele ditado “Você reclama de barriga cheia” Kol. ― fala Elena, tornando a ajeitar a alça. Parece que ela cai de proposito, pensou Elena.
― Você sabe, casos entre empregada e chefe são extremamente proibidos, ainda mais um Salvatore. Você ira ser presa Lena, e eu não quero visitar minha amiga na cadeia. – brinca o Mikaelson.
Elena avalia quais as palavras adequadas para falar isso para seu amigo de universidade, o brincalhão Kol. Kol Mikaelson seu...
― Então, está pegando seu chefe? ― pergunta se pondo na frente de Elena a fazendo tomba nele, ela colocando suas delicadas mãos no peitoral duro dele.
― Eu, hum... Kol... eu...
― Para de gaguejar.
―Eu estou noiva, achei que já sabia. ― Elena respirou fundo, se apoiando no pé esquerdo e olhando para o chão constrangida.― Todos os jornais, revistas, blogs estão falando disso, eu realmente... ― Elena viu um relampejo de surpresa que foi substituído por um olhar maroto. ―... Achava que você saberia.
― Não leio jornais, blogs, nem revistas Elena!
―Pois deveria. Se esta cursando direito...
― Não mude de assunto.
― Você não vai pedir detalhes, certo?
― O que? Você realmente acha que vou querer saber como você e seu chefe se pegavam no escritório? Acha mesmo? Acha que vou perguntar isso para depois me masturbar? Está enganada. Isso é fácil de deduzir.
Elena suspira aliviada, colocando a mão em seu peito e fechando seus olhos, quando Kol se vira. Ela aperta o pé para acompanha-lo.
― Obrigado.
― Você já avisou para sua tia e seu irmão?
Ela para, no meio do corredor vazio, ao lado da escada cinza. Elena tenta lembra em se algum momento deu noticia para sua tia ou seu irmão nos últimos meses. Ela não encontrou nada! Talvez, somente talvez, Jeremy devia ter ficado chateado.
Olhou para frente, onde a alguns passos Kol olhava para ela com curiosidade, depois uma ponta de esclarecimento se materializa no rosto dele.
― Você não contou certo?
Elena afirma com a cabeça.
***
Os toques do celular já estavam a irritando. Kol a olhando risonho já estava a irritando. Tudo estava irritando Elena hoje.
Eles estavam sentados. Kol embaixo de umas das copas das inúmeras arvores que tinham no campos, ele estava escorado no tronco. Elena estava sentada na frente dele, estava aguardando tia Jenna atender a ligação.
Um toque.
Dois toques.
Três toques.
Quatro toques.
Cinco toques.
Alguém atende.
Obrigados deuses de garotas irritadas que querem que atendam logo o celular. Não aguentava mais, pensa Elena.
― Oi tia.
― Oi querida. Como está? Tem um tempinho que não liga. – a voz doce de Jenna sai pelo telefone trazendo um misto de saudade e dor do passado da Gilbert.
― É, me desculpe. Como à senhora está? ― pergunta Elena, sorrindo, depois que Kol lhe da uma flor amarela que avia caído da arvore.
― Bem, Jeremy está trabalhando como policial, ele e Anna estão muito firmes como sempre. Então, como esta a faculdade? – pergunta curiosa.
― Isso é muito bom, de meus parabéns para Jeremy. E a faculdade está muito bem, eu passei neste semestre, peguei a nota hoje.
― Maravilhoso, querida, excelente! E por que você não liga para Jeremy para da os parabéns para ele? – Jenna faz a sugestão.
Eu quero. Mas estou tentando me afastar do passado. Me afasta de quem me faz lembra deles, como sempre fiz. Afasta-me de vocês. Por isso ignorei o fato de ter de ligar para a senhora. Era isso que Elena queria dizer, mas não diz.
― Obrigado. Tenho uma coisa para contar para a senhora, espero que realmente venha. ― Elena diz, enquanto Kol se aproxima e gruda a orelha perto do celular.
― Arranjou namoradinho? O bebê da titia tá namorando? Amor que lindo.
― Tecnicamente não é namoro, tia. É casamento.
E depois que acalmar sua tia eufórica, perguntando detalhes ― a maioria inventada por Elena. Ela desliga, agradecendo mentalmente.
Lembre-se da conta bancaria, lembre-se do dinheiro. Lembre-se dele.
Ela suspira, fecha os olhos e os abri, encontrando Kol na sua frente preparando mais uma piada.
― A parte de que vocês se pegavam eu sabia, mas, “A bebê da titia” se casando não.
Fale com o autor