Notas iniciais
Eu sei. Eu sei. Sumi, exclui a história, postei outra história e também exclui ela. Fique meses sem postar e agora apareço com essa cara de pau :) DEEEEEEESCULPEM, sou uma puta. Porém, uma puta que estava num bloqueio criativo terrível. O que me ajudou hoje, foi que eu sonhei com Códigos Mortais e acordei numa inspiração terrível. O capítulo está pequeno e minha escrita meio enferrujada. Espero que entendam e me desculpem. Juro que concluirei essa história. Só não me abandonem. Boa leitura dessa escritora megera e sem coração :c

Pra quem ainda está perdidaço, nosso automóvel ainda estava sendo seguido por outra multidão de carros pretos.

Na verdade, deveriam estar em torno de seis ou sete. Mas para mim eram bastante.

Pareciam aqueles típicos carros de seguranças com os vidros blindados que levam seus chefes milionários para qualquer lugar. Sempre quando ia ao cinema ficava com vontade de entrar em um.

Porém não dessa forma.

— Certo, troque de lugar comigo — Trevor ordenou jogando sua última bituca de cigarro pela janela.

— O que? — gritei, indignada — Não podemos estacionar agora. Não é um bom momento pra isso, sabia?

— Eu não estava falando em estacionar — revidou impaciente, soltando meu cinto de segurança. — Vamos, passe por cima do volante e jogue-se no banco traseiro.

— Hã? N-não posso fazer isso! E-e se eu bater o carro e…

— Harvey — interrompeu-me com o timbre sério. — Faça isso. Agora.

Bufei irritada e assenti.

Pra falar a verdade, esse garoto me dava medo às vezes. E principalmente… Raiva. Eu não gostava de receber ordens. Na verdade, odiava. Mas isso não era um bom momento pra discutir isso. Talvez quando nossas vidas estivessem a salvo poderia repensar na situação.

Soltei o volante e tentei equilibrar as duas mãos entre os bancos da frente. Trevor tomou a direção ainda no banco acompanhante enquanto me apressava a pular de uma vez para trás. Funguei algumas vezes nervosa, quando as rodas do automóvel passaram sobre uma cratera rochosa fazendo-me bater a cabeça no teto e… Bem… Cair sobre o colo daquela vareta humana.

— Argh! Esqueça — ele falou obviamente cansado. Suspirei mais uma vez, sentindo minha cabeça latejar.

Jogou com certa força meu corpo para o lado e passou suas pernas para o outro banco, finalmente tomando o volante em suas mãos. Um brilho de adrenalina passou sobre suas órbitas esverdeadas, fazendo os pneus derraparem sobre o asfalto.

Olhei novamente para trás e estávamos conseguindo finalmente nos distanciar dos outros carros – claro que minha preocupação naquele instante não era com eles e sim a alta velocidade com que Trevor dirigia —, eu realmente não queria morrer aos dezessete anos com meu corpo esmagado em um acidente na estrada.

Entretanto, também não queria morrer com balas de armas de fogo enterradas em meu crânio.

Então simplesmente calei a boca.

Addie ainda dormia como um bebê o que me fez pensar na possibilidade dele estar morto. Fala sério, quem iria conseguir dormir com toda essa tensão à sua volta?

— Porra — olhei para o lado e uma gota de suor escorregava sobre a testa do magricela — Estão nos alcançando!

E realmente… Estavam!

Ok, não era uma boa hora para entrar em um surto.

Controle-se, Harvey! Sua vida não está em risco! Você não confia em Trevor?

…

…

Oh merda, eu não queria morrer tão jovem.

Quando desliguei minha mente de pensamentos estúpidos, percebi que um dos automóveis jogou-se em nossa frente fazendo com que freássemos bruscamente. Quase bati a cabeça novamente e por um milagre, Addie acordou.

— Hã? O-o que houve? — questionou-se assustado olhando desesperadamente para os lados.

Sid ainda dormia.

— Nada demais, só estamos fudidos — o outro respondeu tirando sua pistola 380 do bolso de trás da calça. — Cara, espero que você tenha trago seu revólver.

O moreno assentiu ainda meio assustado, tirando uma calibre 38 de dentro de sua mochila e espantando o gato de seu colo.

— Quem vamos quebrar dessa vez? — indagoucolocando algumas balas dentro da arma. O sono já havia passado. E eu estava com medo daquelas pessoas.

E não eram as que estavam nos perseguindo.

— Uma trupe de idiotas — esclareceu o outro que a esse momento sorria, abrindo a porta do carro — Harvey, desça conosco.

— Não quer colocar uma coleira no meu pescoço de uma vez? — ironizei também abrindo minha porta.

Espera um momento… Eu era uma garota que mal sabia se defender e nem tinha uma arma. Como poderia ajudá-los em alguma cois…

De repente, sinto uma mão entrelaçando minha cintura e algo duro e gelado sendo fincado em minha cabeça. Senti minha respiração ficar pesada e o pânico tomar conta de meu corpo. Que merda estava acontecendo ali?

— Trevor — murmurei pesadamente. O idiota estava me prensando contra seu corpo e apontando sua arma em minha cabeça. — Que merda você está fazendo?

— Você é o que eles estão procurando, Harvey — respondeu normalmente. Com os lábios quase encostados em meus ouvidos. Sua respiração brincava com minha pele e eu não queria me dar ao luxo de ficar arrepiada agora. Infelizmente, me segurar não foi possível — Quero ameaçá-los, e nos dar tempo para fugir. Capiche?

— Não, e isso é doidera — retruquei com os dentes trincados.

— Lamento, mas não é algo que você possa escolher muito — riu, aproximando-se dos carros que agora se encontravam parados.

Cada automóvel se encontrava com um agente cada. Quando eles resolveram sair, percebi que todos usavam smokings e óculos escuros. Exatamente como o Will Smith em MIB. A maioria parecia bastante jovem.

Porque matar alguém com estilo é tudo, não é?

— Muito bem, Schneider. Chega de gracinhas — um dos agentes falou, apontando a arma para nós. Todos os outros fizeram a mesma coisa. — Passa a garota pra cá.

Schneider? Então esse era seu sobrenome?

E a vareta já conhecia esse pessoal?

Bem, o pai dele era um agente também. E isso se torna um tanto aceitável.

— Ora, ora. David Backer, não é? — ele questionou atrás de mim, com bastante sarcasmo — Lamento não te reconhecer. Achei que seria aniquilado em sua primeira missão.

— Muito piadista, meu caro. Agora, chega de brincar — o tal do David parecia bastante tranquilo com tudo aquilo. Aliás, ele não era nada feio. Seus fios lisos e ralos tinham um tom de castanho bonito e seus olhos eram de um tom mel. Sua pele parecia um tanto bronzeada e ele ficava o máximo naquele terno.

O único defeito era ser um assassino.

— Cara — Addie se colocou ao nosso lado, sussurrando — Parece que Willis não mandou seus melhores agentes, acho que temos alguma chance nisso.

— Hã… certo. Vamos tentar — Trevor não parecia muito seguro de si. E pra mim isso não era nada bom. — Vamos cansar David um pouquinho — riu sem humor.

Ah merda, por que eu não entendia nada do que acontecia ali?

— Vocês têm dez segundos, Schneider! — o bandido se pôs a falar novamente. David era o único que não usava óculos.

— Ei, Backer! Eu tenho uma ideia melhor! Porque você mesmo não vem buscar a garota? — o que? Esse idiota está me entregando de bandeja?

De repente, sinto meu corpo ser empurrado contra o asfalto e por pouco não quebro a cara novamente. Trevor e Addie se afastam e os caras de preto começam a se aproximar de mim. Levanto-me rapidamente e me coloco a correr como nunca.

Parece que o plano dos dois desacerebrados eram cercá-los por trás.

Dois tiros são disparados, contudo não olho pra trás. Ainda há homens correndo atrás de mim. Outros tiros vão se seguindo e o pânico vai tomando-me completamente. Uma mão se entrelaça ao redor de meu pulso e me puxa em sua direção. Não consigo raciocinar direito e tudo que faço é chutar seu… sua… masculinidade com toda força. O cara desconhecido cai aos meus pés urrando e se contorcendo de dor. Aproveito para correr mais.

Jogo-me atrás de nosso carro, ralando um pouco joelho e logo em seguida o silêncio se segue. Suspiro um tanto aliviada. Dado alguns minutos volto meu olhar ao local.

Todos os agentes estavam caídos, e havia algumas marcas de sangue sobre o chão pedregulhado. O corpo de David estava em pior estado, que me dava arrepios só de olhar.

Trevor e Addie se encontravam do outro lado, ambos ajoelhados. O magricela parecia falar algo para o bombadão, que estava desesperado. Aproximo-me de ambos e percebo que Addie havia tomado um tiro de raspão no ombro. Seus olhos estavam fechados com força e ele parecia querer segurar a dor que de alguma forma lhe torturava.

— Ai. Meu. Deus — indago perplexa — Addie, você está bem?

Que raios de pergunta é essa?

— Já estive em situações piores, não se preocupe — ele tentou sorrir, enquanto se levantava.

— Você precisa de um curativo. Isso sim! — pego em seu braço bom, arrastando-o para nosso carro.

O garoto não se opõe. Ajudo-o a sentar-se no banco traseiro e vou até a porta malas atrás de uma caixa de primeiros socorros.

— Foi mal ter te jogado no asfalto, nada pessoal — Trevor murmura passando a mão suada e manchada de sangue sobre sua cabeça, enquanto olhava fixamente pra baixo.

— Ah, não foi nada — sorrio sarcástica — Pelo menos descobri seu sobrenome.

— Faça bom uso dele, pois eu o odeio — retrucou zangado, tirando as chaves do carro do porta malas.

— Aliás — coloco-me em sua frente, animada — Vocês arrasaram. Obrigada.

— Não faço isso por você, Harvey. E sim pelos trinta milhões — indaga sem emoção dessa vez fitando-me com indiferença. — Vai entrar no carro ou não?

Respiro cansada e assinto com a cabeça.

— Ok, senhor Schneider.

Notas finais
Próximo capítulo terá mais intrigas mwahahahaha Hei, perguntinha. Com quem vocês shippam a Harvey?