Ricardo era um fotógrafo amador, obcecado por encontrar o ângulo perfeito e a paisagem mais inusitada. Em suas viagens, ele sempre levava sua câmera analógica, uma relíquia de família que ele considerava sua maior companheira. Em uma de suas andanças, ele encontrou uma fazenda abandonada, com uma casa caindo aos pedaços e um ar de melancolia. Era o cenário perfeito para sua próxima foto.

Ele entrou em casa, e o cheiro de mofo e podridão invadiu seus sentidos. A luz do sol entrava pelas frestas, iluminando o pó que flutuava no ar. A câmera em suas mãos parecia pulsar, como se estivesse viva. Ele fotografou a sala, a cozinha e os quartos vazios. O tempo passava, e ele estava completamente absorto em sua paixão.

No quarto último, ele encontrou uma velha boneca de pano, com os olhos de vidro trincados. O olhar da boneca parecia seguir seus movimentos. Ele sentiu um arrepio na espinha, mas, ignorando o medo, tirou uma foto. A câmera fez um som estranho, e a boneca parecia sorrir. Ele saiu de casa, tremendo, e foi para casa revelar as fotos.

Ao revelar a foto da boneca, ele verá algo estranho. A boneca, na foto, estava com a cabeça virada, olhando para ele. E, no fundo da foto, havia uma figura disforme, com olhos vermelhos, que parecia estar olhando para ele. O pavor tomou conta de Ricardo. Ele, então, revelou as outras fotos.

A cada foto revelada, a figura parecia mais próxima. Na última foto, tirada na sala, a figura estava parada na frente da porta, com os olhos vermelhos brilhando, como se estivesse prestes a entrar. O coração de Ricardo parou. Ele sentiu um arrepio na espinha e olhou para trás. A figura estava parada atrás dele. A última coisa que Ricardo pegou foi a câmera caindo no chão.