By The Way
6 Capítulo 6 - (I Can't Get No) Satisfaction
Notas iniciais
Tudo bem?
HOJE TEM VMA! AÊÊÊ o/o/
Bom, queria agradecer todo o apoio de vocês essa semana, com o negócio do plágio e tudo mais, mas o problema foi resolvido, falei com a garota e ela excluiu a fanfic, e não, não denunciei ela. Enfim, o assunto morreu. Muuuito obrigado por todo o apoio. ♥
Bom, eu gostei desse capítulo e eu acho que vocês vão gostar, afinal, ele tem uma notícia BOMBA aí no meio! Muahahaha
lol
Obrigado por todos os reviews, estou demorando para responder mas eu leio e amo cada um deles, e sim, vou responder tooodos! :3 É realmente importante e gratificamente pra mim saber que vocês gostam tanto de BTW! De coração, muito obrigado! :')
Enfim, queria dedicar esse cap. para a anne_cullen_jb que me mandou uma recomendação LINDA, QUE EU AMEI DEMAIS! Muuuuito obrigado sis. ♥♥
Espero que gostem do cap.!
Boa leitura!
AMO VOCÊS ♥♥
“I can't get no satisfaction, when I'm drivin' in my car, and that man comes on the radio, he's tellin' me more and more about some useless information, supposed to fire my imagination, I can't get no, oh, no, no, no, hey, hey, hey, that's what I say!”
Justin PDV
Soquei a parede de concreto tentando voltar para a Terra, tentando me lembrar de quando tudo realmente mudou, de como eu havia me tornado um grandessíssimo filho da puta, e bem, ter feito meu amor de criança por Jéssica se tornar em um jogo compulsivo.
Pois é, eu era apaixonado pela garotinha de olhos caramelo, mas juntos, com o tempo, fizemos esse sentimento evaporar no vento.
Ah claro, tínhamos crescido, e fudido com nossas vidas de vez, nos tornamos tão insensíveis, tão egoístas e frios, que até eu mesmo me surpreendia às vezes.
Virei metade do rosto, encarando de lado Jéssica dormir desajeitada em sua cama, o lençol cobria metade de seu corpo deixando suas costas nuas, e de repente senti repulsa de mim mesmo, ou da forma em como conseguia ter todas as mulheres do mundo e no fim sempre voltar para ela. Não importava com quantas mulheres eu dormisse, ou quantas delas eu enganasse, no fim do dia eu sempre voltava para Jessie, para sua cama e seu corpo em chamas, para seu sorriso insensível, porém ainda assim doce e sincero, era como se a corrente de ódio que nos unia fosse maior que tudo, e que com o tempo mais impermeável ela ficava, não importava o quanto brigássemos ou nos ofendêssemos, éramos ligados um ao outro. O que era uma merda na verdade.
Bufei pegando meu terno jogado no chão e colocando ele por cima da camiseta amarrotada e sem metade dos botões — por culpa de Jéssica — tentei arrumar meu cabelo, mas acabei desistindo de tentar algo com aquele ninho, dei uma mordidinha no ombro de Jéssica, que se revirou na cama inquieta, e logo saí do quarto fazendo alguns passinhos de dança me lembrando da letra de Satisfaction, dos Rolling Stones, e cantando mentalmente, só isso para ajeitar um pouco meu mau-humor, e ainda para piorar minha ressaca filha da puta eu teria que sair feito um ninja da casa de Jessie para os pais dela não me verem, afinal, noite passada mamãe havia fechado a porta da minha sacada, acabando com minhas chances de pular da sacada de Jessia para a minha, e agora eu teria que enfrentar a luz do sol por mais tempo correndo pelo gramado até minha casa, rosnei colocando meus óculos de sol e descendo correndo às escadas da sala principal.
- Como ousa falar aquelas coisas para Jéssica? Já pensou que alguém além de mim poderia ter escutado aquele seu chilique? – Ouvi a voz alterada do meu futuro sogrão, ecoar pelas paredes da casa, franzi a testa rindo com meu pensamento e me aproximando silenciosamente da porta do antigo escritório dele, agora entulhado com as frescuras de Hannah.
- Ela bem merecia ouvir umas verdades também, minha filha está virando uma vadia, apenas quero que ela seja um exemplo! – Respondeu nervosa, revirei os olhos, conversa mais escrota e tediosa, estava quase dando meia volta para ir embora quando ouvi uma declaração que realmente mereceu minha atenção. Aquela merda estava ficando boa, muuuito boa.
- É, mas você esqueceu o simples fato de que ela na verdade NÃO é sua filha! – Arregalei meus olhos completamente surpreso com o que tinha acabado de ouvir, mas que grandessíssima porra é essa?
- Cale sua boca! Imagine se ela escuta isso, Jéssica nunca vai saber que é filha daquela vagabunda...
Encostei minha cabeça na porta tentando escutar o nome da suposta verdadeira mãe de Jéssica, mas a fala de Hannah foi interrompida por um barulho irritante de celular, bufei irritado me ajeitando retamente, ainda tentando digerir a informação, mas a pergunta agora era outra, quem diabos era a mãe dela?
- O que faz aqui Bieber? – A voz irritante do playboy escroto, Logan, ecoou atrás de mim me fazendo dar um giro nos calcanhares virando para ele, o encarei e levantei uma sobrancelha.
- Eu que te pergunto moleque.
- Sou convidado dos Hudson, vou ficar aqui na cidade com Jessie por uma semana. – Disse prepotente, fazendo questão de frisar o “com Jessie” e levantando o nariz pra mim, revirei os olhos.
Filho da puta.
- Ah vai à merda, e mais uma vez, fica longe da Jéssica ou às coisas vão ficar pesadas pro teu lado! – Disse em um tom ameaçador, apontando meu dedo para ele e o encarando frio, o idiota sorriu irônico.
- Isso é o que vamos ver Bieber. – Disse enquanto eu me afastava, revirei os olhos mostrando meu dedo do meio, mando-o tomar bem no meio do cu e continuei a andar para fora da casa de Jéssica, ainda era cedo da manhã e eu dava graças por não ter ninguém por perto, ajeitei meus óculos de sol e puxei meu maço de cigarros, trazendo junto meu isqueiro preto com uma caveira prata, sorri torto acendendo um cigarro e o levando até boca, puxando o trago e logo soltando à fumaça, sentindo o cheiro prazeroso arranhar minhas narinas e garganta, o que me renderia um belo de um puto câncer de pulmão em alguns anos, caminhei até em casa cantarolando um trecho da música que havia ficado na minha cabeça hoje mais cedo.
“When I'm watchin' my TV and that man comes on to tell me how white my shirts can be, but he can't be a man 'cause he doesn't smoke the same cigarettes as me, I can't get no, oh, no, no, no, hey, hey, hey, that's what I say!”
Rá, como a vida é bela, agora eu sabia um segredo de estado que ninguém mais sabia, um segredo que poderia fazer a maior confusão e acabar com a vida de algumas pessoas. E claro, eu poderia, e iria, usar isso contra os Hudson.
Ah Jéssica, você que me aguarde diabinha, o inferno está prestes a começar.
Jessie PDV
Arrumei a minha roupa um tanto amassada de frente ao espelho, peguei minha bolsa e logo saí de casa sem nem ao menos tomar café da manhã, era Sábado e eu iria fazer a mesma coisa de sempre, passar o dia com Chaz, meu melhor amigo no mundo inteiro. Nós olhávamos filmes, saíamos para jantar, conversávamos sobre coisas idiotas e ríamos da cara um do outro, e às vezes, sentados em silêncio no sofá azul celeste do centro da sua sala, dizíamos exatamente tudo apenas por olhares, e por incrível que pareça, amávamos passar uma tarde inteira assim, apenas Jessie e Chaz, a dupla dinâmica.
- Ch-Ch-Ch-Chaz Somers! – Disse animada imitando a introdução da música Cherry Bomb das The Runaways para chamar Chaz tocando o interfone do seu apartamento, tamborilei meus dedos nas grades pretas da entrada, esperando ele me atender.
- Entra chata. – Respondeu dando uma risada e logo liberando o portão, o abri rindo comigo mesma e dando uma corridinha para dentro do prédio, logo entrando no elevador. Assim que cheguei no andar de Chaz dei de cara com ele sorrindo para mim, por isso amava seu apartamento, era igual ao de Blair em Gossip Girl.
- Gorducho! – Disse o abraçando forte e dando um beijo estalado em sua bochecha, Chaz revirou os olhos rindo e me puxando para a sala.
- Feiosa! – Respondeu dando um peteleco na minha testa, resmunguei fazendo bico enquanto ele apenas sorria para mim.
- E aí? Como foi a festa? – Me perguntou curioso enquanto sentávamos cada um em uma ponta do sofá, estendendo nossas pernas em cima do mesmo, de como com que nossas pernas ficassem cruzadas, como sempre fazíamos.
- Foi uma merda, como já se era de se esperar, mas eu prefiro não comentar isso. – Disse dando de ombros, Chaz entendeu o que queria dizer e constatou que acontera algo com minha mãe, como sempre, então apenas sorriu tentando me reconfortar.
- E aí senhorita "eu amo mostrar mina barriga", por que hoje resolveu mudar? – Chaz perguntou encarando a regatinha preta que havia de baixo de minha blusa, suspirei balançando a cabeça e dando de ombros, apesar de sermos melhores amigos, haviam coisas que eu preferia guardar apenas para mim mesma, segredos que tinha medo, e vergonha, de revelar para ele.
- Nada não, mas enfim, gostou do beijo de ontem? – Perguntei rindo e mandando um olhar malicioso para Chaz, ele riu revirando os olhos.
- Já tive melhores, maaas... – Abri a boca incrédula, pegando uma almofada do sofá e jogando com tudo nele, que apenas gargalhou.
- Pede desculpas agora! – Gritei me jogando em cima dele, colocando uma perna de cada lado do seu corpo, Chaz me encarou com uma sobrancelha levantada e um sorriso sacana no rosto.
- Não! Quem sabe você não me da mais um beijinho, hum? Aí sim posso te responder! – Disse fechando os olhos e fazendo biquinho, revirei os olhos rindo e dando um tapa na sua testa.
- Vamos lá, peça desculpas e diga que eu tenho o melhor beijo do mundo!
- Rá, vai nessa! – Respondeu rindo, cerrei os olhos lhe dando uma joelhada nas partes baixas, o que fez Chaz fechar os olhos gemendo de dor, gargalhei malvada. – Vamos, é a sua última chance! – Disse me preparando para dar mais uma joelhada nele, mas Chaz abriu seus olhos, que estavam marejados, e me segurou pelos braços.
- Tudo bem, tudo bem! Desculpe, você tem o melhor beijo do mundo! – Disse rápido, enquanto ainda se contorcia de dor, gargalhei alto e foi inevitável ele não rir junto, afinal eu tinha uma risada escandalosa.
- Chaz, cheguei! – Ouvimos uma voz vir do hall de entrada e acabamos nos assustando, o que rendeu os dois caídos de cara no chão.
- O que aconteceu com vocês? – Tia Susan, mãe do Chaz perguntou rindo, me levantei sorrindo amarelo enquanto Chaz tentava levantar, com o pé enroscado no tapete branco. – Bom, eu tenho que ir ajeitando as coisas do desfile lá no escretório, até mais Jessie.
- Até tia! – Disse sorrindo e abanando para ela, que se afastava de nós carregando alguns papéis, virei-me outra vez para Chaz que agora havia se recuperado da joelhada e estava esparramado no sofá, trocando os canais da TV sem interesse algum.
- E aí, o que vamos fazer hoje? – Perguntei me jogando desajeitadamete ao seu lado e cruzando minhas pernas em cima do colo de Chaz.
- Não sei, que tal pegar uma praia? Podemos ir com a galera, demora um pouco para chegar, mas aposto que vale a pena.
- Que nem da última vez? Apenas com às roupas que estamos no copo e o dinheiro que temos na carteira? – Perguntei com uma sobrancelha erguida, Chaz balançou a cabeça adorando sua própria ideia. É, seria legal.
- Tudo bem, eu ligo para Cait e você fala com os garotos! Só tem um problema, somos 8! – Disse fazendo careta.
- Na verdade não, Chris foi para um tal de acampamento com Daphne e a Payton falou comigo ontem, disse que os tios dela tinham vindo da Suíça passar um tempo na casa dela, ou seja, ela está presa lá com a família.
- Ih, você anda muito íntimo da Payton pro meu gosto! – Disse jogando uma almofada nele, fingindo ciúmes, acabamos rindo juntos. – Tudo bem, então vai ser eu, você, Justin, Ryan e Caitlin no conversível do pai do Ry, sozinhos no final de semana? Ah cara, não vai prestar! – Eu disse balançando a cabeça negativamente e soltando um riso baixo, já imaginado o que estava por vir.
[...]
- Caralho, eu estou morrendo de fome. – Caitlin disse enquanto mexia na caveira prata pendurada no espelhinho do carro, revirei os olhos tentando me ajeitar no meio do banco de trás, entre Justin e Chaz, que estavam com as pernas abertas confortavelmente me espremendo no meio.
- Pega aí. – Eu disse pegando um dos pacotes de salgadinho que os garotos tinham comprado em um posto de beira de estrada e entregando para Cait, que começou a comer enquanto Ryan dirigia batucando às laterais do carro acompanhando a batida da música que tocava no rádio, Justin o acompanhava, cantando baixinho a letra da música entre um trago de cigarro e outro, parecia perdido em pensamentos, encarando a estrada passar rapidamente, e às vezes virava o rosto me encarando confuso, nos olhávamos por curtos segundos e logo ele virava o rosto outra vez, entretido aos seus pensamentos, suspirei deitando a cabeça no ombro de Chaz, que jogava concentrado algum jogo em seu celular.
O vento de fim de tarde que batia no meu rosto era gostoso, elevando meus cabelos e me fazendo respirar fundo, virei o rosto encarando a costa da praia ao nosso lado, estávamos viajando há tanto tempo, mas era gostoso sentir o cheiro de praia, misturado com cigarro e a vodka que agora Caitlin bebia, eu estava feliz, realmente feliz.
Um sorriso brotou em meus lábios e comecei a cantar junto com Justin, “Smells Like Teen Spirit”.
- I'm worse at what I do best and for this gift I feel blessed, our little group has always been and always will until the end! Hello, hello, hello, how low! Hello, hello, hello, how low!
Gritei jogando os braços pra cima fazendo Chaz e Caitlin me imitarem, Ryan gargalhou e Justin se limitou e sorrir.
- Chegamos! – Ryan gritou estacionando o carro na areia da praia deserta, chegamos à tempo de ver do pôr-do-sol, que era simplesmente lindo, o céu mesclado em cores de azul, rosa e roxo era simplesmente incrível, o mais lindo crepúsculo que eu já tinha visto, tantas horas de viagem haviam valido a pena apenas por aquela visão, nem ao menos sabia em que cidade litorânea estávamos, mas era incrível.
- Que tal entrar no mar? – Cait perguntou, logo Chaz e Ryan gritaram um “eu” e os três destrambelhados largaram correndo em direção do mar, deixando suas roupas pelo caminho, revirei os olhos rindo e me sentando no capô do carro, cruzando as pernas e terminando de beber a garrafa de Vodka da Cait, sentindo minha garganta arranhar e meu corpo ficar mole, sorri encarando a noite chegar.
- Sabe onde estamos? – Justin perguntou baixo, se sentando meu lado e cruzando os braços atrás da cabeça, apenas dei de ombros. – Condado de Chatham, Savannah, o mesmo lugar daquele seu livro "Midnight in the Garden of Good and Evil”, que aliás, tem um nome bem interessante. – Disse me mandando um olhar subjetivo e malicioso, revirei os olhos suspirando.
- Você leu? Aliás, nunca mais me devolveu a porra do livro. – Perguntei me virando para encará-lo, Justin soltou um riso sem humor, encarando às estrelas que agora começavam a brilhar no céu.
- Claro que não, no máximo olhei a metade do filme, bem mais simples, por isso fui mal em literatura no semestre passado. – Disse fazendo careta e rindo, acabei rindo junto e o silêncio se instalou sobre nós, o que não rea realmente ruim, mas Justin estava tão quieto e sério desde hoje de manhã, perdido em seus pensamentos, como se escondesse algo que não pudesse revelar.
- E então, o que aconteceu com você? – Perguntei o encarando séria, Justin desviou o olhar permanecendo calado, encarando Cait, Ryan e Chaz brincarem na água longe de nós, rindo feito idiotas e fazendo guerras de água, mordi os lábios abaixando o olhar, tentando apagar qualquer tipo de pensamento que pudesse vir sobre a noite passada, que agora repentinamente passava em flashs na minha mente.
- Nada diabinha, estou normal. – Disse de repente, respondendo à minha pergunta com um sorriso malicioso, logo tomou um impulso saindo de cima do carro e me puxando junto com ele.
- O que é, porra? — Perguntei irritada por ter me puxando de repente, estava tão bem descansando ali, sentindo o vento bater no meu rosto enquanto sentia meu corpo se relaxar e tudo de ruim desaparecer feito faíscas no ar.
- Deixa de ser chata e fica aí. – Disse indo até dentro do carro e mechendo em algo no rádio, bufei cruzando os braços, ficando parada ali encarando as ondas do mar se quebrarem nas pedras ao longe, e logo ouvi uma melodia preenchendo meus ouvidos e não pude deixar de rir ao encarar o Bieber.
- Qual é! Livin’ La Vida Loca?
- Cala a boca e não enche! – Disse me puxando pela mão e começando a dançar, gargalhei alto ao sentir o vento ricochetear meu rosto enquanto o Bieber me girava pela mão direita. Justin devia estar muito bêbado mesmo, mas como eu também estava acabei me deixar levar pelo momento, que eu devia admitir, estava sendo divertido.
Ele me girou outra vez e logo me puxou de volta, fazendo nossos corpos de chocarem, sorri o encarando em silêncio, Justin tinha os olhos mais lindos do mundo, nem mesmo os olhos de Logan poderiam competir com a cor incomum e brilhante dos olhos do Bieber.
- And once you've had a taste of her you'll never be the same, she'll make you go insane. – Bieber disse me encarando profundamente, fazendo meu corpo inteiro se arrepiar enquanto suas mãos deciam pelas minhas costas, e logo me puxou para um beijo quente e apressado, seus lábios se encaixavam certamente nos meus, enquanto parecíamos ter movimentos ensaiados, poderia odiar o garoto à minha frente, porém tinha que admitir que sim, ele me levava a loucura em apenas um segundo.
- Hey, podem ir parando com a pouca vergonha aí! – Ryan gritou se jogando no meio de nós dois, revirei os olhos dando uma última olhada em Justin e me afastando dali, caminhando até Cait e sentando ao seu lado na areia.
- Sinto falta desses momentos sabe? Parece que quanto mais nós crescemos, mais afastados ficamos. – Disse se virando para me encarar, dei um sorriso fraco a abraçando de lado.
- É sempre assim amiga, às pessoas crescem, viram filhos da puta e te esquecem, mas não se preocupe, juramos ser melhores amigas para sempre não? – Perguntei a encarando e levantando meu dedo mindinho, Cait riu levantando seu dedo e fazendo nosso antigo cumprimento.
- Sempre. – Concordou me abraçando. – E Jessie, podemos estar mais afastadas, por que querendo ou não nossas vidas mudaram, e agora temos problemas também, eu..é só que... é complicado, mas você pode contar comigo sempre, tudo bem? — Disse se atrapalhando nas palavras, sorrindo com os olhos marejados.
- Obrigado Cait, você também!
E ficamos ali o resto da noite, os garotos fizeram uma fogueira na areia e começaram a tocar violão, cantávamos músicas antigas, mas ainda assim, às melhores, e por um momento eu voltei no tempo, quando às coisas ainda eram um pouco normais, quando ainda éramos adolescentes relativamente controlados, quando juntávamos os oito expremidos em um carro, sem carteira de motorista, dirigindo sem destino, quando apenas nossas piadas sem graça eram o bastante para acabar com a tristeza, onde os problemas eram apenas problemas. E o único vicio existente era chocolate e salgadinhos, bom, talvez um pouco de cerveja, mas nada muito forte, é, às coisas haviam mudado demais.
Bons tempos que nunca mais iriam voltar.
Notas finais
Humm?? Haha
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS!
Ps: Estou com uma nova one-shot, quem quiser ler: http://www.fanfiction.com.br/historia/158541/Sparks_Fly
Ps2: Gostaram da nova capa? :3
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