By The Way
7 Capítulo 7 - You
Notas iniciais
Tudo bem?
Então, aqui está mais um capítulo para vocês e tipo, preciso de ajuda! No prólogo da fanfic fala que eles trocam de corpo, o que vocês acham, devo fazer isso ou continuar a fanfic assim como está? Por favor, me deem suas opiniões! (:
Enfim, estou tão feliz que já comprei os ingressos do show do Jus!! Quem ir no show em POA na pista premium tenta me achar lá! LOL a garota de roxo! LOOOOOOOOOOL
Então, fiz o cap. com todo o amor do mundo, e espero realmente que vocês gostem! Muuuuuito obrigado por todos os reviews, eu amei cada um deles, de coração, obrigado por tudo, vocês são às melhores leitoras do mundo! ♥♥♥♥
Boa leitura!
Desculpem qualquer erro, não tive tempo de revisar D:
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS ♥♥
“You can't feel me, no, like I feel you, I can't steal you, no, like you stole me, and I want you in my life and I need you in my life”
- Eu não preciso de vocês. – Jéssica dizia com os olhos fechados, sentindo suas lágrimas caírem pelo rosto enquanto todas as pessoas naquela sala branca pareciam a encarar com nojo, ou melhor, encarar suas cicatrizes, e tudo aquilo o que ela era, porém tinha vergonha de ser. – Eu não preciso de nenhum de vocês! – Afirmou mais uma vez, agora se agachando para pegar a blusa jogada de qualquer jeito no chão, a colocando rapidamente enquanto sentia seu rosto queimar de vergonha, e a última gota de sua suposta dignidade rolar ralo a baixo.
- DE NENHUM DE VOCÊS! – Gritou agora saindo correndo de sua casa, dando passos grandes enquanto corria desesperadamente pelo jardim até fora da grande mansão, pegando a rodovia e tentando desviar dos carros, sentia seu estômago revirar, então se lembrava daquelas pessoas a encarando, julgando-a como nunca antes fora julgada, Jessie constatou então que ela era apenas um grão de areia nesse devasto mundo, e que talvez, em algum momento ela tenha se perdido de si mesma, sendo tão fria que por um momento sim, ela havia merecido aqueles olhares.
E aquilo foi como uma chuva de meteoros em sua cabeça, como pudera ser tão medíocre, a ponto de pensar que estava tudo bem em toda sua anormalidade, a ponto de pensar que ela era o centro do mundo, e que poderia fazer tudo o que desejasse.
- JÉSSICA VOLTE! – E então finalmente alguém tinha ido atrás dela, alguém se importava em salvar a garota de sorriso quebrado, alguém estaria com ela até o fim do mundo, Justin, ele sempre estava ali.
Apesar de todos os apesares.
- NÃO! EU NÃO POSSO! EU NÃO POSSO! – Gritava colocando as mãos na cabeça enquanto adentrava a floresta da beira de estrada, procurando um refúgio seguro, para então se reerguer, e como uma linda fênix, surgir das cinzas.
- EU NÃO POSSO!
Jessie PDV
Arfei abrindo meus olhos e me sentando rapidamente, sentindo o mundo inteiro girar em volta de mim, tentei respirar ainda com dificuldade e passei a mão na testa, notando que ali estava suando, ótimo, mas alguns daqueles sonhos que tinha, sobre a mesma merda.
Assim que minha respiração normalizou olhei para os lados, com a pouca iluminação que tinha, Ryan e Caitlin dormiam abraçados em cima de uma toalha ao meu lado direito, pareciam estar em um sono pesado, suspirei olhando para meu outro lado, Chaz dormia de cara na areia, babando feito um bebê, ri comigo mesma vendo as coisas de Justin ali no chão desarrumadas, constatando que ele não estava ali, suspirei me levantando e tirando os restos de areia da minha roupa, começando a andar beira mar, tentando encontrar o idiota do Bieber.
- O que você faz aqui? – Perguntei o encarando, estava afastado, de frente para as rochas, parecia apreciar o barulho das ondas batendo nas mesmas, e logo se desmanchando perto da plataforma, sorri abertamente com a visão um tanto escura por falta de iluminação.
- Não te interessa. – Disse rude, ainda sem me encarar, colocando o saquinho que segurava em mãos ao lado do seu corpo, sentado na areia.
Suspirei, ele estava se drogando, outra vez.
- Você só está cheirando isso, ou tem algo a mais? – Perguntei calma, sentando-me ao seu lado, Justin balançou a cabeça, a colocando entre os joelhos, o ouvi fungar e senti uma lágrima solitária rolar pelo meu rosto, e apesar disso eu não sentia nenhum tipo de sentimento dentro de mim, era como se tudo estivesse vazio, e minha lágrima estivesse apenas escapando da maldade, da frieza.
- É só isso, e os cigarros claro, aquele lance com o ecstasy foi só aquele dia, eu nunca mais vi uma daquelas pílulas na minha frente, mas enfim, que se foda também. – Disse dando de ombros, com o olhar perdido pelas ondas do oceano, senti minha respiração falhar, eu não conseguia raciocinar direito qualquer merda que ele estivesse dizendo.
Porém ainda que não admitisse eu sabia perfeitamente o que ele estava sentindo, pois já havia me sentindo assim diversas vezes, deste mesmo jeito, me sentindo um grande poço de nada.
- Você se lembra de quando tínhamos oito anos, e você me pediu em namoro? – Perguntei o encarando, Justin soltou um riso sem humor, enquanto sua expressão parecia ficar vazia, e um tanto irônica.
- Como ia me esquecer? Desde aquele dia que jurei a mim mesmo que iria te odiar pela eternidade. – Respondeu frio, ainda sem me encarar, suspirei desviando meu olhar também, lembrando quando foi que eu e Justin nos desviamos de vez, quando tudo começou a dar errado, claro, desde criança sempre implicamos um com o outro, sempre estávamos brigando, mas apesar de tudo tínhamos uma amizade, estranha, mas mesmo assim uma amizade, até que um belo dia Justin chega até o jardim lá de casa com um girassol, onde eu estava brincando de chá com minhas novas amiguinhas e se declara pra mim, claro que era apenas um negócio de criança, porém eu sabia que ele nunca havia se esquecido o jeito como eu ri dele e disse um belo não, e não fora por mal, é só que...eu tinha oito anos, eu era bobinha e adorava implicar com todo mundo, mas infelizmente não me toquei naquele momento que isso poderia ferir os sentimentos do garoto a minha frente, eu só queria ficar brincando com minhas amiguinhas, e o Bieber, bom, ele apenas havia chegado na hora errada.
- Antes de toda aquela confusão você disse que apesar de todas nossas brigas, xingamentos e do suposto ódio que já sentíssemos um pelo outro você sempre estaria ali para me ajudar, por que apenas nós dois entendíamos o que o outro sentia, e eu te disse o mesmo, que de alguma forma, tínhamos uma ligação.
- Onde pretende chegar com isso? – Perguntou visivelmente alterado, abaixei o olhar para minhas mãos, tentando medir às palavras.
- É só que...eu estou aqui tudo bem? Eu sempre vou estar aqui apesar de tudo, você me ajudou aquele dia, e sempre que precisar, eu também posso te ajudar. – Disse sincera abrindo um sorriso fraco ao final da frase, Justin balançou a cabeça, transtornado, colocando às mãos na mesma e começando a se xingar, suspirei me aproximando mais dele, vendo que seu rosto estava mais branco que o normal, e que agora um filete de sangue descia por seu nariz.
- Não preciso da sua ajuda! Não sou um problemático como você, uma vadia depressiva e imprestável! – Berrou se levantando e apontando o dedo pra mim, respirei fundo tentando não perder a cabeça.
Mentira, ele precisava sim da minha ajuda e eu não podia ser uma filha da puta, somente por agora.
- Sim, eu tenho problemas, mas não aja como se você também não tivesse! Droga, por que faz isso com você!? – Perguntei inconformada, tentando achar alguma lógica em tudo aquilo, porém acabava voltando para o mesmo lugar, estaca zero.
Justin me encarou bravo, seus olhos pareciam borbulhar ódio, e ele passou a mão pelo rosto, limpando o sangue que agora sujava seus lábios macios.
- Pelo mesmo motivo que você! Me diga Jéssica, por que VOCÊ se corta!? Por que faz todas essas coisas como você mesma? – Perguntou me encarando irônico, com um sorriso vitorioso no rosto, senti meu corpo amolecer enquanto eu tentava achar alguma resposta coerente para sua pergunta, uma resposta que na real não existia, ou talvez eu apenas tivesse medo e vergonha de revelar.
E o silêncio se instalou por longos e massacrantes minutos, e eu constatei que pela primeira vez devia ser sincera e justa, até por que Justin estava sobre efeitos de drogas, logo que amanhecesse ele não se lembraria de merda alguma, e tudo isso para ele apenas seria um vago sonho que ele deveria ter tido.
- Por que sou fraca. – Finalmente respondi sua pergunta, o encarando profundamente, vi seus olhos cor de mel se arregalarem, totalmente surpresos pela revelação totalmente inesperada, é, eu havia chocado o Bieber com a verdade nua crua e totalmente sincera. Seus olhos marejaram e ele respirou pesado, com dificuldade o abracei forte enquanto sentia ele me apertar contra seu peito, afundando seu rosto em meus cabelos.
- Olha...está tudo bem. – Disse tentando o encorajar enquanto sentia seu coração bater rápido e descompassado contra meu peito, engoli em seco abraçando Justin mais forte, e nem ao menos sei quanto tempos ficamos ali imóveis, sem falar absolutamente nada.
- Vamos entrar no mar? – Perguntou quebrando o silêncio com um tom temeroso em suas palavras, suspirei encarando seus olhos avermelhados, assentindo com a cabeça e me levantando junto com ele, ele tirou sua camiseta enquanto eu fazia o mesmo com as minhas duas blusas, as jogando na areia e abraçando minha cintura com os braços, tentando esconder às cicatrizes agora um tanto melhores, mas Justin apenas sorriu, passando toda a coragem suficiente que eu necessitava para ser verdadeira com ele, suspirei derrotada abaixando meus braços, e me arrepiando pelo frio da noite, Justin parou na minha frente estendendo seus braços para baixo e espalmando suas mãos na parte de trás de minhas coxas, entendi o que ele queria e logo soltei um risinho, dando um impulso e pulando em suas costas.
Justin me segurou forte e correu em direção do mar, berramos juntos ao sentir a água extremamente gelada bater violentamente em nossa pele, e logo depois gargalhamos, sentindo aquela sensação maravilhosa tomar conta de nossos corpos, quase como se, sei lá...estivéssemos deferentes.
Justin me largou no chão, porém se virou de frente pra mim e colou nossos corpos gelados por conta da água, nos encaramos por longos segundos e foi inevitável o que aconteceu a seguir, seus lábios encostaram-se aos meus e pela primeira vez senti que Justin Drew Bieber não era uma pessoa ruim, e que eu na realidade não queria o seu mal.
Apenas éramos dois adolescentes perdidos e confusos, não que fosse dizer isso para ele claro, mas acho que ele entendeu o que senti assim que nossos olhos se encontraram e pela primeira vez nenhum dos dois sorriu irônico ou debochado. Apenas sorrimos, um leve sorriso sincero, que por menor que fosse havia mudado algo ali, eu porém não nunca saberia dizer o que era.
Justin PDV
Era segunda feira outra vez, e depois de um final de semana super foda, devo admitir, havíamos voltado para a tortura costumeira de segunda feira.
O tempo havia virado em Atlanta, o sol estava forte e o céu completamente azul, o que rendia um belo dia para o jogo da grande final do nosso time do coração, Atlanta Braves, que aliás estava animando a cidade inteira e especialmente a mim e Ryan, nós estávamos até com a camiseta e o boné do time, contando às horas para às aulas acabarem e todos nós irmos para o estádio de baseball ver a final do campeonato, me escorei no capô do carro e fiquei ali me agarrando com Ashley até às aulas começarem, claro, a garota era uma vadia chata, irritante e fútil, porém apesar de ser totalmente escrota era gostosa pra caralho, e vivia me dando mole, então eu seria um imbecil se não aproveitasse os momentos em que ela praticamente esfregava seus peitos na minha cara quando todos estavam olhando, me perguntava se em parte isso não era para tentar irritar Jessie, já que às duas se odiavam, mas preferia ignorar o assunto.
E por falar na minha diabinha favorita...lá estava ela, descendo da BMW preta que o pai tinha lhe dado de aniversário, parecia querer entrar no clima, já que usava um boné vermelho dos Atlanta Braves, que combinava com sua roupa inteira, que se resumia em uma blusa com a boca com a língua para fora dos Rolling Stones e um short minúsculo, que mostrava bem suas penas torneadas, sorri malicioso quando ela percebeu que eu a encarava, Ashley bufou, se esfregando mais ainda em mim tentando ganhar, sem sucesso algum, minha atenção, porém estava ocupado demais encarando Jéssica e sua beleza nada artificial, ela era minha garota, a melhor de todas. E ainda que tenha tido ela tantas vezes, de alguma forma eu sempre queria mais.
- Justin! Você me escutou amorzinho? – Ashley soltou um gritinho com aquela voz irritante, revirei os olhos finalmente olhado pra ela.
Qual é, garota chata pra cacete. Coloquei às mãos na cabeça sentindo minha dor voltar, não lembrava muito deste final de semana, sabia que havia me drogado, porém Jéssica não tinha dito nada além disso, eu sabia que ela estava me escondendo coisas mas preferia não comentar, ainda estava em vantagem, sabia um grande segredo, mas antes de revela-lo e abaixar a bola da Hudson precisava descobrir quem era a mãe dela, e algo me dizia que a mulher estava bem mais perto do que eu imaginava, e isso sim me intrigava.
Balancei a cabeça tentando não pensar no assunto e me virei prestando atenção em Ashley.
- O que é Ashley? – Perguntei já ficando irritado, escutando o sinal da escola bater, peguei minhas coisas e caminhei na direção opostas às salas de aula, afinal, eu e Jéssica teríamos que ir a tal psicóloga ou sei lá o que do colégio durante o primeiro período.
- Você vai comigo no jogo de hoje a tarde não é?
- É...é! Tenho que ir agora, a gente se fala depois. – Disse deixando ela no vácuo e correndo para a sala da tal psicóloga, assim que entrei Jéssica já estava sentada lá, logo encarei a mulher a sua frente, era baixinha, tinhas os cabelos extremamente pretos, devia ter uns 40 anos e usava um vestido totalmente colorido, suspirei a cumprimentado e me sentando ao lado de Jessie.
Jessie PDV
- Meu nome é Jolie Smith, e não é nenhum prazer conhecer vocês. Eu conversei com o diretor e realmente estou surpresa de tudo o que ouvi. – Começou a dizer, nos encarando com os olhos cerrados, revirei os olhos e Justin bocejou ao meu lado, colocando os pés em cima da mesinha de centro. – TIRE OS SEUS PÉS DAÍ! – Ela berrou me assustando, Justin arregalou os olhos e tirou os pés na mesma hora. – Já constatei que será inútil ficar falando mil coisas aqui na frente, já que isso entrará por um ouvido e sairá pelo outro. Conheço bem o tipo de vocês, ricos, tem vários problemas em casa, e conflitos com vocês mesmos, mimados, infantis, insensíveis e sem escrúpulos, odeiam um ao outro exatamente por serem iguaiszinhos, já vi isso muitas vezes, e acreditem, isso não vai levar a lugar nenhum, você provavelmente será um drogado derrotado na vida. – Disse apontando para Justin, engoli em seco me sentindo totalmente mal por suas palavras tão sérias e concretas. – E você, se não se matar provavelmente vai ser uma prostituta depressiva. – Desta vez disse apontando para mim. – E ao final de tudo irão se encontrar outra vez, e tudo que irão ter vai ser vocês mesmos, vão ser obrigados a conviverem juntos e descobrir e real história de cada um, os verdadeiros sentimentos, vão se arrepender pelo que fizeram, por serem tão tolos e finalmente vão tentar mudar, porém será tarde demais, vocês destruíram com vocês mesmos e agora já não há mais volta, e é exatamente por isso que estou aqui. Para não deixar isso acontecer. – Agora o silêncio entre mim e Justin era mortal, eu me sentia sufocada como se suas palavras fossem chutes no estômago, como se aquela mulher me conhecesse melhor do que eu mesma, o que por um momento eu tive certeza que sim.
- Vocês vão aprender a respeitar um ao outro, vão ver que nem tudo o que parece ser é! – Agora sua voz parecia um suspiro, senti meu corpo se arrepiar, como se uma energia estranha estivesse no lugar, aquela mulher era louca, e estava me enlouquecendo.
- E o que vai fazer para isso acontecer, hum? Trocar nossos corpos? Rá! – Justin disse soltando uma risada irônica se levantando. – Me poupe, tenho mais o que fazer. – Disse pegando sua mochila e saindo apressado da sala, revirei os olhos fazendo o mesmo que ele, deixando a mulher para trás sem nem ao menos dar um tchau, não via a hora de ir para casa, largar minhas coisas e ir para o jogo com Logan, que aliás estava próximo de mim desde o final de semana.
Eu diria até mesmo um “próximo demais”. Mas eu gostava disso, ele era diferente dos outros, não de um modo ruim, apenas...diferente.
E conseguia algo que às vezes nem Chaz conseguia, me fazia esquecer dos problemas, até mesmo o maior de todos, Justin. Não que fosse extremamente bom, pois algo me dizia que o Bieber e eu ficaríamos mais ligados do que nunca, eu somente não sabia por que, e na real, tinha receio de pensar sobre.
Suspirei pesadamente, sentindo meus olhos pesarem por conta da falta de sono acumulada com todos os acontecimentos e problemas que foram jogados na minha cabeça essa semana.
É Jéssica, tem como piorar?
Ri sem humor algum, afinal nada é tão ruim que não possa piorar, eu só esperava que esse não fosse o meu caso.
Notas finais
Hum? VAMOS LÁ! Haha
Beijooos :*:*
AMO VOCÊS s2s2s2
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