O choque que Homura sentia era profundo, ela achava que nunca mais veria algo como aquilo. Ela era incapaz de dizer qualquer coisa. Kyubey, por outro lado, estava com a mesma cara de sempre, incapaz de demonstrar o que ele estava pensando, mas ele não sentiu vontade de expressar sua opinião.

– Entendo, então era de algo assim que você tinha falado. Realmente é interessante, mas temo que algo assim atualmente não esteja em nossos planos. Afinal, nós prezamos mais pela eficiência de uso do que pela quantidade. E você. – Ele olhou em direção ao “pinguim”, como Homura havia resolvido chamar aquele estranho ser. – Não pense que as coisas serão tão simples. Manipular humanos em beneficio próprio não é algo bem visto. – Ele não percebeu o tamanho de sua hipocrisia, mas como ele poderia saber, se apenas Homura se lembrava de como as coisas eram?

O “pinguim” riu maniacamente, o que era um pouco perturbador, considerando seu rosto perpetuamente cheio de ódio, como se fosse uma paródia diabólica de Kyubey. – Por favor, vocês Incubators são os melhores nesse tipo de coisa, manipular outros seres e afins. Ambos sabemos o quão fácil é se manipular qualquer ser vivo, se você utilizar o imediatismo do mesmo. Pela tendência natural das coisas, tudo voltará ao seu ritmo natural! – E com isso, ele decidiu que era a hora de se retirar.

Kyubey produziu um som que parecia um suspiro. – Melhor cuidar disso primeiro, depois eu acho melhor pensarmos em algo a fazer a respeito daquele... pinguim, foi assim que você o chamou, não?

Aquilo doía, ela achava que nunca mais precisaria fazer algo como aquilo. Ela murmurou – Madoka, você está vendo isso? Por que... – A expressão que tomou conta do seu rosto era mais dura do que o normal.

Se ela ainda pudesse voltar no passado... Teria voltado dois meses atrás e impedido que algo assim ocorresse.