A minha respiração estava fraca, e eu não conseguia enxergar quem me arrastava. Somente, distingui que era bem forte. Fui jogada no chão... na areia. Estava na praia. Me levantei, e quando vi quem era, não consegui acreditar.

- Luiza? — perguntei.

- Quem achou que era? — ela respondeu — Algum monstro maligno que veio de pegar! Se esconda, ou faça o que sabe de melhor. Chore.

Uma força incondicional tomou conta de mim, e eu bati em sua cara, com tanta vontade, que ela acabou caindo.

Me ajoelhei ao seu lado, e com uma mão, prendi seu braço.

- Repete o que eu faço mesmo — gritei.

Ela me olhava assustada, mas no fundo, com um sarcasmo dançando em seu olhar.

- Não disse nada — respondeu.

Bati de novo em seu rosto.

- Resposta errada — falei — Tenha coragem e diga de novo.

- Você é uma fraca — Luiza cuspiu — Não aguenta ouvir a verdade não é mesmo, Alice? Não consegue encarar que está perdendo o jogo. E agora, pelo amor dos deuses, saia de cima de mim! Alguém vai ver.

- Ninguém vai ver — retruquei — Se não viram você me arrastando, não vão ver isso. Fraca – repeti, rindo — Se estivesse passando pelas mesmas coisas que eu, com as mesmas vírgulas, eu te daria o by Text-Enhance\">direito de falar o quisesse a meu respeito.

- Isso é só ciúmes! Você não presta para nada! É apenas mais uma filha de Poseidon. Uma inútil! Assim como seu meio-irmão.

Sem pensar duas vezes, bati novamente.

- Para com isso! — ela gritou, com lágrimas nos olhos.

- Foi sua ideia me trazer até aqui. Eu não pedi para que você me puxasse e começasse a dizer coisas desnecessárias sobre mim, só por saber o meu nome.

Luiza me encarou por alguns segundos, como se quisesse formular uma resposta inteligente, mas não conseguiu, afinal, ela estava errada.

- Me deixe sair daqui — pediu.

- Para quê? Tentar fazer alguma coisa comigo?

- Acabei de fazer as minhas unhas. Não vale estraga-las com lixo.

Minha fúria só aumentava. Cada minuto que eu olhava para ela, eu sentia ainda mais a vontade de fazer com que ela desaparecesse. Queria afoga-la bem ali. O pouco de juízo que me restara, me advertiu que aquilo seria uma besteira, que ecoaria todos os dias em minha mente.

- Se engasgou com as palavras, queridinha? — Luiza sussurrou com um sorriso em seus lábios.

Acho que meu olhar jorrou raiva nela, porque sua expressão ficou horrorizada. Peguei em seu cabelo, levantei sua cabeça, e joguei com força na areia. Ela começou a chorar na minha frente.

- O. Que. Foi. Isso? — a voz era familiar, e me odiei por ter feito aquilo.

Olhei para o lado, e vi Percy me encarando.

- O que você está fazendo? — ele perguntou horrorizado, puxando meus braços, e me tirando de cima de Luiza.

- Alice é uma doente! — ela gritou — Estava apenas querendo resolver as minhas coisas com ela!

- O quê? — berrei — Quem foi mesmo que arrastou a outra até aqui e começou a irritar?

Luiza se aproximou, e puxou o meu cabelo. Eu ri.

- É só isso que sabe fazer? — provoquei — Que tipo de semideusa é você? Como pretende sobreviver assim? É assim que deve fazer — quando comecei a chegar mais perto dela, Percy me puxou e me abraçou, para que eu não saísse de seus braços.

- Isso acaba aqui — ele decidiu.

Luiza deu meia volta, e começou a caminhar em direção ao chalé. Percy me soltou, e inesperadamente, me virou em sua direção.

- O que acabou de acontecer, Alice? — ele perguntou.

- Eu.. Eu não sei — disse — Quer dizer, sei! Ela começou a dizer coisas sobre mim! Eu já estava irritada e...

- Ei — Percy me interrompeu — Não era motivo para transforma-la em saco de pancadas. Se bem, que foi bom ver que agora está melhor nas lutas — ele sorriu — Preciso encontrar Annabeth. Promete para mim, que dá próxima vez que te encontrar, não vou ter que separar outra briga?

- Prometo — murmurei.

Ele assentiu, então começou a se afastar.

A lua começou a aparecer no céu, e um calafrio me percorreu. Daqui algumas horas, eu estaria saindo do lugar mais seguro que existia para mim.

Notas finais
Mil tretas KKKKKKKKKKKKKKK espero que estejam gostando ^^