Busca De Um Amor
7 O boato se espalha
Quando você está prestes a sair de um lugar onde sua by Text-Enhance\">vida é garantida, by Text-Enhance\">para ir em direção à morte, a sensação não é uma das melhores.
Antes do jantar, treinei um pouco de luta com o chalé de Hefesto, e perdi somente by Text-Enhance\">para os garotos que tinham o dobro da minha altura.
Fui direto tomar banho e colocar vestes limpas, e segui ao Pavilhão de Refeitório. Me servi como ja me acostumara, e entrei na fila by Text-Enhance\">para fazer a oferenda.
Sentei-me ao lado de Percy. Ficávamos sozinhos na mesa, mas pelo menos, tínhamos como conversar. Notei que a maioria dos olhares se voltavam contra mim, e os murmurios iam ficando mais fluentes.
– O que está acontecendo? — perguntei.
Percy me olhou atentamente, e em seguida por todo o Pavilhão.
– Luiza não perdeu a chance de espalhar a todos o que aconteceu — ele disse — Conhece boatos, nunca terminam do jeito que começaram, e garanto que a versão espalhada é a dela.
Meu estômago se revirou, e eu não conseguia mais olhar para a comida. Não me arrependi em nenhum momento do que eu fiz, afinal, foi merecido.
– Então todos acham que eu tenho problemas... — falei com um tom de sarcasmo. — Que vou sair por ai batendo em todo mundo que quiser falar comigo.
– Mais ou menos isso — ele falou, e só depois perceber que eu havia sido irônica — Ah, mas não se preocupe! Em pouco tempo isso acaba. Amanhã mesmo eles podem esquecer.
Não vão, pensei Dequalquerforma, não estareiaqui.
Apenas sorri. Quando começaram a se retirar, decidi que o melhor seria ir junto. Me adentrei em meio a multidão, tentando não ser notada. A última coisa que queria, era todos apontando para mim ou até mesmo se afastando.
De repente, me puxaram pelo rabo de cavalo que eu havia feito. Era nessas by Text-Enhance\">horas que eu odiava meu cabelo. Ele parava na cintura e era consideravelmente bonito, mas ultimamente só me atrapalhava. Todas as vezes que eu lutava, ele decidia grudar em meu rosto. Essa, foi uma das vezes, que desejei não tê-lo.
Fui levada até um canto, e consegui ver que era uma menina, alta e forte. Qual era o problema das pessoas em simplesmente me chamar?
Ela parou e olhou para mim. Já havia visto ela antes...
– Clarisse — ela disse como se soubesse o que eu pensava — E você... é a famosa Alice.
Hesitei em concordar, só pelo "famosa".
– Estão falando tanto assim sobre mim? — eu disse tentando não rir, que era o efeito que me dava quando ficava nervosa.
– Ah estão! — ela limitou em sorrir — E garanto que meu chalé adorou a história!
– E qual é seu chalé? — perguntei, um tanto curiosa.
– Ares — respondeu. Logicamente eles devem gostar de brigas, então eu dei uma história divertida à eles — Eu gostei de você! O jeito que ameaçou Luiza com sua espada...
– Eu o quê? — interrompi. Não me lembrava de nem se quer ter tocado em meu bracelete esses últimos dias.
– É o que estão dizendo por aí — Clarisse deu de ombros — De qualquer forma, você é uma das minhas.
Ela sorriu e se retirou. Restava apenas algumas pessoas no refeitório, e Annabeth vinha em minha direção.
– Venha — ela disse — A fogueira fará você esquecer de tudo isso.
Então Annabeth também sabia. Apenas concordei e a segui.
A fogueira estava rodeada de campistas. Os filhos de Apolo tocavam, enquanto os outros cantavam.
Todos reunidos, na proteção fornecida pelo acampamento.
Guardei cada sorriso e rosto que vi. Em caso de tristeza, aquilo me alegraria.
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