Busca De Um Amor
6 Minha força melhora
A minha respiração estava fraca, e eu não conseguia enxergar quem me arrastava. Somente, distingui que era bem forte. Fui jogada no chão... na areia. Estava na praia. Me levantei, e quando vi quem era, não consegui acreditar.
- Luiza? — perguntei.
- Quem achou que era? — ela respondeu — Algum monstro maligno que veio de pegar! Se esconda, ou faça o que sabe de melhor. Chore.
Uma força incondicional tomou conta de mim, e eu bati em sua cara, com tanta vontade, que ela acabou caindo.
Me ajoelhei ao seu lado, e com uma mão, prendi seu braço.
- Repete o que eu faço mesmo — gritei.
Ela me olhava assustada, mas no fundo, com um sarcasmo dançando em seu olhar.
- Não disse nada — respondeu.
Bati de novo em seu rosto.
- Resposta errada — falei — Tenha coragem e diga de novo.
- Você é uma fraca — Luiza cuspiu — Não aguenta ouvir a verdade não é mesmo, Alice? Não consegue encarar que está perdendo o jogo. E agora, pelo amor dos deuses, saia de cima de mim! Alguém vai ver.
- Ninguém vai ver — retruquei — Se não viram você me arrastando, não vão ver isso. Fraca – repeti, rindo — Se estivesse passando pelas mesmas coisas que eu, com as mesmas vírgulas, eu te daria o by Text-Enhance\">direito de falar o quisesse a meu respeito.
- Isso é só ciúmes! Você não presta para nada! É apenas mais uma filha de Poseidon. Uma inútil! Assim como seu meio-irmão.
Sem pensar duas vezes, bati novamente.
- Para com isso! — ela gritou, com lágrimas nos olhos.
- Foi sua ideia me trazer até aqui. Eu não pedi para que você me puxasse e começasse a dizer coisas desnecessárias sobre mim, só por saber o meu nome.
Luiza me encarou por alguns segundos, como se quisesse formular uma resposta inteligente, mas não conseguiu, afinal, ela estava errada.
- Me deixe sair daqui — pediu.
- Para quê? Tentar fazer alguma coisa comigo?
- Acabei de fazer as minhas unhas. Não vale estraga-las com lixo.
Minha fúria só aumentava. Cada minuto que eu olhava para ela, eu sentia ainda mais a vontade de fazer com que ela desaparecesse. Queria afoga-la bem ali. O pouco de juízo que me restara, me advertiu que aquilo seria uma besteira, que ecoaria todos os dias em minha mente.
- Se engasgou com as palavras, queridinha? — Luiza sussurrou com um sorriso em seus lábios.
Acho que meu olhar jorrou raiva nela, porque sua expressão ficou horrorizada. Peguei em seu cabelo, levantei sua cabeça, e joguei com força na areia. Ela começou a chorar na minha frente.
- O. Que. Foi. Isso? — a voz era familiar, e me odiei por ter feito aquilo.
Olhei para o lado, e vi Percy me encarando.
- O que você está fazendo? — ele perguntou horrorizado, puxando meus braços, e me tirando de cima de Luiza.
- Alice é uma doente! — ela gritou — Estava apenas querendo resolver as minhas coisas com ela!
- O quê? — berrei — Quem foi mesmo que arrastou a outra até aqui e começou a irritar?
Luiza se aproximou, e puxou o meu cabelo. Eu ri.
- É só isso que sabe fazer? — provoquei — Que tipo de semideusa é você? Como pretende sobreviver assim? É assim que deve fazer — quando comecei a chegar mais perto dela, Percy me puxou e me abraçou, para que eu não saísse de seus braços.
- Isso acaba aqui — ele decidiu.
Luiza deu meia volta, e começou a caminhar em direção ao chalé. Percy me soltou, e inesperadamente, me virou em sua direção.
- O que acabou de acontecer, Alice? — ele perguntou.
- Eu.. Eu não sei — disse — Quer dizer, sei! Ela começou a dizer coisas sobre mim! Eu já estava irritada e...
- Ei — Percy me interrompeu — Não era motivo para transforma-la em saco de pancadas. Se bem, que foi bom ver que agora está melhor nas lutas — ele sorriu — Preciso encontrar Annabeth. Promete para mim, que dá próxima vez que te encontrar, não vou ter que separar outra briga?
- Prometo — murmurei.
Ele assentiu, então começou a se afastar.
A lua começou a aparecer no céu, e um calafrio me percorreu. Daqui algumas horas, eu estaria saindo do lugar mais seguro que existia para mim.
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