Burning Fire

18 Capítulo 18


Notas iniciais
Olá pessoal! MIIIL DESCULPAS pela demora absurda! Espero que gostem.

– Hoje não é um bom dia para isso, Victor. Vou pedir pra você dar o fora, e se não sair, saio eu mesma.

Como eu tinha certeza que ele não ia sair, deixei o dinheiro do café na comanda, e levantei, em direção à casa de Reed. Precisava pegar alguns relatórios para estudar em casa, que, no desespero de sair daquele lugar (pois, ingenuamente pensei que meus pensamentos ficariam lá também), acabei esquecendo.

Quando passei pela cadeira onde ele estava sentado, ele segurou meu braço. Respirei fundo, nada surpresa por isso ter acontecido.

– Por favor. Vamos conversar um pouco. Eu não mordo.

Rolei os olhos e puxei meu braço. Mas ele era esperto. Estava óbvio que eu ia fazer isso. E no mesmo instante, ele segurou meu braço mais forte. Segurei um grito de dor e surpresa. Ele me puxou para baixo, para que sua boca ficasse próxima ao meu ouvido.

– Escute aqui, garota. Isso ainda não acabou. Se você não quer cooperar, não importa. Tenho outros métodos para te fazer falar. Cansei de ser bonzinho.

Quando ele terminou seu discurso “maligno”, eu gritei:

– ME SOLTA. SOCORRO!

Imediatamente, um garçom e um guarda que passavam pela rua pararam para me ajudar. Por sorte, meu braço estava bem vermelho no local onde ele apertou. Victor soltou imediatamente, e eu corri, ignorando os gritos dos homens pediam para que eu voltasse. Corri o mais rápido que pude, e o quanto eu pude. Não tinha me afastado muito do prédio, então logo cheguei.

Voei até o elevador, apertei o botão que levava até a cobertura de Reed um zilhão de vezes, como se adiantasse alguma coisa.

Quando as portas do elevador se abriram, o Quarteto já havia chegado. Disso que fui até a esquina tomar um café, e não mencionei nada sobre saber do beijo de Johnny. O traidor, dilacerador de corações, sorriu descaradamente quando me viu entrar. Ignorei totalmente e atravessei a sala onde eles estavam, fui até o escritório. Quando fechei a porta atrás de mim, me encostei na mesma e respirei fundo. “Calma, garota, não chora, não chora, não chora.”. Ouvi batidas na porta cinco segundos depois. A voz de Johnny fez com que minha concentração fosse por água abaixo, e eu desabei a chorar.

Com meus olhos embaçados pelas lágrimas, catei os relatórios de cima da mesa, e guardei cuidadosamente na minha bolsa, cuidando para não molhar.

Abri a porta e saí dali, o mais rápido possível, e com a cabeça abaixada. Johnny me seguiu, e era lógico que iria me alcançar. Ele puxou meu braço, no mesmo lugar onde Victor havia segurado com tanta força, que ainda estava vermelho e doía um pouco. Johnny percebeu que estava vermelho.

– O que você fez no braço, Amber? – ele perguntou, analisando cuidadosamente.

– Eu caí – disse. Porém, minha voz de choro era evidente demais. Senti sua mão em meu queixo, puxando para cima, fazendo com que meus olhos, vermelhos de tanto chorar, o fitassem.

– O que aconteceu? – A preocupação era clara na voz dele. Por esse motivo, tive vontade de esbofeteá-lo ali mesmo. Tive vontade de gritar. De cair no chão e chorar ainda mais. Mas simplesmente me livrei do toque dele. Ajeitei a postura, e caminhei em direção à saída. Passei por Reed e Sue, sussurrando um “até amanhã”, e, somente quando cheguei em casa, que eu desabei na cama, e chorei. Ouvi o celular tocar incansáveis vezes. Mas eu sabia quem era, e não iria atender. Eu só ia chorar. Chorar até dormir.

Notas finais
O que acharam? Me sigam no twitter para mais informações: @_nirvania