Notas iniciais
Ei, aí??? Como estão??? Dei uns retoques na capa, pessoal! Sei que estavam ansiosos para esse capítulo. Aproveitem!!! Tenham uma boa leitura!!! Obs: Música do capítulo: Nobody's Perfect da Jessie J. E LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!

Alguns dias depois...

P.O.V Da Jade

Eu já tinha recebido o meu pagamento e mais uma bela quantia que por sinal eu tinha o total direito de receber após ser demitida. Todo o dinheiro havia sido depositado direto na minha conta, só tive que ir lá na Editora para assinar alguns papéis. Não vi o Oliver, ele mandou o novo assistente me entregar os papéis, era um jovem por volta dos 20 anos, gentil e muito educado que me recebeu sendo muito atencioso.

Eu precisava seguir em frente e arranjar outro emprego. Mas não estava sendo nada fácil para mim. Era minha culpa. Agi como uma verdadeira vadia cheia de interesses. E o Oliver tinha razão por estar tão bravo comigo. Eu havia o magoado.

Por mais que ele fosse um cretino, ele tinha sentimentos e não se deve brincar com os sentimentos das pessoas. As pessoas não são brinquedos. E eu errei. Pisei na bola com ele e estava muito arrependida.

Se eu pudesse voltar atrás... Será que era tarde demais para tentar me desculpar novamente? Será que algum dia ele iria me perdoar?

Eu sou humana. E humanos não são perfeitos. Cometemos grandes erros. E aprendemos com eles, certo?

E eu não poderia sequer negar... O Oliver me fazia falta. Muita falta. Eu estava acostumava a vê-lo quase todos os dias. Eu ia acabar enlouquecendo com isso... Sentir saudades era algo novo para mim.

Sua voz. Seu cheiro. Seus sorrisos sacanas. Suas mãos em mim. Seu corpo no meu... Por Deus. Por quê eu não parava de pensar nele? Por quê ficar longe dele estava sendo uma tortura? Eu nunca havia me sentido assim antes... Com ninguém.

Albert Oliver era uma exceção.

"Puta merda! Será que estou... Não! Não pode ser... Será?"

Quando dei por mim... Eu estava chorando no meu carro em pleno estacionamento da Editora.

Não havia ninguém ali. Tentei ligar o carro. Eu precisava ir pra casa. O painel acendeu, mas logo apagou. Tirei a chave e girei novamente. Nada. O meu carro não queria ligar de jeito nenhum.

Não era possível. Ele estava em perfeito estado. Tinha algo de errado. Saí do automóvel. Eu ia procurar ajuda...

— Paradinha aí. — Senti algo duro e gelado tocar a minha nuca.

— Pode levar a minha bolsa, mas não me machuque... — Fiquei nervosa.

Pensei em me virar e acertar uma bolsada na cara do assaltante.

— Eu não quero a porra da bolsa. Eu quero você! — Quando reconheci aquela voz, o meu corpo todo endureceu e eu senti um calafrio me percorrer.

"Não... Por favor, não..."

— S-Sinjin? — Minha voz saiu baixa e um trêmula.

— É bom saber que ainda lembra de mim, sua vadia! — Riu com sarcasmo.

— SOCORRO! — Gritei com todas as minhas forças.

Logo em seguida senti algo bater em minha cabeça e minha vista turvou... E tudo foi escurecendo.

[...]

P.O.V Do Beck

Contratei um novo assistente, ele era bem pontual, prestativo e fazia tudo com agilidade. Não tive nenhum problema com ele. Quer dizer... O único problema era o seu café. Era fraco demais e enjoativamente doce. Jade me sempre preparava um ótimo e delicioso café...

"Droga! Por quê eu tinha que ficar pensando nela o tempo todo?"

Tinha que me focar no trabalho. Apenas no meu trabalho. E parar de pensar nela de uma vez por todas.

Ela era uma... Não. Xingá-la não ia adiantar nada. Eu ainda estava ressentido. A raiva tinha passado. Mas a mágoa ficou.

Ouvi uma batida na porta.

— Entre. — Fechei o meu E-mail e deixei meu notebook pessoal de lado.

— Com licença, senhor Oliver, mas um homem chamado Sinjin Van Cleef lhe mandou entregar esse recado. — Liam, o meu novo assistente me entregou um pequeno envelope vermelho.

— Sinjin Van Cleef? — Estranhei.

— Sim, senhor, ele me abordou lá na lanchonete e me pediu para entregar isso ao senhor. — Explicou.

— Obrigado. Pode voltar para a sua sala. — O dispensei sendo o mais gentil possível.

Apenas o fato de ouvir o nome daquele maldito, já havia me deixado nervoso...

Abri o envelope e tirei o bilhete que estava nele.

"Estou com a sua vadia!"

Aquelas cinco palavras foram o suficiente para me deixar irritado e intrigado.

O que significava aquilo? A West estava com ele?

Meu celular vibrou em meu bolso. O peguei rapidamente. Era uma mensagem.

Uma mensagem dela... Eu sequer havia tirado ela dos meus contatos. Seu apelido piscava no visor. "Jay"...

Desbloqueei o aparelho. Abri a mensagem.

"Estou com a cadela que sempre me rejeitou. Você é o único que pode salvá-la. Você me chutou da Editora e eu nem recebi por meus direitos. Quero 600 mil por idenização. Venha sem a polícia. O endereço está no anexo."

Reli aquela mensagem umas três vezes.

Chequei o endereço que estava no anexo.

Aquilo só poderia ser algum tipo de brincadeira de mau gosto.

Digitei uma rápida mensagem e enviei. Eu não estava acreditando naquilo. Eu precisava de provas.

Meu celular vibrou. Era outra mensagem. Uma foto tinha sido mandada.

— Filho da puta! — Falei entre dentes.

Era uma foto da Jade... Ela estava amarrada numa cadeira. E estava tão indefesa. Desmaiada.

Senti o meu sangue ferver.

Sinjin Van Cleef iria pagar muito caro por aquilo.

Jadelyn West havia me magoado... Mas eu estava fodidamente apaixonado por aquela mulher.

Ninguém é perfeito. Ela errou feio comigo. Eu também já cometi muitos erros na vida.

[...]

P.O.V Da Jade

Quando acordei, me vi presa a uma cadeira. Cordas apertadas em volta nos meus pulsos e tornozelos. Eu estava num galpão que parecia abandonado... Aquele lugar tinha pouca iluminação e fedia a mofo molhado. Minha cabeça doía. E Sinjin estava ali na minha frente sorrindo maldoso.

— Que bom que acordou, agora podemos nos divertir, boneca. — Se aproximou e rasgou minha blusa.

— Não toque em mim. Eu nunca vou ser sua... Tenho nojo de você! — Cuspi na cara dele.

— CRETINA! — Me deu uma bofetada.

Limpou o rosto. E acariciou minha bochecha, no local atingido. Senti vontade de chorar.

— Tão linda... Finalmente eu vou te possuir... — Ele era louco?

— Isso é sequestro... Não me machuque. Me solta, eu prometo que não vou dizer pra ninguém... Por favor, Sinjin, apenas me deixe ir... — Implorei.

— NÃO! — Berrou. — Eu sempre te pedi uma chance e você nunca me deu. Você nunca me deu a atenção que eu merecia. Você só me procurava quando precisava de um capacho. Eu sempre te ajudei em tudo. Sempre te admirei. E você sequer ligava para mim... Você me rejeitava como se eu fosse um cachorro vira-lata. Você é uma vadia! Estava dormindo com o próprio chefe. O que ele tem de especial? Dinheiro? Agora você também vai abrir as pernas para mim... — Rasgou a minha saia social.

— NÃO! — Comecei a me debater. — ME DESCULPA, POR FAVOR, SINJIN, NUNCA FOI A MINHA INTENÇÃO TE MAGOAR! — Eu tentava relutar desesperada.

— Não adianta gritar, ninguém vai te ouvir e ele vai demorar para chegar... Até lá eu vou me divertir bastante com você. — Tentou me apalpar.

O Oliver não vinha. Sinjin ia conseguir... Ninguém ouviria os meus gritos. Ele poderia até me matar.

Continuei relutando... As cordas estavam apertadas. Me machucavam.

— P-por f-favor... — Gaguejei com medo. — Atira logo em mim. Eu prefiro morrer... — Aquilo era a verdade. Eu jamais me entregaria para ele.

— TIRA AS MÃOS DELA, SEU DESGRAÇADO! — Ouvimos um grito.

Os dois cairam no chão... A arma deslizou para longe. Fiquei ali aflita sem poder fazer nada.

Ele tinha vindo... Eu nem estava botando fé que ele viria por mim.

Imobilizou o Van Cleef, sentou sobre a barriga dele e iniciou uma série de socos certeiros. Um murro atrás do outro. Oliver estava fora de sí.

Sinjin nem ao menos pôde se defender. Tinha sido pego desprevenido.

— PARE! CHEGA! VOCÊ VAI MATÁ-LO! — Me apavorei vendo o sangue que escorria do nariz do Sinjin.

Ele estava apagado. E continuava apanhando. Oliver batia sem dó.

— JÁ CHEGA! — Gritei mais alto.

Eu não queria que ele fosse preso por homicídio. Não valia a pena.

E finalmente, ele o largou... Saiu de cima do Sinjin bufando de raiva. Estava muito ofegante.

Me olhou, encarando-me. Nunca me senti tão indefesa, vulnerável e exposta.

Abaixei o rosto, envergonhada.

Fechei os olhos quando senti ele se aproximar.

Sua respiração estava irregular. Levantei o rosto e abri os olhos. Nossos olhares se encontraram.

— Beck... — Sussurrei com vontade de chorar.

— Vou te soltar agora... — Agiu rápido desamarrando a corda que estava nos meus pulsos.

Se abaixou para desamarrar meus tornozelos.

Me ajudou a levantar da cadeira.

— Obrigada... — Minha voz saiu embargada.

Beck não falou nada, apenas me abraçou com força. Comecei a chorar.

— Ele abusou de você? — Sua voz saiu trêmula.

— Ele tentou... — Eu não podia mentir.

Seu corpo tremeu. Ele respirava com força.

— Vou matá-lo... — Sua voz saiu baixa.

— Não! Eu te imploro, não faça isso... Vamos ligar para a polícia. Ele vai pagar por tudo atrás das grades. — Apertei ele contra o meu corpo.

— Estou com tanta raiva... Vamos sair daqui. — Me afastou.

Tirou o paletó e colocou em mim.

— Ele bateu em você... — Tocou no local que ainda estava dolorido. — E eu quase bati em você naquela noite... — Parecia arrependido.

— Já passou... Vamos esquecer isso, ok? — Olhei em seus olhos.

— Não, Jade. Eu fui muito bruto com você. — Se afastou fechando os punhos.

— Você estava bêbado... — Me aproximei. — E tudo que importa agora foi o que você fez. Você me salvou. Se arriscou por mim! — Foi um belo ato. Eu reconhecia. — Por quê? Eu nem mereço o...

— Porque eu te amo. — Me interrompeu.

— O quê? — Aquilo me surpreendeu.

— Estou completamente apaixonado por você, Jadelyn West. — Admitiu.

Senti vontade de chorar... Apesar de tudo... Ele me amava.

— Você me perdoa? — Perguntei.

— Sim, claro que sim. Você errou. Ninguém é perfeito. — Sussurrou. Seus olhos estavam marejados.

— Acredite em mim, eu também sinto o mesmo. — Avancei sobre ele juntando nossos lábios.

Seus braços rodearam minha cintura. E ele me beijou com calma e delicadeza, como se tivesse com medo de me machucar... Eu estava tão emocionada que comecei a chorar durante o beijo. O moreno não se importou, apenas continuou me beijando.

Por quê demorou para cair a minha ficha? Eu estava apaixonada por aquele homem. E era recíproco.

"Mas eu nunca quis te machucar

Sei que já está na hora de aprender

A tratar as pessoas que eu amo como quero ser amada

Esta é uma lição aprendida"

"Odeio ter te decepcionado

E eu me sinto tão mal com isso

Eu acho que o carma volta

Porque agora sou eu quem está sofrendo"

"E eu odeio ter feito você pensar

Que a confiança que tivemos foi quebrada

Então não me diga que você não pode me perdoar

Porque ninguém é perfeito, não, não, não, não

Não, não, não, não, não, não, não

Não, não, não, ninguém é perfeito"

Notas finais
E aí??? O que acharam??? E o idiota do Sinjin atacou novamente... Esperavam por isso??? Agora ele vai ter o que merece hehe O que acharam do Oliver indo salvar a nossa morena??? E essas declarações de amor no final??? Amei escrever cada palavrinha. No próximo capítulo teremos um Hot daqueles. Vocês estão com saudades das partes hots, né??? Então escolham: A) Hot leve (Com uma pegada romântica). B) Hot selvagem (Bem pesado). C) Mega Hot (Com direito a tudo... Vocês já sabem do que estou falando). Escolham!!! Bjs e até o próximo. P.S.: Gostaram da capa modificada???