Burning Desire - Bade
27 A Melhor Sensação
Notas iniciais
P.O.V Do Jade
Beck ligou para a polícia e tivemos que ir até a delegacia para darmos nossos depoimentos. O Van Cleef poderia pegar até 5 anos de cadeia, ia ter o que merecia, e eu estava aliviada por aquilo. Tirando o susto, eu estava bem, apenas um pouco abalada, não precisei ir para o hospital.
— Me leva para a casa. — Pedi colocando o cinto de segurança.
Ele ligou o aquecedor do carro luxuoso.
— Não. Vou te levar para o meu apartamento e vou cuidar de você essa noite. — Disse com certa suavidade, num tom que transmitia carinho e segurança.
À caminho para a delegacia, eu tinha ligado para a Tori e contei tudo. Ela surtou um pouco. Só se acalmou quando falei que o Oliver estava ao meu lado. O André estava com ela. Eu estava bem apesar de tudo, era isso que realmente importava.
Decidi mandar uma mensagem para ela avisando que eu ia passar a noite na casa do Beck.
— Você foi o meu herói! — Olhei para o belo moreno que estava concentrado ao volante.
Ele dirigia sem pressa. Eu estava tão agradecida. Ele tinha se arriscado por mim. Poderia ter se machucado, mas ele me salvou e deu uma surra no Sinjin.
— Não foi nada demais, o Van Cleef jamais me intimidaria. Não tenho medo dele. — Falou convicto.
— Mas ele estava armado. — Argumentei.
— Eu só pensei em você, fiquei com medo do que ele pudesse fazer com você, se fosse preciso eu tomaria 10 tiros para salvar a sua vida. Já passou, mas eu faria tudo de novo, tudo para te manter a salvo. — Suas palavras sinceras me tocaram.
Senti meus olhos marejarem. Ele me amava. Albert Oliver seria capaz de morrer por mim.
— Eu nunca vou esquecer disso. — Eu estava emocionada.
Ele olhou para mim e abriu um sorriso tão lindo. Parou no sinal vermelho e pegou minha mão.
— Você está segura agora, e eu prometo que vou cuidar de você. — Beijou minha mão.
Assenti, como aquele homem conseguia ser tão maravilhoso?
[...]
P.O.V Do Beck
Chegamos no meu apartamento, entrei primeiro e acendi as luzes. Eu sabia que a Jade se sentia confortável ali, ela poderia ficar no meu apartamento o quanto quisesse, eu não iria me importar. Não mesmo. Fechei a porta e passei a chave.
— Vou tomar banho. — Disse indo para o meu quarto.
A segui, assim que chegamos no quarto, ela se despiu e colocou as roupas no cesto. Fiz o mesmo, rumamos para o banheiro, em silêncio adentramos o box.
— Água morna. — Murmurou enquanto eu ligava o chuveiro elétrico.
Ajustei a temperatura. Um jato de água caiu sobre nós. Jade fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Passou as mãos pelo cabelo que logo ficou ensopado.
Ela abriu os lindos olhos claros e sorriu para mim.
— Ele bateu em você... Aquele desgraçado! — Trinquei os dentes.
— Não foi nada. Estou bem. — Se encolhei, abraçando o próprio corpo.
Neguei balançando a cabeça, me aproximei ainda mais e toquei no hematoma que estava destacado em sua pele alva e delicada.
— Dói? — Alisei sua bochecha levemente inchada.
— Se apertar, sim. — Sua voz saiu baixa.
— Ele nunca mais vai tocar em você, eu prometo, ok? — Beijei sua testa com carinho e a abracei.
— Não quero mais tocar nesse assunto, só quero tentar esquecer... — Seus braços se apertaram ao meu redor. — Vamos tomar banho. Estou com fome. — Encostou os lábios no meu peito.
— Tudo bem, não vamos mais falar nisso. — Concordei.
25 minutos depois...
Ela ficava linda usando uma de minhas camisas. A camisa de linho azul-bebê fazia um belo contraste com seu tom de pele e realçava seus olhos. Seus cabelos negros caiam ondulados por suas costas, ela secou com a toalha, quer dizer, pelo menos tentou secar e usou meu pente para desembaraçar.
Lá estávamos nós na minha cozinha, eu sentado numa baqueta, escostado no bancada enquanto observava a Jade de frente para o fogão.
Uma pequena panela e uma frigideira estavam no fogo. O cheiro que saia de ambas era delicioso.
— Para de me olhar. — Se virou apontando uma colher para mim.
— Não estou olhando para a sua bunda. — Levantei as mãos e abri meu melhor sorriso inocente.
Aquilo era verdade. Eu não estava secando o corpo dela.
A morena abaixou a colher e soltou uma pequena risada.
— O que tá olhando, então? Nunca viu uma mulher cozinhar antes? — Um sorrisinho debochado brotou em seus lábios.
— Tirando a dona Andrea, você é a primeira mulher que cozinha para mim. Eu não trago mulheres para cá. As que eu já levei para a cama nem sabiam quebrar um ovo. — Expliquei.
Ela riu e revirei os olhos.
— Quêm é essa dona Andrea? — Arqueou uma sobrancelha bem feita.
— Não precisa ficar com ciúmes, a dona Andrea cuida da limpeza e às vezes cozinha para mim. Ela deve ter uns 50 anos. — Respondi.
— Não é ciúmes, é curiosidade. — Desviou o olhar, voltando a mexer nas panelas.
— Sei... — Sorri e fui até ela, abraçando-a por trás. — Eu só quero você. Você já é minha e eu sou todo seu. — Afastei seus cabelos levemente úmidos e beijei seu pescoço.
[...]
P.O.V Da Jade
Nos afastamos ofegantes, segurei seu rosto com ambas mãos, sua respiração quente e mentolada se misturava com a minha.
Creme dental e balinhas de canela. Seu gosto era muito bom. Eu estava sentada no colo dele, com as pernas ao redor dele. Nos beijamos novamente.
Nossas línguas se tocavam em carícias lentas. Ele não me apertava como costumava fazer, apenas acariciava a minha cintura.
Deslizei os dedos por seu cabelo, sentindo os fios macios entre eles. Não os puxei, apenas os toquei com carinho da mesma forma que ele estava me tratando.
Com amor e carinho. Sim, amor. Sendo tão afetuoso. Chegava a ser fofo.
Aquele lado do Oliver estava sendo uma novidade para mim. Não reclamei. Eu estava gostando e ele sabia disso...
— Por quê está agindo assim? — Perguntei quando pausamos o beijo.
Respirei fundo. Ele passou os braços ao redor da minha cintura.
— Assim como? — Franziu o cenho.
— Você sabe... Sendo tão carinhoso. — Falei.
— Você está gostando. Não pode negar. — Sorriu.
— Eu quero você agora. — Comecei a erguer sua camiseta.
— Vamos com calma, temos a noite toda. — Me deu um selinho.
— Eu sei... — Soltei a sua camiseta.
Comecei a desabotoar a camisa que ele tinha me emprestado.
— Me deixa fazer isso... — Afastou minhas mãos dos botões.
— Vai fazer amor comigo? — Perguntei.
— Vou. A noite toda. — Terminou de abrir a camisa expondo meu corpo seminu.
Suas mãos percorreram o meu corpo com certa lentidão. Me tocando. Acariciando... Já conhecia cada parte sensível. Sabia como me tocar e me dar prazer.
Beijou meu pescoço. Ombros. Busto.
— Oliver... — Suspirei sentido sua boca tocar a minha barriga. Aquilo me causava deliciosos arrepios.
Subiu para os meus seios, beijando ambos.
— Por favor... — Estremeci.
— Calma, minha linda. — Me deitou no colchão macio.
As mãos quentes e másculas tocaram as laterais da boxer que peguei emprestada. Deslizou o tecido macio para baixo, me despindo por completo.
Afastei as coxas. Beck beijou ambas. Uma de cada vez. Estremeci e gemi por antecipação quando sua respiração bateu na minha parte mais íntima... Seus dedos finalmente me tocaram.
— Beck. — Apertei a colcha da cama.
Minha pele estava toda arrepiada. Meu clitóris pulsava. Eu estava ansiando por sua boca em mim.
Ele me beijou lá antes de me abrir usando os dedos e tocar o clitóris com a ponta da língua.
Sem pressa. Numa tortura prazerosa. Ele usou os dedos e a língua para me estimular... Me deixando excitada e relaxada. Prontinha para ele.
Se colocou entre minhas pernas, encaixando nossos corpos, sem quebrar o contato visual... Foi me penetrando bem devagar.
Nossos dedos se entrelaçaram, suas mãos grandes esquentando as minhas. Ergui os quadris, recebendo todo seu comprimento.
Gememos. Sorri encarando seus lindos olhos castanhos. Nunca havia sentido nada igual antes.
Nos movíamos num rítmo lendo. O senti ir mais fundo. Apertei minhas coxas em torno dele. Meu moreno gemeu contra meus lábios.
Abri a boca, sua língua tocou a minha, ele me beijou no mesmo rítmo de suas estocadas. Soltei suas mãos.
Comecei a acariciar suas madeixas perfumadas e macias. Me movia junto com ele.
Eu me sentia amada. Aquela era a melhor sensação. Segura em seus braços. Recebendo amor e carinho.
Sua boca percorreu meu pescoço. Seus lábios quentes chegaram no meu lóbulo direito.
— Eu te amo, Jadelyn. — Sua voz saiu ainda mais rouca.
— Eu também te amo, Albert. — O chamei pelo primeiro nome.
E nós fizemos amor pela primeira vez... Nos amamos intensamente a noite toda.
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