Burning Desire - Bade
8 Hospitaleiro
Notas iniciais
P.O.V Do Beck
Encostei a morena na parede e abri a porta, entrei e acendi a luz da sala, larguei seus sapatos e a bolsa no sofá. Voltei para o corredor, ela estava cantarolando, nenhuma canção fazia sentido. A conduzi para dentro do meu apartamento e tranquei a porta.
– Quero fazer xixi. — Cambaleou e tropeçou nos próprios pés, sua queda foi amortecida pelo carpete macio e felpudo que tinha na sala.
Me abaixei não segurando a risada, agarrei sua cintura e a ergui depressa. Sua risada ecoou, alta e contagiante. Risada engraçada de bêbada.
A levei para o banheiro mais próximo, o que ficava no corredor. Eu morava num apartamento grande e aconchegante. Tinha dois quartos, um com suíte, sala de estar, cozinha americana, um banheiro, escritório, academia e uma sala de jogos.
Deixei ela no banheiro e fechei a porta, me encostando na mesma. Suspirei.
– Ela é apenas sua secretária. — Sussurrei para mim mesmo.
Esperei dois minutos contando no relógio e bati na porta. Estava silêncio demais. Nenhum som de descarga. Nenhuma resposta vindo dela quando a chamei.
– Vou entrar. — Avisei e abri a porta.
"Puta merda!"
Ela estava apenas de calcinha, as mãos apoiadas na pia de mármore. O vestido preto estava caído aos seus pés.
Limpei a garganta, enguli em seco e por fim perguntei:
– Tudo bem?
– Estou com calor. Muito calor... — Ela tentava abrir a torneira.
Não era de girar e sim de apertar. Quase tudo era moderno e automático no meu apartamento.
Adentrei o banheiro, evitando olhar para o seu corpo seminu e abri o box. Liguei o chuveiro, ajustei a temperatura e conduzi minha bela e bêbada secretária para dentro do box.
– Cuidado. — Segurei sua cintura com mais firmeza.
Ela gemeu quando a água levemente gelada tocou sua pele. Tombou a cabeça e eu tive que a segurar contra mim. Acabei me molhando.
– Isso não é engraçado... — Falei entre dentes, ouvindo sua risada soar pelo banheiro.
A empurrei para perto da parede revestida de ladrilhos azul-escuro e cinza-claro. Apoiei suas costas ali.
A visão de seu corpo molhado e seminu me deixou desconcertado. Ela estava usando apenas uma calcinha preta toda rendada, que acabou grudando nela, ficando ainda mais transparente.
A pele alva fazia um belo contraste com seu cabelo negro e ondulado. Seu corpo era cheio de curvas, sua cintura era fina e seus quadris eram largos, a barriga lisinha, coxas grossas e torneadas.
Olhei para o belo par de seios que aquela mulher tinha. Eram seios volumosos, empinados e estavam com os mamilos rosados durinhos. Ela tinha pintinhas espalhadas pelo busto e ombros enfeitando sua pele branquinha...
"Sou homem, porra! Impossível não reparar numa mulher linda como aquela..."
– Não posso ficar aqui, sou seu chefe e acima de tudo sou homem... Você está molhada, quase nua... E o pior de tudo, você está chapada. — Falei mais para mim do que para ela.
Um sorrisinho sacana brincou em seus lábios carnudos e vermelhos, o batom estava intacto... Seus olhos azuis estavam numa tonalidade escura, quase cinzas...
– E daí? — Deu um passo à frente, cambaleante. — Você me quer... Vou tirar a calcinha. — Deslizou as mãos para as laterais do tecido molhado.
– Não ouse! — Me virei e caminhei para fora do box, ela riu como se aquilo fosse hilário.
Saí do banheiro, encostei a porta. Minha pulsação estava acelerada, mesmo molhado do peito para baixo, eu sentia o calor percorrer o meu corpo. Eu a queria e muito. Meu pau pulsante e latejante era a prova daquilo.
[...]
– Fique quietinha, a minha cama não é pula-pula. — Tentei repreendê-la.
A louca estava pulando na minha cama, gargalhava como uma garotinha num parquinho. Subi na cama e tentei contê-la, ela me derrubou e caiu em cima de mim, o colchão macio amorteceu minha queda e meu corpo a dela.
A morena estava usando uma das minhas boxers e um moletom marrom-escuro. Não foi fácil vestí-la, ela estava agindo como uma criança travessa, não parava quieta.
– Deixa eu fazer trancinhas no seu cabelo? — Desfez o meu coque.
– Nem fodendo. — Ri afastando suas mãos.
Sorriu e fez bico, seus olhos azuis me encararam curiosos.
– Você precisa dormir. — A tirei de cima de mim e ela tombou na cama, caindo de pernas abertas. — Vou cobrir você e apagar a luz. — Abaixei o moletom, estendi o cobertor cobrindo-a da cintura para baixo.
– Me abraça... — Murmurou fechando os olhos.
Afastei os fios negros do seu rosto sem maquiagem e me afastei da cama. Fui até o guarda-roupa, peguei outro cobertor, apaguei a luz do quarto, deixando-o apenas o abajur ligado e me acomodei na poltrona, era um móvel que estava ali mais por enfeite.
– Boa noite, Jadelyn. — Murmurei sonolento.
[...]
No dia seguinte...
P.O.V Da Jade
Acordei sentindo meu corpo leve e mole, voltei a fechar os olhos e virei na cama. O colchão parecia mais macio, eu me sentia tão confortável. Ouvi uma porta batendo, aquilo bastou para me fazer abrir os olhos, sonolenta e morrendo de preguiça, bocejei e sentei na cama.
– Bom dia, Bela Adormecida! — Um moreno entrou no meu campo de visão.
E não era qualquer moreno. Era o meu chefe...
"Ai, merda! Oh, não, não, não..."
Me levantei apressada, me enrolando no cobertor e quase caí.
Seus cabelos estavam molhados, gotículas escorriam por seu peito liso e desciam para o abdômen, ele estava apenas com uma toalha branca presa ao quadril.
Desviei o olhar, nervosa, mordi o lábio inferior.
– Seu vestido está pendurado no banheiro. — Me informou.
– Nós... Nós... — A pergunta acabou ficando entalada.
– Sim. A noite foi longa. — Seu tom malicioso me causou arrepios.
– Ah, não... — Choraminguei.
"Droga, eu não deveria ter bebido... Pelo menos não acordei com ressaca."
Sua gargalhada ecoou pelo quarto. Olhei para ele confusa.
– É brincadeira. Eu nunca transei com uma mulher chapada, não sou esse tipo de cara. — Confessou para o meu alívio.
– Eu não devia estar aqui. — Falei olhando para baixo.
– Não mesmo, mas eu não podia te largar por aí ou te deixar lá. Você teria sido abusada ou coisa pior... — Disse com tom severo.
– Obrigada por cuidar de mim. — Chutei meu orgulho e agradeci.
– Não precisa me agradecer. Pode usar o banheiro à vontade. Sua calcinha está pendurada no box, eu lavei. Tem toalha limpa no armário e escova de dentes novas. — Me informou.
– Quê? Lavou minha calcinha? — Por Deus, aonde eu poderia enfiar minha cara?
– Lavei. — Sorriu, descarado. — Estava molhada e... — Sorriu, malicioso. — Não era só água... — Deixou bem claro.
[...]
Coloquei meu vestido, desembaracei meu cabelo e calcei meus sapatos. Não achei minha bolsa no quarto. Os móveis eram pretos, as paredes cinza-chumbo e era um quarto bem masculino, o piso amadeirado, carpete cor de vinho e o guarda-roupa dele era enorme.
Saí do quarto e me deparei com um corredor espaçoso. As paredes eram de cor neutra, num tom marrom-claro. Passei por duas portas e segui para o final do corredor...
Cheguei numa sala decorada com quadros bonitos, carpete felpudo, um jogo de sofá cor de vinho, mesinha de centro com tampo de vidro, uma poltrona preta, TV enorme de tela plana presa à parede e aparelho de DVD.
A cozinha era estilo americana, o balcão era a divisa entre a sala/cozinha. O moreno estava de costas, preparando algo para o café da manhã. Caminhei indo para a sua cozinha que era equipada, muito bonita e moderna.
Havia uma frigideira sobre o fogão estilo grill, me aproximei sentindo o delicioso cheiro de omelete.
– Gosta de omelete com queijo e presunto? — Perguntou.
– Nunca comi. — Fui sincera. — Eu só coloco tomate e orégano no meu omelete. — Falei.
– Sente-se e se sirva à vontade. — Disse apagando o fogo.
Olhei para a mesa redonda com quatro lugares. Estava posta com frutas, torradas e potinhos de geléia. Fui até lá e abri a garrafa térmica, servi as duas xícaras que tinha ali sobre pires.
– Tem pão de fôrma e suco se preferir. — Avisou colocando um omelete num prato, era um omelete bem grande.
O moreno pegou uma faca e um garfo, partindo-o ao meio. Colocou a metade em outro prato e o empurrou para mim.
– Prefiro café. — Inalei o cheiro delicioso e beberiquei após soprar. Gemi saboreando o café forte e puro, estava uma delícia. Melhor que o café da Tori.
Reposei a xícara no pires, peguei um garfo e faca, cortei um pedaço de omelete e provei.
– Muito bom. Você colocou uma pitada de pimenta mexicana? — Perguntei após engulir. Eu sentia um certo tempero forte e ardoso na ponta da língua.
– Sim. Pimenta mexicana e presunto defumado. — Sentou-se à mesa. — Morei durante dois meses no México. As mulheres mexicanas e a culinária são divinas. — Comentou dando um sorrisinho cafajeste.
– Os homens mexicanos são calorosos... Eles tem pegada. Ah, que saudades do Carlos Ramirez. — Suspirei.
Meu querido chefe fechou o sorriso e franziu o cenho.
– Quêm é esse sujeito? — Cortou um pedaço de omelete com força.
– Carlos era meu vizinho. Ele sempre fazia Enchiladas e Ensopados de carne para mim. Sabia muito bem como usas as mãos... — Foi minha vez de sorrir maliciosa.
– Hum... — Mastigou com força. Prendi o riso.
– O que foi? — Pisquei, usando meu tom de inocência.
– Nada. — Respondeu frio quando terminou de engulir.
– Ouvi falar que canadenses são ruins de cama. E que tem o "documento" pequeno... — Provoquei para ver a cara dele.
O moreno apenas riu com gosto e limpou a boca.
– E você acredita nisso? — Me encarou.
Dei de ombros e tomei um longo gole de café.
[...]
– Obrigada pela hospitalidade. E por ter feito o "trabalho" da minha amiga. Ela me abandonou para curtir em um lugar mais reservado e me deixou ali com os tubarões... — Bufei. Eu ia dar um duro na Vega.
– Tubarões? — Riu me acompanhando até a porta.
– Você me entendeu. — Revirei os olhos.
– Claro. Pode apostar, os "tubarões" queriam muito te devorar e eu te salvei. — Ele disse risonho.
Ajeitei minha bolsa no ombro, subindo a alça.
Só deu tempo de chegar até a porta, num gesto rápido e calculado, o Sr. Oliver me empurrou contra a madeira, prensando seu corpo alto e magro, com alguns músculos definidos no meu...
Arfei surpresa, um pouquinho assustada com sua atitude.
– Mas o que o senhor...
Ele prensou os lábios finos e macios nos meus. Senti suas mãos másculas em minha cintura. Prendeu meu lábio inferior entre os dentes, gemi contra a sua boca, foi a sua deixa... Sua língua quente e úmida invadiu a minha boca. Canela e café era o gosto do seu beijo. Delicioso, adocicado e quente.
Ele colocou um dos joelhos entre minhas pernas. Agarrei sua nuca, descendo as unhas ali. Subiu um pouco o meu vestido, agarrou minha coxa direita e sugou minha língua.
Seu joelho roçou em mim, fazendo certa pressão. Apenas aquele contato fez meu corpo esquentar e minha calcinha molhar... Mordi seu lábio inferior à ponto de fazê-lo sangrar e o empurrei.
– FICOU LOUCO? — Gritei, abaixando meu vestido, nervosa.
– A culpa é toda sua! — Lambeu o lábio que sangrava.
– Seu cretino, estúpido, eu odeio você! — Apontei furiosa para ele.
– Ah, jura? Não é o que parece! Você está corada e com uma louca vontade de me agarrar, não é mesmo? — Sorriu convencido.
– Ah, me poupe! Eu prefiro mil vezes beijar um mendigo. Você é o meu chefe e eu jamais irei pra cama com você! — Esbravejei e ele caiu na gargalhada.
– Muito engraçado! Você devolveu o beijo e ainda gemeu, aposto que está molhadinha... — Disse se aproximando.
– Não estou não... — Neguei quando ele me encurralou e me prensou na porta de novo.
Sua mão direita foi para debaixo do meu vestido. Seus dedos me tocaram.
– Pode negar o quanto quiser. — Afastou minha calcinha. — Mas sua boceta molhada diz outra coisa! — Inseriu um dedo e eu gemi, fechando os olhos.
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