Burning Desire - Bade
9 Entregues ao prazer
Notas iniciais
P.O.V Da Jade
Senti um imenso calor subir por meu corpo, minhas pernas fraquejaram e as palavras que eu tentava formular desapareciam. Arfei e abri os olhos, meus batimentos estavam acelerados, o calor entre minhas pernas aumentava e deixei escapar um gemido sôfrego.
Sua mão ainda estava entre minhas pernas, seu dedo girava e movia lentamente dentro de mim. Apoiei minhas costas contra a porta, espalmando minhas mãos ali, tentando me manter em pé, minhas pernas pareciam gelatina.
— Como vai ser? Prefere que eu a foda contra a porta ou prefere que eu a leve para a cama? — Se atreveu a perguntar.
Seus olhos castanhos estavam quase negros, havia puro desejo em seu olhar.
— Ah... — Arfei novamente, sentindo seus movimentos lá embaixo se intensificarem.
— Responda ou farei do meu jeito. — Pressionou meu clítoris e enfiou outro dedo.
Gemi, estremecendo, eu queria me mover, gritar, xingar e bater nele. Mas meu corpo não obedecia aos meus comandos. Eu estava sob o seu domínio, presa no prazer que ele estava me dando.
— Ficou sem palavras? — Riu rouco em tom baixo.
— Filho da puta! — O primeiro xingamento saiu, praticamente vociferei.
— Gostosa! — Sorriu malicioso e meteu os dedos bem fundo, aumentando a velocidade das estocadas.
— Oh, porra! — Bati a cabeça na parede, minhas pernas tremiam, meu corpo estava em chamas e eu não ia aguentar por tanto tempo.
— Quer que eu pare? — Começou a estimular meu clitóris.
— Nem ouse... — Quase não reconheci minha voz, saiu rouca e arrastada.
— Vai ser aqui mesmo? — Ergueu uma das sobrancelhas.
— Tanto faz... Acho que estou... — Meu corpo amoleceu ainda mais.
— Ainda não. Goze primeiro no meu pau. — Retirou os dedos.
Retirou a camiseta branca com rapidez, desceu a calça jeans junto com a cueca, ele não usava cinto e a calça ficava caidinha nos quadris.
Ele já estava apontando para cima, ereto e inchado. A cabecinha levemente rosada já estava brilhando de pré-gozo.
Subiu meu vestido, puxou as laterais da minha calcinha, arrebentando-as, o pequeno pedaço de pano danificado caiu aos meus pés.
O xinguei e ele me ergueu, passei as pernas ao redor dele e agarrei seus ombros.
O moreno se posicionou e me penetrou sem demora. Nós dois gememos. Uma mão estava firme em minha coxa direita e a outra foi para a minha cintura.
— Está molhadinha e pulsante, do jeito que eu gosto... — Disse iniciando as estocadas.
Senti meus tecidos vaginais se alargarem para recebê-lo. Ele não era tão grosso, mas em compensação era grande. A posição não era a mais confortável.
Minhas costas batiam na porta à cada investida forte. Ele arremetia contra meus quadris, duro e rápido, suas mãos me apertavam. Ele tentava segurar os gemidos mais altos. E eu, gemia sem pudor algum...
A posição era também favorável para ambos. Ele conseguia ir bem fundo. Alcançando algum ponto dentro de mim que me fazia contrair de tanto prazer. Seria o famoso ponto G?
Eu não era muito experiente.
— Apertada pra caralho! — Fechou os olhos, arfando.
Eu decia e subia os quadris, tentando entrar em seu rítmo.
— Ai, porra! — Gemi de dor e prazer após bater a cabeça na parede por culpa dele.
Dor pela batida e prazer por sentir ele estocando bem fundo, atingindo aquele ponto de novo.
Estremeci, meu baixo ventre estava se acumulando de calor. Comecei a me contrair em volta dele. Finquei as unhas em seus ombros.
— Vem comigo, goza, gostosa... — Bastou mais duas investidas e eu senti fortes e arrebatadores espasmos me dominarem.
Meu corpo todo estremeceu, o calor acumulado se espalhou, continuei pulsando e contraindo... Ele estocou novamente e atingiu o ápice, gemendo alto.
Minhas pernas escorregaram, ele me segurou e se retirou, em seguida me colocou no chão, mas não soltou minha cintura.
Senti algo escorrendo e molhando a parte superior e interna das minhas coxas. Era seu gozo misturado ao meu.
Continuei encostada à parede, com suas mãos me segurando com firmeza.
— Preciso ir ao banheiro. Me solta! — O empurrei.
[...]
— Isso nunca mais vai acontecer. Nem deveria ter acontecido. Que merda! — Falei irritada quando saí do banheiro.
Ele estava me esperando do lado de fora, no corredor.
— Poxa! É a primeira que reclama depois de uma boa trepada comigo. — Colocou a mão no peito, fingindo estar magoado. — Por quê está bravinha? — Perguntou cruzando os braços.
— Ainda pergunta? — Senti vontade de bater nele.
— Eu não te obriguei. — Ele ficou sério e sua postura relaxada se tornou tensa, ele estava na defensiva.
— Claro que não! Mas você gozou dentro de mim, seu filho da puta! — Esbravejei nervosa por estar quase entrando no meu período fértil.
Ele deu dois passos para trás e caiu na gargalhada.
— Como se atreve a rir? — Avancei nele, furiosa.
Dei tapas em seu peito desnudo.
— Calma... Calma... — Tentou se recompor. — Eu fiz Vasectomia! Pode ficar tranquila! — Segurou meus pulsos.
"Oh, o Sr. Oliver é operado?"
Eu não esperava por aquilo.
— Já fui vítima de muitos golpes. Exigi exames de DNA e graças a Deus, nenhum bebê era meu. Decidi fazer Vasectomia aos 25 anos. Tenho 28 anos e posso fazer outra cirurgia para voltar a ser estéril, sem problemas. Eu só uso camisinhas para me prevenir de doenças. — Explicou com calma.
— Ah... — Acabei ficando sem graça por ter surtado.
— Você é sexualmente saudável, não é? — Me agarrou pela cintura.
— Claro que sim. Não tenho nenhuma DST! — Afirmei.
— Ótimo. Sendo assim, nem preciso de camisinha quando formos transar de novo. Gostei tanto da nossa transa. Pretendo repetir mais vezes. Você quer? — Me roubou um selinho.
"Quê? Ele disse 'de novo'?
— Não é nada ético, você é meu chefe e...
— Shh... — Me silenciou, pondo um dedo em meus lábios. — Ninguém precisa saber. — Desceu a outra mão para a minha bunda, apertando-a.
— É, ninguém precisa saber... — Assenti concordando.
O sexo havia sido bom. Muito bom. E eu queria mais, assim como ele. Pensei no meu livro. Eu ia agarrar a oportunidade. Eu iria pedir com jeitinho, ele não iria recusar em publicar o meu livro.
"Agora vou saber se sexo abre portas."
Eu teria que ir com calma. Fazê-lo comer em minhas mãos. Eu ia fazer Albert James Oliver publicar o meu livro.
— Oh, Beck... — Gemi seu apelido, quando ele apertou minha bunda de novo.
— Isso! Sou apenas 'Beck' para você quando não estivermos no nosso ambiente de trabalho. — Sorriu, malicioso.
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