Burning Desire - Bade

10 Cretino Bom De Boca


Notas iniciais
Aqui está como prometido. Espero que gostem! Ps: O título já diz tudo.

Horas depois...

P.O.V Da Jade

— Jadelyn Christina West, você não está falando sério, está? — Tori estava pasma.

— Acha que estou brincando? — Me servi de mais um pouco de café.

— Uau! Eu não pensei que você tivesse coragem de fazer isso. Porra, você transou com o seu chefe. Seu chefe! E ele é um baita de homem lindo e um tanto exótico. Quero saber tudo. Cada detalhe. Desembucha logo, temos a tarde toda para isso! — Se acomodou no sofá, esparramada.

— Olha, Tori, foi intenso. Nem sei o que deu em mim. Ele me beijou, eu devolvi o beijo, e ele me masturbou, acabei gostando e aconteceu... E ele gozou dentro de mim sem camisinha! — Eu realmente precisava desabafar.

Ela deu um pulo se levantando e me olhou chocada.

— Você precisa tomar a pílula do dia seguinte. Ele é louco? — Ficou indignada.

— Calma. Senta aí. Talvez ele seja um pouco louco, mas essa não é a questão. Ele fez Vasectomia. — Expliquei.

— Que cara prevenido, hein? Esse é esperto. — Riu. — Se você engravidasse, ele ia ter que pagar pensão. — Riu ainda mais.

— Isso não é engraçado, Vega! — Falei, séria.

— Eu sei, mas acabei imaginando você gravidinha. — Prendeu o riso.

Não se segurou muito, acabou gargalhando com gosto.

— Eu com certeza filmaria o parto. — Ela estava curtindo com a minha cara?

— E eu com certeza quebraria a câmera na sua cabeça. — Arfimei.

— Tá bom. Parei! — A palhaça limpou algumas lágrimas. Tori era do tipo que chorava de tanto rir. — Agora me diz... Como foi? Ele tem muita pegada? Ele é grande? Você gostou de dar para ele? — Vega não tinha papas na língua mesmo.

— Você já está querendo saber demais. — Murmurei.

— Ai, me conta logo! Eu não vou sair daqui sem os detalhes. — Seus olhos brilhavam, ela era curiosa ao extremo.

— Antes preciso de mais café. — Avisei.

Minutos depois...

— Ah, estou passando mal... — Traumatizou colocando a mão no peito. — Que homem é esse? — Se abanou.

— Não foi nada demais... — Fingi
não dar importância.

— Me engana que eu gosto. — Sentou no sofá e fez um coque no cabelo.

— Agora é minha vez de te contar como foi minha noite com o André... — Disse, animada.

— Hum... — Me preparei para ouvir. A Vega amava tagarelar.

20 minutos depois...

— ... Eu acabei me engasgando, ele ficou preocupado, tadinho... Ainda estou dolorida, mas foi bom. Muito bom. Fizemos três vezes. Dei uma puta de uma canseira nele. — Finalmente terminou de narrar sobre sua noite com o Harris.

— Interessante. — Comentei, estava um pouco desconfortável com aquela conversa.

— Quer ver a marca que ele deixou na minha...

— Não! — Exclamei. — É sério, não precisa me mostrar nada. Já estou traumatizada o bastante com o detalhes... — Brinquei. — Sua safada! — Ri.

— Foi você quem transou com seu chefe, não eu. — Sorriu, maliciosa.

— Me sinto uma vadia. — Desabafei.

— Não! Nunca mais repita isso. Dar uma de vadia às vezes não faz mal a ninguém. Se o cara fosse casado, aí sim que pegaria mal. Seja uma vadia, mas não seja uma vadia destruidora de lares, ok? — Me aconselhou.

— Belo conselho. — Ironizei.

— Mas é sério, Jay. Se foi bom para os dois, não vejo problema. Se ele quer repetir e você também, façam isso. Não se sinta mal. Você está transando com um cara tudo de bom, que ainda por cima é seu chefe, e que pode publicar o seu livro. — Tentou me colocar para cima.

— Você tem razão. Será apenas algo passageiro. Sem compromisso. E com benefícios se eu der sorte. Vou seguir em frente com isso. E aproveitar bastante o que ele tem a me oferecer, ele é gostoso e o sexo é ótimo. Vou ser uma vadia. — Falei, confiante.

— Apenas tome cuidado para não se apaixonar. — Me alertou.

— Vadias não se apaixonam. — Retruquei.

[...]

No dia seguinte...

Acordei bem cedo, logo separei uma lingerie, eu iria com a meia-calça, e a cinta-liga que ele havia me dado. Tomei banho, um banho com calma, não havia pressa. Eu estava com a depilação em dia, apenas hidratei meu corpo.

Me arrumei com capricho, coloquei uma blusa cor de vinho de mangas com botões dourados, saia lápis preta e calcei meus Ankle Boots vermelhos.

Fiz um make bem básico, apenas ousei no batom vermelho-sangue. Batom vermelho e lápis de olho não poderiam faltar na bolsa de mulher alguma. Aqueles dois ítens de maquiagem eram essênciais.

Me olhei no espelho dando a última checada. Meus cabelos estavam soltos, acima do busto, com algumas mechas onduladas.

Eu levava cerca de meia hora para chegar no trabalho. No caminho, eu sempre parava numa cafeteria. Comprei dois copos de café expresso, um para mim e um para o Sr. Oliver. Também comprei uma fatia de torta salgada e 5 Donuts com coberturas variadas.

— Jay! — Alex estava na recepção.

— Que bom que voltou para o trabalho. — Lhe estendi a sacolinha de papel contendo os Donuts.

— Você está radiante! — Me elogiou. — Oba! Donuts! Obrigada, amiga! — Agradeceu pegando uma rosquinha.

— De nada. Depois nos falamos. — Me despedi dela que continuou ali na recepção conversando com um dos funcionários da Editora.

Segui para o elevador, equilibrando um porta-copos de isopor e a sacolinha onde tinha a torta.

— Jade! — Ouvi a voz do Sinjin. Ele me alcançou.

As portas metálicas se fecharam. Foi ele quem apertou o botão.

— Oi. — Fui para o cantinho do elevador, mantendo certa distância.

— Você está muito linda hoje. — Se aproximou.

— Obrigada. Você é sempre gentil. — Fui educada com ele.

— Você me deve uma. Que tal sair comigo hoje à noite? — Nossa! Ele nunca desistia.

— Hoje à noite? Acho que não vai dar. — Tentei dispensá-lo.

— Qual é? Por quê você faz isso comigo? Sempre inventa desculpinhas? — Me encurralou.

Chegamos no último andar, as portas se abriram.

Tentei sair dali, mas Sinjin me segurou com força. As portas tornaram a se fechar.

— Solta o meu braço. — Tentei me livrar de seu aperto.

O elevador continuou parado. Ele me empurrou, me prensando contra a parede metálica. Os copos com café e a saculinha foram parar no chão...

— Olha o que você fez! Você enlouqueceu? Eu já disse para me soltar. — Me debati.

Ele me mantinha presa entre seu corpo e a parede metálica. Ele não era tão alto, era bem magro, mas tinha força o suficiente para me segurar.

— Um beijo. Apenas um beijo e eu te solto. — Aquilo era um absurdo.

Senti sua ereção em mim, virei o rosto. Seus lábios tocaram o canto da minha boca. Ele prensou meu corpo, apertando-me cada vez mais...

— Não! Eu não vou te beijar, agora me...

— Se afaste dela agora! — Nem percebi que as portas se abriram.

A voz firme e branda fez Sinjin me soltar.

— Sr. O-Oliver... E-eu... — Van Cleef olhava para o nosso chefe apavorado. — Eu só e-estava... — Gaguejou de novo.

— Nem precisa explicar, rapaz. Apenas saia. Depois quero conversar com você à sós. — Disse, irritado.

— S-sim, senhor! — Sinjin assentiu e correu para fora do elevador.

Olhei para baixo envergonhada, segurando o choro.

Eu confiava no Sinjin. Como ele foi capaz de fazer aquilo comigo?

Decepção. Medo. Intimidação. Raiva... Constrangimento.

Fechei os olhos. Acabei relembrando da tentativa de estupro que sofri anos atrás.

— Você está bem? — O moreno se aproximou, cauteloso.

— CLARO QUE NÃO ESTOU BEM! ELE ME AGARROU! — Gritei e depois caí no choro.

Seus braços me envolveram. Não recusei seu toque. Eu me sentia segura com ele. Eu mal o conhecia. Eu nem sabia como explicar... Mas o Oliver estava me transmitindo confiança, segurança e consolo.

— Não se preocupe. Vou demitir aquele verme. — Me tranquilizou.

[...]

Sr. Oliver queria me dispensar, mas eu recusei, eu não queria ir para casa. Precisava trabalhar. Ocupar a cabeça. Tentar esquecer o que o Van Cleef havia feito.

Almoçamos juntos, conversamos algumas banalidades. Ele me deixou confortável e me distraiu, e não tocou mais no assunto. O almoço foi tranquilo.

Voltamos para a Editora, ele tinha uma papelada para olhar e revisar. Fiquei encarregada de organizar planilhas e responder alguns e-mails, eu lia em voz alta, ele ditava a resposta e eu digitava e enviava.

Também o acompanhei numa reunião com os representantes das parcerias com a Editora. Foi uma longa e cansativa reunião. Eles tiveram uma breve discussão sobre as ações e os lucros. Sr. Oliver acabou ficando muito estressado.

— Merda! — Socou a parede quando retornamos para a sua sala.

— Calma! Vai dar tudo certo. — Desajeitada, passei a mão por suas costas.

— Dois acionistas pularam fora. Perdemos duas parcerias, porra! — Vociferou.

Me afastei e recolhi a mão.

— A culpa não foi sua. — Falei.

— Claro que não. Mas quem vai arcar com os prejuízos sou eu. — Ele tinha razão. — Encerramos por hoje. Vá para casa. Descanse. Amanhã teremos bastante trabalho. — Ajeitou o terno.

— Não quero ir para casa... Ainda está cedo. — Me aproximei para arrumar sua gravata.

— Que tal irmos para o meu apartamento? — Sugeriu com segundas intenções.

— Só se você me servir o melhor vinho de sua adega. — Deslizei as mãos por seu peito.

— Te sirvo a adega toda se você quiser. — Sussurrou quase roçando nossos lábios.

[...]

— É da melhor safra de 1989. Vinho italiano legítimo. Custou 5.000. Comprei ontem. — Sorriu, orgulhoso.

— 5.000 dólares? — Embasbaquei.

— Eu só compro do bom e do melhor. Não importa o preço. — Explicou abrindo a garrafa.

Ele serviu as taças pela metade, colocou três cubinhos de gelo em cada uma.

— Aprecie, querida. — Me estendeu a taça, parecia feita de cristal.

— Vou apreciar. — Sorri.

Provei um gole, o líquido adocicado, com gosto marcante e muito saboroso deslizou suave garganta adentro.

— Uma delícia. — Aprovei.

— Eu tenho bom gosto. Pelo visto você também. Agora vamos para a minha cama. — Esvaziou o copo com uma só golada.

Apanhou a garrafa e pegou minha mão esquerda, abandonando a taça vazia em cima da mesinha de centro.

Chegamos ao seu quarto. Eu já havia esvaziado a minha taça.

Observei ele colocar a garrafa em cima da mesinha de cabeceira, deixei a taça ali também. Afrouxou a gravata. Ajudei a tirá-la.

Tirei seu terno, acabei me atrapalhando com os botões de sua camisa de linho. Ele riu. A risada dele era gostosa de se ouvir.

— Não ria. — Trinquei os dentes.

Impaciente, acabei arrebentando os botões, alguns cairam no carpete.

— Tire a blusa e a saia. Quero ver a sua lingerie. — Se afastou já tirando o cinto.

Fiz o que ele havia pedido. Fiquei apenas de lingerie, meia-calça, cinta-liga e saltos.

O moreno retirou os sapatos, as meias e a calça. Ficou apenas de boxer.

— Vem aqui. — Me puxou.

Seu olhar desceu para o meu busto.

— Gosta do que vê? — Sorri espalmando as mãos por seu peito.

— Ainda pergunta? — Sorriu, malicioso.

Ele soltou minha cintura, desceu as alças do meu sutiã. O sutiã era preto com detalhes em vermelho, com renda nas laterais e a calcinha era quase toda rendada, com fitinhas nas laterais.

O fecho ficava atrás. Eu mesma tratei de abrir o fecho. Tirei o sutiã e o moreno, lambeu o lábio inferior.

— São lindos. Perfeitos. Agora tira a calcinha e deita na cama. Fiquei apenas de saltos, meia-calça e cinta-liga. — Pediu com a voz muito rouca.

Retirei a calcinha, deitei na cama e tentei relaxar.

Aquele homem era seguro de si e de sua sensualidade. Ele era dominador. Sexy. Bem resolvido e sabia como seduzir.

Vi ele despejar o vinho na taça, o líquido num tom roxo. Vinho tinto. E dos bons. Caríssimo.

— Esperei aí, vou pegar gelo. — Deixou a taça em cima da mesinha.

Minutos depois...

— Beba mais um gole. — Eu estava sentada na cama, de frente para ele.

Abri a boca, esperei ele encostar a taça em meus lábios.

O cretino bebeu e deixou a taça na mesinha.

Me beijou sem perder mais tempo. Passando o líquido adocicado e delicioso para a minha boca. Ele não tinha engulido, como imaginei.

Me deitou na cama, suas mãos começaram alisar meu corpo.

Cintura, quadris, coxas e virilhas.

Abri as pernas e ele ergueu o tronco, rompendo o beijo.

— Vou te chupar todinha. Começando por aqui... — Acariciou meu pescoço.

Pendi a cabeça para o lado e gemi quando seus lábios levemente gélidos tocaram a pele sensível do meu pescoço, garganta...

Lambendo e chupando. Roçou os dentes ali. Gemi baixinho.

Desceu para o busto. Abocanhou o seio direito e apertou o esquerdo. Beliscou o mamilo. Prendeu o outro entre os dentes.

— Ahhh, isso... — O incentivei. Era o tipo de dor boa.

Eu me sentia molhada e latejante. Meu clitóris estava pulsando. Implorando por atenção.

Chupou o outro seio. Começou alternar entre sugadas, lambidas e apertos.

— Assim... Isso é tão bom. — Agarrei seu cabelo. Puxei os fios.

Passou a língua entre o vão dos meus seios me deixando arrepiada. Estremeci.

Foi descendo, deixando rastros molhados, fazendo meu corpo aquecer, a minha excitação aumentar. Chegou no umbigo.

Ofeguei quando sua língua girou ali.

Empurrei sua cabeça para baixo. Ansiando por ser chupada.

— Abre mais. Mostra essa bocetinha molhada. — Segurou minhas costas.

Afastei as pernas, me expondo, deixando qualquer pingo de vergonha de lado.

— Você é linda. Toda molhadinha e inchadinha... Vou te chupar bastante! — Suas palavras me excitavam.

Ele sabia como me enlouquecer.

Deslizou a língua por minha virilha. E quando finalmente sua língua entrou em contato com a minha carne sensível, gemi de prazer logo na primeira lambida.

— Oh, céus... — Rebolei em sua boca.

Sugou meu clitóris e eu fechei os olhos. Segurei sua cabeça.

Desceu a língua para a minha entrada. Soltei sua cabeça e agarrei a colcha da cama.

Voltou para o meu clitóris. Sugando-me, lambendo-me e circulando a língua por minha fenda.

Eu me remexia, inquieta, excitada, enlouquecida...

— Acho que... Oh, meu Deus... — Eu estava quase lá.

Meu orgasmo estava vindo. Eu sentia. Estava perto...

Me chupou com força, sugando meu clitóris faminto. As mãos estavam segurando minhas pernas, me mantendo completamente exposta, ao seu bel prazer.

Meu corpo não aguentou muito. Bastou apenas uma mordiscada e outra sugada.

Estremeci por inteira. Meu corpo ondulando de prazer, liberação... Ele continuou com a cabeça enfiada entre minhas coxas, me sorvendo. Cada gotinha. Lambendo, lambendo e lambendo.

Como ele conseguia ter tanto fôlego? Era incrível.

Encerrou o oral. Seus lábios estavam molhados, avermelhados. Ele estava ofegante. Satisfeito. Sorrindo.

— Porra! — Minha voz saiu baixa.

— O que foi? — Lambeu os lábios. — Caralho! Você é gostosa pra cacete! — Alisou minha virilha.

— E você é um cretino bom de boca! — Sorri saciada, estava extasiada.

Com certeza, aquele foi o melhor sexo oral que recebi na vida.

Notas finais
E aí??? As calcinhas ainda estão intactas??? Quêm quer esganar o Sinjin??? Curtiram o Hot??? Eu amei escrevê-lo. Bjs e até o próximo.