Burning Desire - Bade
24 De Volta À Los Angeles: Encrencada...
Notas iniciais
P.O.V Da Jade
– Isso é loucura. — Falei quando estávamos no segundo andar da boate.
Estávamos na parte 'privada', não era tão privada assim. Uma cortina vermelha sedosa servia como porta para o pequeno cômodo, onde tinha uma mesinha com dois lugares e um sofá de couro com algumas almofadas redondas.
Qualquer pessoa poderia subir ali, afastar a cortina e nos pegar no flagra. Aquele era o cantinho dos amassos.
A iluminação era avermelhada, uma baixa iluminação para dar ao lugar um tom de escurinho, perfeito para um casal dar uns amassos intensos.
– Alguém pode aparecer, Oliver. — Olhei por cima do ombro dele, fitando a cortina vermelha.
– Estou pouco importando para essa possibilidade de sermos pegos em flagra.
Suas mãos entraram por dentro do meu vestido. Com um puxão, ele detonou com a minha calcinha de renda...
– Porra! — Ofeguei.
– Você está molhadinha. Toda quentinha. Admita que quer o meu pau aqui e agora. — Me tocou, passando os dedos por minha abertura.
– Caralho. Oliver. Seu cretino. — Falei entre dentes pausadamente.
– Posso fazer isso a noite toda. — Um de seus dedos me invadiu.
Gemi e segurei seus braços. Ele encostou a boca no meu pescoço.
– Porra... — Arfei quando ele girou o dedo e pressionou meu clitóris.
Sua língua deslizou lentamente por meu pescoço traçando uma linha. Fechei os olhos.
– Diga o que deseja. — Disse contra a minha pele sensível. Beijou minha garganta.
Mordi o lábio. Não queria implorar. O cretino colocou mais um dedo em mim.
– Você não vai pedir? Sou paciente e não estou com pressa... — Moveu os dedos mais fundo.
Eu sentia sua ereção na minha barriga. Estava tão duro.
– Isso é tortura... — Olhei para ele.
Encarei seus olhos castanhos. O safado sorriu.
Seus dedos estocavam com um pouco de força, deslizando com facilidade, e ele usava o polegar para estimular meu ponto mais sensível.
– Eu... Eu quero você. — Eu cedi, pedindo por ele.
– O quê? Acho que não ouvi direito. — Sorriu debochado.
– Preciso de você agora. — Quase choraminguei.
– O que disse? Não estou conseguindo entender... — Retirou os dedos e apertou meu clitóris.
– EU QUERO O SEU PAU DENTRO DE MIM AGORA, PORRA! — Gritei cravando as unhas nos ombros dele por cima da jaqueta.
– Seu desejo é uma ordem, morena. — Sorriu se afastando o suficiente para abrir a calçar, abaixá-la junto com a cueca e colocar o membro ereto para fora.
Minha boca salivou, abaixei meu vestido e me coloquei de joelhos. Eu precisava sentí-lo em minha boca. Eu tinha que saborear o gosto dele.
Oliver estava inchado, o peguei e lambi o pré-gozo passando a língua por sua glande. Delicioso. Suas mãos agarraram meu cabelo.
Fui o colocando na boca, engulindo-o até onde podia.
– Que delícia. Eu amo quando sua boca está em mim. Oh, porra! Você sabe como me dar prazer! — Segurou o meu cabelo com firmeza.
Minutos depois...
– Empina mais! — Afastou minhas coxas.
Apoiei minhas as mãos na parede cor de vinho. Meu vestido estava levantado até a cintura. Ele deslizou para dentro de mim, me dilatando.
Gemi de prazer. Oliver também gemeu alto. Seu pau pulsava. Eu estava latejando de tesão.
– Oh, mais rápido... — Pedi.
Suas mãos seguraram minha cintura. Ele foi bem fundo. Gritei quando ele atingiu algum ponto dentro de mim que me fazia ter um prazer intenso.
Girou os quadris enquanto metia aumentando as estocadas. Batendo contra as minhas nádegas. Nossos corpos se chocavam.
– Geme mais alto... Fala o meu nome. — Saiu e entrou com tudo me fazendo estremecer.
– Oliver! — Arfei. — Beck... Mais rápido. — Pedi tremendo de excitação.
– Quer que eu te coma com força? Assim? — Me prensou na parede e aumentou as investidas. — Quer ficar com a buceta dolorida? — Perguntou me apertando.
"Que cretino boca suja... Aquilo era tão excitante."
– Oh, sim... Quero! — Respondi deixando ele ficar completamente no comando.
[...]
No dia seguinte...
– Levanta, dorminhoca. Termos que voltar para L.A. Precisamos estar no Heliporto às 13:20h. — Beck me acordou.
– Que horas são? — Minha voz saiu sonolenta e rouca.
– 11:47h. — Respondeu.
– Que merda! — Sentei na cama e senti pontadas de dor pelo corpo.
Eu estava toda dolorida.
Ele já estava arrumado, perfumado e com as malas prontas ao lado da cama.
– Estou dolorida... O meu corpo. A minha cabeça dói. Eu nunca mais vou encher a cara! — Lamentei.
– Tadinha. — Prendeu o riso. — Tem um mata ressaca e um copo d'água em cima da cômoda. — Apontou.
– O que é isso? — Peguei a garrafinha laranja. — Mata ressaca? É um xarope? — Tirei a tampa e cheirei.
– Apenas tome um gole. — Me aconselhou.
O cheiro era adocicado. Tomei um bom gole e me arrependi. Quase cuspi. Aquilo era ruim pra porra. Comecei a tossir. Minha garganta ardia.
Oliver riu e me passou o copo com água.
– Que merda é essa? — Perguntei sentindo meus olhos lacrimejarem.
– É um santo remédio. Natural e caseiro. Isso vai te deixar novinha em folha. — Garantiu.
– Sei... — Limpei a boca, enojada.
[...]
– Como está se sentindo? — Perguntou me ajudando a arrumar minhas malas.
– Ótima apesar de estar um pouco dolorida. — Falei a verdade.
– Que bom. O remédio fez efeito. — Sorriu satisfeito.
– Só não fez milagre na dorzinha aqui em baixo... — Murmurei fazendo ele rir.
– Você pediu por isso. — Abriu um sorriso malicioso.
Revirei os olhos.
– Não estou arrependida! — Falei e mordi o lábio.
– Claro que não. Você curtiu cada segundo daquela trepada gostosa. — Disse se achando.
– Oh, que convencido! — Fechei uma das malas.
– Só confio no meu taco. Eu me garanto, baby. — Piscou para mim.
– Eu também me garanto e você sabe disso. — Afirmei.
– Agora vai comer alguma coisa, eu pago a conta. — Fechou a outra mala.
– Ei, nada disso. Eu pago a minha conta. Homem nenhum me banca, estamos entendidos? — Peguei minha bolsa.
– Deixa de ser orgulhosa, mulher. Me deixa pagar o seu almoço. — Passou a mão pelo cabelo.
– Não mesmo, Oliver. Eu posso muito bem pagar meu próprio almoço. — Avisei.
– Mas que mulher temoisa. — Resmungou quando passei por ele.
Horas depois...
Viajar de jatinho era rápido e legal. A carta da Sheyla ainda estava lacrada e guardada na minha bolsa. Quando chegasse em casa, eu ia ler com calma.
O motorista da família Oliver foi nos pegar assim que chegamos em L.A. A viagem tinha sido bem tranquila, aproveitei para dormir mais um pouco.
Me deixaram em casa, peguei minhas correspondências na recepção e peguei o elevador. Durante minha estadia em Toronto, não entrei em contato com a Vega. Ela devia estar pirando.
Finalmente cheguei no meu cantinho, eu amava aquele apartamento. Tori tinha ficado com a cópia da chave. Estava tudo limpo e arrumado do jeito que eu gostava. Eu agradeceria a magrela depois.
Fui para o quarto, larguei as malas ali e troquei de roupa. Me joguei na cama, com certa preguiça. Estiquei o braço e puxei a bolsa. Tirei a carta dali, ri do envelope. Sheyla era uma patricinha legítima.
Abri sem me importar de rasgar o envelope. Suas letras bem desenhadas estavam num papel rosa-clarinho. Eram bonitas e legíveis.
"Querida, Jade.
Espero que esteja bem. Foi um prazer conhecê-la, me simpatizei muito com você. Olhando para o Beck e para você, logo percebi que rolava algo entre vocês dois. Pareço tonta, mas não sou burra.
Fico feliz que meu amado amigo tenha encontrado alguém como você. Notei o jeito que ele te olha, ele realmente gosta muito de você. E você também não consegue disfarçar muito bem, chega até ser engraçado.
Não sei como funciona o relacionamento entre vocês, mas espero que continue dando certo. Beck está tão radiante, isso graças a você, Jade. Nunca tinha o visto assim com outra mulher.
Percebi que vocês tem muita química e uma bela conexão. Estarei torcendo por vocês. E quero agradecer por estar fazendo o meu amigo feliz. Ele merece toda a felicidade do mundo. Espero que cuide bem dele.
Quero te ver novamente. Quem sabe podemos ser até amigas não é, mesmo? Espero que sim.
Assinado por: Sheyla, amiga do Beckynho."
Reli a carta mais duas vezes só para ter certeza se era mesmo real. Todas aquelas simples palavras de certa forma me tocaram.
"Por quê? Mas que diabos está acontecendo comigo?"
[...]
Dias depois...
– Olha, Tori, eu levei isso muito a sério. Eu preciso do meu livro publicado, passei meses o escrevendo. Eu sei que tenho talento. Quero ser reconhecida. Também posso faturar uma boa grana. — Falei no telefone com a minha melhor amiga. — O Oliver já está em minhas mãos. Ele vai publicar o meu livro, só estou esperando para dar o próximo passo. — Brinquei com o grampeador com a mão livre. — Sei que ele não vai me negar, já topei muitas coisas, deixo ele brincar com o meu corpo, sei muito bem satisfazê-lo na cama, e quando ele publicar o meu livro, eu...
– Vai me dar um chute na bunda? — Paralisei.
Larguei o grampeador. Encerrei a ligação sentindo o meu coração quase sair pela boca.
Me virei e dei de cara com o Oliver com um semblante nada bom. Será que ele ouviu tudo?
– Sr. Oliver, eu não sabia que o senhor estava...
– Eu ouvi cada palavra sua. — Me cortou se aproximando.
Meu coração martelava em meu peito. Minhas pernas fraquejaram, tive que me encostar na mesa. Eu estava em minha sala, pensei que ele fosse chegar mais tarde na Editora.
– Beck, eu posso...
– Não adianta me explicar porra nenhuma. Eu realmente pensei que você era diferente. Mas você é igual a todas as outras. Se aproximou de mim por interesse. Dormiu comigo achando que eu ia publicar um livro seu. Nem sei porque estou tão surpreso. — Ele riu sarcástico.
– Por favor, me deixa explicar, eu...
– Você não passa de uma puta oportunista. Uma vadia interesseira! — Cuspiu as palavras.
Fiquei completamente sem palavras. Aquilo me atingiu de cheio.
Olhei para o chão sem ter coragem para encará-lo. Pelo tom dele notei o quanto estava com raiva e até enojado.
– Você tem 10 minutos para arrumar suas coisas e sair da minha Editora! — Avisou.
Olhei para ele, abri a boca chocada.
– Você está demitida, Jadelyn West! — Decretou falando o meu nome com desprezo.
– Por favor, não, eu não posso perder esse emprego, faz anos que eu trabalho aqui, por favor... — Entrei em desespero.
– Você receberá o seu pagamento do mês. Vou assinar sua demissão ainda hoje. De acordo com as leis Trabalhistas, você receberá cada centavo. Eu sei que você tem direito de receber pelo tempo que prestou pela Editora. Não sairá de mãos vazias. — Me informou. — Aproveita para investir no seu livro. — Disse antes de me dar as costas e saí dali batendo a porta com toda a força.
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