Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo de BDB! Música do capítulo de hoje: Dangerous Woman da Ariana Grande. Espero que curtam! Boa leitura!!!

P.O.V Da Jade

— E aí? — Perguntei após uns alguns minutos.

Sinjin estava bastante concentrado, tentando salvar minha pele. Eu não parava de dar voltas pela sala do meu chefe.

— Estou tentando... Ah! — Exclamou.

— O quê? — Sobressaltei, aflita.

— Prontinho. Consegui recuperar os arquivos. — Disse sorridente, parecia satisfeito consigo mesmo.

— Sério? — Corri até ele e me postei ao seu lado, me inclinei sobre a mesa e dei uma olhada no PC. — Sinjin Van Cleef você é um gênio! — Exclamei, animada.

— Sou? — Sorriu, bobo.

— É, sim. — Assenti. — Obrigada! — Beijei seu rosto e o abracei.

— D-disponha, J-Jade... — Gaguejou. — Os arquivos estavam na lixeira eletrônica, você deve ter...

— Depois a gente se fala. Agora tenho que levar a maleta com documentos e o notebook para o Sr. Oliver. — Falei apressada. — De verdade, estou muito agradecida. — Peguei a maleta e o PC. — Fico te devendo uma! — Sorri antes de sair correndo da sala.

Minutos depois...

— Obrigado, Srta. West. — Pegou a maleta e o notebook.

— Já fiz tudo o que o senhor me deixou encarregada de fazer. — Avisei.

— Excelente. Continue fazendo o seu aumento valer a pena. — Sorriu, debochado.

— Mais alguma coisa? — Perguntei ignorando seu comentário.

— Não. Pode ir para casa. — Disse me dispensando. — Leia seus livrinhos de terror e alimente seus gatos. Leve o seu afilhado para passear. — Ele estava tirando uma com a minha cara?

— Gatos? — Franzi o cenho.

— Você deve ser uma daquelas mulheres encalhadas que vivem numa casa cheia de gatos, não é mesmo? — Sorriu, sarcástico.

— Não mesmo, Sr. Oliver. Mas o senhor com certeza deve ser um batedor de punheta que é fã de filmes pornôs. — Retruquei, não conseguindo segurar a língua.

Seu sorriso sumiu. Seus olhos se estreitaram.

— Não curto filmes pornôs e também não costumo me aliviar com as mãos. Tenho uma vida sexual muito ativa se é que quer saber, Srta. West! — Rebateu. — Você deve ser frígida. Por isso tem essa cara de amargurada, certo? — Indagou.

Pisquei aturdida, ele abriu um sorriso vitorioso. Canalha.

— Como ousa me chamar de frígida? — O olhei indignada.

— Toda frígida tem cara de amargurada. — Tentou se justificar.

— Oras, seu... — Mordi a língua. — Já que me dispensou, vou para a casa. — Falei antes de lhe dar as costas.

— Dirija com cuidado! — Me alertou.

Não olhei para trás, contive minha vontade de lhe mostrar o dedo do meio.

— Frígida uma ova... — Resmunguei.

[...]

— Oi. — Alex deu espaço para eu entrar.

— Vim te ver, eu me preocupo com você. Só para deixar claro. — Entrei em seu modesto apartamento.

— Não precisava, eu...

— Para com isso, Alexandra! Somos amigas. Pode contar comigo. Não gosto de discutir com você. — Falei, séria.

Ela estava péssima. Vestia um blusão de moletom, seu rosto estava inchado e seus olhos estavam avermelhados. Ela nem havia penteado os cabelos.

— Não me olhe assim... — Choramingou.

— Assim como? — Sentei no sofá menor.

— Com pena... — Fungou.

— Não estou com pena. Estou apenas preocupada. — Não menti.

— Engordei 3 kilos... — Começou a chorar.

— Você não está gorda, Alex...

— ENTÃO, DIZ ISSO PARA A PORCARIA DA BALANÇA! — Esbravejou.

— O problema não é esse. Você já parou para pensar que... — Hesitei. — Que talvez esteja grávida? — Soltei por fim.

Alex desabou no outro sofá, me olhou pasma.

— G-grávida? — Gaguejou. Assenti devagar. — Eu... Eu... Oh, meu Deus! — Chorou ainda mais.

— Não vou mentir, eu notei que seus quadris alargaram e você... Você anda emotiva demais. — Escolhi as palavras com cuidado.

— Faz um favor para mim? — Perguntou tentando conter o choro.

— Claro. — Concordei.

— Aqui perto tem uma farmácia. — Secou as lágrimas.

— Já entendi. — Me levantei.

[...]

A morena já estava alguns minutos trancada no banheiro. Fiquei ali esperando pacientemente, coisa que era rara vindo de mim. Paciência nunca foi meu forte.

Minha amiga e colega de trabalho finalmente abriu a porta do banheiro.

— Então? — Descruzei os braços.

— Positivo. — Suspirou e não demorou muito para desmoronar.

— Foi o que eu imaginei. — A abracei, desajeitada. Consolar não era comigo. Nunca lidei bem com esse tipo de coisa.

Ela chorou muito. Eu não sabia o que dizer. Apenas fiquei ali afagando suas costas.

— Você não... Não queria ser mãe? — Perguntei quando ela se acalmou um pouco.

— Esse não é o problema. — Balançou a cabeça.

Franzi o cenho sem entender.

— O pai do meu bebê é noivo. — Revelou. — Ele é noivo da minha irmã. — Disse, envergonhada.

— Você e o seu cunhado... — Fiquei sem palavras não conseguindo terminar a frase.

— Aconteceu. Eu sei que é errado. Mas... Ele sempre foi muito fofo e atencioso comigo. E... Eu comecei a me sentir atraída... Meu Deus! A Amber nunca vai me perdoar. — Começou a chorar de novo.

— Complicado mesmo. Mas você precisa contar a ele. — Lhe aconselhei.

— Eu vou. — Fungou. — Obrigada por... Por não me julgar. — Abriu um fraco sorriso.

— Quêm sou eu para te julgar? — Dei tapinhas em suas costas.

[...]

— JÁ VAI! — Gritei.

Havia um ser muito insistente tocando a campainha.

Quando abri a porta, a Tori praticamente me atropelou invandindo meu lar doce lar, acabando com o meu sossego.

— Te dou 10 minutos para você se arrumar. — Me empurrou em direção ao meu quarto.

— Quê? — Perguntei sem entender.

— Vamos para a balada. Anda, seja rápida. — Me apressou.

— Mas eu não...

— Nunca aceito um 'Não'. Agora vai lá e fique bem gata. — Bateu na minha bunda.

Me esquivei dela e a olhei, checando seu look e make.

Ela com certeza estava muito gata. Gata até demais. Top de alcinhas finas, jeans Skinny e belos saltos. Ela estava com uma jaqueta nova. Os cabelos presos num coque alto. Usando batom cor de vinho e sombra preta.

— Vai encontrar o seu gato lá? — Perguntei.

— Ainda pergunta? — Sorriu, maliciosa.

Minutos depois...

Me olhei no espelho. O vestido preto colado ao corpo, com decote 'V' e com o comprimento acima dos joelhos se moldava perfeitamente ao meu corpo. Eu estava usando sapatos roxos com saltos agulha. Só havia dado tempo de escovar os dentes, colocar o vestido, os sapatos e fazer uma maquiagem básica.

Deixei meu cabelo solto, dei uma amassada o deixando com as mechas onduladas com certo volume. Delineei meus olhos com lápis, rímel e passei meu batom vermelho-cereja destacando meus lábios.

Borrifei um pouco de perfume e peguei uma bolsinha preta tiracolo, coloquei o batom e minha carteira dentro. Sempre fiz o estilo básica.

— Opa! Muito poderosa, hein? Você está depilada? — Que diabos de pergunta era aquela?

— Estou. — Levantei os braços, mostrando minhas axilas lisinhas.

— Me referi a sua...

— Victoria Vega! — Exclamei, batendo nela com a bolsa.

— Presente! — Levantou a mão fazendo gracinhas.

— Você ainda nem bebeu e já está dando uma de engraçadinha. — Fui empurrando ela para irmos logo.

— Hoje rola. Ah, se rola... Eu me depilei toda ontem à noite. — Revelou.

— Ah, me poupe... — Comecei a rir. — Sua safada! — Devolvi o tapa na bunda.

— Se o André não der conta de apagar o meu fogo, eu nem quero. — Comentou.

— Ah, eu não escutei isso. Fala sério! — Tranquei a porta.

— Se você não pegar ninguém. Eu vou te pegar de jeito no final da noite se o Harris não der conta de apagar meu fogo! — Fiquei chocada. Não parecia brincadeira.

— Tomara que ele dê conta. — Fechei os olhos e fingi fazer uma prece.

[...]

— Olha o meu homem alí. — Apontou para um cara com a pele cor de pecado, cabelos com Dreadlocks curtinhos e estilo sofisticado/despojado. Uma mistura de moderninho com formal.

— Uau! — Fiquei sem palavras.

— Ei, fecha a boca. Ele já tem dona! — Me deu um soquinho no braço.

— Nossa! Que ciumenta! — Devolvi o soquinho.

— Sou mesmo. Como estou? — Colocou as mãos na cintura.

— Muito sexy. Gostosa mesmo! — Falei aumentando seu ego.

— Ui, fiquei até sem graça! — Riu.

— Palhaça! — Revirei os olhos.

— Vamos lá. Quero te apresentar o meu futuro marido. — Saiu me puxando empolgada.

Minutos depois...

Fiquei muito impressionada com o André Harris. Tori tinha razão. O cara era incrível. Muito atraente, educado, bom de papo e super bacana.

Logo fui meio que deixada de lado por minha amiga. Segurar vela era uma merda.

Os dois se envolveram num beijo de... Que beijão era aquele? Me afastei constrangida.

A balada estava bombando. Música boa. Corpos em movimento. Paquera. Muita pegação.

Fui para o bar. Os barmans eram de tirar o fôlego. Habilidosos e sexys. Um loiro de olhos verdes me atendeu.

— O que gostaria de tomar, coisa linda? — Murchei. Ele era gay.

— O que você me sugere? — Sentada numa banqueta, coloquei a bolsa no colo.

— Sirva um Boquete para ela, por minha conta, por favor. — Aquela voz.

Gelei. Me virei lentamente para o lado esquerdo e... Quase caí da banqueta. Por quê ele tinha que ser... Ser tão lindo?

— Sr. Oli...

— Beck. Me chame pelo apelido. Albert é nome de velho. E aqui não estamos no ambiente de trabalho. — Disse tranquilamente.

— Oh, claro... — Assenti, desconcertada.

— Um Boquete bem geladinho saindo em um minuto. — O Barman simpático piscou para o Sr. Arrogante.

— Nunca tomou um Boquete? — Indagou. Eu estava horrorizada. Pensei que era mais uma de suas gracinhas. — Boquete é nome de um drink. — Explicou.

— Eu sei. — Menti. Eu nem imaginava.

— Ei, delícia? — Chamei outro Barman em tom de flerte.

— Pois, não gata? — Sorriu. Era um moreno de olhos caramelados.

— Sirva um Sex On Fire para o meu amigo enrustido aqui. Ele está precisando de um afrodisíaco para sair do armário hoje. — Dei tapinhas nas costas do Sr. Oliver.

Já que não estávamos em ambiente de trabalho. E que eu até poderia chamá-lo pelo apelido. Não teria problema algum fazer brincadeiras para termos um pouquinho de intimidade, certo?

— Oh, Jadelyn, você não devia brincar com fogo tcs tcs. Vai acabar se queimando! — Pousou a mão na minha coxa desnuda.

Enguli em seco. Eu estava errada.

— Oliver? — Ouvi a voz do André.

Olhamos para trás. O casal estava de mãos dadas. Tori sorria. Com certeza havia retocado o batom.

— Harris? — O moreno se levantou.

André soltou a mão da minha amiga e os rapazes se cumprimentaram calorosamente.

— Quêm é o pedaço de mau caminho? — Vega cochichou, cutucando-me.

— É o Diabo em pessoa. Meu chefe... — Respondi.

Ela deu um berro chamando atenção de todos ali. Acho que até o DJ ouviu ela. Detalhe, a música estava bem alta.

Ri sem graça, mas a fuzilei com um olhar. Deixei a bolsa em cima da banqueta.

Dangerous Woman da Ariana Grande começou a tocar.

— É A NOSSA MÚSICA, AMIGA! VAMOS AGITAR ESSA PISTA DE DANÇA! — Gritando isso, saiu me puxando.

"Não preciso de autorização
Tomei a decisão de testar meus limites
Pois só me diz respeito,
Deus é minha testemunha"

Tori começou a dançar. Fiquei parada.

"Começar o que terminei
Não preciso hesitar
Tomando o controle deste tipo de situação
Estou pronta e segura
Completamente focada, minha mente está aberta"

Ela sem perder tempo, me fez acompanhá-la.

"Tudo o que você tem, pele na pele, ai meu Deus
Não pare, garoto
Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa"

Fui me soltando. Ela juntou nossos corpos.

"Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você"

Começamos a rebolar. Completamente envolvidas com a batida e a letra da música.

"Nada a provar, sou à prova de balas
E sei o que estou fazendo
O jeito como nos movemos, estamos sendo introduzidos
A algo novo
Eu quero provar, salvar para mais tarde
O gosto do sabor, pois eu sou pegadora
Eu sou uma doadora, é minha natureza
Eu vivo pelo perigo"

Fiquei de costas para ela e a Vega deslizou as mãos pelas laterais do meu corpo.

"Tudo o que você tem, pele na pele, ai meu Deus
Não pare, garoto
Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa"

Tombei a cabeça, sensualizamos ainda mais. Me virei e continuamos dançando juntinhas.

"Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você"

Agarrei minha amiga pela cintura e roçamos nossos corpos.

"Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em..."

Jogamos os braços para cima, cantando a música.

"Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em..."

Rebolei descendo até lá embaixo, ela fez o mesmo.

"Algo em você
Faz eu me sentir uma mulher perigosa
Algo em você, algo em você, algo em você
Me leva a fazer coisas que eu não deveria
Algo em você, algo em você, algo em você"

Levantamos e ficamos de costas uma para a outra movendo nossos corpos com sensualidade.

"Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em..."

Giramos e ela me agarrou pela cintura. Rimos nos divertindo.

"Todas as garotas querem ser assim
Meninas más lá no fundo, assim mesmo
Você sabe como estou me sentindo por dentro
Algo em, algo em..."

Ela encaixou uma das pernas entre minhas coxas. Deslizei as mãos pela barriga impecável dela.

"Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
(Algo em você, algo em você, algo em você)"

Vega agarrou minha bunda, apalpando-me de leve.

"Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
Sim, há algo em você, garoto
(Algo em você, algo em você, algo em você)"

Sorrimos uma para a outra e quando a música acabou. Finalizamos nossa "performance" com um selinho.

Fomos aplaudidas. Gritos e assovios soaram. Tori passou um braço por meus ombros.

— Olhe a cara deles. — Disse no meu ouvido.

Olhei para a área do bar... André e o Sr. Oliver estavam nos olhando. Ambos com expressões indecifráveis. E pior, eles tentavam cobrir em vão suas ereções.

Ela começou a rir.

— Preciso do Boquete. — Falei lembrando que o meu drink estava intocado em cima do balcão.

Notas finais
E aí??? Curtiram??? Estão gostando da Vega nessa Fic??? O que acharam delas dançando??? O que mais gostaram do capítulo??? Comentem! Bjs e até o próximo.