Notas iniciais
Hey, gente!!! Alguém ainda acompanha essa Fic? O capítulo está curtinho, mas espero que gostem.

P.O.V Da Jade

Tori e eu voltamos para o bar, André e o Sr. Metido pediram um drink de tonalidade vermelha. Sr. Oliver tomou o dele numa só golada, e o André olhou para a minha amiga como um predador olha para a sua presa, faminto. Sedento por sexo. Com certeza, ele iria pegá-la de jeito.

Tori colou o corpo ao do musculoso moreno de pele cor de ébano, sorriu maliciosa e sussurrou algo no ouvido dele. André assentiu, sorrindo, e passou um braço ao redor da cintura dela. Colocou o copinho vazio sobre o balcão e ambos sairam juntinhos. A safada nem olhou ou acenou se despedindo de mim.

— Deveria tomar cuidado com sua bolsa. — Sr. Oliver me entregou a bolsinha. — Alguém poderia tê-la furtado. — Seu olhar era de repreensão.

— Obrigada por tomar conta dela. — Forcei um sorriso.

— Disponha, Jadelyn. — Pronunciou meu nome com aquele sotaque canadense.

— Pelo visto aprendeu meu nome... — Comentei.

— Jadelyn é um nome diferente. — Se endireitou na banqueta e pediu mais um drink ao barman charmoso e gay.

— Prefiro ser chamada de Jade. — Falei e virei o Boquete de uma vez só.

A bebida era forte e desceu queimando minha garganta. Fiz careta e balancei a cabeça. O moreno riu de mim.

— Vai com calma, apressadinha, isso não é suco não. — Sorriu, debochado.

— Eu sei... — Falei entre dentes, sentando ao lado dele, colocando a bolsa no colo. — Ei! — Bati no balcão, chamando o barman moreno de cabelo moicano. — Por favor, me sirva uma Tequila com sal e limão. — Pedi. — Quero relembrar a época do colegial. — Falei para o moreno que me olhava pasmo.

[...]

P.O.V Do Beck

— Mais uma, gatinho. Hoje quero esquecer do meu nome. Bota na conta dele aqui. Esse bocó metido é o meu chefe. Um Diabo em pessoa. Eu trabalho para o Diabo. — Gargalhou já alterada. — Segura a minha bolsa! — Empurrou a bolsinha para mim.

— Não sirva mais nada, estou encerrando minha conta! — Avisei ao barman.

— Coloque na minha conta... Eu quero um daqueles drinks roxo, me sirva uma taça bem cheia e...

— Não! Ela já bebeu muito. Não sirva mais nada, entendeu? — Abri minha carteira e tirei uma nota de 100. — Fique com o troco como gorjeta. — Coloquei o dinheiro debaixo do copo vazio.

— Certo, senhor. — O barman assentiu.

— Qual é o seu problema, hein? A boca é minha, o fígado é meu... — A morena foi descer da banqueta e se desequilibrou, a segurei depressa. — Malditos saltos! — Esbravejou. — Ah, me solta! Eu só quero beber. Que saco! — Me olhou raivosa.

— Você já está chapada. Com certeza vai acordar com uma ressaca daquelas. Encerrou por hoje. Vou levá-la para a casa! — Avisei, sério.

— Uma ova! Não quero ir embora... — Afundou o pé direito no meu, a soltei e a encarei, incrédulo. — Agora vou dançar. — Se apoiou no balcão e retirou os sapatos. — Segura. — Me entregou os sapatos. — Cadê aquela vadia? Ah, foda-se! — Disse antes se encaminhar para a pista de dança, sumindo antre uma massa de corpos dançantes.

— Essa mulher é fogo... — Murmurei.

[...]

Não vi meu velho amigo em lugar nenhum. Ele havia sumido com aquela bela morena, a amiga da minha secretária 'boca sem filtro'. Era a primeira mulher que tinha coragem e ousadia para dizer na minha cara o que bem achava da minha pessoa.

Não se intimidava à ponto de abaixar a cabeça para mim, e eu gostava daquilo. Jadelyn West era intrigante, destemida e muito sexy. Gostosa pra porra, sem nenhuma dúvida...

Estava tocando uma música remixada, o DJ era muito bom. As músicas que ele tocava eram as melhores. Tinha toda aquela pegada de sensualidade na batida e a letra com certo apelo sexual, nada tão imoral.

Até aí tudo bem... A música mudou. As pessoas gritavam empolgadas, a maioria bêbada. Jadelyn era uma delas.

Saí da boate, foi difícil sair dali com tanta gente no local. Caminhei até o Aston Martin apressado, o destravei, desligando o alarme e abri a porta traseira, joguei os sapatos e a bolsa no banco de couro.

Tirei a jaqueta, eu estava já transpirando. Deixei a jaqueta no carro e voltei para dentro da boate após apertar o coque. Nunca gostei de deixar meu cabelo curtinho. Aquilo de certa forma era o meu charme. Meu cabelo bonito e macio chamava a atenção da mulherada.

— Mas que porra é essa? — Saí empurrando, tirando algumas pessoas do meu caminho.

A morena estava ficando rodeada de marmanjos. Eles estavam todos alegrinhos, incentivando-a dançar...

Dançar não era exatamente a palavra certa... Ela estava quase tirando a roupa, se exibindo como uma puta, coisa que ela não era.

— MOSTRA OS PEITINHOS, DELÍCIA! — Um engraçadinho gritou.

Jadelyn rebolava até o chão, o vestido colado havia subido, mostrando muito mais do que as coxas alvas e torneada. Ela sorria maliciosa, enfiou um dos dedos na boca e rebolou ainda mais.

Desceu até o chão de novo, levantou ficando de costas e começou descer o vestido. Ela ia mostrar os seios.

— VIRA! VIRA! VIRA! — O coro de vozes masculinas iam aumentando.

A morena mexia o corpo, o vestido preto era muito justo, o tecido subiu um pouco mais. Ela ia virar e se exibir para o delírio deles.

— SAIAM DA FRENTE! — Empurrei dois deles e fui até ela.

Eu não devia ter deixado a porra da jaqueta no carro.

Tirei a camisa de linho, arrebentando alguns botões e coloquei a camisa nela com rapidez. Envolvi sua cintura com o braço e a conduzi para longe do grupo de homens que se formava...

Fui vaiado e xingado. Não me importei.

— Me solta! ME DEIXE VOLTAR PARA LÁ! ELES QUEREM ME VER DANÇAR! SÃO MEUS FÃS! — Ela estava tão bêbada que tropeçava nos próprios pés.

— Cala a boca! — Gruni já impaciente.

Passamos pelos seguranças, a peguei no colo e a levei para o carro que já se encontrava destravado.

— Você é um... Um canadense pé no saco, sabia? Nem me deixa dançar... Eu só queria agradar meus fãs. — Fungou.

Revirei os olhos. Mulher bêbada era uma merda. Nunca imaginei que teria que tomar conta de uma secretária chapada.

— Fica quieta! — Ordenei tentando prendê-la ao cinto de segurança.

— Você não manda em mim! — Se debateu e tentou me morder.

— Olha, não me faça perder a paciência... — Abaixei a parte de baixo do seu vestido. Olhei para a parte do busto. Um dos seios estava à mostra. — Ou eu não respondo por mim... — Balancei a cabeça, eu precisava manter o controle e a calma que ainda me restavam.

Não toquei nela, subi a parte do tecido que cobria o busto e ajeitei minha camisa nela. Por fim, consegui colocar o cinto.

Sentei em frente ao volante, coloquei o cinto e liguei o carro.

— Aonde você mora? — Perguntei.

— Moro num apartamento, que pergunta idiota... — Disse com a voz engrolada.

— Estou querendo saber o seu endereço. — Suspirei fundo, apertando o volante.

— Ah, sei lá, me deixa por aí, se eu não achar o caminho... Eu durmo com os sem-tetos. — Gargalhou.

Revirei os olhos e bufei.

— Vou te levar para o meu apartamento. — Falei.

— Ah, tanto faz... — Resmungou. — Eu sou uma borboleta. Voando sem rumo... Como os vagalume... Sou um Beija-Flor... Beijando as flores... Eu tomo o seu mel. Eu tomo o seu mel... Eu tomo o seu mel... Mel... — Cantava e aquilo era até engraçado.

Que diabos de música era aquela?

— Se não calar a boca, eu vou encostar o carro e vou tomar o seu "mel" e vou fazer você gemer muito, te chupando bem gostoso... — Falei sabendo que ela não lembraria daquilo no dia seguinte.

Eu não poderia negar. Eu estava com uma puta vontade de foder aquela mulher.

Notas finais
E aí? O que acharam da Jade ficando chapada??? O Sr. Oliver até que tem paciência kkkkkkkk Apareçam leitores fantasmas. É sério, nada de vácuo, ok? Bjs