Burning Desire - Bade
7 Chapada
Notas iniciais
P.O.V Da Jade
Tori e eu voltamos para o bar, André e o Sr. Metido pediram um drink de tonalidade vermelha. Sr. Oliver tomou o dele numa só golada, e o André olhou para a minha amiga como um predador olha para a sua presa, faminto. Sedento por sexo. Com certeza, ele iria pegá-la de jeito.
Tori colou o corpo ao do musculoso moreno de pele cor de ébano, sorriu maliciosa e sussurrou algo no ouvido dele. André assentiu, sorrindo, e passou um braço ao redor da cintura dela. Colocou o copinho vazio sobre o balcão e ambos sairam juntinhos. A safada nem olhou ou acenou se despedindo de mim.
— Deveria tomar cuidado com sua bolsa. — Sr. Oliver me entregou a bolsinha. — Alguém poderia tê-la furtado. — Seu olhar era de repreensão.
— Obrigada por tomar conta dela. — Forcei um sorriso.
— Disponha, Jadelyn. — Pronunciou meu nome com aquele sotaque canadense.
— Pelo visto aprendeu meu nome... — Comentei.
— Jadelyn é um nome diferente. — Se endireitou na banqueta e pediu mais um drink ao barman charmoso e gay.
— Prefiro ser chamada de Jade. — Falei e virei o Boquete de uma vez só.
A bebida era forte e desceu queimando minha garganta. Fiz careta e balancei a cabeça. O moreno riu de mim.
— Vai com calma, apressadinha, isso não é suco não. — Sorriu, debochado.
— Eu sei... — Falei entre dentes, sentando ao lado dele, colocando a bolsa no colo. — Ei! — Bati no balcão, chamando o barman moreno de cabelo moicano. — Por favor, me sirva uma Tequila com sal e limão. — Pedi. — Quero relembrar a época do colegial. — Falei para o moreno que me olhava pasmo.
[...]
P.O.V Do Beck
— Mais uma, gatinho. Hoje quero esquecer do meu nome. Bota na conta dele aqui. Esse bocó metido é o meu chefe. Um Diabo em pessoa. Eu trabalho para o Diabo. — Gargalhou já alterada. — Segura a minha bolsa! — Empurrou a bolsinha para mim.
— Não sirva mais nada, estou encerrando minha conta! — Avisei ao barman.
— Coloque na minha conta... Eu quero um daqueles drinks roxo, me sirva uma taça bem cheia e...
— Não! Ela já bebeu muito. Não sirva mais nada, entendeu? — Abri minha carteira e tirei uma nota de 100. — Fique com o troco como gorjeta. — Coloquei o dinheiro debaixo do copo vazio.
— Certo, senhor. — O barman assentiu.
— Qual é o seu problema, hein? A boca é minha, o fígado é meu... — A morena foi descer da banqueta e se desequilibrou, a segurei depressa. — Malditos saltos! — Esbravejou. — Ah, me solta! Eu só quero beber. Que saco! — Me olhou raivosa.
— Você já está chapada. Com certeza vai acordar com uma ressaca daquelas. Encerrou por hoje. Vou levá-la para a casa! — Avisei, sério.
— Uma ova! Não quero ir embora... — Afundou o pé direito no meu, a soltei e a encarei, incrédulo. — Agora vou dançar. — Se apoiou no balcão e retirou os sapatos. — Segura. — Me entregou os sapatos. — Cadê aquela vadia? Ah, foda-se! — Disse antes se encaminhar para a pista de dança, sumindo antre uma massa de corpos dançantes.
— Essa mulher é fogo... — Murmurei.
[...]
Não vi meu velho amigo em lugar nenhum. Ele havia sumido com aquela bela morena, a amiga da minha secretária 'boca sem filtro'. Era a primeira mulher que tinha coragem e ousadia para dizer na minha cara o que bem achava da minha pessoa.
Não se intimidava à ponto de abaixar a cabeça para mim, e eu gostava daquilo. Jadelyn West era intrigante, destemida e muito sexy. Gostosa pra porra, sem nenhuma dúvida...
Estava tocando uma música remixada, o DJ era muito bom. As músicas que ele tocava eram as melhores. Tinha toda aquela pegada de sensualidade na batida e a letra com certo apelo sexual, nada tão imoral.
Até aí tudo bem... A música mudou. As pessoas gritavam empolgadas, a maioria bêbada. Jadelyn era uma delas.
Saí da boate, foi difícil sair dali com tanta gente no local. Caminhei até o Aston Martin apressado, o destravei, desligando o alarme e abri a porta traseira, joguei os sapatos e a bolsa no banco de couro.
Tirei a jaqueta, eu estava já transpirando. Deixei a jaqueta no carro e voltei para dentro da boate após apertar o coque. Nunca gostei de deixar meu cabelo curtinho. Aquilo de certa forma era o meu charme. Meu cabelo bonito e macio chamava a atenção da mulherada.
— Mas que porra é essa? — Saí empurrando, tirando algumas pessoas do meu caminho.
A morena estava ficando rodeada de marmanjos. Eles estavam todos alegrinhos, incentivando-a dançar...
Dançar não era exatamente a palavra certa... Ela estava quase tirando a roupa, se exibindo como uma puta, coisa que ela não era.
— MOSTRA OS PEITINHOS, DELÍCIA! — Um engraçadinho gritou.
Jadelyn rebolava até o chão, o vestido colado havia subido, mostrando muito mais do que as coxas alvas e torneada. Ela sorria maliciosa, enfiou um dos dedos na boca e rebolou ainda mais.
Desceu até o chão de novo, levantou ficando de costas e começou descer o vestido. Ela ia mostrar os seios.
— VIRA! VIRA! VIRA! — O coro de vozes masculinas iam aumentando.
A morena mexia o corpo, o vestido preto era muito justo, o tecido subiu um pouco mais. Ela ia virar e se exibir para o delírio deles.
— SAIAM DA FRENTE! — Empurrei dois deles e fui até ela.
Eu não devia ter deixado a porra da jaqueta no carro.
Tirei a camisa de linho, arrebentando alguns botões e coloquei a camisa nela com rapidez. Envolvi sua cintura com o braço e a conduzi para longe do grupo de homens que se formava...
Fui vaiado e xingado. Não me importei.
— Me solta! ME DEIXE VOLTAR PARA LÁ! ELES QUEREM ME VER DANÇAR! SÃO MEUS FÃS! — Ela estava tão bêbada que tropeçava nos próprios pés.
— Cala a boca! — Gruni já impaciente.
Passamos pelos seguranças, a peguei no colo e a levei para o carro que já se encontrava destravado.
— Você é um... Um canadense pé no saco, sabia? Nem me deixa dançar... Eu só queria agradar meus fãs. — Fungou.
Revirei os olhos. Mulher bêbada era uma merda. Nunca imaginei que teria que tomar conta de uma secretária chapada.
— Fica quieta! — Ordenei tentando prendê-la ao cinto de segurança.
— Você não manda em mim! — Se debateu e tentou me morder.
— Olha, não me faça perder a paciência... — Abaixei a parte de baixo do seu vestido. Olhei para a parte do busto. Um dos seios estava à mostra. — Ou eu não respondo por mim... — Balancei a cabeça, eu precisava manter o controle e a calma que ainda me restavam.
Não toquei nela, subi a parte do tecido que cobria o busto e ajeitei minha camisa nela. Por fim, consegui colocar o cinto.
Sentei em frente ao volante, coloquei o cinto e liguei o carro.
— Aonde você mora? — Perguntei.
— Moro num apartamento, que pergunta idiota... — Disse com a voz engrolada.
— Estou querendo saber o seu endereço. — Suspirei fundo, apertando o volante.
— Ah, sei lá, me deixa por aí, se eu não achar o caminho... Eu durmo com os sem-tetos. — Gargalhou.
Revirei os olhos e bufei.
— Vou te levar para o meu apartamento. — Falei.
— Ah, tanto faz... — Resmungou. — Eu sou uma borboleta. Voando sem rumo... Como os vagalume... Sou um Beija-Flor... Beijando as flores... Eu tomo o seu mel. Eu tomo o seu mel... Eu tomo o seu mel... Mel... — Cantava e aquilo era até engraçado.
Que diabos de música era aquela?
— Se não calar a boca, eu vou encostar o carro e vou tomar o seu "mel" e vou fazer você gemer muito, te chupando bem gostoso... — Falei sabendo que ela não lembraria daquilo no dia seguinte.
Eu não poderia negar. Eu estava com uma puta vontade de foder aquela mulher.
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