Notas iniciais
Oie, meninas!!! Aqui está mais um capítulo! Espero que gostem!!!

P.O.V Da Jade

— Por quê não senta e almoça comigo, Srta. West? — Apontou para a cadeira em frente à mesa que ele havia mandado arrumar para colocar na sala dele.

— Não, obrigada. Já combinei de ir almoçar com uma amiga. — Recusei seu convite.

— Ah, fica para a próxima vez, então... — Forçou um sorriso.

Ele tirou as duas vasilhas térmicas e um potinho da sacola e os organizou em cima da pequena mesa. Pegou os saquinhos que vinham com os talheres e a garrafinha com suco que estavam em outra sacola.

— Já pode ir, Srta. West. — Fez um gesto rápido, me dispensando.

— Bom almoço. Com licença, Sr. Oliver! — Eu precisava ser educada com ele, não tinha outra escolha.

Fui almoçar com a Alex no restaurante pertinho dali. Eu estava faminta e ela louca para fofocar.

— Ele é muito gato, não é? Além de charmoso, ele é bom chefe? — Perguntou assim que sentamos.

— Você achou ele bonito? Acredita que eu nem reparei? — Menti. — Mal tive tempo de respirar hoje. O Sr. Oliver é muito mandão e exigente. — Acrescentei.

— Mandão e exigente? Oh, que sexy! — Sorriu maliciosa.

— Não acho nada sexy... — Falei. — Vou ser sincera, eu não fui com a cara dele. O cara é muito arrogante. Ele se acha o maioral, se comporta como o Poderoso Chefão, odeio gente assim! — Afirmei. Abri o cardápio e ela fez o mesmo.

— Ah, que pena, e eu pensando que ele era gente boa... — Suspirou.

— Oi meninas, o que vão querer hoje? — David, o simpático rapaz que sempre atendia a gente, apareceu todo sorridente.

Ele tinha uma queda pela Alex.

— Só um minuto, David... — Ela deu uma olhada no menu do dia.

— Vou querer um filé de frango com batata gratinada, arroz de forno e refrigerante de laranja. — Fiz o meu pedido. Ele anotou com rapidez.

— Vou querer salada de batata com espinafre, legumes refogados e suco de laranja sem açúcar. — Alex abaixou o cardápio e o David anotou o pedido dela.

— Isso é sério? — Perguntei descrente assim que ele se retirou.

— Estou tentando emagrecer, nós duas sabemos que estou acima do peso. — Disse chateada.

— Você precisa procurar ajuda, Alexandra. O que você tem é uma doença muito grave. Anorexia mata, sabia? — Avisei preocupada.

Ela era linda, tinha um corpo com belas curvas, sempre chamou atenção por ser alta, bronzeada e dona de um corpo de causar inveja.

— Ficou louca? Eu não tenho Anorexia. O que eu tenho são gorduras indesejadas. Olha pra mim, eu estou ficando gorda, será que você não consegue ver isso? — Indagou ficando alterada.

— Você é que não consegue aceitar, você está doente, precisa de ajuda urgentemente. — Tentei abrir os olhos dela.

— Eu não estou doente! — Ela disse brava, se levantou e abriu a bolsa, colocou o dinheiro em cima da mesa. — Você não entende, é bonita e magra, não está na minha pele... — Dizendo isso, ela foi embora.

[...]

O telefone tocou, atendi e o ouvi a voz do Sr. Oliver soar grave num tom de urgência.

— Venha aqui na minha sala agora! — Não pediu, ordenou.

— Sim, senhor. — Encerrei a ligação, levantei depressa e corri para a sala dele.

Quando cheguei, o encontrei sentado na cadeira, seu rosto estava vermelho e banhando de suor, ele estava sem gravata e com a camisa de linho quase toda desabotoada. O paletó dele estava pendurado no espaldar da cadeira.

— O senhor está passando mal? — Perguntei quando ele fez careta e se debruçou na mesa.

— O que tinha naquela comida? — Sua voz saiu quase falha.

— Tempero. — Respondi sem compreender. Ele estava insinuando algo?

— O quê mais além de tempero? — Indagou erguendo o rosto, o cabelo dele estava grudando na testa.

— Nada, o senhor acha que eu coloquei alguma coisa na sua comida? — Retruquei indignada.

— Sinceramente? Não sei, Srta. West... — Arquejou e soltou um gemido segurando a barriga.

— Eu jamais faria isso, Sr. Oliver! — Bem, aquilo não era verdade, eu seria capaz de sabotar a comida dele sim.

— Eu não estou me sentindo bem. — Disse trincando os dentes.

'Ah, jura? Eu nem reparei...'

— Quer que eu o acompanhe até a enfermaria? — Me aproximei.

— Não! — Levantou ainda com a mão na barriga. — Eu... Eu... — Ele correu cambaleante até a porta.

Observei ele sair dali às pressas.

[...]

Acabei sendo dispensada antes do meu expediente acabar. Ele não retornou para a sala, mandou um funcionário avisar que eu já podia ir pra casa. Arrumei minha sala e a sala dele, peguei minha bolsa e fui embora, antes de ir me despedir da Alex que ainda estava com raiva de mim. Ela nem olhou para a minha cara direito.

Mandei uma mensagem para Tori antes de entrar no carro.

Quando cheguei no meu apartamento, tomei um rápido banho, vesti uma blusa leve e short jeans. Preparei um café gelado com creme, um sanduíche de peito de peru e fui para a sala assistir enquanto esperava a minha amiga de longa data chegar.

A campainha tocou, coloquei meu lanche em cima da mesinha de centro e fui abrir a porta para a Vega.

— Você veio da academia? — Perguntei para a morena que estava usando uma regata, calça legging, tênis, o cabelo estava preso em forma de rabo de cavalo.

— Não. O vizinho gato me convidou para correr! — Disse abrindo um sorrisão.

— Que vizinho gato? — Fechei a porta.

— Ele se mudou ontem. Hoje foi pedir um pouco de sal lá em casa. Ele até me confundiu com a Nina Dobrev, acredita? Ele se assustou quando eu abri a porta. — Ela contou animada.

— Nossa! — Nos sentamos. — Como ele é? — Perguntei.

— Alto, musculoso, tem cabelos pretos e olhos castanhos, pele cor do pecado e o sorriso dele é lindo. O nome dele é André Harris, ele é músico e personal trainer. Convidei ele para almoçar, ele é tão legal, educado e muito gentil. E o melhor de tudo, ele é solteiro. — Contou toda alegrinha.

— Mas e se ele for gay? — Indaguei. Era raro encontrar homens como ela descreveu.

— Pensei nisso também, mas vou descubrir isso hoje. — Falou com um brilho no olhar.

— Pelo visto, você já está amarradona no cara. — Constatei.

— Não vou negar, achei ele muito atraente. — Sorriu corando.

— Toma cuidado, hein? Não acho uma boa ideia você ficar convidando ele para ir comer na sua casa. Você mora sozinha e nem conhece o cara direito. — Aconselhei.

— É, você tem razão, o Evan serviu de exemplo... — Concordou.

Senti um calafrio percorrer a minha espinha. Eu não gostava nem de tocar no nome do desgraçado.

— Agora me conta, como foi o seu primeiro dia com o novo chefe? — Ela logo mudou de assunto.

Contei tudo a ela, narrando tudo o que aconteceu ao longo do dia. Ela teve uma crise de risos quando terminei de contar.

— Fala pra mim, você sabotou a comida do seu chefinho, né? — Perguntou. Até ela desconfiava de mim?

— Não. Lógico que não. Eu juro que eu não coloquei nada na comida dele. — Arfimei.

— Será que ele não pode comer algum tempero? — Fez cara de pensativa.

— Sei lá... — Dei de ombros. — Talvez o estômago dele seja delicado demais. — Nós duas rimos com isso. — Não provei, ele disse que era para eu escolher por ele. Daí eu comprei bife com molho vermelho, macarrão, salada de maionese e suco de limão. — Contei a ela.

— Você é louca? O coitado nem deve ser acostumado com esse tipo de comida gordurosa e nada leve. Ele com certeza só come comida fina, essas comidas de restaurante chique, ele deve gostar de tomar vinho e não suco de limão. — Disse uma coisa que fazia sentido.

— Então, foi a salada de maionese que fez mal para ele... — Falei pensativa.

— Pode ter sido. — Concordou.

— Coitado que nada. Bem feito! Acho que nem deu tempo dele chegar no banheiro. — Falei e comecei a rir imaginando se o Sr. Todo Poderoso havia sujado as calças.

[...]

No dia seguinte...

Acordei bem cedo com medo de chegar atrasada, tomei banho com calma e tive tempo de escolher uma roupa melhorzinha para ir trabalhar. Decidi ir de saia lápis, blusa de tecido de imitação de seda, coloquei uma meia-calça preta e os sapatos com as maiores saltos que eu tinha. A blusa era preta e a saia era cinza-escura, deixei três botões abertos formando um decote, deixei o cabelo solto e ondulado. Passei meu batom vermelho, e bastante rímel e lápis de olho.

Borrifei um pouco do meu perfume novo e sorri diante do espelho.

'Só quero ver a cara do chefinho quando eu chegar assim.'

Cheguei na Editora 20 minutos adiantada.

— Bom dia, Jade. Tá muito gata hoje, hein? — Sinjin, o rapaz da xerox piscou para mim, ele só vivia me paquerando.

Estávamos no estacionamento.

— Bom dia, Sinjin. — O cumprimentei.

Tadinho, nunca dei bola para ele. Agradeci o elogio e forcei um sorriso. Apressei os passos para ele não me seguir. Ele ficou colocando cadeado na moto dele, era uma moto parecida com uma Lambreta que ele mesmo havia montado. Quem iria roubar aquela coisa esquisita?

A recepcionista torceu o nariz assim que entrei. Ela era uma siliconada invejosa, que por sinal era ignorante com todo mundo. Peguei o elevador.

O Sr. Arrogante ainda não havia chegado, entrei na sala dele com a cópia da chave e liguei o computador. Tudo estava organizado como eu havia deixado.

Bisbilhotei os livros novos que estavam na estante. Eram livros dele.

— Luxúria. No Limiar do Desejo. Insaciáveis. Desejo Ardente. — Fui lendo os títulos.

'Hum... Então, o Sr. Metido é fã de livros eróticos?'

— Chegou cedo hoje, Srta. West! — Aquela voz. Aquele sotaque.

Acabei me assustando e derrubando os livros. Droga. Me abaixei depressa para recolher, acabei me atrapalhando toda, sem querer empurrei um dos livros para debaixo da estante. Merda. Fiquei de quatro ali no chão, me abaixando ainda mais, colocando a mão por baixo da estante... Sua risada ecoou por sua sala.

— Além de atrapalhada, é bisbilhoteira... Que bonito, Srta. West! — Comentou irônico.

Peguei o livro e recolhi os outros. Levantei rapidamente, sentindo o meu rosto arder.

— Eu só estava... Estava tirando uma poeirinha. — Menti.

— Sei... — Acariciou o queixo, seus olhos desceram pelo meu corpo.

Me virei e comecei a colocar os livros no lugar que retirei.

Gelei no lugar, me arrepiei todinha e enguli um seco quando senti seus dedos percorrendo a minha perna direita.

— A sua meia-calça rasgou. — Avisou.

Me virei, meu pulso estava acelerado, o meu coração estava do mesmo jeito. Ele estava abaixado ainda com a mão na minha perna.

— Se me permite... — Suas mãos subiram por ambas as pernas, adentraram a minha saia e agarraram o elástico.

Ele deu um puxão para baixo, o tecido rasgou ainda mais e eu arfei. Com mais outro puxão, ele detonou de vez com a minha meia-calça.

— Prontinho. — Levantou segurando o que sobrou do tecido.

Pisquei pasma com sua ousadia e ele sorriu indo descartar na lixeira. Ajeitei minha saia, eu estava um pouco trêmula e... Acho que até molhei a calcinha, não de xixi é claro.

— Se mexa, Srta. West, temos trabalho a fazer! — Estalou os dedos.

— Oh, s-sim, é c-claro... — Gaguejei.

'Mas que droga! Se acalme, mulher...'

— Você quer emprestado algum livro? O Desejo Ardente é ótimo, leia, eu recomendo! — O cretino sorriu malicioso para mim.

— Não leio esse tipo de gênero, são imorais. Me dão nojo! — Falei recuperando a minha compostura. Seu sorriso murchou.

'Toma, engole essa, seu safado!'

Notas finais
E aí??? O que estão achando da Fic??? Para a Fic continuar, vai depender de vocês... Bjs